Broken Lines

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Bem como sempre eu fiquei com pena dos leitores e vou postar mais um capítulo, mas , ESSA E A ULTIMA VEZ. Tenho que ficar com alguns capítulos a frente caso aconteça algo então e isso a partir de agora eu só posto quando tiver outro capítulo escrito adeus u.u Di Angelus

– Vocês perderam a noção?! Vão pro seus quartos agora!

Não esperei Thalia acabar o sermão, subi as escadas, tranquei a porta e fui ao banheiro lavar o rosto. Abri a torneira e joguei água gelada em minha face e respirei fundo, porque se eu visse a cara de Perseu, eu o mataria. Voltei pro quarto, sentei em uma das poltronas e esperei um pouco e nesse meio tempo Thalia entrou no meu quarto.

– Nico, eu amo os dois, mas se isso acontecer novamente eu vou ter que tomar as minhas decisões. Por favor, não repitam isso. E mais uma coisa, vou ter outro compromisso com os pais do Luke e se eu chegar em casa e souber que um de vocês espancou o outro, os dois estão mortos.

– Tudo bem.

Assim que ela saiu, liguei a televisão do quarto e fiquei assistindo a programação que passava. Depois de mais quinze minutos me levantei e fui andar pela casa. Segui pelo corredor do meu quarto e passei por varias portas, até que cheguei a uma que tinha uma placa escrita “Duff”.

Entrei na sala e ela era um bar, um balcão de madeira polida e envernizada, uma mesa de sinuca ocupava o meio da sala e havia mesas e poltronas lá também. Dirigi-me a uma estante de madeira enorme aonde eu pude ver todo tipo de bebida que alguém poderia desejar: vodka, cervejas, licores e vinhos. Fui conferindo as estantes de vinho e encontrei um italiano de mil oitocentos e noventa. Eu havia lido na internet que quanto mais velho o vinho melhor é o seu sabor. Abri a garrafa e o coloquei em uma taça que se encontrava sobre o balcão. Enchi a taça de cristal e sorvi o vinho. Ele tinha um sabor firme e ao mesmo tempo doce e que distribuía calor pelo meu corpo, peguei a garrafa e a taça e voltei ao meu quarto e continuei assistindo a programação. Tomei toda a garrafa de vinho e já estava bem alegre. Essa era a melhor casa que eu já morei. Bem, tirando os barracos. Continuei tomando meu vinho e assistindo meu programa de televisão. Quando terminei de sorver a última taça, Percy entrou no quarto.

– Nico você esta bebendo? – Perguntou me encarando.

– Não Perseu, estou comendo taças de cristal agora. – Disse rindo sonso

– Bem acho melhor você parar.

– Não Percy, estou muito bem assim, se você quiser se junte a mim mais se for beber tem que calar a boca.

– Só uma taça.

– Ok.

Levantei-me e fui para o bar de novo rindo muito, peguei outra garrafa das mais velhas e outra taça e voltei para o quarto. Percy estava sentado no chão com seu pijama de âncora observando meu quarto e a televisão, até que eu entrei no quarto e ele passou a me encarar.

– Pronto Perseu, vou te mostrar meu talento para Sommelier.

– Duvido. Você não sabe nem escolher suas roupas, vai saber escolher vinho?

– Então pegue e prove.

Mal terminei de falar e a garrafa estava aberta. Percy colocou um pouco do vinho rosé que eu havia escolhido e bebeu. A noite foi longa, eu e Percy já tínhamos bebido três garrafas de vinho e desligamos a televisão para conversamos um pouco. Estava desconfiado dessa aproximação repentina do Percy e continuava com o pé atrás. Mas o que um adolescente quase bêbado poderia fazer?

– Já te contei do verão que fomos para o Brasil?

– Não. Percy. – Chamei.

– Sim.

– Posso fazer uma pergunta?

– Faça, dependendo posso até respondê-la.

– Por que você me odeia?

– Sinceramente?

– De preferência.

– Não é que eu te odeie, mas tem umas coisas que me incomodam. Primeiramente por você ser um bastardo, segundo por toda minha família dar atenção somente a você e terceiro porque eu não consigo ficar calmo perto de você.

– Como assim você não consegue ficar calmo perto de mim?

– Algo mexe comigo quando estou perto de você. Me deixando selvagem, quem sabe?

– Vamos conversar sobre isso outro dia, nós dois estamos bêbados e não vai dar coisa boa.

– Por que Nico? Você não sabe ouvir a verdade?

– Eu sei ouvir a verdade, mas estamos bêbados. Bêbados falam coisas de mais.

– Será mesmo?

– Perseus não me desafie. – Disse entre dentes.

– Ou você vai fazer o que?

