Broken Lines
41 Capítulo 41
Notas iniciais
Não bastaram algumas horas pra que nossos pais chegassem, Sally adentrou a sala trajando uma roupa social sendo seguida por Peter. Logo nos olharam com um semblante preocupado.
–Crianças precisamos falar com vocês, no escritório. – disse Peter nos olhando com os olhos demonstrando tristeza.
Levantamo-nos do sofá e saímos da sala e subimos as escadas nos dirigindo até o escritório deixando Luke para trás. Adentramos a sala com piso de madeira polida com suas estantes limpas e com seus livros ordenados. Sentei-me na cadeira enquanto Percy e Thalia ocupavam o sofá de dois lugares do escritório, Sally e Peter se dirigiram para a mesa que se encontrava a minha frente e passaram a nos fitar.
–Crianças as coisas não vão muito bem. – disse minha mãe. — Bianca está fazendo de tudo para tirar o nico dessa casa e o juiz esta quase optando por ficar do lado da mesma, e ainda temos o processo do nico que o julgamento ocorrerá essa semana, temos que ser extremamente cuidadosos com tudo que fomos fazer.
–Como assim o juiz esta dando preferencia da guarda a Bianca? – disse Thalia trancando seu maxilar demostrando irritação.
–Primeiramente por ela ser irmã de sangue, segundo que meu advogado disse que o processo da mesma está formulado perfeitamente para dar prioridade para ela. – disse meu pai olhando para Thalia com a mesma raiva fulgurando em seus olhos.
–Mas não tem uma lei que diz que a pessoa em questão pode escolher com quem fica? – perguntei apreensivo.
–Sim. – disse minha mãe. — nós ainda achamos que o juiz vai solicitar a participação de Nico no processo que envolve a Bianca, mas já no outro não temos nem ideia do que poderá ocorrer.- — terminou de dizer nos olhando séria.
–Mas por enquanto vocês podem ir para a cama porque está muito tarde e vocês tem que acordar cedo amanhã porque as aulas começam cedo. – disse meu pai.
–Mas isso não vai terminar desse jeito. – disse Thalia determinada saindo da sala.
Levantei-me da cadeira e segui para o corredor, Percy seguiu-me até a porta de meu quarto que se encontrava entre aberta.
–Por que você parou? – disse Percy me abraçando por trás enquanto meus pés tocavam a madeira corrida do chão. -Vire-me para encarar o mesmo enquanto seus olhos demostravam certa inquietação e curiosidade.
–Eu acho melhor a gente evitar uma aproximação dessas enquanto mamãe e papai estão em casa, quero dizer, até eles saberem realmente da nossa relação. Tem problema? – disse olhando preocupado para Percy que estava com seu semblante fechado.
–Não tudo bem. – disse me olhando serio. – Boa noite. – Dizendo isso tomou novamente o corredor me deixando para trás, Percy estava irritado.
Adentrei meu quarto e logo senti meus pés sobre o tapete preto que se encontrava no quarto, segui caminho até a janela do quarto enquanto observava a lua tomando conta da noite clara que se estendia s obre o céu estrelado. Uma brisa gelada passou por meu rosto lançando meus cabelos para trás fazendo-me arrepiar de frio. Fecho as janelas e volto-me para minha cama, que agora estava vazia e me dirijo até ela.
Pego meu celular e coloco-o para despertar enquanto me cubro.
Passou-se algumas horas e eu não conseguia dormir, viro minha cabeça para o lado e vejo que o rádio relógio marcava 3:00 pm, levanto-me e sigo pelo corredor a casa toda estava um completo silêncio, desço as escadas quando escuto um barulho vindo dá cozinha, todo meu corpo agora estava alerta, sigo para a base da escada e me escondo no armário de casacos fechando o mesmo. Olho através da passagem de ar que o mesmo possuía e vejo três pessoas com mascarás pretas saindo da cozinha, minha respiração começou a se descompassar, mas logo consegui controlar a mesma pois senão atrairia muita atenção.
Continuo olhando através da passagem de ar quando um dos homens começava a sussurrar:
–O garoto de cabelo preto, pequeno e branquelo, tomem cuidado para não serem vistos porque se formos pegos estamos fritos. – disse olhando para os outros dois enquanto os mesmo assentiam. Os três seguiram para as escadas subindo-as enquanto eu escutava o barulho de seus passos, olho para a mesa da sala através da pequena fenda e logo vejo o celular de Thalia jogado sobre a mesma, direciono meu ouvido a abertura e ouço os passos dos mesmos distantes, abro a porta do armário sem fazer barulho e sigo na ponta dos pés até a mesa capturando o celular e voltando para meu esconderijo.
Após fechar as portas do armário desbloqueio o Samsung Galaxy S4 de Thalia e digito o 191. Após a primeira chamada eu consigo ouvir a voz anasalada de uma atendente.
–Delegacia da polícia civil de Manhattan, no que eu poderia ajudar? – disse com a voz seria, mas ainda assim anasalada.
–Oi. – disse sussurrando. – eu preciso de um carro aqui na Park Avenue , Manhasset número 45, minha casa foi invadida e eu estou escondido no ármario. – disse sussurrando enquanto encarava o celular em minha mão.
–Já estamos a caminho. – desliguei o celular enquanto escuto os passos voltando e vejo uma sombra a frente do armário.
Eu estava perdido.
Abriram a porta do armário e eu não titubeei, parti para o ataque enquanto meu cotovelo ia de encontro ao nariz da vitima, chutei suas pernas fazendo-o cair no chão com um baque surdo. Logo dois homens estavam na sala.
–Percy! Socorro! – gritei enquanto um deles vinha em minha direção.
Sua mão se fechou em punho e veio em direção ao meu rosto, pus minha mão em seu antebraço fazendo seu soco passar por meu rosto somente sentindo sua brisa, pego seu braço e o encaminho a suas costas, logo estou em cima dele no chão. Mas não durou muito tempo logo eu estava no ar e em seguida senti um cilindro metálico ao lado de minha cabeça.
Medo corria como sangue em meu corpo.
Percy apareceu no topo da escada enquanto sinto lágrimas escorrendo por meus olhos. Logo todos estavam de pé.
–Se não ficar onde está o moreno morre! – disse gritando enquanto os outros dois ainda estavam inconscientes.
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