Broken Wings

10 Capítulo 9


Notas iniciais
Gente antes que me matem, aqui está o capítulo, fiz e revisei mas acho que o diálogo tá bagunçado. Fiz na pressa me desculpem. Vamos às explicações: Rotina, agora tô trabalhando :( e tá foda. E esses dia entrei no Gshow de Malhação e vi sobre a K e o Cobra, e tô muito chateada gente, o que esses autores filhas da puta fizeram? Mas não vai ser Rosane e Paulo que me faram parar de Shippar, né não mores? Eles que que sabem o que perdem colocando a novela num nível desses, só para agradar demais fandoms e ter audiência :) Afinal infelizmente eles se deixam levar pelo que o público diz e desmerecê o própio trabalho, Não estou dando uma de crítica de novela, porém acho que a novela decaiu bastante, não por estar revoltada pelo fato de Cobrina ser irmãos, mas sim pelo modo como trataram todo a situação, os colocando como shipper, e depois fazer essa bagunça toda. Nem me importo com o incesto, shippooooo! Até como irmãos.

Firmei a minha visão numa cena mais do que ridícula. Jade saia do QG, arrumando os cabelos para trás e andando extremamente rápido e desconcertada. Cheguei a pensar que em baixo do seus pés tivessem legos lhe causando dor. E não era nada disso, não até eu confirmar e ver Cobra bagunçando os cabelos devido ao nervosismo. As pessoas na rua me encaravam como se eu fosse uma louca esvairesida. Na verdade nada disso me importava, preferia ser taxada como a louca mesmo, meu jeito sempre fora esse, minhas atitudes em resolver as coisas é sempre em raiva impulsiva ou acumulativa. Sim, o ódio de Jade pulsando em meu interior, só acumula ainda mais.

Meu sangue ferveu muito, e minhas veias saltaram com a raiva de ter pensando na chance de ir vê-lo, mas mudei de idéia. Ver aquela imagem foi o suficiente, eu sei bem que rolou alguma coisa dentro daquela loja, só não o que e como aconteceu.

Me virei depois de ficar minutos presenciando tudo aquilo, e subi na calçada de casa. Eu fechava meus dedos contras as palmas das mãos, e tentava conter minha raiva. Mais uma vez o réptil usava sua lábia bem elaborada, me fazendo de lesada, e eu cai de novo. Parei na porta e pensei em voltar e esperar pela explicação dele, uma idéia bem difícil, pois, teria de engolir meu orgulho e chegar lá com a cara e a coragem, como muitos dizem. Nem tanta coragem assim, estava tendo um grande medo de saber do ocorrido, isso fazia meu estômago se revirar e minha mente querer ter amnésia temporária.

— Karina! – Ouvi sua voz me gritar á alguns metros. Tencionei o corpo e me mantive paciente para não dar lhe um bom soco na cara. Provavelmente ele ia contar mais uma de suas mentiras, e eu não estava nenhum pouco afim de ouvir, preferia ver seu sumiço. — Me escuta K. — Pediu puxando meu braço, porém eu não queria ouvi-lo e me soltei de sua mão esquerda. Cobra não entendia o quão magoada tinha me deixado ao ver aquela cena. E voltou a pegar no meu braço.

— Sei que viu o que não queria Karina. – Ofegou por conta do cansaço de ter corrido atrás de mim. — Mas não é nada disso do que você ta pensando, eu juro.

— Como quer que eu acredite em você? — Gritei rebatendo sua injuria contra mim. — Você já mentiu, quem me garante que não tá fazendo de novo ?

— Karina, aquela garota foi dar em cima de mim Sim, admito, mas não rolou nada.

Ri irônica e fechei meus olhos para não visar aquele rosto, e muito menos ceder.

— De verdade, queria acreditar em você. — Penalizei a frase. Cobra pareceu se desesperar ao me ouvir, e me puxou pelo braço junto dele.

E assim fomos enquanto eu relutava esmurrando as suas costas, e mandando que parasse no meio do caminho e me largasse.

— Precisa para de achar que sou canalha de seis anos atrás. — gritou fechando a porta do QG.

Sabia que ele não desistiria tão cedo. Queria me provar do contrario, mesmo comigo me renegando a acreditar em suas menções, e suas garantias.

— Me escuta. Eu não sabia o que estava fazendo naquele tempo. Me sentia mal, Karina, Mal! Tinha perdido meus pais, você sabe como é, porque perdeu sua mãe. Por mais que você não tivesse mudado sua personalidade pelo sofrimento, eu mudei, não aguentei. E não pense que me sinto orgulhoso disso, nunca senti. Nem mesmo quando á perdi pra uma brincadeira idiota de criança. — Ele se apoiou no balcão com as duas mãos e apertou a madeira tentando extravasar a dor.

— Ao menos tivesse me avisado da sua mudança Cobra, mesmo te odiando eu sentia sua falta. — Meu tom se elevou de meio alto para ensurdecedor. O lutador levantou o olhar quase que indignado com as minhas palavras.

— Será que você consegue parar de ser egoísta um minuto se quer? pode ao menos ver meu lado? — Rebateu ainda mais irado. Seus ombros estavam tensos, e os olhos em combustão acarretados pela irritação de nossa discussão.

Caminhei até uma cadeira dali e me sentei apoiando os cotovelos no joelho. Minhas mãos foram para a cabeça, em-busca de rendição desse caos sobe nós. No começo parecia um furacão chegado com o objetivo de bagunçar minha vida novamente, e agora tínhamos ido além.

— O que foi aquilo? — perguntei encarando Cobra desnorteada. — Por que fizemos isso?

— Porque queríamos. — Respondeu sorrindo malicioso. — Porque eu queria. Você queria, Karina. — Sua voz pausou e logo percebi seus lábios entreabertos e as pupilas dilatadas me olharem num misto confuso de sentimentos. Pois é exatamente assim, confusões e mais confusões emocionais. E foi com esse tornado na minha cabeça fazendo uma enorme bagunça que me levantei da cadeira, e cheguei perto dele, que estava de costas para mim. Eu pensei um pouco até o impulso me fazer abraçá-lo por trás e apertar meu corpo contra suas costas.

— Me perdoa. — Pedi num tom baixo. — Me perdoa por duvidar de você. — Eu não sabia de suas reações, entretanto esperava chegar no ponto certo e amolecê-lo da raiva emanente em seu corpo e seus olhos. Senti o mesmo se virar aos poucos e segurar minhas mãos nos empurrando até a parede mais próxima dali.

— Parecemos duas bombas relógio. — Comparou nossas personalidades explosivas. Eu quis rir de sua piada idiota, e o fiz, arrancando outro riso de Cobreloa.

— Eu gosto de como ri.

Seu jeito foi estranho, e me estremeceu por dentro.

— Olha, sobre aquele dia. — engoli em seco. — Foi sem pensar ? — referia-me ao beijo. — Meio que foi você o causador, então...

— Tá me tirando ? — Disse incrédulo. — Se não quisesse, teria fugido. — Seus dedos arrumaram minha mechas loiras, ás colocando atrás da olheira.

Meus sentidos começavam a sumir, os deixando na posse dele, só Cobra me deixava desse jeito, como se eu perdesse meu tato, meus movimentos, e apenas ele fosse capaz de me regular novamente.

— Mas Cobra...

— Mas nada K. Eu quero você.

Respirei fundo ficando sem reação alguma.