Notas iniciais
VAMOS LA PESSOAL, LEIAM E COMENTEM

Os dias que sucederam ao domingo na casa de Jessica passou a ser uma tortura para Tiago Petreli.

Três dias após o almoço na casa de sua amiga, Tiago acordou se sentindo estranho, não fisicamente, nem se sentindo mal, apenas estranho. Ele se sentia mais confiante e mais esperançoso, era confuso pois ele não sabia o que ele estava esperando.

As coisas pareciam mais claras e coloridas, as matérias em geral não tinham mais graça, nem mesmo pareciam merecer a atenção do menino. Ele simplesmente não sabia, mas sentia falta de algo, algo que ele não fazia ideia do que era e por que ele queria.

Com o fim de fevereiro, fim de festas carnavalescas, por um ano pelo menos, março chegou o calor se manteve e a estranha sensação que brotou ficou junto com o ar quente.

Durante as aulas, Tiago percebeu que seus amigos estavam mais distantes um do outro, e dele também. As visitas a casa do outro ficaram menos constantes, fora das aulas, se viam semanalmente apenas, algo que não era fácil de se explicar ou de se entender também.

Suely e Nelson Greens também perceberam que os dois amigos do filho mal apareciam mais, e que o filho agitado estava passando mais tempo em casa, sempre pouco comunicativo, o que não era algo nem um pouco normal.

Após chegar da catequese em um sábado no fim do mês de março, Tiago ficou em seu quarto, sem Rafael ou Jessica, ele apenas jogou vídeo – game, sem muita vontade, mas sem ter opção de fazer outras coisas. Suely entrou no quarto como sempre fazia, sem bater o avisar, apenas entrava.

–Tiago? – o filho dela não olhou, apenas jogava – filho, cadê Jessica e o Rafael?

– Não, eu não os vi depois da catequese, devem estar ocupados com alguma coisa – falou Tiago, sem olhar para sua mãe, ou tentar manter um assunto.

– E você não se importa? Digo, eles não vem mais aqui...

– Eu deveria, por quê? Eles têm os problemas deles. Isso é normal – o menino tentava se fazer de indiferente, mostrar que achava tudo normal

Suely se manteve no mesmo lugar, ela usava uma roupa velha, estava como cabelo um pouco bagunçado. A mulher olhou para o quarto, vazio se não contasse o menino que jogava. Sem outras crianças em uma tarde de sábado.

– Sim, você deveria se importar e querer saber qual foi o problema que fez seus dois melhores e inseparáveis amigos se afastarem. Já faz umas três semanas que eu não os vejo juntos, antes eu os via todos os dias... quer parar de jogar e olhar para mim!

Tiago sabia que era muito ruim tentar se convencer que esta tudo bem quando se tem uma mãe disposta a lhe mostrar a verdadeira e cruel situação em que se encontrava. Com os olhos escuros, Tiago olhou para sua mãe e encarou aqueles olhos. O calor emanava dele, não conseguiria enganar sua mãe de forma alguma. Não com aquele olhar firme e afetuoso observando-o a todo instante.

– Eles estão mais distantes, conversamos menos a cada dia, mas não é só comigo, Jessica e Rafael também estão mais afastados um do outro... quando estamos juntos como hoje não temos assunto para conversar, não como antes. Parecemos desconhecidos tentando conversar. – afirmou Tiago.

Suely se sentou ao lado do filho, o menino tinha feições sofridas, e ela não poderia deixar aquilo continuar, tinha que ajuda-lo, pois era isto que sentia ser o certo a fazer, ele era seu filho.

– Filho, fale com eles... vocês sabem que o que esta acontecendo não é normal, onze anos de amizade não pode se desfazer em menos de dois meses sem que os envolvidos conversem e lutem para manter a amizade – falou Suely e Tiago assentiu, sem olhar para ela – vocês não podem sofrer por coisa boba, creio que os outros dois também estão se sentindo assim, e... fale com eles. Fale com os dois e decidam algo – completou ela.

Sem dizer mais nada, Suely deixou-o sozinho no quarto. Ele não tinha certeza sobre o que faria, mas não conseguiria continuar sem assunto com os outros dois.

