Brother And Sister
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Notas iniciais
SEJAM BEM VINDAS!!!
Narrador onipresente.
Os olhos castanhos e curiosos do garotinho que procura pela a pequenina que acabara de nascer. O pequenino se encontrava nas pontinhas dos pés, seus dedinhos dos pés estavam começando a doer e ele começando a se perguntar como pode nascer tanta criança no mesmo dia. Procurava persistentemente a pequena que demorara tanto a vir. Não conseguia ver direito os bebes dentro da sala, mas lembrava de que sua avó disse que ela se parecia com sua mãe.
– Justin. – chamou uma voz muito conhecida atrás do garoto. – menino, estávamos todos atrás de você. – continuou à senhora de cabelos castanhos claros.
Justin nem se quer fez menção de olhar para a senhora, ele continuava nas pontas dos pés esperando ver a pequena miniatura de sua mãe – assim foi como sua avó disse que ela era- estava começando a se aborrecer.
– Venha, vamos sua mãe esta preocupada. – disse a senhora segurando em sua mão direita.
– Não vovó, eu quero vê-la. – falou Justin sem tirar os olhos do vidro. – cadê ela? – perguntou dessa vez olhando para a avó que abriu um largo sorriso.
A senhora o pegou no braço, ele protestou um pouco, mas quando viu que podia ter uma visão privilegiada dos braços da avó se debruçou sobre o vidro e abriu um sorriso. Passou a analisar cada bebe um por um atrás daquela que seria a miniatura de sua mamãe.
– Qual você acha que é nossa pequenina? – perguntou a senhora sorrindo.
Ele continuou analisando cada bebe, mas não achou nenhum parecido com sua mãe, achou que eles todos tinham o rosto parecido com o do outro, porem seu olhar parou em um pequeno embrulho com uma mantinha roxa, que se mexia um pouco. Aquela era a única criança com uma mantinha roxa.
– Aquela ali de ruxo. – embaralhou as palavra porem sua avó entendeu perfeitamente o que ele tinha falado.
A mulher sorriu. Justin continuou a olhar a pequena.
– Porque acha que é ela? – perguntou a senhora o encarando.
Ele olhou para a menina e olhou para a avó.
– Papai disse que ela selia difelente de todas as mesninas da minha cleche, e ela é difelente te todo os bebes daqui. – respondeu com um sorriso angelical. – é ela vovó? — perguntou
– Sim é ela. – confirmou a mulher. – ela é uma gatinha de tão linda que é. – murmurou sua avó quase que para si mesma.
Justin abriu um largo sorriso para a senhora e voltou a olhar para a pequenina, que não se parecia nenhum pouquinho com sua mãe, ele discordava plenamente e já estava quase a pensar que sua avó estava ficando doida. Uma mulher vestida de branco, sorriu em sua direção e pegou a menininha que ele não cansava de ficar olhando-a. Justin arregalou os olhos para sua avó e olhou de novo para o berçário, já estava prestes a gritar para aquela mulher soltar a sua irmãzinha quando sua avó começou a andar.
– Não vovó. – disse choramingando.
– Ela esta indo para o quarto da sua mãe Justin. – falou a mulher.
Ele se acalmou e deixou ser levado para o quarto de sua mãe.
Justin tinha apenas 3 aninhos de idade, mas apesar disso era muito esperto, ganhava do pai no vídeo game, falava de um modo que todos o compreendesse. Ele sabia como se comunicar, apesar de não fazer isso com tanta frequência como seus pais queriam.
Quando chegou ao quarto onde sua mãe estava viu que sua pequenina já estava lá no braço de sua mãe que a olhava com um sorriso e com os olhos brilhando.
– Então Justin, escolheu o nome? – perguntou sua mãe olhando para ele ainda sorrindo.
Seus pais e Justin tinham feito uma lista pequena de nomes, no qual depois Justin escolheria o nome de sua pequena irmãzinha. Justin olhou os pais e tentou ver a menininha nos braços de sua mãe, mas seu tamanho não permitiu que o fizesse então subiu encima da cama e se aproximou de sua mãe para ver o rostinho da menininha, Justin chegou a conclusão que nenhum dos nomes que ele e seus pais escolheram iriam combinar com seu rostinho, teve que pensar por um momento. Sua avó tinha razão, ela era uma gatinha de tão linda, foi ai que lhe veio a mente um nome para sua pequena.
