Bruxos e Vampiros - Um amor impossivel!
2 Capitulo 2: Transformação.
Notas iniciais
– Está na hora de voltarmos! — Disse Itachi friamente.
– Por quê? — Perguntou confusa.
– Você não acha que eu perderia uma boa briga não é?! – disse dando um sorriso meia boca.
– Briga? — perguntou não estava aguentando tanto que sua cabeça latejava.
– Como eu disse aquelas que se diziam suas amigas são bruxas, elas te querem Sakura e estamos lutando para não perdê-la novamente. Agora temos que ir.
Sakura não sabia por que mais estava gostando daquela historia, e por algum motivo estava se sentindo diferente. Ela não sabia como explicar mais algo estava mudando nela, apesar da dor insuportável que estava sentindo na cabeça.
– Agora vamos passar por um portal, no começo vai ser estranho, mas você vai acabar se acostumando! — disse rápidamente.
Ele tirou seu cordão para fora da camisa que usava e ela viu um pingente de cristal, ele torceu o cristal e apareceu em sua frente um buraco negro. Boquiaberta e ainda assustada com a situação Sakura deu um passo pra trás, nisso ela sentiu uma pontada na cabeça que a fez se encolher e dar um gemido de dor.
– Você está bem? — perguntou Itachi segurando seu braço.
– Não. — Sakura disse voltando ao normal.
Logo eles passaram pelo portal, ela se sentiu estranha como se tivesse sendo sugada a sensação de que seu corpo estava se partindo a deixou enjoada, logo a sensação passou e eles estavam no colegio novamente. Sem parar pra pensar Itachi abriu a porta da sala de teatro. Ela se perguntava como ninguém no colegio se deu conta do que estava acontecendo ali. Logo eles entraram na sala de teatro, e estavam lá as quatro meninas lutando duas com o de cabelo branco, e as outras duas com o de cabelo vermelho. Só se via cadeira para um lado, mesa para o outro, e feitiços para lá e outros para cá.
A dor em sua cabeça voltou mais forte fazendo-a se agachar colocando as duas mãos na cabeça, a dor era insuportável ela queria arrancar a cabeça para ver se a dor diminuía, e a dor ficou mais forte levando-a ao chão e a fazendo dar um grito. A dor foi diminuindo ela tentou se levantar, mas em vão, novamente a dor latejante em sua cabeça voltara e mais uma vez voltou em sua posição no chão com as mãos na cabeça, ela nem percebera que uma cadeira veio voando em sua direção, com os olhos cerrados olhou diretamente para a cadeira que vinha com tudo pra cima dela, e para o seu espanto a cadeira parou a três centímetros dela. Espantada reuniu toda a força que tinha e tentou levantar, ignorando a dor que sentia. Enquanto se levantava percebia que algo estava diferente nela, só não sabia explicar, os objetos que vinham em sua direção não a atingiam, sempre paravam e caíam a três centímetros de seu corpo, a dor foi passando lentamente e ela foi conseguindo voltar a enxergar em sua volta, a dor depois de uns minutos já não existia mais, ela sentia seu sangue ferver em seu corpo, seus sentidos aprimorados, mais como? Ela se perguntava. Ela se virou e olhou seu reflexo na janela da sala e se assustou. Uma aparência sombria formou em seu rosto, Seus olhos estavam vermelhos sangue e havia presas em sua boca.
¨Como? Como? Como isso foi acontecer?”- Ela não parava de se perguntar.
Ela se virou e reparou a briga em sua frente, a dúvida ficou em sua cabeça, tudo que o tal Itachi disse estava fazendo sentido, suas amigas eram realmente bruxas, ele um vampiro e ela uma vampira, mas como? Se nunca havia passado por essa transformação antes. Será que ele a transformou? A dúvida estava cada vez mais a consumindo.
– Você não vai nos ajudar? – Gritou Itachi chamando atenção da rosada. Ele estava tentando se soltar de uma corda invisível. Ainda parada sem saber o que fazer, ela foi andando até ele e o tocou, fazendo-o voltar a se mover novamente, quando entra na sala um menino alto, todo de branco, de cabelos negros rebeldes, e usava uma mascara com um desenho de uma rosa negra com espinhos tampando todo seu rosto só se via seus olhos negros de ônix. No momento que ela o viu teve a sensação que uma corrente elétrica passava em seu corpo, não sabia explicar só queria ir embora.
E saiu andando.
