Bruxaria.exe
4 Capítulo 4 - Aliança
Notas iniciais
Melissa abriu e fechou as mãos lentamente, tentando sentir cada músculo esticar-se e contrair-se, do antebraço até as falanges. Estava irritada consigo mesma. Era uma bruxa do bosque de Sharvod, filha da natureza, herdeira de uma longa linhagem de grandes bruxas. Seu desempenho naquele combate fora medíocre em comparação ao que sua avó, e até mesmo suas tias, teriam feito. Com elas, o ar teria se enchido de tempestade, o chão teria estremecido e a ira de mil trovões abalaria seus inimigos. Com Melissa, as gosmas fedorentas tinham levado choques e virado picolé.
E dez pessoas tinham morrido.
A bruxa soltou o ar dos pulmões com força, frustrada. Aprendera ótimas técnicas na adolescência, mas ainda faltava muito. Teria que descobrir sozinha, e rápido, como invocar poderes maiores em horas de emergência. Não se envolveria individualmente com nenhum dos outros aprendizes, mas não permitiria que mais deles morressem em combate. Se ela tinha capacidade de protegê-los, tinha responsabilidade por cada uma daquelas mortes.
Esmeralda puxou o cobertor até o queixo e encarou o teto no escuro. Na outra cama, Anita roncava baixinho. “Se você queria morrer, há muitas maneira de conseguir isso”. Será que ela tinha se expressado mal ao agradecer àquela mulher por salvar a sua vida? Na verdade, Esmeralda não tinha agradecido, só tinha feito uma pergunta um tanto rude. Será que a outra pensara que Esmeralda não era grata, ou que era uma pessoa arrogante?
Balançou a cabeça e fechou os olhos, tentando afastar o pensamento. Tinha mais com o que se preocupar. Quase tinha morrido em seu primeiro confronto com as criaturas malignas. Como poderia sobreviver a dez anos daquilo sendo tão idiota? Precisava se lembrar de manter a calma e analisar a situação antes de agir. Era capaz de determinar o potencial mágico e as propriedades de qualquer cristal ou objeto cerimonial com um olhar, e tinha a habilidade de acelerar qualquer processo de transformação, como qualquer bom alquimista. Precisava aprender a usar isso em seu benefício. Também precisava testar até que ponto as habilidades de ilusão de Anita seriam úteis no campo de batalha. Com a tática certa, as duas poderiam causar um grande estrago.
E Esmeralda precisava se desculpar com a bruxa.
Melissa acordou exausta. Ficara acordada até tarde meditando e testando seu fluxo de energia interno ao invés de se recuperar de um longo dia de uso intenso de magia. Se não soubesse que alguém iria matá-la por chegar atrasada, não teria se levantado. Sentiu seu estômago se contrair ao ver apenas dezenove pessoas ali. Dezenove de quarenta e cinco. Cerrou os dentes com força e uniu as sobrancelhas para afastar a tristeza que ameaçava se aproximar, substituindo-a por raiva. Nenhuma daquelas pessoas significava alguma coisa para ela, só não queria que morressem por causa da sua incompetência. Podia sentir culpa, não tristeza, e a penas pelas dez mortes do dia anterior.
Passou o dia todo conscientemente evitando a mulher dos olhos verdes. Sabia que ela queria tentar agradecê-la de novo e temia o que podia vir daí: empatia. Empatia levava muito rapidamente a laços fortes, e Melissa não se permitiria formar esse tipo de coisa ali. A solidão estava começando a apertar seu coração, mas a quantidade de mortes que Melissa andava presenciando tornava aquilo necessário.
À noite, depois do costumeiro treino de magia – completamente frustrante para Melissa –, a bruxa ouviu batidas à sua porta. Achou aquilo estranho; não era proibido que aprendizes se vissitassem em seus quartos, mas ela não formara amizades para que alguém viesse visitá-la. Com um mal pressentimento, abriu a porta.
– Você de novo – Melissa deixou seus ombros caírem ao se deparar com a mulher de olhos verdes. Respirou fundo antes de usar sem tom mais antipático – O que você quer agora?