– Mia. – respondeu o pequeno sorrindo para os pais.
Seus pais não entenderam do porque do nome, afinal ele não estava na lista de Justin.
– Por que Mia? – perguntou sua mãe.
– Vovó disse que ela é gatinha, gatinha Mia, então o nome dela também é Mia. – disse ele se referindo a uma gatinha que sua avó criou a alguns anos, que se chamava Mia.
Todos na sala riram, Justin apenas continuou encarando o rostinho da pequena a sua frente.
(...)
Um ano depois.
Mia ficou ainda mais bonita ao ver de todos, principalmente de seu irmão mais velho que apesar de toda sua birra com a irmã era evidente que a amava mais que seus brinquedos, principalmente os carrinhos que, Mia, por mais que Justin implorasse ela colocava na boca.
– Para Mia. – mandou Justin irritado com a pequena que acabara de colocar seu boneco preferido na boca e estava o babando todo. – eu não deixei você brincar com meu Buzz Lightyear. – continuou gritando.
Mia nem se importava com seu irmão que ficou muito triste, por ela não prestar atenção nele e nem perceber que ele estava triste.
– Me dá. – falou já puxando da mão da pequena o seu Buzz Lightyear que tinha ganhado de sua mãe no seu aniversario de quatro anos no qual fazia um mês que acontecera.
Justin olhou para Mia raivoso, por seu boneco esta todo babado, Mia o olhou por um momento então seus olhinhos claros, começaram a marejar antes que ela tomasse o berreiro.
– Justin. – gritou Jeremy aparecendo na escada.
Jeremy desceu as escadas correndo encontrando sua princesinha chorando a pegou no braço, tentando fazê-la parar.
– O que você fez? – perguntou o pai ao Justin que apenas estava parado encarando a cena de sua pequenina chorando.
Justin sentiu seus olhos marejarem, não por seu pai ter lhe gritado, mas sim pelo o fato de que fez a pequena chorar. Justin se aproximou do pai que ainda tentava acalmar a pequena. Olhou para o boneco em sua mão e para a menina chorando então subiu encima do sofá, ficando de joelhos soltou o boneco em sua perna e pegou o rostinho de sua pequena entre suas mãozinhas e a olhou nos olhos.
– Eu te empresto, mas tem que me devolver ta certo? – perguntou olhando para a menina.
Ela cessou um pouco o choro, Justin soltou seu rostinho e entregou o boneco, Mia olhou o mesmo, olhou para Justin e sorriu, colocando no alto e depois colocando na boca, tirando um sorriso do seu irmão.
– Ela é chorona demais né papai? – perguntou Justin sorrindo.
Sua mãe apareceu com uma câmera na mão, sorrindo. Justin desceu do sofá, indo em direção aos seus brinquedos, iria arrumar um que ele não gostasse tanto e daria para sua pequena. Sua mãe ligou a câmera.
– Fala mamãe. – pediu a mulher olhando para a pequena.
– Não, fala papai. – pediu o homem.
A menina olhou os dois confusa e olhou para trás, vendo seu irmão tirando todos os brinquedos de dentro da caixa, ela queria poder brincar com ele, queria ele perto dela, como ele estava antes.
– Jus. – disse a vozinha angelical que todos queriam ouvir.
Justin olhou para trás e viu que seus pais olhavam para a pequena, então suas suspeitas se confirmaram, ela estava o chamando. Justin se apressou e pegou um ursinho que ele tinha feito com sua avó há alguns dias e correu para perto da pequena dos cabelos castanhos escuros.
Ele esticou o ursinho para ela, ela soltou seu boneco no chão e pegou o ursinho que seu irmão acabara de lhe dar. Ela sorriu para ele e abraçou o ursinho.
(...)
Três anos depois.
Apesar de ser aniversario de 6 anos do Justin, todos bajulavam não a ele mas sim a pequena Mia que tinha seus três anos e era a menina mais linda que Justin já vira alguma vez, mas não podia deixar de ficar chateado com ela e com seus pais que não dava atenção a ele.
Justin balançava-se devagar no balanço no jardim detrás sua casa, olhando como sua família adorava qualquer coisa que Mia fizesse.
