Burning
18 Bônus 1
Notas iniciais
BÔNUS 1 – Taylor
Eu havia acabado de deixar Lorena e o novato de olhos azuis – cujo nome eu não sabia, a sós. Ela tinha praticamente me expulsado de lá para falar com o garoto. E o pior de tudo era que eu não sabia por que Dorothea insistia tanto para que eu me aproximasse dela. Será que ela tinha algum dom também?
Saí do jardim e fui para o meu dormitório. Precisava ficar sozinha para pensar. Eu precisava avaliar se tudo isso valia mesmo a pena. Afinal, era minha liberdade de escolha que estava em jogo. Mas eu tinha que tentar, eu precisava muito vê-lo de novo...
Antes de chegar a meu dormitório, passei pelo de Halle, uma vez que eles ficavam lado a lado.
– Pelo menos uma coisa boa aconteceu em meio ao caos, não é Halle? – falei alto o suficiente para que ela escutasse se estivesse acordada. – Você finalmente está pagando pela sua arrogância.
– Saia daqui! – gritou.
Eu sorri e entrei em meu dormitório. Reprimi um grito quando vi alguém em pé ao lado da minha cama.
– Não ouse gritar – meu coração se acalmou ao ouvir a voz conhecida e ver os cabelos louros, sempre presos em um coque, iluminados pela luz fraca que vinha da janela.
– Dorothea. – suspirei. – você me assustou.
– Então, Taylor você conversou com Lorena hoje? – perguntou ela, sem rodeios.
– Fizeram algum progresso na “amizade” de vocês?
– Não exatamente. – ela bufou. – Mas... – acrescentei esperando acalmá-la. Tinha medo de aborrecê-la. Medo de que se o fizesse, ela descumprisse a promessa que me fez em troca de ajuda.
– Mas?
– Ela deixou escapar uma coisa estranha. Algo que não entendi muito bem, mas pelo jeito, ela não queria que eu ouvisse.
– O que? – perguntou Dorothea.
– Quando eu falei que a Halle fora punida e que ficaria cinco dias trancada, ela disse algo sobre nunca mais ter que aturá-la.
– E o que isso significa?
– Eu não sei. Quando eu a questionei sobre isso, ela se fez de desentendida e então aquele garoto, o novato dos olhos azuis, chegou e ela fugiu do assunto. – disse desesperada por agradá-la.
– Só pode ser aquele Nathan! Argh! Temos que ficar de olho nele. – acrescentou ela, olhando para mim. Suspirou. – Não se aproxime mais por enquanto, só fique de olho. Tanto nela, quanto no garoto. Temos que descobrir qual é a dele. – assenti. – E volte para o jardim agora mesmo! Precisa observar.
E então ela se virou e saiu pelos corredores cinzentos e depressivamente silenciosos.
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