Segunda-feira chegou, Tiago foi para escola sozinho, mesmo depois de fazer aquele caminho, sozinho, dezenas de vezes, ele não conseguia se acostumar. Era incrivelmente doloroso. A escola não tinha graça, e até mesmo Diego, com seus olhares ameaçadores não era tão ruim quanto ver, Jessica e Rafael, cada um em uma parte da escola.

Tiago perguntou a Mirella onde Rafael estava e ela informou que o menino estava na biblioteca. Quando Tiago chegou lá, o amigo estava sentado sozinho, Tiago se sentou, e nenhum deles falou alguma coisa. Antes aquilo poderia ser normal, mas naquele dia era algo constrangedor. Confuso, Tiago fechou o livro que o amigo lia, manteve a mão sobre a capa verde onde um garoto saia do mar com uma camiseta laranja e uma espada na mão direita.

– Podemos conversar?

– Já estamos fazendo isto Tiago – disse Rafael indiferente.

– Rafa, eu sei que tem algo estranho acontecendo... desde que fomos na casa da Jessica as coisas mudaram. É como se estar com vocês não é o suficiente, mas eu preciso de vocês dois – falou Tiago, ele conseguiu fazer Rafael olha-lo.

– Bom, eu tenho sentido a mesma coisa, como se estar com vocês fosse desconfortável pois não temos mais uma ligação como antes. Estudar, ficar em casa, sei lá, tudo perdeu a graça de um dia para o outro. Ate comecei a ler.

– É, eu percebi – falou Tiago segurando o pequeno livro – e eu concordo, com tudo mesmo, só tenho jogado jogos de fantasia e coisas parecidas, fico mais tranquilo, mas ainda sim...

– Não é o suficiente! – Uma voz feminina e infantil grave disse atrás dos dois, eles se viraram e viram Jessica em pé – oi meninos.

– Oi – responderam os dois.

Sem pedir, Jessica se sentou e olhou para eles dois, forçou um sorriso.

– Bom, faz mais de uma semana que nos sentamos assim para conversar não é mesmo? Estamos sentindo a mesma coisa, eu... bom eu me afastei porque pensei que vocês iriam me achar estranha... – os dois meninos riram e disseram “mais?” sem que ela pudesse ver – estou lendo Harry Potter, Senhor do Anéis, Guerra do Tronos, e tudo que encontro sobre fantasia... e estou viciada... mas ainda sim, preciso de vocês.

Tiago e Rafael se entreolharam e riram, sem saber o que fazer, Jessica riu também, quando pararam ficaram em silencio por um tempo.

– Você não é estranha... não tanto, — falou Rafael – desde que não comece a ler sobre vampiros brilhantes!

Novamente os três riram, desta vez mais alto, viram o olhar da bibliotecária fuzila-los. Ficaram quietos, afinal rir alto naquela biblioteca pequena era o mesmo que gritar.

– Então? – perguntou Tiago.

– O que? – perguntou Rafael e Jessica assentiu, desta vez pareciam confusos.

Tiago virou os olhos, se aproximou de seus dois amigos e depois de verificar que ninguém além deles estava ouvindo começou a dizer:

– O que há de errado com a gente?

Jessica olhou para a mesa branca, Rafael desviou o olhar e deixaram Tiago encarando-os, ele estava muito confuso. Olhou de um para o outro e quando os dois amigos dele trocaram olhares ele se sentiu mais confuso ainda.

– O que foi isso?

– Tih, eu o Rafa conversamos sobre isso no primeiro dia que as coisas começaram a mudar... e nós dois meio que brigamos e...

– Bom, já brigamos sobre isso antes, sabíamos que seria pior se falássemos com você – disse Rafael – fomos ficando distantes e sei lá.

Rafael parou de falar, ficaram em silencio e era quase possível ouvir Tiago pensando, processando o pouco que ouvira dos amigos.

– Vocês decidiram me deixar por fora de algo que nos afastou por quase um mês para que não houvesse briga? Vocês são idiotas? – nenhum dos amigos respondeu, fizeram silencio até que Rafael começou a rir e não conseguiu mais parar. A bibliotecária se levantou e mandou os três para a sala brava.

Tiago encarou a mulher alta de cabelos longos até a cintura, de nariz cumprido e feições assustadoras.

