Broken Smile

1 Capítulo 1 - I shouldve known


Notas iniciais
Sejam bem vindas :3

Vanessa: EU TE ODEIO – eu gritei e em seguida atirei um travesseiro nele

Zayn: ENTÃO SOMOS DOIS – ele gritava mais alto e eu chorava mais

Vanessa: VAI EMBORA – eu abri a porta e o empurrei para fora, me arrastei pela parede até o chão, abracei minhas pernas e chorava escandalosamente. Ferida, magoada, quebrada, tudo de novo, sempre a mesma sensação, eu sempre acabava desse jeito, chorando por idiotas ou indo para cama com idiotas. Depois de longos minutos colocando toda a minha dor para fora crio forças e vou até o banheiro, me apoio na pia criando coragem para me olhar no espelho, e assim que o faço vejo uma garota com a maquiagem toda borrada, com 19 anos mas aparentando muito mais do que isso, cabelo bagunçado devido a briga e por ter acabo de acordar, rosto inchado de tanto chorar, não era assim que eu me imaginava quando tinha 13 anos, mas foi o que me tornei, querendo ou não. Abro a gaveta e vejo uma lamina, já muito gasta por ser usada frequentemente, me ajoelho no chão e a apoio no meu pulso, faço força e ali faço uma marca, o sangue escorre até a ponta dos meus dedos e pinga no chão. Não sei porque fazia aquilo mas ajudava bastante, era como se eu tentasse focar a minha dor em outra coisa. Volto a chorar, eu não conseguia acreditar que eu era tão idiota. Tirei minha roupa e entrei no chuveiro, o contato da água com o ferimento recém-feito ardia, se misturava com a dor dos antigos ferimentos, o que doía mais ainda. Não sei quanto tempo fiquei embaixo do chuveiro mas foi tempo suficiente para eu sair enrugada, me enrolei na toalha, fiz um nó no cabelo e saí do banheiro. Me arrumei, sequei meus cabelos, fiz um make bonito e me olhei no espelho, bem melhor, saí de casa e fui até a casa de Daniel, eu acho que ele era a única pessoa do mundo que me entendia.

Bati na porta e ele a abriu, sorriu ao me ver, eu sorri de volta e o abracei. Entrei e fui até a cozinha falar com sua mãe.

Vane: Nossa tia, que cheiro bom – disse dando um beijo na bochecha dela

Patricia: É bolo de laranja, que nem você gosta

Vane: Sério? Posso roubar um pedaço – ela riu

Patricia: Claro, deixa só esfriar um pouco. Enquanto isso vá ficar com o Dani

Vane: Ok – eu sorri e sai da cozinha, encontrei o Dani deitado no sofá, me sentei e coloquei a cabeça dele no meu colo

Dani: Acho que você só vem aqui para comer a comida da minha mãe – rimos

Vane: Achou que eu vinha por que? Por sua causa?

Dani: Ae? – ele levantou do meu colo e começou a fazer cosquinhas, eu ria escandalosamente

Vane: Para com isso garoto – não adiantava ele continuava fazendo

Patricia: A comida ta pronta – ele parou e levantou do sofá, eu comecei a rir

Vane: Olha só você, e depois fala de mim – rimos, nos sentamos na mesa e começamos a comer, nós comiamos e conversávamos, riamos lembrando do passado do Daniel, eu amava vir aqui, eu confesso que sentia inveja dele, da família dele, sempre foi tão unida, lá era o único lugar do mundo que eu poderia chamar de lar. Terminamos de comer e eu fui para o jardim com o Daniel

Dani: E você e o seu namorado? – meu coração se encheu de raiva ao lembrar do Zayn

Vane: Podemos mudar de assunto?

Dani: Terminaram – eu bufei

Vane: Sim, Daniel – ele odiava quando eu o chamava assim – eu e o Zayn brigamos, de novo e quer saber quem liga?

Dani: Eu ligo

Vane: Não, não liga. A vida é minha, se lembra?

Dani: Eu sou seu melhor amigo, desde a quinta sério, sei tudo sobre você e sei que você tem um péssimo dedo para homens

Vane: Da pra parar? Eu sei disso, sei de tudo, só me deixa em paz – eu me levantei mas ele segurou meu braço

Dani: Para com isso

Vane: Parar? Você começou, deixa que eu termino – dei um sorrisinho falso e saí, talvez eu tenha exagerado mas odiava quando se metiam na minha vida, já estava escurecendo e eu não estava com vontade nenhuma de ir para casa, eu morava em um apartamento que ganhei dos meus pais quando fiz 18 anos, odiava depender deles mas tudo para sair daquela casa, passei por um pub bem movimentado e lá entrei. Fui me apertando, abrindo espaço com os ombros, desviando das pessoas caídas no chão até chegar no bar, tinham muitos homens lá e eu sabia o que fazia quando bebia então me sentei em uma mesa um pouco afastada, pedi uma dose da bebida mais forte que eles tinham e a virei de uma vez só, amava a queimação na minha garganta, me relaxada por alguns poucos segundos, sinto uma fumaça no meu pescoço, maconha, odiava esse cheio mais que tudo – qual é, cara – e empurrei o idiota que estava soprando no meu ouvido

XxX: Desculpa, não sabia que tinha uma puritana aqui – ele disse e seus amigos idiotas começaram a rir, olhei para o lado com muito ódio e respirei, voltei a olhar para o meu copo, esse idiota me lembrava o Zayn, mesmo corte de cabelo, mesmo estilo de bad boy sustentado pelos pais, não sei porque mas idiotas me atraiam

Devo ter puxado isso da minha mãe, levantei um pouco os meus olhos e o idiota ainda estava por perto o que me dava mais ódio mas o pior foi quando eu vi ele, sim o Zayn, apertando a mão do tal idiota e o abraçando como se fossem amigos de infância, e o pior ver ele abraçado a uma garota me dava mais ódio ainda, lágrimas queriam cair dos meus olhos mas eu me recusava a chorar ali, por ele. Me levantei e fui até o tal garoto que eu ainda não conhecia

Vane: Nunca mais me chame de puritana – eu disse antes de dar um beijo nele, sim eu fiz isso, não me perguntem porque, mas eu só queria que o Zayn sentisse o que eu estava sentindo naquele momento, apesar de saber que ele não devia estar ligando. Parei de beijar o garoto e voltei ao bar pedindo mais uma dose da tal bebida que eu tinha tomado antes

[...]

O pub estava cada vez mais cheio, a minha visão estava embaçada e eu estava completamente tonta, o Zayn estava se agarrando no canto com a tal roqueirinha escrota que ele trouxe para cá, o drogado estava no meu pé a noite toda e eu estava me sentindo uma idiota. Viro o último gole da bebida, pago minha conta e me levanto com dificuldade e vou abrindo caminho na multidão, caminho de devagar pelas ruas que a essa hora já estão desertas, paro e respiro fundo, eu estou muito ruim para continuar andando mais continuo até esbarrar em alguém e cair com tudo no chão

[...]

Acordei em um lugar totalmente desconhecido com uma blusa que não era minha, ai o que eu tinha feito?

Notas finais
Gostaram?