Burning

28 Capítulo 24


Notas iniciais
Mai um capítulo para vocês!! Espero que eu não tenha demorado muito...

CAPÍTULO 24

Já se passava do meio dia e ainda não havíamos encontrado água. Minha garganta já estava seca a essa altura e, conforme as horas se passavam, a caminhada fica cada vez mais exaustiva.

– É melhor nos sentarmos um pouco. – disse Nathan a certa altura. — Nós não dormimos ainda, você deve estar cansada.

– Tudo bem, podemos continuar andando, eu agüento.

– Lorena, não seja teimosa. Você está quase desmaiando de cansaço.

– Não, estou não. – teimei.

Ele bufou.

– Eu sei que está com sede, eu também estou, mas você não pode continuar desse jeito, vamos dormir um pouco. – eu franzi os lábios, pensativa e depois sacudi a cabeça. – Ok, então você fica dormindo e eu vou atrás de água e quando eu achar eu te acordo, pode ser?

– Não vai desistir de tentar me convencer a dormir, não é? – perguntei revirando os olhos.

– Não mesmo.

– Então tá, eu durmo e você vai procurar água. – propus.

– Perfeito – concordou com um sorriso estonteante, fazendo minha respiração acelerar por alguns segundos.

– Mas não precisa armar a barraca, só vai nos atrasar. – disse quando ele ameaçou fazê-lo. – Só me dê o saco de dormir.

– Como preferir. – respondeu entregando-me o que eu pedi.

Estendi-o no chão e enfiei-me dentro, tentando relaxar. Nathan andou até mim e agachou para me dar um beijo no rosto.

– Eu já volto. – prometeu e eu não pude deixar de me lembrar da última vez que me dissera isso, nem do que aconteceu depois. Dito isso ele se virou e voltou a caminhar na mesma direção em que iríamos se eu não estivesse quase desmaiando de sono.

Assim que ele saiu de vista, fechei os olhos para esperar o sono vir, mas ao invés do sono, imagens dos fatos ocorrentes na noite passada inundaram a minha mente.

Contudo, mesmo depois de tudo o que aconteceu com Dorothea e de eu quase ter sido levada de volta para o hospício, eu não conseguia me importar com tudo isso. Minha mente ignorava esses fatos, fazendo-me lembrar apenas dos beijos que Nathan e eu trocamos antes do quase desastre. Fora algo tão bom e intenso, que tornara a noite passada a melhor da minha vida. Era simplesmente perturbador o modo que eu me sentia perto dele, perturbadoramente irresistível.

E foi com esses pensamentos que minha mente foi levada para a inconsciência.

Abri os olhos para um lugar familiar. As paredes pintadas de roxo, os móveis brancos, o tapete branco e felpudo do lado direito da cama onde eu me encontrava deitada. Eu estava em meu antigo quarto.

Meu quarto estava exatamente como eu deixara antes de tudo acontecer, mas parecia estranho estar nele novamente. Antes que tivesse tempo de entender o que eu estava fazendo lá, alguém bate na porta.

“Entra”, disse.

E então, Nathan surgiu, lindo com os olhos azuis brilhantes, sorrindo para mim.

“Nathan”, sussurrei, ”O que está fazendo aqui?”

Ele nada diz, apenas anda até mim e me beija. Um beijo longo e intenso, deixando-me sem fôlego.

“O que está fazendo aqui?”, perguntei novamente quando ele me deixou respirar.

“Vim te buscar, e a propósito, você está linda!”

Só então notei o que ele vestia. Ele estava com uma calça social preta, um sapato da mesma cor e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos.

“Para onde vamos?”, perguntei.

“Para a sua formatura”, respondeu franzindo a testa, surpreso por eu etar lhe perguntando isso.

“Minha formatura?”, murmurei encarando a beca que estava dobrada ao pé da cama. “Nossa!”, exclamei ao notar o vestido preto que eu usava.

É nessa hora que meus pais aparecem na porta, com roupas elegantes e para a minha surpresa minha mãe tinha a barriga enorme de uma grávida de oito meses.

“Vamos querida! Já estamos atrasados”, disse meu pai.

Não me mexi.

“Lorena!”, chamou Nathan ao meu lado. “Lorena”...

O rosto de Nathan estava a centímetros do meu e sua expressão era ansiosa. Ele se afastou um pouco quando viu meus olhos abertos me dando espaço para poder sentar. Eu o fiz e observei o céu. O sol não demoraria para se pôr.

– Encontrei uma cachoeira perto daqui. Vamos reabastecer, beber água e seguir viagem, ok?

– Ok. – concordei.

– Quer ajuda para se levantar? – perguntou com um sorriso debochado.

– Não, pode deixar.

Me levantei e dobrei o saco de dormir, entregando-o para que o guardasse na mochila. Ele o fez e peguei a minha mochila.

– Por aqui. – disse e eu o segui com o sonho que acabara de ter martelando em minha cabeça. E não pude deixar de pensar em como seria bom ter Nathan e minha antiga vida de volta.

Notas finais
Gostaram?