Mia apesar de ter toda aquela atenção só queria atenção de uma pessoa que era exatamente a pessoa que não lhe dava atenção nenhuma, ela procurava por ele por todas as crianças brincando e correndo por sua casa, entre os adultos que sorriam para ela, seus olhos finalmente encontraram quem ela tanto procurava.
– Papai, chão. – disse olhando para seu pai com um olhar suplicante.
Seu pai a colocou no chão e todos observaram para onde ela iria. Mia correu em direção ao seu pequeno anjo que parecia que estava triste e se atirou e seus braços, fazendo com que Justin se desequilibrasse e caísse para trás levando-a junto com ele. Ele olhou fixamente nos olhos de Mia esperando ver algum vestígio que ela iria chorar, mas isso não apareceu o alivio de ter a atenção dele era mais forte que a dor da queda.
– Jus. – disse e começou a rir.
– Menina doida. – falou Justin tentando levantar, a sentou do seu lado e se sentou também.
– Vamos blincar Jus. –chamou levantando-se e esticando a mãozinha para ele pegar.
– Não quero brincar com você Mia. – ele disse irritado ficando de pé.
Mia olhou o irmão com os olhos marejados, mas Justin não deu o braço a torcer, apenas caminhou ate a casa. Mia antes que ele estivesse no meio do caminho começou a chorar.
– Menina mimada. – bufou sentando na escada.
– O que fez Justin? – perguntou sua mãe.
– Pergunta a ela. – falou irritado e se levantou.
(...)
Oito anos depois.
– MIA. – gritou Justin do quarto dele.
Justin tinha acabado de encontrar um de seus carrinhos que colecionava quebrado, mas não estava no chão estava na estante onde todos sempre ficavam. Justin saiu do quarto com o carrinho na mão bufando. Entrou no quarto de sua irmã abrindo a porta de uma vez só tanto que ela bateu na parede.
– Porque você é tão metida? – perguntou aos berros para sua irmã.
Mia o olhou e baixou a cabeça logo quando viu do que se tratava.
– Desculpa Justin. – pediu ela ainda de cabeça baixa.
– Você não tem o que fazer e fica mexendo nas minhas coisas, que droga sabe quanto tempo levei para achar esse? – perguntou ainda gritando.
– Eu já pedi desculpas. – gritou Mia.
– E eu já te falei para não mexer nas minhas coisas. – gritou de volta. – era melhor se você não estivesse aqui. – falou baixinho antes de sair.
Pov – Mia.
Eu não tive a intenção de quebrar seu carrinho, tava tudo sujo eu só queria limpar, e quando ele voltasse ele iria me da um abraço e dizer “obrigado maninha te amo” era isso que eu queria ouvir e não que ele me queria longe.
Liguei meu computador e fiz uma pesquisa rápida, imprimir algumas coisas do que eu teria gostando. Escutei a porta da frente bater e a voz dos meu pai dizendo “chegamos”. Peguei as folhas desci correndo as escadas.
– Queria conversar com vocês dois. – falei meio hesitante.
– Diga princesa. – disse minha mãe com um sorriso.
Justin desceu as escadas lentamente.
– Eu quero trocar de colégio. – falei os deixando de boca aberta.
Justin me olhou com os olhos semicerrados.
– Eu pesquisei e já sei para onde quero ir, mas tem algumas opções e talvez vocês não gostem, mas é o que eu quero e quero muito. – falei tentando convencê-los de que queria muito mudar de escola.
Eu não queria ir embora, eu gostava da minha vida no Canadá, mas se o Justin não gosta da minha presença eu não vou ficar. Pode parecer ingenuidade da minha parte, mas Justin é a pessoa que eu mais amo depois dos meus pais se ele não me quer por perto eu não vou ficar por perto.
– Que colégio? – perguntou.
– Le Rosey. – respondi.
Entrei os papei que tinha imprimido continha fotos, preço tudo.
– Por que tão longe? – perguntou meu pai.
– Onde? – perguntou Justin.
– Suíça. – respondi de cabeça baixa.
Minha mãe me olhou e suspirou, olhou para meu pai que assentiu para ela.
– Ta eu vou te matricular, ate porque é uma instituição seria e muito boa...
– Que? – perguntou Justin quase que aos berros.
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