Levantei assustada e percebi que minha cabeça doía demais, eu realmente devo ter bebido muito ontem, ouvi barulho de chuveiro o que significava que eu não estava sozinha e que se eu saísse dali logo não precisaria vê-lo, levantei mesmo morrendo de dor, tirei a camisa do tal garoto e coloquei a roupa que estava usando ontem, ela estava dobrada ao lado da cama (o que é estranho porque normalmente ela está amassada e jogada no chão quando eu acordo depois de uma ressaca ). A vesti e fui até ao espelho dar uma olhada na minha cara, péssima ideia ouvi a porta do banheiro abrindo, me virei e vi um desconhecido.

XxX: Bom dia – e sorriu

Vane: Quem é você?

XxX: Justin, prazer – e sorriu

Vane: Você me da nojo

Jus: Bom dia para você também

Vane: Não te falaram que não é legal usar garotas que não estão em condições?

Jus: Você quis dizer caindo de tão bêbadas, certo? – ele foi sarcástico e eu queria mata-lo

Vane: Você me entendeu

Jus: Calma estressadinha, não aconteceu nada entre a gente

Vane: Como eu acordei na sua cama com uma roupa que não é minha?

Jus: Eu mudei sua roupa que estava suja e fedendo a maconha – eu a cheirei e confirmei que ela estava fedendo muito

Vane: E nem se aproveitou né?

Jus: Para que eu me aproveitaria? – ele levantou a sombrancelha e eu fiz uma cara de raiva, passei por ele e fui indo em direção a porta – Você devia me agradecer

Vane: Por?

Jus: Eu não tentei te estuprar ou coisa do tipo, eu estava correndo na rua quando esbarrei em você, você estava muito bêbada eu te trouxe para ca pois se você ficasse na rua poderia acontecer coisa pior, e como pode ver eu dormi no chão – ele apontou para um colchão no chão que eu não tinha percebido

Vane: Obrigada – eu dei um sorrisinho falso e saí da casa dele, peguei um taxi para casa e assim que cheguei lá encontrei com a minha mãe parada em frente a ela – Ninguém merece – eu pensei em voz alta — Oi – e dei um sorrisinho falso

Lilian: Onde estava?

Vane: Casa de uma amiga – menti, ela levantou as sombrancelhas, provavelmente não tinha acreditado mas não iria discutir

Lilian: Vim te lembrar que no sábado você tem um jantar para ir

Vane: Você me lembra disso todos os dias, como poderia esquecer né?

Lilian: Deixei o vestido na sua sala, de uma olhada depois – ela chegou perto de mim — que cheiro é esse?

Vane: Que cheiro?

Lilian: Seu cheiro, você fumou Vanessa?

Vane: Claro que não, mas fomos a uma festa e muitas pessoas estava fumando por isso fomos embora – menti mais um pouco

Lilian: Hm... te vejo no sábado – deu um beijo na minha testa e saiu junto com seu motorista, minha mãe não era o exemplo de mãe, vinha me ver uma vez por semana e sempre para dar uma ordem. Afinal, ela tem uma empresa que ela trata como filha, não como filha não, se fosse como filha a empresa estaria toda abandonada, mas vocês entenderam. Entrei em casa para tomar um banho, foi quando reparei que estava sem meu celular – Merda – gritei, eu não acredito que ia ter que voltar naquele pub nojento, tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer, peguei meu carro e fui até o tal pub, estava vazio essa hora. Entrei e fui até o bar

Vane: Licença, alguém esqueceu um celular aqui? – o cara não me respondeu só me estendeu uma caixa cheia de coisas mas meu celular não estava lá, merda, pera... ele só poderia estar em um lugar. Larguei a caixa em cima do balcão e entrei no carro, acelerei em direção ao Brooklyn, parei em frente a casa do tal... Justin e toquei a campainha. Ele atendeu a porta

Jus: Você?

Vane: Esqueci meu celular aqui – e sem pedir licença sai entrando

Jus: Você é muito abusada sabia? – eu apenas dei um sorrisinho falso e fui subindo as escadas em direção ao seu quarto, peguei meu celular que estava em cima da mesinha ao lado da cama

Vane: Achei

Jus: Agora já pode ir né?

Vane: Nossa que péssimo anfritião

Jus: Disse a garota que quase me matou por ter salvo a vida dele

Vane: Meu herói – eu fui sarcástica

Jus: Eu preciso ir até a cidade, você já acabou o que tinha que fazer?

Vane: Já – e fui indo em direção a porta – quer uma carona? Também estou voltando para a cidade

Jus: Você? Sendo legal? O que aconteceu?

Vane: Quer a carona ou não? – bufei

Jus: Claro que eu quero – descemos e fomos até o meu carro

Vane: Vai para que lugar?

Jus: Só segue em frente – assim eu fiz, até ele falar para eu parar – Obrigada pela carona e vê se arruma um capacete

Vane: Nossa como você é engraçado – fui irônica e ele riu e eu acelerei o carro indo para casa, entrei, tomei um banho e me arrumei, ouvi a campainha e era o Daniel – Oi – disse seca

Dani: Pode parando, nós dois exageramos, eu trouxe Doritos e Pepsi nem adianta falar que não quer que eu sei que você quer – ele deu um sorrisinho de cachorro abandonado e eu ri

Vane: Entra – ele entrou, sentamos, comemos, conversamos e eu contei a ele o que aconteceu na noite anterior, ele provavelmente estava morrendo de vontade de me dar um sermão bem dado mas sabia que se ele fizesse isso eu o mataria ali mesmo – O que vamos fazer hoje?

Dani: Vamos no Malibu?

Vane: Você? Indo para um Pub? O que aconteceu? – rimos

Dani: Eu tenho que ir a um desses se quiser seguir seu ritmo – rimos

Vane: Vamos, deixa eu me arrumar – ele riu, eu subi e depois de bagunçar meu armário arrumei uma roupa legal, ajeitei o cabelo e fiz um make lindo – Vamos – e sorri

Dani: Por isso que você acorda em casas desconhecidas – eu mandei meu lindo dedo do meio pra ele, ele riu e me abraçou, fomos até o meu carro e eu acelerei até o Malibu, fomos até o bar e descobrimos que teria um show lá hoje, começamos a beber quando vi a banda subindo no palco e quase cuspi minha bebida quando vi quem era o vocalista

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.