Broken Heart.
23 Aproveitando melhor o tempo.
Notas iniciais
Regina narrando.
Voltei para a cidade com Mary e parecia tudo normal. Até que vi Robin saindo da delegacia e indo em direção ao Granny's.
— Mary, o Robin...
— Mas ele não estava preso?
— Será que ele fugiu? Meu Deus, ele virá atrás de mim...
— Não, Regina, calma. Vamos até a delegacia, ver tudo com calma.
Não dava para manter a calma, eu estava nervosa com tudo isso. Primeiro meu noivo está junto a uma louca tentando me matar, depois ele diz que me ama e que não queria isso mas mesmo assim é preso porque obviamente é mentira e a agora ele está solto, o que está acontecendo com todo mundo?
Fomos até a delegacia e estavam todos lá.
— O que está acontecendo aqui? — perguntei vendo-os em uma rodinha conversando — Por que eu vi o Robin saindo daqui, ele não estava preso?
— Regina a gente pode explicar. — falou Killian
— Estou esperando mesmo uma explicação.
— Vamos prende-lo hoje mesmo, só precisamos dele solto por no máximo até ás três da tarde.
— Pra que? — perguntei
— Ele vai conversar com Marian e vamos descobrir o que aconteceu ao Graham e o plano dela de te matar. — falou David
— Vocês confiaram nele? — perguntou Mary
— É inacreditável.
— Por que? Ele tem uma escuta e colocamos um ship nela, onde ele for poderemos ver. E se ele não colaborar, ele está fodido. — falou Killian — Não tem nada de inacreditável nisso.
— Ele ia me matar!
— Mas não matou. — falou Emma — E você está aqui agora graças a nós, e tudo o que tem que fazer é confiar no Killian e no David, porque eles sabem o que estão fazendo, então colabore você também.
— É dificil confiar em alguém quando seu NOIVO tenta te matar.
— É dificil confiar em alguém quando a única pessoa que você confiou sua vida inteira te coloca na cadeia e depois de muito tempo volta para fazer a mesma coisa, então se quer medir quem tem menos confiança nas pessoas aqui, pode saber que eu ganho! — falou Emma e saiu em direção aos arquivos
— Do que ela está falando? — perguntou Mary
David nos explicou o que estava acontecendo enquanto Killian foi falar com Emma, era totalmente compreensível ouvir ela falar aquilo, mas o motivos dela eram dela.
— Desculpe Regina, eu só estou... nervosa. — falou entrando na sala novamente — Desculpe. — sorriu e sentou-se em sua mesa
— Tudo bem Srta. Swan! Eu compreendo.
Eu levei Mary para a casa dela e fui pra minha, não me sentia segura então fui para a prefeitura, tinha muitas coisas para fazer, não podia abandonar Storybrooke por causa da minha vida pessoal.
Havia muitas coisas a ser feitas, muitos problemas para serem resolvidos. Eu precisava de resolver aquilo em no máximo uma semana. Havia uma obra que ainda estava em andamento e eu precisava inspecionar as contas, precisava checar se as coisas que comprei para as escolas já estavam sendo usadas e se a obra do parquinho estava em andamento.
Liguei para Sidney e ele foi até o escritório, ele era o jornalista e editor chefe do jornal Storybrooke Daily. Ele tinha que terminar uma matéria sobre o meu mandato e fazer uma entrevista comigo.
Robin narrando.
Vi Regina entrar na prefeitura mais cedo, ela estava de volta, linda e elegante, com um ar de coragem e desapontamento, mas ainda assim misteriosa. Seu vestido azul era como um desenho para seu corpo perfeito. Sabia que nunca mais a teria e aquilo doía em meu peito. Eu não podia ter me apaixonado por ela, mas aconteceu e eu fui um grande babaca, agora vem o preço, o alto preço a se pagar.
