Broken Lines

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Hey vamos lá, tive a ideia após ler umas fanfics no site, entrei no grupo Pernico Crazy Shippers e encontrei pessoas que me ajudaram a escrever a fic,quero agradecer a todos que me ajudaram deram apoio e a você que vai ler essa fanfic. Ela foi feita com muito carinho e é uma das minhas versões desse casal. Agora sem mais delongas vamos a fic ... :D
Capítulo 1

Amor, sentimento que eu nunca recebi. Fui abandonado aos meus três meses de idade e Bianca aos seus sete anos, largados pra sermos cuidados por qualquer um. Minha mãe também não me amou, porque se ela me amasse não teria me abandonado.

Passaram-se quinze anos após o ocorrido e a essa altura do campeonato também já tinha perdido Bianca. Quando completei quatro anos um casal queria uma menina com as características dela, mas não queria um menino como eu. Onze anos e eu continuava no mesmo orfanato, com as mesmas pessoas, com os mesmo inspetores. Eu odiava essa vida mais que tudo e o único amigo que eu tinha era Louis. Ele chegou ao orfanato quando eu tinha onze anos e ele é super diferente de mim, conversa com todo mundo, fala demais e vive rindo. Eu sou o antônimo dele, antipático, quieto, frio, ignorante e etc.

Levantei como de costume às cinco da manhã, até porque não gosto de Marlene gritando naquele maldito megafone pra acordar os órfãos. Como sempre fui o primeiro a chegar ao vestiário, tomei meu banho, troquei minhas roupas e fui para o refeitório até que começo a ouvir Marlene gritando:

- TA NA HORA DE ACORDAR CRIANÇAS! TODOS PARA O CHUVEIRO! E WILL LAVE ESSE PÉ DIREITO PORQUE VOCÊ TÁ COM UM CHULÉ QUE NINGUÉM ESTÁ AGUENTANDO.

Como hoje é dia de adoção e a maioria das crianças quer sair daqui, elas tentam agradar na melhor forma que pode. Eu pensava o mesmo até ser adotado três vezes e ser devolvido ao orfanato em todas elas. Agora vou ignorar todas as formas possíveis de relacionamento até completar meus dezoito anos e poder sair daqui.

Vesti-me como de costume, uma blusa de caveira, uma jaqueta de aviador, uma calça jeans simples e um all star cano médio já surrado. Tudo que tenho ganhei através de doações, sorte que Rick é meu amigo e me deixa ver as roupas primeiro. Sentei em baixo da árvore do jardim e fiquei observando casais se aproximando das pessoas que os interessava. Continuava achando isso traumatizante, pois as crianças criam expectativa, sonhos, esperanças e tudo podem acabar em um segundo.

Fechei os olhos e cochilei um pouco até sentir uma mão no meu ombro acordei já encarando quem fosse com meu olhar mortal até que me deparo com uma mulher de trinta a quarenta anos com cabelos castanhos e muito sorridente.

- Olá me chamo Sally Jackson.

- Nico di Angelo.

- Você tem quantos anos Nico? – Perguntou ela de forma simpática.

- Quinze.

- E você esta aqui desde quando?

-Desde os meus três meses de idade.

Falei tudo de um modo frio, o mais frio que eu podia falar e continue olhando com ‘’o olhar da morte’’ como Louis diz. Passou umas duas horas e essa palhaçada não acabava até que Patrícia, a diretora do orfanato, chegou perto de mim e pelo jeito que ela me olhava não era coisa boa:

- Nico, posso falar com você um instante?

- Claro, fique a vontade. – Respondi, sem emoção.

- Eu sei que você teve problemas com as famílias que te levaram e sei que decorrente disso você acabou ficando frio, mas hoje as coisas mudaram e acredito que você vai se tornar uma pessoa cujas expectativas vão voltar ao lugar. Nico amanhã você está de partida pra uma nova casa.

Quando terminei de ouvir não sabia se chorava de alegria ou de raiva. Sempre estive divido em dois, e esses dois “eus” sempre lutavam entre si para ver quem ganhava. Me levantei e fui para o dormitório sem olhar pra trás, cheguei a minha cama e comecei pegar as poucas coisas que me pertenciam: três calças, contando com a que eu usava, um par de all star surrado, umas 4 blusas e minha jaqueta, coloquei dentro de uma bolsa que Rick me deu e sai novamente do quarto. Fui para o refeitório e encontrei Louis sentado na mesa de sempre, peguei minha comida e me sentei com ele.

- Cara, estou tão feliz! — Disse o garoto, sorrindo de orelha a orelha.

- Posso saber o porquê?

- Fui adotado. – Respondeu esbanjando felicidade.

-Meus pêsames amigo, eu também fui. – Falei sorrindo sarcasticamente.

- Serio? – Perguntou, fazendo uma cara de empolgação. — Acho que eu vou me mudar para o Upper East Side.

- Patrícia não disse pra onde eu vou ainda mais espero que você seja feliz.

- Também te desejo felicidades, Nico.

Terminei o jantar e fui para o lado de fora. Assim que cheguei lá, subi na amendoeira que havia ali e fiquei observando a lua. Um pouco da sua luz refletia em meu rosto e eu gostava disso, me dava a sensação de paz e conforto. Será que dessa vez eu vou consegui uma família? Será que eles vão gostar de mim?

Fiquei mais um pouco e depois desci. Já eram dez e meia da noite e o sono me castigava, mas a ansiedade não me deixava. Quem será que me adotou? Não consegui dormir nem um terço do que eu mal dormia, não consegui pregar um olho a noite toda. Fiquei olhando pela janela, até que me cansei e fui andar pelo orfanato. Saí descalço porque odeio andar com chinelos, essas coisas fazem muito barulho. Fui até a cozinha quando, chegando lá, encontro Rick. Ele devia ter uns 22 a 27 anos no máximo e trabalha aqui no orfanato porque gosta. Rick é legal porque ele gosta da maioria das coisas que eu gosto, principalmente mitologia.

- Ora, veja se não é o filho de Hades vagando pela noite.

- Vai se catar Rick, só vim pegar uma água.

- Mas e aí pequeno, fiquei sabendo que você foi adotado. Você já sabe quem é?

- Não, a vaca da Patrícia não me contou ainda. – Revirei os olhos.

- Fica tranqüilo, sei que as coisas pra você vão melhorar. Agora deixa eu ir terminar de ver minha série que eu quero dormir. – Disse rindo.

- Tudo bem, boa noite Rick e obrigado por tudo.

- Boa noite carinha não tem de que.

Dizendo isso pegou sua caneca de café e seguiu o corredor que levava até seu quarto, enquanto eu ainda tinha de encarar uma noite longa.

Notas finais
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