Notas iniciais
Oi gente.

Bom, aqui está o pior capítulo da fic, pelo menos é o que eu acho.
Escrevi várias partes enquanto estava um pouco bêbada, haha.

Só tem acontecido coisas ruins. Por isso, eu quase desisti de continuar a escrever B&D, mas a história é muito boa e eu tive muito trabalho para desenvolve-la. Vou continuar a escrever, mas a atualização vai demorar mais. Sinto muito por isso.

E peço 15454587 desculpas por ainda não ter respondido todos os reviews, mas estou com tantos problemas, que nem tive tempo ainda. Meu pai tirou minha net e meu cel, etc etc. Mas responderei assim que for possível, afinal, são eles que me incentivam a escrever. ♥

Agradeço o Ree por ter revisado a fic, e a minha noiva por ter betado esse caos. ♥

E fiquei muito feliz com todos os leitores fantasmas que apareceram no último capítulo. Espero que não sumam e que comentem nos próximos. Não vou ficar pedindo pra vocês comentarem, porque o que estou querendo mesmo é morrer.

Enfim, dedico esse capítulo a minha leitora linda, Yarou Maneki, por ter recomendado a fic. Me desculpe por essa coisa que saiu, mas eu tentei. ;-;

Boa leitura e até as notas finais.

“Morrer seria começar... Viver seria esperar... Renascer seria tentar?”– Gustavo Hideki.


Broken and Destroyed — Capítulo 5


O discreto Lincoln Town preto transitava pela estrada, dirigindo-se à parte mais afastada da cidade e era impossível de se enxergar quem o dirigia, devido ao insulfilm escuro nas janelas do carro.


Um celular acabou por tocar ali dentro, chamando a atenção do motorista, que se encontrava completamente irritado.

– Alô? — atendeu furioso após retirar o aparelho do bolso.

“Pra que essa irritação toda, Tyki-pon?” – ouviu a voz soar de forma irônica.

– Vê se cala essa boca, Wisely! — gritou enquanto estacionava o carro próximo a um enorme lixão, completamente afastado dos olhares da população. — O que você quer?

“Hm... Liguei apenas para avisar que o Don quer você aqui o mais rápido possível.”– ouviu-o comentar indiferente.

– Puta que pariu! — falou exasperado — Eu não deveria receber esse tipo de serviço, sabia? Além de matar, tenho que me livrar do corpo? — questionou fitando o homem que permanecia sentado ao seu lado. — Isso não é trabalho para um capo, se me lembro bem. O que esse velho idiota está pensando? — acabou por retirar-se do carro, escorando-se no capô.

“Cuidado com o que fala sobre ele, afinal, antes de ser seu chefe, é seu pai.”

– Obrigado por me lembrar desse detalhe. — comentou apático, desligando em seguida.

Havia se passado uma semana desde o acontecimento em Boston, por isso, seu ombro ainda estava se recuperando do tiro que aquele maldito garoto havia lhe dado.

Tyki respirou fundo, ainda permanecendo recostado sobre o carro.

– Toraido, vamos fazer isso logo. — chamou o companheiro, que ainda encontrava-se dentro do veiculo.

Odiava sair em missões com Toraido, devido ao fato de ser extremamente quieto e reservado.

– O que o Wisely queria? — perguntou o homem de cabelos negros e bagunçados.

– Só disse que o Don queria que eu voltasse. — respondeu à medida que caminhava até o porta-malas do carro. — Provavelmente quer me torrar a paciência por ainda não ter descoberto o paradeiro daquele garoto. — revirou os olhos.

Não demorou em abrir o porta-malas, levando a mão até o nariz imediatamente.

– Argh! — reclamou assim que o forte cheiro de carne humana, queimada, adentrou suas narinas. — Anda, vamos nos livrar logo disso. — comentou levando o braço bom até o pano que cobria o corpo carbonizado.

– Se você tivesse simplesmente o matado de uma forma menos nojenta, não teria que aguentar esse cheiro. — Toraido comentou ajudando-o a retirar o cadáver dali de dentro.

Com pouca dificuldade, os dois arrastaram o corpo para dentro do lixão, aproveitando-se do fato de ser de madrugada e tudo estar um breu completo, sendo guiados apenas pela iluminação da lua.

Aquele lugar era completamente descuidado, não havia ninguém zelando, nem sequer alguma testemunha. Era o local perfeito para desova de corpos.

– Pelo menos assim ele não será reconhecido. — Tyki riu presunçoso — Mas é uma pena que não tenhamos conseguido arrancar nada dele. Os conhecidos do Nea realmente são honestos.

– Mana que o diga. — Toraido acabou por sorrir de leve.

Quando Tyki começou a rir do comentário do comparsa, acabou se desequilibrando no chão lamacento e quase caiu com o cadáver em cima de si.

– Porra! — gritou desviando-se com uma expressão enjoada.

– Você comete inúmeras atrocidades, não deveria sentir nojo de uma coisa tão simples! — comentou, apontando para o tronco irreconhecível.

– Meu trabalho é torturar e matar. Não tenho a obrigação de lidar com esse tipo de coisa. — comentou ríspido, tampando o nariz novamente — Aquele velho está fazendo de propósito.

