Broken: O fim pode ser um novo começo
2 Conhecendo
Notas iniciais
Um ano depois ela retorna das trevas hahaha kkkkk
Gente plz dêem uma chance a fic prometo que ela vai ficar mais interessante.
Estava muito nervoso, hoje iria celebrar a primeira missa naquela cidadezinha. O prédio da Igreja lembrava muito as construções romanas. Aquela cidade era realmente encantadora, o verde predominava e ela o fazia lembrar a sua cidade natal, pequena e acolhedora.
No dia anterior passara horas conversando com o bispo Antony, ele já era um senhor de idade mas era muito simpático e engraçado. Depois da longa conversa, ele ficou recluso, fazendo orações e depois do jantar capotara na cama, vencido pelo cansaço. Ele sonhou com cabelos loiros e sedosos, que o fizeram lembrar da garota. Os sinos badalando, o tiraram de seus pensamentos, e logo a procissão de entrada foi acolhida pelos fiéis. As pessoas o olhavam curiosas e admiradas, ele quase parou no meio do caminho, mas a mão do bispo em seu ombro o fez andar firme até o altar.O bispo guiou a missa até a parte do sermão, que ficara exclusivamente com ele. Pegou o microfone meio tímido e começou a aplicar o sermão, todos o ouviam com atenção e algumas vezes era interrompido por choro de crianças. Mais relaxado, ele descera as escadas e ficara de frente para o povo, falando confiante. Quando estava para concluir sua homilia, escutou passos na porta central da igreja. Uma menina loira tinha a respiração ofegante, ela vestia um vestido branco de renda que lhe dava um toque inocente, juntamente com tênis estilo Chuck Taylor. Era a mesma garota do dia anterior. Ela timidamente se sentou no penúltimo banco, e ele ficou anestesiado com sua beleza inocente. Seus traços eram singelos, os cabelos loiros eram extremamente lisos e os olhos brilhantes mas um tanto opacos. Ao perceber que parara de falar, tratou logo de retomar o sermão, mas sem tirar os olhos da garota que olhava para todos os lados, menos para ele. A missa prosseguiu tranquila, ao final desta, o bispo anunciou oficialmente Jacob, e ele foi acolhido com várias salvas de palmas. Jacob ajudou as alguns senhores, junto com o bispo a fecharem a igreja. Ele foi apagando vela por vela, calmamente, viu que a garota loira que capturara sua atenção, estava conversando com algumas senhoras na porta da igreja. Ela sorria abertamente, e Jacob achou o seu sorriso belo. A loira beijou a testa das senhoras com quem conversava, se despediu e foi embora. Ele observou a silhueta dela sumir na escuridão da rua. Depois de alguns instantes ele finalmente havia fechado todas as portas da igreja, os homens se despediram dele e foram embora, o bispo Antony cortês, deu carona para as velhas senhoras que estavam conversando mais cedo com a loira. Sozinho, Jacob suspirou e desceu as escadas, chegando a calçada. A rua estava deserta, ele deixara o carro numa esquina ali perto. Caminhando calmamente, ele ia observando a rua, as casas agora estavam com as portas fechadas e só a luz de três postes iluminavam a rua. Virou na esquina e avistou o carro num estacionamento perto de uma lojinha. Pegou o carro e começou a dirigir em direção a casa em que ficava, que era distante da igreja onde estava. Seguiu pela avenida deserta. Apenas um ou dois carros passaram por ele. Ligou o rádio, a procura de alguma música boa, mas todas as rádios só estavam tocando músicas agitadas, talvez por que fosse fim de semana. Concentrando-se na direção em que ia, avistou uma menina andando sozinha pela calçada. Era a menina loira. Jacob se perguntou como ela tinha coragem de andar sozinha naquela avenida deserta. Ele a acompanhava a uns metros de distância, sorrindo pela coragem da garota. Quando ela passou por um beco, instantes depois saíram três silhuetas deste, caminhando atrás dela, que parecia não notar. Todos estavam encapuzados, o que dificultou para Jacob, ver o rosto deles. Ele se assustou quando viu um sacando um punhal do moletom. Eles, que estavam a uma boa distância da garota, aceleraram o passo, ficando cada vez mais perto dela. Jacob sentiu seu coração acelerar de preocupação quando viu eles se aproximarem dela, o terceiro estava com o punhal erguido em posição de ataque. Agilmente, ele acelerou a velocidade do carro, e uns dois segundos depois alcançou a garota, ficando ao seu lado.–Ei! Entra no carro! — ele gritou para ela, que se surpreendeu ao o ver ali. –Como?- ela exclamou confusa. –Entre no carro agora, por favor- ele pediu e antes que ela pudesse dizer algo ele continuou- Rápido senhorita, eu não estou brincando! A garota assustada, entrou no carro imediatamente. Ela estava meio ofegante. –Por quê? — perguntou sem encará-lo. –Olhe pelo retrovisor...- ele disse meio indiferente, e se repreendeu mentalmente. Ela olhou e se assustou ao ver três silhuetas encapuzadas se aproximarem do carro. Paralisou quando viu que um deles estava com um punhal, antes que dissesse algo, o carro começou a se movimentar. Suspirou aliviada e viu pelo retrovisor, o punhal ser erguido como um sinal de ameaça. – Você está bem?- Jacob perguntou olhando para ela.–S-sim!- respondeu meio trêmula Um silêncio desconfortável se instalou e Elizabeth coçou a cabeça, desconcertada. Jacob prestava atenção no caminho, mas notava qualquer atitude que a jovem fazia.
–Onde você mora?- perguntou gentilmente. –Há umas quatro quadras daqui- ela respondeu olhando o padre. Liz não querendo deixar pairar outro silêncio mortal procurou qualquer assunto para conversar. –Então... O senhor nasceu aonde?- perguntou curiosa. –Por favor, não me chame de senhor...- ele riu- assim me sinto um idoso de 27 anos! –Perdão senhor! — ela gargalhava. –você está me avacalhando né mocinha?!- ele riu ainda mais.–Não... Talvez... Só um pouquinho- ela o olhou. Eles riram até o ar dos pulmões se esvair. –Mas então... De onde você é?–Eu sou de um interiorzinho do Texas- Ele respondeu- Mas e você, Qual é o seu nome, idade, RG... –Nossa! Investigação da CIA?! -ela recomeçou a gargalhar e gargalhou até não aguentar mais.- Bem, eu me chamo Elizabeth, tenho 17 anos e não lembro meu RG. –É um prazer Elizabeth... –Liz!- ela o interrompeu.–O quê? — ele indagou confuso. – Perdão mas é que todos me chamam de só de Liz ou de Lizzie.- ela esclareceu envergonhada. –Lizzie como em Orgulho e Preconceito? — ele perguntou.–Sim, você conhece? –Minha irmã assistia muito.- Explicou- Então eu assistia com ela às vezes. –Ah sim... Liz logo viu que estavam perto de sua casa e ensinou qual era ela. O carro parou e ela desceu rapidamente.–Boa Noite! -disse apressada antes de se virar. –Jake! — ele gritou.–O quê? — ela virou e perguntou. –Esse é meu apelido-Explicou. –Okay-Ela sorriu e acenou. –Boa Noite Senhorita! — ele se despediu e partiu com o carro. Ao chegar em casa, após um pequeno lanche e a oração noturna, Jacob tomou um banho quente e jogou-se na cama sorrindo, Liz o havia encantado. Alguns quilômetros de distância dali, Elizabeth sorria para si mesma enquanto escovava os cabelos loiros. Pensava no ato heroico do padre, e sorria, ele a havia encantado.
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