– Eu queria pedir desculpas pela minha falta de educação ontem. Eu sou muito grata por você ter me ajudado – a morena fez uma pequena mesura.
– Se for só isso... – Melissa fez menção de fechar a porta enquanto falava.
– Eu também queria fazer uma proposta – a outra parou o movimento da porta com uma mão. – Você é uma bruxa, não é? E poderosa.
– Bruxa. Nem de longe tão poderosa quanto deveria. Diga logo o que você quer – Melissa estreitou os olhos.
– Eu quero propor uma estratégia para o próximo combate.
A bruxa hesitou. Seu primeiro instinto foi declarar que preferia trabalhar sozinha e bater a porta na cara da colega, mas queria ouvir aquela proposta. Sozinha, ela ainda não era capaz de evitar outro massacre, mas aliada a alguém competente...
– Entre. Fale – Melissa deu espaço para que a outra entrasse.
– Em primeiro lugar, meu nome é Esmeralda. O seu é?
– Melissa, mas isso é irrelevante. Eu quero saber qual é o seu plano.
Esmeralda deu de ombros e sentou-se na cama desocupada, assumindo uma expressão pensativa por alguns segundos.
– Eu nunca tinha prestado muita atenção do seu estilo de luta até hoje. Os magos usam feitiços pomposos demais, os druidas têm dificuldade para agir tão fora do seu elemento natural. Você, por outro lado, parece fluir muito bem, e eu mal consigo ver algum sinal externo de magia – a morena brincou com uma das suas tranças, sem olhar diretamente para Melissa. – Eu assumi, então, que você fosse uma bruxa. Provavelmente uma bruxa de aldeia ou de bosque, mais acostumada a celebrar e equilibrar as energias do que usá-las para combate. Estou certa?
Melissa concordou com um aceno de cabeça relutante.
– Mesmo assim, você consegue manipular bem as energias dentro de você e ao seu redor, associando as coisas a elementos. E você tem um tempo de reação bastante aceitável, associado a uma boa durabilidade em combate. Você deve ter treinado bastante – Esmeralda continuou. – Anita e eu precisamos de alguém assim para fechar nossa estratégia. Se funcionar, podemos incluir mais pessoas na próxima semana.
– Se funcionar, você acha que teremos menos mortos neste sábado?
– Talvez – Esmeralda voltou seus olhos para a bruxa. – Não é nada muito refinado ainda. Esse próximo combate será o teste para ver se o que estou planejando pode funcionar. Minha amiga Anita é uma ilusionista de primeira. Eu sou uma alquimista. Juntas, eu acredito que nós duas poderíamos eliminar sombras com mais facilidade e menos riscos. Se você se juntar a nós, nossas chances aumentariam consideravelmente.
– E qual é o plano, exatamente? – Melissa cruzou os braços.
– Como eu já disse, sua magia é discreta e eficiente. Se Anita conseguir usar algum tipo de ilusão para nos camuflar, você pode chegar perto o suficiente das criaturas para destruí-las sem que elas tenham tempo de te ver e te atacar.
– E onde você entra nisso?
– Eu sou uma alquimista. Posso fazer milagres se tiver os materiais certos – Esmeralda deu um sorriso torto. – Passei o dia aproveitando cada pequeno intervalo para analisar o solo daqui. Com um pouco de sorte, talvez eu consiga fazer algum explosivo de baixo potencial de dano. Uma distração para que as criaturas não percebam a nossa aproximação. Afinal, eu também consigo cristalizar aquela gosma.
– Você faz bombas com terra?! – Melissa descruzou os braços, chocada demais para se lembrar de manter uma pose distante.
– Explosivos de baixo potencial de dano. Como balas de festim ou rojões de baixa qualidade. Não dá pra fazer algo bom mesmo com esse solo, pelo menos não sem ter chuva ou meu equipamento de laboratório à mão – Esmeralda levantou-se e estendeu a mão para Melissa. – E então, você está disposta a ajudar?
