Notas iniciais
AAAAAAAAAAAH, apareceram *O* Que bonitinhas rs Amores, estou postando rapidinho esse capitulo e depois respondo os comentários. Vocês já conhecem minha preguiça habitual né? haha Amo vocês s2s2

JAMES

– Não se preocupa pai, eu sei ir sozinha já — Audrey teimava enquanto regulava as alças das mochilas — Eu já volto sozinha mesmo, não tem tanta diferença assim.
– Você só tem nove anos e a essa hora da manhã a rua é deserta.
– Mas pai...
– Por que não está querendo que eu vá? Já vi tudo, tem algum garoto bonito na sua turma, não é?
– Para, você está me deixando envergonhada — Ela resmungou com as mãos no rosto. Eu não precisava ser vidente para saber que por trás das mesmas, sua pele estava avermelhada.
– O que tem de mal em eu saber?
– É estranho, isso é papo de menina.
– Se eu usar uma saia isso facilita? — Brinquei a puxando para o meu colo
– Não tem graça. — Audrey respondeu aninhando-se em meu peito — Queria a mamãe aqui.
– Eu também gostaria de tê-la por perto, minha princesa. Não sei bem como agir quando essas coisas acontecem.
E eu não sabia mesmo. Era como ganhar um atestado de pior pai do mundo e perceber que tinha falhado na minha função.
– Mas, sabe pequena, eu sou seu pai e farei o que for preciso para ajudá-la e estar presente. Você pode ter abertura para conversar comigo sobre o que quiser e, se não for demais, gostaria de ir até lá contigo e ver se esse garoto é gente boa mesmo.
– Papai, não começa. Eu tenho nove anos, não é como se fosse dar meu primeiro beijo com ele.
A careta que se seguiu a essa afirmação me aliviou. Ao menos Audrey não estava dando passos longos demais e com namoricos de infância eu poderia lidar.
– Não posso mesmo aprovar meu futuro genro?
– Paaaai... — Relutou
– Eu vejo de longe, juro! — A incentivei. Eu gostaria de fazer parte de sua vida, afinal.
– Sem falar com ele?
– Prometo. Mas você vai falar e eu não?
– A gente não se fala. Ele é meio que popular, entende? Tipo a mamãe era.

E ela era mesmo. A lembrança de tê-la conhecido estava tão nítida em minha memória que nem parecia que tinha muito mais que uma década. Eu era apenas um dos rapazes do fundo da sala, aqueles rebeldes que não se importavam com nada e muito menos com as aulas, enquanto ela estava empenhada em ser a melhor da classe, dividir-se entre as lideres de torcida e uma vida social atribulada. Eramos tão opostos que só poderíamos dar errado, mas o destino se encarregou de fazer com que desse certo.
– Ser popular não é um empecilho. O que me diz? Eu vou ficar de longe.
– Quão longe?
– Como daqui até o Kentucky.
– Então tá bom!

Caminhamos até a escola mantendo o hábito de conversar trivialidades. Audrey estava animada com as amizades, a paixão platônica e até mesmo com a matéria, parecia estar habituada com sua nova realidade e relatava com orgulho os elogios que recebia dos professores. Eu, por minha vez, compartilhei a empolgação com a primeira aula dada e, principalmente, com meu novo alvo de implicância.
– Ela parece ser legal — minha filha opinou — Mas não me diga que vai namorar já, pai.
– É só uma aluna, Aud. Não é como se eu fosse dar meu primeiro beijo com ela — Repeti sua frase, a fazendo rir
– Bobo. Hey, olha lá. É a mãe da Cassie, aquela que eu te falei.
– Audrey — Repreendi — Sem bancar a cupido
– Oi, senhora D! — Minha filha gritou enquanto acenava mesmo à distância para atrair a atenção da mulher.
– D?
– Shelly Durcan, é o nome dela. Vem aqui, pai.
Antes que pudesse relutar, senti sua pequena mão puxar-me na direção da amiguinha e sua mãe.
– Audrey, querida, como você está?
– Eu to bem e você, heim? Ah, por falar nisso, esse aqui é meu pai. Ele não é bonito?
Fiquei sem graça com o comentário e, disfarçadamente, apoiei a mão na testa. Audrey é um amor de menina, mas quando teima com uma ideia se torna quase impossível dissuadi-la.
– Me desculpe, ela não quis dizer isso.
– Ah, eu quis dizer sim.
– Audrey, já chega — Falei em um tom mais sério, deixando evidente meu descontentamento.
– Não tem problema, Cassie já me explicou o plano dessas duas. Eu sou Shelly, muito prazer
A mulher esticou as mãos com unhas bem pintadas na minha direção. As camadas vermelhas me atrairam ao passo em que sua mão se encaixava na minha. Sorri encarando-a com gentileza e seus lábios, bem marcados por um batom na mesma cor das unhas, se abriram brindando-me com simpatia.
– Igualmente. Sou Jam.. Jayden.
– Nome diferente — Ela dissera prendendo um sorriso de escárnio
– Eu sei, nem me diga — Revirei os olhos aproveitando para entrar na brincadeira
– São novos na cidade?
– Sim, chegamos há pouco tempo.
– De onde vieram?
– Vários lugares. Tínhamos um motor home e ai não vivíamos em um estado em específico
Menti. Talvez se dissesse que moravamos no Kentucky estaria colocando em holofotes a oportunidade para que buscasse meu passado no estado.
– Motor home? Meu Deus! Como ela estudava?
– Conseguíamos conciliar tudo. Não é tão difícil quanto parece!
– Imagino que sim. Parece bem aventureiro.
– Um pouco.
– Gostaria de conhecer suas histórias, Jayden. Você parece ser um homem com muitas experiências, diria até que misterioso.
"Mais do que imagina", ousei responder mentalmente.
– Não muitas, mas seria ótimo ter a oportunidade de contá-las.
– Isso quer dizer que a ideia das meninas de marcar um encontro entre nós dois não foi ruim.
– De maneira alguma. É muito bom conhecer a mãe de uma amiga tão importante para Audrey. Podemos nos ver no próximo final de semana? Ainda estou resolvendo umas pendências essa semana, mas acredito que logo estarei livre.
– Sem problemas.
O sinal de entrada tocou, chamando minha atenção e de Shelly. As meninas já haviam se afastado e sequer percebemos. Ambas acenaram em nossa direção indicando que entrariam para a escola, mas mantinham um sorriso no rosto que evidenciava plena satisfação com o contato entre nós dois.
– Nos falamos depois, então? — Shelly perguntou, dando por encerrado nosso assunto
– Claro, até depois então.
Nos despedimos e tomei o caminho para casa novamente. Ainda teria que dar uma aula dentro de algumas horas e isso incluia ver Sofia mais uma vez, para minha inteira felicidade.