Buraco de Minhoca

2 Primeiros planos


Notas iniciais
Esse capítulo exprime bem a essência de cada personagem.

De volta à sua casa, Frank ouviu poucas e boas do Terrível, o carinhoso apelido que dera a seu pai.

–Quem ensinou esse garoto a ficar vagabundando por aí?

–Foi você, Will, a culpa é toda sua!. – Sua mãe, Denise, era seu anjo da guarda, sempre defendendo Frank das garras do Terrível.

–Está louca Denise? Que culpa tenho eu do nosso filho ser um imprestável? Exemplo não foi o que faltou! Volte aqui garoto! – Disse o Sr. William assim que ouviu a porta do “buraco de minhoca” se fechar, com sua voz estrondosa que lembrava Zeus, o deus do trovão.

Frank tirou um momento de reflexão, sentou-se em sua cadeira de escritório, e depois de alguns segundos de suspiros breves e rápidos, começou a digitar em seu blog, que era sua válvula de escape do mundo real.

– É agora que eu faço esse velho desgraçado pagar! – Gritou com tanta raiva que seu gato deixara a porta entreaberta, deixando passar um ar gélido e congelante na fria cidade de Pittsburgh. E começou a digitar sem parar, freneticamente, com seus dedos duros de tanto frio. E repentinamente parou. Percebeu que já era tarde da noite, e foi tomar seu banho. Ninguém pensa normalmente às 4 da manhã.

E ele acorda cedo aos berros de Will, às 6 da manhã. – Ei, Frank, já viu a manchete do jornal de hoje?

“Hacker invade servidores da InnCorp. e derruba site da empresa por mais de cinco horas.”

O menino era mesmo um prodígio. Em apenas alguma horas transcorridas, ele sozinho havia acertado bem no coração de seu pai uma flecha que doía muito no bolso.

– Você tem alguma coisa a ver com isso Frank? – William sabia das habilidades de seu filho, mesmo querendo que a empresa mais que ele.

– Pai, acho que está me superestimando, não?

–Não se faça de bobo, Frank, sei muito bem do que você é capaz.

–Não sei de nada disso, pai, me desculpe.

–Não tem problema, logo o verdadeiro culpado será revelado.

Isso soou bem maquiavélico na cabeça de adolescente de Frank. O garoto sabia que seria impossível conviver com seu pai depois que ele descobrisse o que ele havia feito. Saiu da cozinha e foi caminhar, impressionantemente. Fugia de seu pai.

– Ei Frank! Estavamos procurando por você! — Disse Joel, acompanhado de Elisa, os dois mantinham uma expressão muito séria.

–O que você fez cara? Seu pai vai te matar!

–Esse velho tava precisando levar o troco!

–Mas Franky, como você vai viver no mesmo teto de seu pai agora?

–Não vou.