Broken Heart.
22 Outras coisas.
Notas iniciais
O plano estava certo, só precisava que Neal aceitasse minha condição.
— Neal, eu queria conversar com você.
— Pode dizer, não vamos a lugar nenhum mesmo. — sorriu arqueando a sobrancelha esquerda — Qual o assunto?
— Eu... vou com você pra Nova Yorque.
— Finalmente aceitou. — falou levantando-se da poltrona e indo ao meu encontro
— Mas... — estiquei os braços impedindo-o de me abraçar — Com uma condição.
— Qualquer condição.
— Henry ficará.
— E o moleque vai se virar como?
— Henry ficará com Killian.
— Como é que é?
— Se Henry não ficar com Killian, eu não vou e te denuncio.
— Emma...
— Eu não estou brincando. Não vou colocar a vida do meu filho em perigo!
— Tudo bem, então nós podemos adiantar a viagem, sexta nós já esta...
— Não, você está ficando louco? Vão desconfiar. Precisamos ficar aqui e eu tenho que convence-los que eu escolhi assim!
— Ainda não acho que seja uma boa ideia.
— É uma ótima ideia.
Ele me agarrou e me beijou. Senti vontade de bater nele, mas seria em vão, ele era mais forte que eu. Mas fazia parte do plano fingir ser vulnerável a ele e me fingir de apaixonada, então tudo o que fiz foi entrelaçar os braços em seu pescoço e deixa-lo me beijar.
Meu estomago embrulhou, a raiva tomava conta de mim. Ele voltou para que pudesse me culpar de novo por seus crimes. Mas isso não iria acontecer, porque eu não era uma tola e ingenua jovem.
— Neal, senti tanto sua falta. — menti
— Eu também loirinha. — falou me encostando na parede — Mas se sentiu mesmo minha falta, por que se envolveu com o xerifinho?
— Eu precisava te esquecer, não tinha um dia que não me lembrei de nós, das nossas noites... ele era apenas um contratempo. — menti novamente
Neal nunca conseguiu ler meus sinais e por isso, nunca conseguiu saber quando eu mentia e quando eu falava a verdade, aquilo seria um ponto a mais pra mim. Ele cairia no meu jogo porque se foi capaz de vir até mim, seria capaz de tudo para voltar a ser livre.
Ele me fitou com o desejo estampado nos olhos, aquilo me dava nojo, ele era nojento! Tudo o que sentia por ele era desprezo, enquanto ele sussurrava baixinho em meu ouvido que sentia falta de mim e que me amava eu só podia gritar mentalmente 'mentiroso, nojento!'.
Ele abaixou a alça fina da minha blusa e beijou meu ombro e subiu para o pescoço.
— Neal, por favor...
— Eu sei que você quer.
— Agora não.
— Já entendi, Henry ainda está acordado.
— Isso. — concordei sorrindo
— Leve logo esse moleque pro xerife, vamos.
— Agora?
— É, agora.
Ele pegou a chave do carro e abriu a porta.
— Mas eu não...
— Arrume logo as coisas dele e eu te levo na casa dele. Enquanto isso, vou no restaurante tomar uma cerveja.
Ele saiu do quarto e eu corri pro banheiro e vomitei. Não consegui segurar a raiva que estava sentido e comecei a chorar, mas ficaria tudo bem, amanha o pessoal de Nova Iorque chegaria e eu estaria livre dele logo logo.
Fui até o Granny's com Henry no colo e a bolsa dele no ombro.
— Vamos?
— Posso ir sozinha? Eu, preciso explicar pra ele e se ele te visse, não seria muito bom.
— Eu quebraria a cara dele.
— Neal, não quero que ele te machuque. — menti — Por favor.
— Tudo bem, mas volte logo.
Fui o mais rápido que pude para casa de Killian.
— Swan?
— Papai. — falou Henry assim que viu Killian
— O que está fazendo aqui? Conseguiu sair?
— Preciso que fiquei com Henry.
— Mas...
— Eu sei que não está pronto pra isso agora, mas precisa ser agora.
— Me explica isso, como assim?
— Neal concordou em deixar Henry com você, ele mandou eu traze-lo agora e...
Eu comecei a chorar. Ele pegou Henry do meu colo e me levou até a sala. Eu expliquei a ele o que aconteceu e o que iria acontecer, porque ela o plano de Neal.
— Emma, você não pode fazer isso.
— Eu não vou fazer isso.
— Meu Deus, esse cara é louco!
— Fique longe dele, por favor Killian.
— Eu sei me cuidar, vou fazer o possível para te tirar daquele inferno.
— Sei disso. — sorri
Tentei ficar o máximo de tempo possível ali, não queria ter que voltar, mas se não o fizesse, Neal me encontraria e seria pior.
— Preciso ir. — falei dando-lhe outro beijo
— Tá, cuidado amor.
— Terei. A chave do meu apartamento da na bolsa, vá até lá e pegue as coisas de Henry.
— Tudo bem, eu vou.
Ele me levou até a porta e me deu um ultimo beijo, mais demorado que os outros e nos despedimos.
Voltei ao Granny's e por milagre, Neal estava dormindo, me deitei na cama e virei de costas pra ele e dormi também, não aguentaria mais olhar na cara dele por pelo menos essa noite.
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