Ele mal terminou de dizer e eu já estava em cima dele, mas como sentidos de bêbado são uma merda, logo Percy estava em cima de mim.

– Adoro quando você fica com raiva, esse seu lado agressivo me excita.

– Perseus me solta agora, antes que eu te castre e coloque seu membro na sua traquéia.

– Você fica tão fofo assim.

– Cala a boca.

– Quem tem que calar a boca aqui é você. Já te falaram que você fala de mais?

– Perseus, hoje você morr... — Não pude terminar de dizer o que queria, pois Percy já estava com sua boca na minha.

Comecei a me debater, mas eu já sabia que havia perdido. Ele me abraçou mais forte e tentei ao máximo não me entregar, mas não consegui, a luxúria falava mais alto. Passei minhas mãos pelo pescoço de Percy sentindo sua pele sobre a minha até que ele aprofundou o beijo. Estávamos no chão rolando para lá e pra cá, até que ar nos faltou e tivemos que nos separar.

– E gosto também do seu beijo selvagem. – Disse ele sorrindo.

Percy me pegou no colo e me jogou na cama, foi até a porta e a trancou e voltou rapidamente para ela. Jogou-se em cima de mim colocando suas pernas entre as minhas e voltou a me beijar. A cada beijo sentia um sentimento queimar dentro de mim. Um fogo dentro de mim havia sido despertado com seus toques e seus beijos. Tudo em Percy estava me excitando, sua pele quente sobra a minha, seus beijos carinhosos, suas caricias sobre meu corpo, tudo estava me deixando a mil. Percy continuava a se deleitar em minha boca e eu retribuía cada toque, nossas línguas dançavam em uma sincronia perfeita a música que a luxúria soprava em nossos ouvidos, uma dança que aquele que perdesse se entregaria ao outro de uma forma diferente.

Senti a perna de Percy passando sobre meu membro já ereto, não consegui segurar meu gemido, mas consegui fazê-lo sair abafado. No momento em que um deles escapou de minha garganta, Percy removeu a blusa de seu pijama deixando todo seu abdômen exposto, a pele bronzeada por horas na praia, seus músculos bem definidos e suas mãos firmes ao meu redor. Após remover a minha blusa me senti corar. Minha pele pálida, músculos poucos definidos e uma pele fria. Rapidamente ruborizei. Percy olhou para mim com seus olhos cheios de luxúria, podia ver um oceano de desejo sem fim transbordar por sobre seus olhos.

Percy voltou a me beijar encostando seu peito ao meu e pude sentir seu calor, sua pele quente sobre mim. Tomei coragem e acariciei as costas de Percy. Sua pele quente me provocava arrepios. Nos separamos pela falta de ar novamente e ele seguiu uma trilha de beijos até meu pescoço, seus lábios macios e quentes sobre minha pele fria me causavam arrepios. Seguiu um caminho interminável até meu pescoço, cobrindo cada parte que ele encontrava com seus lábios. Ele só ia para essa parte, pois sabia que eu era sensível. Beijou levemente me fazendo arrepiar e arquear as costas, fazendo assim nossos membros entrarem em atrito, seu membro estava tão duro quanto o meu. Continuou beijando meu pescoço até que chegou a meu ouvido e sussurrou:

– Hoje você é todo meu Nico Di Angelo.

Suas palavras só me excitavam mais. Mal havia terminado de dizer isso e Percy já havia removido nossas calças, despindo-nos por completo deixando somente nossos membros se tocarem. Eles estavam em livre contato. Percy volto a se deitar sobre mim, mas dessa vez sugando meu mamilo direito e pude sentir um rubor em minha face de vergonha.

– Percy, por favor, não... aaah.

– Você fica tão lindo corado.

Voltou a sugar meu mamilo enquanto brincava com o outro. Podia sentir seu toque em meu mamilo, sua língua brincando com meu corpo e me provocando idas e vindas do céu. Em seguida suas mãos se dirigiram ao meu membro.

– Percy você não pode fazer iss... – Gemi antes de terminar a frase quando ele começou movimentos de ida e vinda.

– Eu não posso fazer o que, Di Angelo? Quero ouvir você falar.

– Você não pode fazer iss... – Percy me masturbava mais forte quando eu tentava dizer qualquer coisa, me impedindo de completar qualquer frase.

– Esta vendo Nico, você não consegue me parar e eu também não quero parar. Você também quer, se não quisesse não estaria se entregando pra mim desse jeito.

