Burning

16 Capítulo 15


Notas iniciais
Feliz ano novo para todas as minhas leitoras!!!!! P.S. Espero que gostem do capítulo.

CAPÍTULO 15

– Toc toc – ouvi uma voz conhecida dizer atrás das grades da minha cela.

– Nathan? – perguntei.

– Alguém mais visita seu dormitório no meio da noite?

– Não vau conseguir entrar, — disse ignorando sua pergunta. – eles trancaram...

Não terminei a frase, pois enquanto falava, ele abriu a grade e entrou em minha cela, andando até estar a mais ou menos um metro de distância da minha cama, onde eu estava sentada.

– Acha mesmo que eu faria o serviço pela metade? – era obviamente uma pergunta retórica.

– Eu devia estar mesmo imersa em pensamentos. – murmurei. – Nem percebi que eles haviam deixado minha cela aberta!

– Estava pensado em mim? – perguntou, sarcástico.

– Por que eu faria isso?

– Não sei, diga você.

– Eu estava pensando na sua proposta. – admiti.

– E? – a escuridão me impedia de ver seu rosto, mas seu tom de voz sugeria que ele estava esperançoso.

– E eu...eu decidi aceitar. Acho que é o melhor a fazer. – enquanto dizia isso, percebi que seus olhos adquiriam um brilho que eu nunca tinha visto antes. Ele parecia...feliz. Como se realmente quisesse que eu o acompanhasse até a Academia de Não Humanos, e não como se fosse uma missão designada a ele. Isso era confuso e lisonjeiro! Reprimi um sorriso.

Ele sorriu.

– Já não era sem tempo, Srta. Willians! – ele tentava ser sarcástico, mas eu podia ver, pelos seus olhos que ele estava realmente feliz. – Depois de uma semana e meia pensando, era praticamente obrigação sua me dar uma resposta positiva, por me fazer esperar tanto!

– Engraçadinho! – disse e então suspirei.

– O que foi? – perguntou Nathan, analisando-me. – Não parece feliz com sua decisão. – comentou.

– Não é isso, é que...eu vou sentir falta deles. – suspirei novamente.

– Dos seus pais?

– Sim, e do meu irmão...

– Você tem um irmão?

– ...ou irmã. – continuei.

– Espera aí, sua mãe está...

– Grávida! – terminei a frase. – Ela descobriu há alguns dias.

– Nossa! Isso é... bom! Parabéns! – disse.

– Obrigada!

– Está triste por não poder conhecê-lo?

– Sim, mas eu acho que assim é melhor. Dou um sorriso tristonho. – Às vezes eu sinto que eu sou a única coisa que impede meus pais de serem completamente felizes. Então eu pensei que se eu sumir, um dia eles se esquecem de mim e vão viver a vida deles...ser felizes de verdade. Juntos. E agora, com a gravidez da minha mãe, não vão sentir falta de nada.

– Não quero influenciar na sua decisão, mas não acho que isso seja motivo o suficiente para deixá-los. Não se for sofrer tanto com isso!

Fiquei surpresa com suas palavras. Pensei que o que ele mais queria era que eu fosse com ele.

– Desculpe, mas é o único motivo que eu tenho. – dou de ombros. – E pod ter certeza que vou sofrer mais se ficar aqui.

– Acho que tem razão. — concordou.

– E quando nós vamos? – perguntei.

– Quanto mais rápido, melhor.

– Daria para esperar até a próxima visita? – perguntei esperançosa.

– Melhor não. Temos que ir antes. – falou.

– Tudo bem. – suspirou.

– Que dia você quer ir? – perguntou ele condescendente. Olhei em seus olhos. Eu mal podia distinguir suas feições no escuro, porém os olhos azuis brilhavam mais do que nunca.

– Qualquer dia está bom para mim. – disse desviando o olhar.

– Então... Que tal daqui cinco dias?

– Acho ótimo. – É claro que eu queria esperar um mês para ver meus pais de novo, mas ele tinha razão. Quanto mais cedo, melhor.

– Ok, então daqui cinco dias, depois do toque de recolher. – quase não pude ver o sorriso que ele me deu antes de dizer a próxima frase. – Eu deixo seu dormitório aberto.

Sorri também.

– Não duvido mais disso.

– E por favor, — pediu ele voltando a ficar sério novamente. – espere eu vir te buscar. Eles te veriam se estivesse sozinha.

– Certo. — concordo.

– E... é só isso! Eu vou indo. Boa noite, Lorena!

– Boa noite! – respondi baixinho.

Ele estava se dirigindo para a saída da cela, quando pareceu se lembrar de algo, e então se virou.

– Só mais uma coisa. – sua voz tinha um tom de malícia.

Ele caminhou até estar perto de mim. Bem perto. Ele abaixa o rosto e pressiona os lábios em minha bochecha. Meu coração parecia que ia sair pela boca, minhas pernas ficaram bambas e senti borboletas em meu estômago. Ele moveu os lábios para sussurrar em meu ouvido.

– Espero que tenha uma ótima noite de sono. – ele ri e se afasta. Então sai da minha cela, deixando-me paralisada com as sensações que seu toque inesperado provocou em mim.

Notas finais
Até o ano que vem! kkkk