– Se você e sua amiga são tão boas assim, por que nunca demonstraram isso antes nos treinos? – Melissa hesitou.
– Você pelo menos presta atenção ao que as pessoas têm demonstrado ultimamente? – Esmeralda ergueu uma sobrancelha.
Melissa suspirou. Costumava ficar tão absorvida em corrigir mentalmente sua técnica que nem se incomodava em se atentar ao que acontecia ao redor. Com a sensação de que estava cometendo um grande erro, apertou a mão que a alquimista lhe estendia.
– Ótimo! Eu devo voltar aqui até sexta à noite, no máximo, com Anita, pra gente falar mais sobre isso. Boa noite, Melissa – Esmeralda sorriu e abriu a porta do quarto. – Ah, e obrigada por me salvar. Eu espero poder retribuir o favor um dia.
– Eu espero que você nunca tenha oportunidade de fazer isso – Melissa empurrou a porta, finalmente fechando-a na cara da morena.
Esmeralda observou atentamente a bruxa dos olhos azuis. O ar estava carregado de uma combinação estranha de feitiços, com cada indivíduo fazendo o melhor possível para melhorar sua técnica pessoal ao atacar os manequins que serviam de alvo. Melissa parecia mais concentrada do que nunca; pela primeira vez, a alquimista viu contornos fracos de centelhas e mini-raios ao redor das mãos da bruxa nos momentos de impacto.
Voltou a se concentrar em seu próprio alvo. Geralmente se contentava em fazer algo invisível: uma reação exotérmica para causar uma queimadura, um rápido processo de cristalização para tornar algo quebradiço. Era tudo muito complicado, porque ela precisava ter uma boa ideia do que tinha à sua disposição para poder trabalhar direito, ou tudo podia dar errado. Pela primeira vez, ela tentaria seus explosivos.
Passou as mãos pelos sapatos, recolhendo a terra que grudara neles e lamentando por não poder treinar magia no campo aberto, onde haveria mais material à disposição. Achou melhor não atirar a terra, não queria correr o risco de quase acertar um soldado e levar um tiro na cabeça ou coisa pior. Avançou na direção do seu manequim com as mãos sujas de terra. Passou a terra no manequim ao mesmo tempo em que forçava uma reação a acontecer. Se ela estivesse certa, teria três segundos antes da explosão.
Um. Ela recuou.
Dois. Recuou mais um pouco.
Três!
BAM!
O estampido foi mais alto do que Esmeralda tinha estimado, mas o dano ao manequim foi quase nulo. Alguns dos aprendizes se assustaram com o barulho e dois ou três soldados apontaram seus rifles para a alquimista, mas todos relaxaram ao constatar que estava tudo bem. Melissa lançou-lhe um olhar impressionado, Anita deu uma piscadela. Restava apenas aguardar a chegada das criaturas para testar a estratégia de Esmeralda.
Monique ainda estava vestindo seu pijama quando ouviu as batidas na porta do quarto. Enfiou a camisa, passou os cabelos molhados para o lado de fora pela gola e abriu a porta. Esmeralda trouxera uma loira alta consigo.
– Boa noite. Esta é Anita, a ilusionista de quem eu tinha te falado – Esmeralda indicou a loira com um movimento gracioso da mão.
Melissa recuou, piscando repetidamente para se certificar de que realmente estava vendo aquilo. Era realmente de alta qualidade. Havia um erro bem óbvio ali, mas devia ser proposital, uma piadinha bolada pela dupla. Ainda assim, se não fosse por aquele par de olhos verdes...
– É uma ilusão muito boa, mas vocês deixaram um detalhe importante de lado – Melissa irritou-se por se deixar admirar algo como aquilo. Admiração por alguém tão próximo também podia levar à criaçao de laços.
– Foi de propósito, eu queria ver quanto tempo levaria pra você perceber que a gente tinha trocado de lugar – a morena transformou-se em Anita bruscamente, sem passar pelos estágios do meio da metamorfose que a maioria dos ilusionistas parecia achar tão interessante. – Você tem bons olhos para detalhes, Melissa. Ou então anda prestando muita atenção à minha irmãzinha aqui.