Mal terminou de falar e logo adentrou minha boca com um beijo profundo e continuava a me masturbar lentamente. Percy parou o beijo e abri os olhos e o vi completamente nu e a mim também. Depois de me beijar novamente, abocanhou meu membro arrancando gemidos do âmago da minha alma. Mordi meu lábio para tentar me segurar, mas não estava adiantando muito. Percy chupava meu membro com tanta destreza, passando sua língua por toda a superfície ate chegar à glande. Isso me excitava; e muito. Percy continuava sugando meu membro, se aproveitando de cada parte, e fazia isso olhando para meus olhos o que era muito pior. Depois de algum tempo pude sentir os espasmos me avisando que eu poderia me entregar a qualquer momento.

– Percy eu vou... Eu vou... — Não consegui terminar de falar, me derramei na boca de Percy e ele me olhava com aqueles olhos verdes cheios de luxúria.

Limpou meu membro com sua língua e engoliu o meu liquido. Veio em minha direção e me beijou fazendo-me sentir meu próprio gosto. Percy fez novamente o caminho ate meu pescoço e sussurrou no meu ouvido.

– Eu quero você. — Só de dizer isso Percy já havia despertado um lado que eu nem sabia que existia. – Nico, eu tenho que prepará-lo e pra isso preciso que você abra sua boca.

Mal abri minha boca e havia três de seus dedos nela. Suguei os dedos de Percy enquanto ele me observava fazer o serviço. Depois de eu lubrificar bem seus dedos, ele dirigiu um deles a minha entrada.

– Nico me perdoe, mas isso pode doer um pouco. – Assenti e permiti que ele continuasse.

Senti o primeiro dedo me adentrando e uma dor dilacerante me atingiu, senti uma lágrima correndo por meu rosto.

– Nico tudo bem?

– Sim, continue.

Senti o segundo dedo adentrar-me e a dor piorou, era como se estivessem me moendo vivo por dentro. Esperei mais algum tempo e dei sinal pra Percy colocar o ultimo. A dor só havia aumentado, lágrimas corriam soltas pela minha face e vi Percy me observando.

– Nico se você quiser, eu...

– Não, espere.

Esperei algum tempo e me acostumei com os dedos do Percy. Senti-me confortável, mas não conseguia abrir minha boca para dizer uma só palavra. Percy precisava de um sinal para prosseguir, então comecei a movimentar meu quadril e Percy viu que eu já estava pronto.

– Nico eu vou...

– Não, espera ainda tem a minha vez.

Percy removeu seus dedos de mim e o virei na cama e fiquei sobre ele, sentei sobre o seu membro sem deixá-lo penetrar-me e movi lentamente meu quadril sobre o mesmo.

– Sabe Percy, comigo tudo tem um equilíbrio.

– E que equilíbrio e esse?... – Falou antes de gemer quando movi meu quadril mais rápido.

– O meu equilíbrio é ame e será amado, odeie e será odiado, provoque e será provocado.

Movi meu quadril mais rápido e puder ver Percy mordendo os lábios tentando conter um gemido. Desci de cima do moreno e fui fazendo um caminho até seu membro que parecia uma rocha de tão duro. Lambi toda a sua extensão como se ele fosse o último sorvete no verão mais quente do mundo. Abocanhei seu membro e só ouvi os seus gemidos. Sugava cada parte, me deliciando com toda extensão, até que eu senti Percy me virar na cama.

– Nico eu preciso de você, agora! — somente assenti.

Senti Percy me penetrando e a dor voltou. Lágrimas brotavam em meus olhos e escorriam novamente pela minha face. Percy adentrou-me completamente e veio me beijar para tentar fazer a dor passar. Nosso beijo já não era mais sedento ou selvagem, podia sentir todo o desejo que Percy tinha por mim. De alguma forma, a dor já havia passado e movimentei meu quadril avisando a Percy que a dor já havia ido embora e ele rapidamente entendeu o recado.

Começou movimentos de vai e vem lentamente, aproveitando cada momento. Entrelacei minhas pernas em sua cintura, mas logo começamos a perder a guerra para a luxúria. Suas estocadas haviam aumentado, Percy ia e volta rapidamente e acertando cada vez mais meu ponto sensível. Meu membro já estava ereto novamente e Percy me estocava cada vez mais rápido. Girei-o na cama sem o tirar de dentro de mim e comecei a me movimentar. Já não havia mais como parar os gemidos que saiam da minha boca. O suor brotava sobre nossas faces e os toques de Percy sobre meu membro também, passei a movimentar-me mais rápido e Percy a me masturbar também.

– Nico, eu vou gozar. – Disse gemendo

– Calma, eu também já estou vindo. Vamos juntos.

Mal terminei de dizer e pude sentir o líquido de Percy me preenchendo e o meu nos sujando. Caí sobre o peito de Percy exausto e querendo muito dormir. E foi o que eu fiz, deitei por um minuto sobre seu peito sentindo seus braços me envolverem e quando vi já estava dormindo.

Notas finais
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