Notas iniciais
Oi gente =] demorei de novo? desculpem, a rotina está corrida de mais. E bom sobre o comentários respondi, mil perdões, mas a lata velha do da tela do Pc bugou feio KKKKK, estava querendo por fogo por conta disso. Voltando a fic, obrigado as 31 pessoas acompanhando e aos 12 favoritos, para mim é bastante. E pedir se tiverem fics Cobrina, me passar, estou meio sem tempo de navegar por aqui e procurar, e quando sobra àquela brecha gosto de ler, sim sou bem folgada. Obs: o começo é narrado por mim, e o resto pelo Cobra e a Karina. Até o capítulo 9 o/

A mente lucida parecia pensar se realmente ia atender àquele pedido. Karina estava relutante, não queria de modo algum ceder, para ela os dois se viam só como amigos. Jamais imaginara, esta ação repentina por parte do lutador. Com o corpo na retranca deixou a Antiga Fabrica, ainda suada, devido ao treino pesado, e o nervosismo de ter sentido aquele contato próximo. Por mais que se negasse a ter alguma relação com seu amigo, não podia mentir para si mesma, o quanto o moreno a provocava. Poderia ser a voz grossa, que sonoriza uma linda melodia no pé de seu ouvido, ou a forma rude e a firmeza, como pegará na hora exata de beijá-la. O sorriso se formou largamente em seu rosto, na mesma hora que entrará em casa com Gael dialogando insanamente, enquanto cortava os caules de seus bossais. O pai confuso levantou uma sobrancelha e cruzou os braços.

— Posso saber de onde vem esse bom humor? — largou a tesoura de suas mãos e se virou para a filha. Ka já tentava fugir do momento “conversa de pai e filha.”

— Relaxa, seu Gael, só acordei bem disposta. — tentou inventar uma desculpa qualquer. Mas não deu tão certo, o lutador ainda estava desconfiado daquela alegria abundante. — minha filha, não caio nessa. Historias da carochinha, você pode contar para a louca da Joaquina. — brincou se referindo á uma aluna da Ribalta.

A loira riu da insistência do seu velho, e se jogou no sofá.

— Sério, hoje só estou... — perdeu um pouco a fala, tendo sua cabeça invadida pelo rosto de Cobra. — tentando mudar os ares. Ser mais, digamos...— perdeu-se nas palavras, gesticulando as mãos frenética. — esquece, meu cérebro travou.

Gael não precisava perguntar, sabia bem o motivo da euforia no rostinho delicado. O amigo. Pois muita das vezes, se lembrara da garota, entrando pela porta, de mãos dadas com Cobra, e rindo das piadas idiotas dele. Isso o fazia feliz também, saber que sua pequena tinha uma pessoa especial, para fazê-la rir, em momentos bobos do dia-a-dia.

— Essa alegria toda é por causa do Cobra? — falou nas entrelinhas. Karina se levantou imediantamente do sofá da sala. — disse algo errado?

— Tudo errado né! da onde diabos tirou isso? — Karina estava indignada. O pior de tudo, é se indignar com uma verdade estabelecida bem ali.

Caramba. E outros palavrões queriam sair de sua boca, evidente que não mencionaria esse tipo de coisa na frente do seu pai.

K.D

Caramba, ou “catapinbas.” São essas coisas banais e estupidas, saindo de minha boca. Agora tinha dois seres conspirando contra mim. Obviamente não estou feliz por causa daquele lutador, e sim pelo simples e sórdido fato, de que fui treinar hoje. Passei dois malditos dias, sem conseguir me direcionar na fabrica. Era quase irreversível achar coragem de frequentar o mesmo lugar que Cobra. Me lembrava á todo instante do dia anterior.

Merda, Karina, esqueça.

(…)

O dia passou arrastado, com o sol amarelado, invadindo a sacada do meu quarto. Tão bonito, que me fez sair da toca, e ir avistá-lo aos quilômetros curtos. Me escorei na barra de ferro, e o observei tranquilamente.

Queria poder me afastar, do mesmo jeito da estrela gigante no céu. Quem sabe o isolamento me ajudaria á resolver meus questionamentos.

Em tese, ajudaria a refletir, sobre o que eu iria fazer.

Sai da sacada apressada e esbarrando na comoda. Parece que quando tomamos uma decisão e queremos partir logo ao que interessa, os moveis tomam vida e se metem no seu caminho.

— A onde a senhorita vai toda apressada? — Bianca perguntou enquanto estava enfiada no seu Smartphone.

Ela devia saber que nada do que eu faço, é de sua conta, mas acho melhor deixar em claro em voz alta.

— Não é da sua conta. — meu sarcasmo pareceu irritá-la, então corri e puxei a maçaneta tecnicamente rápido, se não passaria anos luzes a ouvindo insinuar coisas de duplo sentido.

Corri pelas escadas e cheguei na praça, fixei minha atenção na loja. Será que está estava sozinho? Meu medo maior é de que ele me ataque como um animal, igual antes.

R.C

Como as tardes passam rápidas quando se trabalha e treina. A rotina nunca foi diferente, se comparada de quando ainda morava no interior. No momento esperava inquieto pela presença dela. Tinha em meus dedos uma caneta, se movendo pelos cantos, e repetindo o processo. Junto desses movimentos meus olhos moviam-se inquietos. Por hora foi a única forma acessível de distração. Já tinha usado as maquinas, e socado um pouco mais o saco de areia dos fundos do QG.

Oscilava o tronco tenso, a cada pessoa que passava pela calçada. Odeio sentir essa ansiedade, e mais ainda pelo fato de ser Karina. Nem ao menos sabia se viria.

A porta abriu me fazendo suspirar, e infelizmente era quem eu menos esperava, não fazendo desfeita da bela morena entrando. Sim, uma bela morena, de cabelos compridos e andar provocante. Pude distinguir na mesma hora, que se tratara da bela visão, vista horas depois lá na academia.

— No que posso ajudá-la? — perguntei sútil. A mesma se escorou no balcão, ficando á milímetros do meu rosto.

— Passando, apenas para verificar o belo lutador capaz de chamar minha atenção. — enrolou uma mecha de cabelo, dirigindo os olhos a meus lábios.

Sabia o quanto perigoso esse jogo estava ficando, então me afastei o máximo que pude.

— Verificado? — perguntei com desdem. Não queria ser pego em desprevenido pela loirinha.

Meu foco estava nela, no momento meus extintos gritavam por Karina, de um modo selvagem. Novamente queria-a entregue como no outro dia. O absurdo em desejo me dava medo, somos amigos desde de a infância, pensar nela desse jeito é um crime, com pena de “Fadado ao inferno por Gael Duarte.” Eu não me importava, valia o risco. Tê-la repuxando meus cabelos, e presa ao meu corpo, fazia valer quaisquer castigos infernais de seu pai.

— Está em que planeta? — a morena segurou meu queixo enfezada. Muitos caras estariam pulando de felicidade se aparecesse uma dessas na sua frente. Porém estava á começar me irritar na insistência da garota.

— Sem querer ser grosso, mas estou esperando alguém. — pedi sua retirada, apontando o dedo em direção á rua.

Rezei fechando os olhos, até que a oferecida saísse. Precisava mesmo continuar me iludindo de que Karina apareceria na porta.