– Cecilia, agora é aula da Roldão, você é uma ex-aluna, sabe como é horrível ter aula com ela – disse Tiago implorando.

– Sim, eu sei – falou Cecilia com um rosto irônico, ele formou um sorriso e encarou os três ao mesmo tempo, o que foi algo bem assustador, ela se inclinou – se gostassem de ler, e de ficar fora da aula da Roldão, deviam ter feito o silencio obrigatório na biblioteca, mas eu acredito que realmente vocês gostam de ler – disse a mulher e os três respiraram aliviados – por isso irão para a sala, aprender português, ler alguns textos, serem humilhados e fazer lição, ou vão conversar com a diretora. De novo!

Surpresos, e sem reclamar, os três deixaram a biblioteca juntos, o corredor frio que levava à sala deles estava vazio, os únicos sons vinham das salas das outras turmas da quinta serie. Tiago andava lentamente, os dois amigos fizeram o mesmo e não falaram nada, daquele encontro um fato bom era que se sentiam mais próximos, sabiam que tinham muitas coisas sobre o que falar agora, até mesmo foram expulsos da biblioteca juntos. Estavam voltando a ser como eram, mas antes precisavam conversar sobre as novidades. E era isto que os assustava.

– Sabe – começou Rafael antes de chegarem na porta da sala deles – eu acho que Cecilia levou um pé na bunda.

– E o que você sabe sobre isto Rafael?

– Eu namoro, Jessica você esqueceu? Quer que Mirella confirme?

Jessica olhou para Tiago e os dois riram, Tiago tentou evitar olhar para o amigo porque sabia que ele estava ficando irritado com a atitude dos amigos.

– Rafael vocês nunca se beijaram, são crianças – afirmou Jessica, Rafael pareceu levar um tapa na cara, procurou ajuda com Tiago, mas viu que o amigo estava rindo.

– É por isto que ignorei aquele argumento sem sentido que você usou...eu quero amadurecer... já você não parece querer isto, aquilo que você disse é impossível, não existe...

– Espera – Tiago interrompeu Rafael e os dois amigos olharam para ele – sobre o que vocês estão falando agora? – não havia mais o sorriso no rosto do menino, apenas a curiosidade.

– Sobre o Motivo da nossa briga – disse Jessica – Rafael simplesmente não aceita o que nós estamos sentindo, você não acha um absurdo ele ignorar desta forma?

Tiago olhou para Rafael que parecia completamente desinteressado em falar sobre aquilo, estava com feições de uma pessoa entediada que já falou sobre o assunto varias vezes. Jessica estava vermelha como um tomate, e seria. Com vergonha Tiago olhou para a amiga.

– Mas eu não sei o que estamos sentindo, o que é?

Rafael olhou para ele, a testa enrugada, os olhos confusos. Jessica mantinha a mesma expressão que o amigo, de surpresa e susto, mas foi Rafael quem falou em seguida:

– Como assim? Tiago, até eu tenho que admitir que este sentimento impossível é real, só tem não a possibilidade de existir.

– Mas que sentimento é este?

– Eu acho que é mais um desejo – falou Jessica e Tiago revirou os olhos ansioso e chateado com toda aquela enrolação – Tih, você não percebe? Nós três estamos querendo aprender magia!

Tiago sentiu um raio passar por sua mente, exatamente onde a estranha sensação estava a um tempo estacionada, e depois sentiu o raio percorrer todo o seu corpo.

Rafael e Jessica observaram ele atentamente, o garoto negro olhava o amigo, na esperança de que ele o apoiasse, e a menina olhava para o amigo esperançosa com um sorriso perfeito no pequeno rosto bochechudo. Tiago estava sem expressão, apenas olhava para eles, nem ao mesmo sabia o que se passava na própria mente, quando ouviu a porta da sala deles se abrir sorriu aliviado.

– O que é que os três estão fazendo fora da minha sala enquanto eu passo uma matéria muito importante para o futuro de vocês? Francamente, para dentro, os três, A-G-O-R-A!