Por fim, os dois lançaram o conteúdo dos lençóis em uma vala lamacenta, cobrindo-o com entulhos.

– Por isso você deveria encontrar o tal Allen Walker o quanto antes. — Toraido falou enquanto batia uma mão sobre a outra, visando limpá-las. — O Don havia deixado bem claro que não aceitaria erros nessa missão, ainda mais pelo fato de ser algo pessoal para todos nós. — suspirou.

– Eu sei disso! Mas que merda! — a irritação começava a lhe subir novamente — Não precisa ficar me lembrando dos assuntos mais importantes da nossa família. — dava passos apressados pelo caminho que levaria à saída daquele lugar horrível.

– Tão bipolar... — o moreno comentou, seguindo pelo mesmo caminho de Tyki.

∞ ॐ ∞

Kanda permanecia parado em frente a pia da cozinha, lavando os pratos de forma violenta.

Não conseguia encontrar palavras que expressassem a sua mais profunda irritação.

“Uma semana... Uma fodendo semana!” — pensava ele, enquanto seus dentes rangiam sem parar.

Era sexta-feira e fazia exatamente uma semana que Allen havia ido à sua casa. Mas o que lhe tirava do sério era o fato de que o pirralho não havia saído do quarto desde o dia em que chegou. O moreno não conseguia encontrar uma resposta para o que estava acontecendo, pois o maldito moyashi permanecia trancado na porcaria do quarto, saindo apenas para tomar banho e raramente para comer. Não se esforçava nem para sorrir, só ficava com aquela cara de morto.

E, para piorar a situação, Kanda havia notado algo que o deixou mais intrigado ainda. Toda madrugada, ele era acordado com berros e choros de Allen, que aparentemente acordava de um pesadelo, toda santa noite. E, claro, na primeira vez ele teve que perguntar o que havia acontecido, mas o idiota apenas respondera, “Não é nada, eu só tive um pesadelo. Desculpe-me por te acordar, Kanda.”. E era isso que mais o tirava do sério; pois não faria diferença estar sozinho em casa, ou na companhia daquele maldito, afinal, eles quase nem conversavam.

Interrompeu seus pensamentos assim que pôde ouvir o telefone tocar na sala. Enxugou as mãos de qualquer jeito e jogou o pano de prato para qualquer lado.

– Sim? — atendeu com a voz sem paciência.

“Yuu!” – para sua completa infelicidade, era o causador de toda essa situação.

– Vai se foder! — falou automaticamente e dirigiu-se à escada.

Esse era outro fato que o fazia ter vontade de matar o pirralho. A única coisa que fazia aquele ser demonstrar sinais de vida era quando o coelho ligava. E, por algum motivo ridículo, isso o estressava. A situação o fazia relembrar a época do colégio.

– Moyashi! — gritou, assim que parou em frente ao quarto. — Atende logo essa porra. — abriu a porta com violência, jogando o telefone em cima do garoto que, agora, levantava-se devido ao barulho.

Saiu do cômodo em seguida, apenas tendo tempo para visualizar a, agora, tão comum expressão sem sentimentos do outro, que tinha a metade do rosto coberta pelo cabelo bagunçado.

Tch

Fitou o relógio de seu celular, marcavam 21h03min.

Não iria perder tempo tentando escutar a conversa daqueles dois, tinha coisa mais importante a se fazer. E, afinal, aquilo não lhe interessava nem um pouco. Pelo menos era o que ele repetia para si mesmo, quando era invadido pela indignação de não ter recebido, sequer, uma explicação do mais novo.

Desceu as escadas de dois em dois degraus e logo se jogou sobre o sofá branco, cobrindo o rosto com uma das mãos. Não demorou em sentir a cauda felpuda de Mugen roçar-se em sua perna.

Fitou de soslaio a escada antes de apanhar a gata e colocá-la sobre seu colo.

Passava o tempo acariciando o pelo macio do animal, quando ouviu a campainha tocar várias vezes.

Levantou-se estressado, devido ao exagero da pessoa que insistia em pressionar a campainha repetidas vezes.

Alma!– vociferou, assim que abriu a porta da frente. — Eu já não te falei para não tocar a campainha mais de uma vez?! — questionou fitando o rapaz que apenas o encarava sorridente.

– Yuuuu! — o homem com o corte de cabelo exótico ignorou a bronca e apenas adentrou a casa de seu melhor amigo. — Me desculpe por isso. — sorriu de forma sincera.

– Você faz isso só pra me ver irritado, não é? — o moreno perguntou, fechando a porta e cruzando os braços em seguida.

– Como adivinhou? — Alma riu aproximando-se de Kanda e levando suas mãos até o rosto do mais alto, apertando suas bochechas.

Kanda se livrou do toque do amigo, afastando-se rapidamente.

– Idiota. — comentou empurrando o ombro de Alma com a mão, seguindo até a escada. — Eu vou pegar meu casaco, espera aí. — declarou com a voz neutra, sumindo no andar de cima.

