Broken Wings
11 Capítulo 10
Notas iniciais
E foi assim, fui chegando mais perto que pude, lhe arrancando um arfo de reprovação por estar tão próximo. Segurei as duas mãos em sua cintura, e a apertei contra meu corpo, sabia que esse tipo de reação deixava Karina fora de si, isto ficou bem visível quando a vi fechar os olhos e forçá-los ainda mais para não ver a forma como eu ia agir ou qual ação seria tomada por mim.
—Abri os olhos K. – Exigi me afastando. — Eu disse, mas não precisa pensar que vou lhe forçar dessa vez. — Com contragosto voltei para trás do balcão e fui arrumando algumas coisas.
Karina me olhou como se estivesse decepcionada ou algo parecido, e se apoiou no balcão me olhando com fúria, seus olhos tinham chamas bem quentes, talvez ela esperasse mesmo que eu a tomasse para mim, mas não vou ser o cara que fica atrás.
— Então, já conversamos. Deseja mais alguma coisa?
— Vai bancar o desentendido. — Bateu a mão na madeira. — Ia fazer de novo, desistiu por que? — Desafiou puxando a gola da minha camiseta.
— Porque não tenho paciência em ver ceninhas de negação. — expliquei segurando seu queixo.
Os mares azuis estavam turbulentos, sabia da sede de desejo por parte da loira, e queria tomá-la logo ali mesmo, apenas esperava para a oportunidade perfeita. Enquanto isso não se concretizava, ia irritando e fazendo com quê seda aos poucos.
— Cobra. — me chamou sem graça. — Prefere mesmo a mim do que aquela bailarina? — Ri e não me aguentei quando disse isso, a puxei pelo braço.
— Se eu tivesse outra escolha, ficaria com ela. — Permaneci sincero, sempre. — Mas á única que coisa que eu quero. — Minha garganta sentiu a dificuldade em terminar de completar a frase. — Tá bem aqui.
Não sabia ao certo o que estava fazendo, até então eu e K, eramos só amigos com sérios problemas em resolver empecilhos passados, causado pelo meu lado corrompido. Agora a queria de uma forma diferente, a mesma forma de seis anos, mas não quando via aquela menina pequena correndo com a mochila nas costas e me abraçando pelo pescoço. A quero da forma mais calorosa possível em minhas entranhas. E foi nesse seguimento que sai de trás do balcão, e a puxei novamente, ficando tão próximo do seu rosto, a ponto de senti a respiração delicada dificultar.
Karina parecia nervosa, mas não fugia em momento algum.
— Você pode fugir. — Lhe apontei o dedo á porta. — Ou pode ficar aqui e se arrepender.
Quando menos pensei ou tive tempo de ter uma reação ou tomar quaisquer atitude, ela segurou minha nuca me beijando de forma voraz. Eu esperava por isso o dia todo, tê-la em minha mãos.
Caminhei até os fundos, mas conhecido como meu quarto. Nos deitei no colchonete bem ali, fazendo a lutadora parar e me fitar confusa.
— Eu... — A beijei novamente. Podia ser depressa de mais ou parecer uma animal selvagem sedento. E eramos, queria isso desda a ultima vinda dela na noite passada. A noite que tirou boa parte da minha sanidade.
Me separei de seus lábios que mais pareciam dois algodões e comecei a beijá-la em alternadas partes, indo do seu pescoço á clavícula que estava desnuda pelo fato de usar uma blusa regata.
— Espera. — a mão pequena segurou minha cabeça. — Vamos mesmo fazer isso? — Ela só podia estar de brincadeira.
O modo de agir em síntese, tinha mudado, mas o meu jeito de fazer as coisas sem pudor continuava quando se tratava de Karina entregue a mim, meus pensamentos são os mais impuros. Parei, pensei na atitude que ia tomar, e arrastei o corpo dela para mais perto, fazendo-a se prender e grunhir quando sentiu algo em mim tomar vida.
— Viu, esse é meu estado. E a culpa é sua. — indiquei mostrando o volume que se formava. A garota arregalhou-me os olhos, mas sorriu em seguida, cravando as mãos nas minhas costas.
— Eu não sei se — Seu rosto se contorceu inteiro e a sua visão foi para os velhos computadores jogados ao canto da parede.
— K, você nunca fez isso? — Puxei seu rosto pelo queixo fazendo-a me enxergar.
— Pra falar a verdade já. Eu namorei um garoto enquanto você morava longe daqui. — As palavras me atingiram como um caminhão, atropelando alguém. Eu que pensava em um dia ser o primeiro, e nada disso se concretizou.
— E você, Cobra? — Perguntou desconfiada.
— Eu namorei uma garota. Mas isso não vem ao caso.
Acabamos com aquilo assim que a joguei de novo no colchão, e beijei-a como vingança de cada palavra dita em sua confissão. Karina também parecia se vingar, arranhando cada extensão das partes de minhas costas. Me separei e coloquei a mão por dentro de sua blusa, é exatamente ali onde ansiava alcançar. Cheguei no fecho e senti dificuldade ao abrir.
Uma mão pequena puxou minha blusa para cima, me surpreendi ao perceber a atitude da Pequena, a mesma esboçava o rosto corado e as iris pequenas com a dilatação, mordi o lábio involuntariamente acompanhado por ela.
— Achei que não fosse agir assim. — Sussurrei o mais breve possível tentando aproveitar cada segundo. Como pensei não houve resposta, e continuamos a fazer nossa ações, ordenadas em mente.
(...)
Boa parte do sol já se ponhava no sentido norte e todo céu acompanhava um laranja de final de tarde. Sabia porque estava visualizando tudo dos vidros da loja. Tinha acabado de sair de um longo banho de dez minutos, meu rosto se estampava em um sorriso idiota. Acabara de passar a tarde com Karina, algo quase inesperado nos meus devaneios. Parecíamos ter perdido boa parte de controlo, e as coisas guardadas foram saindo aos poucos de nós dois.
Não queria deixar o momento acabar tão rápido, e fiz sem menção alguma meu percusso nos fundos da loja de suplementos. Meu objetivo era aproveitar e me deitar ao lado da loira até seu despertar. Demorou alguns segundos e ela abriu as pálpebras, rebelando o rosto inchado e exausto.
— Cobra. — Murmurou se esticando. — Que horas são?
— 17:30.
— Eu tenho que ir embora. — Levantou-se atordoada, sem perceber a blusa grande cobrindo seu corpo. Havia dado ela uma de minhas camisetas, ficava grande e batia no meio de suas pernas, as olhei durante um tempo.
— Para de me olhar desse jeito.
— Desculpa, K. — Sorri. —É que fica engraçado você vestida assim.
— Sem graça. — Estapeou meu braço. — Eu realmente tenho que ir, meu pai já tá ameaçando chamar a polícia via SMS. — Pior não podia ser, K, me mostrou a fúria de Gael via mensagem:
"Minha filha a onde você se meteu? se estiver no QG, vou arrancar o figado do seu amigo."
Começamos a rir e ela pôs suas roupas, a situação ficou estranha derre pente e K, agia como se nada tivesse acontecido.
— Ei, nem vai se despedir? — Segurei em seu braço. Ela me depositou um beijo singelo e andou ráidamente.
Fiquei frustado do nada e a segurei novamente, jamais ia deixá-la sair agindo dessa forma.
— O que você quer ? — Questionou-me.
— Isso.
Num impulso a beijei já aprofundando.
— Ótimo, Gael vai adorar ver isso. — Uma voz surgiu fazendo nós dois nos separarmos.
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