Tiago se virou e olhou um pouco para o alto, sua professora de português estava parada na porta, eles encarava os três com severidade. Seu grande corpo gorduroso tapava a visão das crianças o resto do corredor. Sorrindo com uma falsa educação, Jessica se desculpou, puxou o amigo para dentro da sala e Rafael os seguiu. Os colegas deles, também chamados de reservas ignoraram o atraso dos três. Mas já os únicos amigos deles na sala olhavam confusos e curiosos enquanto seguiam para o fundo da sala de aula.

A professora se encostou na lousa verde, e olhou para toda a sala, seu olhar parou nas seis crianças no funda da sala, mas ela não disse nada para eles e voltou a olhar todos os alunos.

- Vocês irão voltar a ver este assunto em alguns anos, mas é muito bom ouvir um pouco sobre isto já. As conjunções verbais...

– Se vamos voltar a aprender isto em alguns anos, por que temos que aprender agora? Saco de aula e matéria idiota – resmungou Fred, seus amigos riram e logo abafaram as risadas pois um olhar cruel da professora cruzou a sala e os fez para de rir alto.

As seis crianças se sentaram juntas durante o intervalo, o refeitório ficava lotado aos poucos, mas eles já comiam o miserável lanche daquela manha. Bolacha e maçã apenas.

Mirella conversava animada com Jessica sobre a única coisa que ambas tinham em comum, a estranha paixão pelo anima Veado.

Fred que estava entre Rafael e Tiago apontou para um grupo de alunos do outro lado do refeitório. Todos estavam de preto, usavam maquiagem forte e tinham cabelos grandes.

– Meu irmão disse que aqueles caras ali tem contato com bruxos...

Jessica parou de falar. Mirella com seus cachos negros e pele clara ainda falava sobre os formatos da galhada do animal preferido que nem notou que a outra não participava mais da conversa.

– Como assim? – perguntou Rafael, ele tentava não parecer muito curioso.

– Eu, eu não sei direito, para mim são todos loucos, mas Roger me disse que são meio que iniciados, participam de encontros e fazem sacrifícios. São loucos de pedra – falou Fred rindo. Fernanda não riu, ainda olhava para o grupo interessada.

– Eu acredito em bruxos – falou a menina surpreendendo Jessica, Rafael e Tiago que fingiam não acharem tudo aquilo interessante – nunca nem pensaria em ser uma, mas deve ser legal. Não creio que a magia seja fazer sacrifícios, estes caras ai devem estar sendo iludidos por alguma seita ou coisa parecida, se é que seu irmão diz a verdade. Afinal por que bruxos de verdade contariam que são bruxos ao seu irmão? – Fred não respondeu.

– Serio que você acha isso Fer? O que mais você pensa sobre os bruxos? – perguntou Jessica educadamente ignorando Mirella que ainda falava.

– Acho que existe bruxo bom, e bruxo mal, como em todos os lugares, acho que andam entre nós todos os dias... ai... ai, as vezes me pego pensando onde eles moram, seria legal escrever sobre eles, conhecer algum deles...

– Tirando a parte de que eles não existem!

– Rafael! Eu... eu acredito na Fer, concordo com ela, bruxos existem e gostaria de ser uma – falou Jessica decidida.

– Ah, eu não, acho que sou muito feliz como uma humana... comum.

Os outros riram, somente quando ouviu os risos foi que Mirella notou sobre o que falavam e riu para não ficar por fora, Rafael notou que ela fazia anotações mentais sobre tudo que conseguiu captar do assunto.

– Como você arrumou sua bolsa Fred? – perguntou Mirella e o menino sem graça olhou para a amiga.

– Minha mãe costurou.

– O que houve com sua bolsa? – perguntou Jessica e Fred ficou mais sem graça que antes, mas foi Fernanda quem respondeu.

– Diego cortou a alça da mochila do Fred.

– É, minha mãe fez um monte de perguntas, mas esta tudo bem agora, ainda vou dar uma surra naquele moleque. – Disse Fred confiante.

O sinal tocou, os seis se levantaram e saíram para o pátio, Jessica puxou seus amigos para um banco próximo da entrada para um canteiro com arvores e flores pouco coloridas.

– Vocês acreditam em mim, acreditam na Fer? Podemos ser bruxos, ela também poderia, mas parece muito presa na realidade... garotos, por favor, esta seria apenas mais uma de nossas aventuras juntos. – Jessica falou rapidamente e com uma voz muito animada.