– Oi, Mugen — o moreno mais novo tentou se aproximar da gata que havia dado de presente para Kanda, mas a mesma saiu correndo assim que percebeu que ele iria se aproximar. — Ainda não gosta de mim, né? — comentou tristonho, curvando-se para encará-la.

Passados alguns minutos, ouviu uma porta abrir-se no andar de cima e logo vozes baixas conversarem.

***

Kanda havia acabado de sair de seu quarto, quando deu de cara com o inquilino, que recém saíra do outro cômodo.

– Kanda, me desculpe por... — Allen tentou falar, o telefone agora desligado, repousado em sua mão direita.

– Não quero saber. — interrompeu o mais novo, falando automaticamente sem nem olhar para a face do mesmo, pois sabia que só avistaria um olhar sem expressão e cheio de olheiras. — A única coisa que você sabe fazer é pedir desculpas, vem fazendo isso por uma semana, portanto se não tem nada melhor para falar, é melhor ficar de boca fechada. — foi curto e grosso, descendo os degraus em seguida.

Acabou sendo seguido por Allen, que conseguiu segurar seu braço esquerdo, o impedindo de continuar a andar.

O albino estava prestes a falar algo, quando avistou outra pessoa os encarando confuso, parado no meio da sala.

Yuu livrou-se da mão dele, ficando sem jeito com tal situação.

– Alma, esse é o... Allen. — foi mais difícil do que imaginava pronunciar o nome daquele moyashi.

– É o amigo que você falou? — perguntou curioso — Pensei que ele já tivesse ido embora, já que você não falou mais dele no trabalho e na faculdade. — comentou confuso aproximando-se ao pé da escada, para estender sua mão para o garoto que, a seu ver, era um pouco estranho.

– Hm. — foi o que o proprietário da casa respondeu, afastando-se para a porta de entrada.

– Oi, Allen! — Alma estendeu sua mão — Me chamo Alma... Alma Karma. — sorriu radiante.

– Ah, oi. — o albino forçou um sorriso apertando a mão do outro.

– Você tá bem? — perguntou, notando as olheiras e a palidez evidentes no rapaz.

– Estou sim, acho que só estou um pouco cansado. — Allen riu sem jeito, levando a mão esquerda para coçar a cabeça. — Mas então, você é amigo do Kanda? — resolveu ser simpático e segurar a vontade de correr de volta para o quarto.

Yuu Kanda, que apenas ouvia a conversa, não resistiu em deixar escapar um risinho irônico quando ouviu o moyashi dizer que “só estava cansado”.

– Sim, eu sou! — Alma riu — Sou o melhor amigo desse chato. — olhou de forma rápida para o moreno e logo voltou sua atenção ao albino.

– Entendi. — Allen sorriu mais uma vez.

– Alma, vamos logo. — Kanda chamou, impaciente, devido ao clima estranho que sentia naquela sala.

– Er, bom... Tenho que ir. — o moreno de cabelos curtos falou, afastando-se um pouco. — Eu e o Yuu vamos sair para beber com uns amigos, você não quer ir? – convidou esboçando um sorriso sem graça, afinal, podia sentir um clima pesado na casa do amigo.

– Não, ele não quer ir. — Kanda entrou na conversa — Ele está muito cansado, não é mesmo, moyashi? — indagou irônico, encarando o garoto que permanecia parado ao pé da escada.

– Sim, é verdade. — Allen o fitou de volta — Deixa para uma próxima vez. — abaixou o rosto sorrindo tristonho.

– Ok então... — Alma caminhou até a porta, acenando para o rapaz de cabelos prateados — Se cuide. — comentou por fim, sendo empurrado para fora pelo próprio Kanda, que saiu batendo a porta deixando Allen Walker completamente sozinho.

Quase que automaticamente, a expressão de Allen voltou para a habitual sem emoções, caminhou a passos lentos até “seu quarto”.

Encostou a porta e deitou-se na cama.

Por fora, ele parecia não estar pensando em nada, mas, por dentro, sua mente travava uma enorme batalha contra pensamentos que ele tentava evitar a todo custo.

Tentava reagir, no entanto seus esforços pareciam em vão e ele sempre acabava trancado naquele quarto, esperando por, absolutamente, nada.

Lavi e Cross ainda não haviam tido nenhum progresso na investigação, portanto ele só podia esperar.

Sua maior preocupação agora era algo que Kanda havia dito em voz alta.

“Alma, esse é o... Allen.” — essa frase não saia de sua cabeça.

Seu nome não era mais Allen, e sim Clay Thomas Campbell. Seria o fim se aquele amigo de Kanda falasse algo, ou até o próprio Kanda procurasse por algo. Por sorte, o japonês não havia revelado seu sobrenome.

Mas a culpa era dele, afinal, foi ele que ainda não havia dado explicações ao amigo.

– Droga! — murmurou choroso, afundando a cabeça nos travesseiros.

Toda essa situação começava a piorar, ainda mais pelo fato de Kanda estar voltando a ser o mesmo carrasco de seis anos atrás.

Notas finais
Dúvidas? O que estão achando da personalidade do Kanda?

Espero a opinião de todos vocês.

Até ♥