– Aonde você vai? — perguntou Itachi.
– Embora!? — disse num tom meio confuso.
Enquanto andava até a porta o menino veio andando em sua direção, ele olhava dentro de seus olhos, era como se ele pudesse ver sua alma. Ele parou e ela passou lentamente ou seu lado, Seu olhar era hipnotizante e tão profundo que a fez arrepiar da cabeça aos pés. Ela mal reparou ao sair da sala que Itchi e os outros a seguiam, um portal apareceu em sua frente e ela sem controlar sua mente e seu corpo entrou, e a sensação de seu corpo ser separado em partes a despertou de seu transe.
Ao cair em si viu que estava de volta ao belo salão do suposto castelo de Itachi.
– O que você fez comigo? – Sakura perguntou num tom de desespero.
– Apenas iniciei seu processo de transformação. — Disse Itachi calmamente.
– Processo de transformação? Você me transformou em uma vampira?
– Você já é uma eu não te transformei, apenas fiz você mostrar sua identidade. — Itachi disse andando até o trono e se sentando.
– O que você fez comigo? — perguntou novamente impaciente.
– Deixe me explicar. Todo vampiro passa por um processo de transformação quando completa 10 anos de idade, para isso ele precisa apenas de algumas gotas de sangue de um semelhante seu, ou um vampiro como você desejar, é necessário para se ter sua verdadeira identidade. Você estava adormecida e eu apenas te acordei. — Itachi explicou calmamente.
– Como vou saber que você não me transformou apenas para eu acreditar em você? — perguntou nervosa.
– Você acha que eu me daria a esse trabalho?- Disse friamente. — Até agora o que eu te disse foi mentira? — perguntou.
– Não... Mas...
– Então... — Ele se levantou e foi até ela.- Tente confiar em mim minha irmã. — Disse sedutoramente tocando em seu rosto.
Sakura ficou rubra e baixou os olhos.
– Deixe me apresentar aos meus companheiros. — disse lhe mostrando os dois homens que estava com ele.
– Este é Pain. — disse apontando para o homem ruivo, e este se curvou ligeiramente. — e este é Hidan. — disse ao homem de cabelo branco que se curvou e deu um sorriso sedutor.
– Eles são meus melhores amigos, além de serem o meu braço direto. Vocês podem nos deixar a sós? — disse Itachi.
– Sim. — disseram saindo do salão.
Ela estava digerindo toda aquela loucura, teria que deixar sua família? Seus amigos? Sua vida? Não sabia e o medo estava começando a possuí-la, ela não queria aquela vida, não queria ser uma vampira, muito menos uma princesa.
– Eu não quero deixar minha família, não quero deixar minha escola, nem meus amigos… – Disse rapidamente deixando todas suas duvidas escapar pela boca.
– Eu sou sua família Sakura.
– Não! Quer dizer não estou pronta pra ser uma princesa, não estou pronta pra deixar minha vida.
– Sakura... – Disse dando um suspiro longo. — olha você ainda não precisa se mudar para cá diretamente e para você se acostumar venha todas as sextas para passar o final de semana aqui! Podemos fazer esse acordo?
Sakura não achava uma boa ideia, ainda não confiava nele e não sabia o que ele pretendia. Como ela explicaria isso para sua mãe? Agora sua vida estava mudada e não tinha como voltar atrás. Ela suspirou tristemente.
– Sim estou de acordo, passarei os finais de semana aqui.
– Então sexta irei te buscar. Você ira gostar daqui. Então vou deixá-la ir minha irmã. — disse pegando sua mão e dando um beijo. – Não novamente... — esta última frase foi tão baixa que a rosada quase não ouviu.
Ela apenas abaixou a cabeça. Ele novamente retorceu o cristal e abriu um portal.
– Ate breve princesa – disse pegando sua mão e dando um beijo delicado na mesma. O arrepio foi involuntário, ela baixou a cabeça para esconder seu rosto vermelho.
– Ate. — foi o que conseguiu dizer antes de passar pelo portal. Ela se perguntava se um dia iria se acostumar a passar pelo portal, era a pior sensação do mundo, o pior ela não queria voltar, não queria deixar sua vida. Então ela estava no banheiro do colégio se olhou no espelho e viu que já havia voltado ao normal para o seu alívio, pois não sabia como sairia de la no estado de antes. Escondida saiu e foi para a casa.
Agora viria a parte mais difícil conversar com seus pais.
Fale com o autor