Tiago não conseguia pensar direito, mas sentia que era o certo a fazer, ele concordou e sorriu, se sentiu mais tranquilo e olhou para Rafael que já estava sendo fuzilado pelo olhar de Jessica. Sem vontade, o menino revirou os olhos e concordou. Nitidamente feliz, Jessica abraçou-os voltaram para a sala de aula.

Por varias semanas a ideia de se tornarem bruxos ocupou a mente das três crianças por completo. Pesquisas na internet, busca em livro, tudo que estava ao alcance deles foi tentado, mas nada que encontravam era algo que pudesse ser levado em conta. Por vezes a ideia de falar com os possíveis bruxos iniciados da escola foi uma opção, mas concordavam que era idiotice e a opção era descartada.

Jessica era mais alegre, seus amigos estavam com ela nessa alegria toda. Tiago passara a ser o mais interessado, e Rafael ainda relutava, mesmo estando tão encantado com o novo caminho que seguiam quanto Tiago e Jessica.

Jessica reuniu seus amigos na casa dela, quando os amigos chegaram ela parecia quase paranoica. Seu cabelo estava mal preso em um laço azul jogado sobre o ombro, suas bochechas levemente vermelhas e a garota usava seus óculos grandes e quadrados, algo que raramente fazia.

– Quando foi que você ficou louca? – perguntou Tiago ao passar pelo portal da porta.

– Eu não estou louca...

– Esta usando seus odiados óculos – reparou Rafael apoiando a ideia de Tiago.

– Andei pesquisando – disse a menina se sentando, seus amigos fizeram o mesmo, ela não voltou ao assunto que os dois meninos levantaram, olhou para eles – precisamos falar com nossos pais, sobre virarmos bruxos.

– O quê? – exclamaram os dois garotos juntos e surpresos.

Ambos pararam para imaginar qual seria reação das pessoa que desde que os filhos tinham seis e sete anos tentaram convence-los de que Papai Noel era uma desculpa para ganhar dinheiro, coelho da pascoa era fruto do consumismo e fada dos dentes era uma ajuda para uma fase ruim, e conseguiram com êxito acabar com as ilusões das crianças.

- Olhem, temos onze anos...

– Você ainda tem dez – afirmou Tiago

– Mas estou quase fazendo onze!

– Dezenove de maio vai demorar – zombou Rafael.

– Vão se ferrar e calem a boca. Nossos pais podem nos ajudar nesta nossa pequena busca por uma forma de aprender magia... nós temos que aprender magia... quem sabe...

– O quê? – perguntou Tiago quando a amiga não terminou a frase

– Esquece!

– Fala, por favor – pediu Rafael, Jessica sorriu.

– Eu estava pensando em uma escola, mas precisamente em Hog...

– Hogwarts? – disse Rafael antes da amiga terminara – realmente você enlouqueceu, Jessica, aquilo é ficção.

– Eu sei! – falou ela impaciente – se você me deixasse terminar de falar pelo menos uma vez... deve haver em algum lugar do Brasil uma escola que ensine magia, como Hogwarts, uma escola com outras pessoas iguais a nós.

– Nada brilhantes, péssimos na escola, infantis, péssimos na escola, e saco de pancada do Diego? Que lugar em sã consciência nos aceitaria? – disse Tiago irônico.

Jessica arrumou o laço no cabelo, retirou os óculos e os colocou sobre a mesinha de centro, se levantou do sofá, foi até a porta e a abriu, olhou para os amigos com raiva.

– Bom, vocês dois agora me acham louca. Então... se quiserem podem ir embora – falou a menina decidida.

Rafael se esparramou no sofá, e Tiago brincou com um enfeite sobre a mesa, ambos ignoraram a amiga na porta, ela sorriu e se sentou novamente.

– Vou falar com meus pais – disse Rafael.

– Eu também, estamos juntos nessa! Vai dar tudo certo – Jessica riu e os três voltaram a conversar sobre as ideias que a pequena andou tendo.



Notas finais
BOM EU AMO MUITO TUDO ISSO, EU ESPERO QUE GOSTEM DESTE E DO EPISODIO ANTERIOR E DO SEGUINTE!
EM BREVE AS COISAS ESQUENTAM NA VIDA DESTES TRES.