– Qualquer idiota teria percebido imediatamente. Não dá pra esquecer aqueles olhos – Melissa cobriu a boca rapidamente, mal acreditando na frase que deixara escapar. Não podia se concentrar em traços das pessoas ao seu redor; elas não deveriam significar nada em termos emocionais.
– Ah, é? – Anita deu uma risadinha. – Bem, eu não vou discordar de você. Enfim, o que você acha de a gente se disfarçar de monstro, ou de ambiente?
– Eu acho que as criaturas sentiriam o nosso cheiro – Melissa sentou-se em sua cama, genuinamente irritada. – Ou será que vocês não perceberam que aquelas coisas fedem?
– Então provavelmente é melhor que a gente se disfarce de ambiente. Essa área toda tem o nosso cheiro agora – Esmeralda dirigiu-se a Anita. – Mas como exatamente a gente faz isso? Vamos ficar parecendo terra e, bem, vento?
– Não vamos parecer nada. Para todos os efeitos, nós nem vamos aparecer – o sorriso da loira aumentou. – Um pouco de charme deve resolver.
– Charme? – Melissa levantou uma sobrancelha. Para usuários de magia, charma não era apenas um traço atrativo, era um feitiço bastante discreto que quase qualquer um era capaz de usar. – Você quer dizer aquela coisa que algumas pessoas usam para chamar a atenção das outras ou passar despercebidas?
– Isso, mas mais bem feito, é claro. O charme comum de ocultamento serve simplesmente para que as pessoas não te julguem digna de nota, mesmo que registrem a sua existência com um olhar. Um charme bem feito serve para que os outros nem sequer percebam que registraram a sua existência com algum dos seus sentidos – a ilusionista fez um pequeno floreio dramático com as mãos. – Há limites, é claro, mas haverá distração suficiente amanhã para que três moças passem despercebidas.
– Distração? Então o plano é jogar os monstros pra cima das outras pessoas? – Melissa cerrou os punhos, indignada.
– O plano é matar as criaturas rapidamente – Esmeralda corrigiu-a. – Se nós fizermos tudo direito, os monstros não vão conseguir prestar atenção em nós até que seja tarde demais para eles, nós poderemos matá-los com mais segurança e agilidade e conseguiremos socorrer melhor quem se encontrar em dificuldades. É uma questão de aumentar a nossa taxa de eficiência, não de decretar a morte dos nossos colegas. Até porque essa estratégia seria completamente inútil se eles estivessem todos mortos.
Melissa exalou o ar que prendera ao cerrar os punhos e cruzou os braços mais uma vez. Agora que estava mais perto da execução do plano, achava aquilo uma loucura, mas não tinha nenhuma solução melhor para propor. Se tudo desse errado, ela simplesmente faria o mesmo que fizera na semana anterior e esperaria para contar os corpos depois.
– Acho melhor nós ficarmos no meio da última linha na formação amanhã, assim já começaremos em uma posição que não chama muita atenção – a bruxa suspirou.
– Perfeito, azedinha – Anita deu-lhe um tapinha nas costas. – Temos mais alguma coisa pra discutir? Alguma dúvida?
– Acho que nós só vamos saber se temos alguma dúvida amanhã – Esmeralda deu uma risadinha nervosa.
– Ótimo. Isso quer dizer que vocês já podem sair do meu quarto. Fechem a porta, por favor – Melissa fitou a parede à sua frente.
Anita deu de ombros e saiu com Esmeralda, que murmurou um “boa noite” antes de fechar a porta. Sozinha, Melissa atirou seu travesseiro contra a parede e escondeu o rosto nas mãos. Não podia criar laços. Não podia fazer amizades. Não aguentaria perder mais alguém. Abraçou suas pernas e deixou-se cair na cama, apavorada. Se tudo desse errado, ela teria que proteger aquelas duas idiotas que tinham insistido em atravessar sua barreira de solidão.
A manhã seguinte chegou sem que Melissa tivesse dormido muito. Despiu-se das emoções que a atormentavam enquanto tirava o pijama e vestiu seu uniforme como se fosse uma armadura. Não precisava de sentimentos. Precisava matar criaturas malignas, com ou sem suas colegas.
Caminhou rapidamente até a formação, posicionando-se no local combinado. Anita ficou entre ela e Esmeralda, com uma expressão bem mais tensa que na noite anterior. Dezenove olhares preocupados acompanharam a chegada do caminhão. Melissa se perguntou quantos aprendizes ali tinham formado pequenas alianças para combater as criaturas e sobreviver. O caminhão parou e a porta traseira se abriu. Era o inferno chegando mais uma vez.
Melissa esperou o sinal de Anita para avançar. O charme parecia estar funcionando. A primeira criatura pareceu genuinamente surpresa ao levar um choque com o toque da bruxa. Era uma mulher da cintura para cima e uma serpente da cintura para baixo. Melissa usou sua combinação de calor e choque para destruir aquela casca e gelo para endurecer a gosma preta, que foi quebrada com alguns chutes. Não era um trabalho rápido ou fácil, mas a vantagem de poder surpreender o inimigo com o primeiro golpe fazia a diferença.
Pensou em procurar Esmeralda com o olhar para ver como a alquimista estava se saindo, mas desistiu. Não sabia se isso poderia atrapalhar o efeito do charme e não queria correr esse risco. Olhou ao redor, viu uma aprendiz com um dos braços presos na gosma e correu para ajudá-la, surpreendendo tanto a gosma quanto a moça.
Melissa ficou exausta correndo de um lado para o outro para tentar destruir as criaturas antes que elas pudessem atacar alguém, ou então tentando ajudar alguém que já estivesse em combate. Esmeralda e Anita certamente também tinham se ocupado bastante, pois a batalha acabou por volta do que seria a hora do almoço.
A bruxa deixou-se cair no chão, ofegante, quando se certificou de que a última criatura fora derrotada. Estava muito mais cansada do que da primeira vez, mas se sentia melhor. Um rapaz e uma moça aproximaram-se para ver se ela estava bem.
– Foi ela quem me salvou – a moça sorriu ao ajoelhar-se ao lado de Melissa.
– Ela me ajudou também – o rapaz sorriu de volta. – Hã, obrigado. Me desculpe, já estamos aqui faz tanto tempo e eu nem sei o seu nome.
– É verdade, eu também não sei – a moça olhou para a bruxa. – Você não interage muito com o pessoal, não é?
Melissa suspirou. Esquecera-se de considerar aquilo. Aparentemente, as pessoas se sentiam obrigadas a ir conversar com quem salvava a vida delas. Conversas levavam à criação de laços. Não dava mais para se esconder atrás de barreiras de solidão absoluta. Ela teria que se permitir criar laços se quisesse que todos, inclusive ela mesma, sobrevivessem ao treinamento. Nada de laços profundos, esta seria a nova regra absoluta.
– Meu nome é Melissa – a bruxa fechou os olhos, tentando aproveitar a brisa e evitar a poeira levantada pelo sopro do vento. – Mas vocês deveriam agradecer Esmeralda e Anita. A ideia foi delas.
– Então vocês estavam lutando em equipe? – a moça animou-se, olhando ao redor. – É por isso que acabou tão rápido?
– Foi uma boa estratégia – Melissa admitiu. – Vocês dois deveriam ir falar com aquelas duas, apresentar suas habilidades e ver como podem participar do esquema na próxima semana. Quanto mais nos organizarmos, menos riscos correremos.
Quando a dupla agradeceu e se afastou, a bruxa levantou-se e olhou ao redor. Contou três corpos e xingou baixinho. Três era melhor que dez, mas pior do que zero. Ainda tinha muito o que fazer se quisesse sobreviver para descobrir o que tinha acontecido com Monique.
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