Me encontrei com Marian na praia, pouco antes das onze e conversamos. O pessoal da delegacia ouvia tudo por uma escuta e eu estava tentando tirar o máximo de informações que conseguia dela. Eu queria vê-la pagar por tudo o que ela fez, desde a morte de Graham, do atropelamento da Dorothy, pelos planos malignos contra Regina e tudo mais. Ela era uma psicopata e iria pagar por tudo isso.
— Marian, você tem alguma coisa haver com a morte do Liam, irmão do xerife?
— Não, esse eu não fiz questão de machucar, era muita areia pro caminhão de Regina e logo ele perceberia isso, aquilo foi apenas uma feliz coincidência. Ela sofreu cada dia da vida dela depois daquilo e eu saboreei triunfante por isso.
— Você agiu sozinha no caso do Graham, né?
— Claro que sim, não conhecia ninguém de confiança na época... mas chega de vitimas, agora vamos para a rainha do tabuleiro, Regina. Ela irá morrer!
— Por que a odeia tanto?
— Ela arruinou minha vida! A familia dela acabou com minha familia. A mãe dela, Cora, roubou meu pai de minha mãe e a partir dai, ele me esqueceu e só tinha olhos para ela, ela se tornou a filha dele e ai eu percebi que ele não me tolerava, ele amava Regina. Esse foi o principio de tudo!
— Por causa do seu pai?
— Depois na escola, quando eu era apaixonada pelo Nico e ela também o roubou de mim, ai começou a tirar cada coisa que pertencia a mim.
Aquilo era assustador, cada palavra que ela dizia, ela estava se entregando e ao mesmo tempo desabafando, porque ela dizia as coisas com um ódio e uma cede de vingança que ardia em mim.
Espero que isso seja o suficiente para deixa-la presa, porque era tudo o que eu iria conseguir tirar dela.
Killian narrando.
Tudo o que Marian dizia, estava gravado. Era apenas disso que precisávamos para conseguir um pedido de prisão a ela e com todas as provas iriamos conseguir.
Enquanto tudo acontecia, senti Emma longe, pensativa, preocupada. Eu não comentei nada, iria esperar a hora certa para conversar com ela porque ela precisava daquilo.
Por volta das duas e meia da tarde o pessoal de NY chegou. Emma contou a ele tudo o que ela sabia sobre ele e nós começamos a seguir os passos dele por meio do detetive.
Eles nos ajudariam a proteger Emma e o bebê, o que era o mais importante e depois o prenderiam, quando ele fosse sair da cidade.
Robin voltou para a delegacia e nós o colocamos novamente na cela, recolhemos o material e juntamos tudo, falaria com o juiz o mais rápido possível e ai poderíamos começar a ver melhor os fatos do assassinato de Graham.
David saiu com os dois caras da policia de NY para mostrar a cidade e almoçar com eles, eu e Emma ficamos na delegacia.
— Emma, vamos para a sala de depoimentos, para termos privacidade.
— Tá, tudo bem...
Ela estava triste, mas seus olhos brilharam assim que a puxei para a sala.
— O que foi, ele te fez alguma coisa?
— Eu só não queria que demorasse tanto para prende-lo.
— Eu sei, também não queria isso. Mas eu to aqui com você e ele não vai te machucar.
— Mas e quando não estiver comigo? Eu sei me cuidar, mas ele é perigoso!
— Vou fazer o possível para acelerar isso, tudo bem?
Ela assentiu com a cabeça e sorriu. Era um sorriso confiante, diferente do que ela tinha dado antes. Eu encostei na porta e arqueei a sobrancelha, sorri e encostei o pé na mesmo enquanto cruzava os braços.
— O que foi? — perguntou ela
— Não sei, acho que podíamos aproveitar o tempo melhor, o espaço...
Tranquei a porta com a chave e fechei a persiana do vidro.
— Killian Jones, não é uma boa hora.
— E quando vai ser?
— Estamos no meio de uma crise.
— Podemos viver entre as pausas que elas dão, tipo agora. — falei piscando. Me aproximei dela e agarrei seu cintura — O que me diz? — perguntei sussurrando
— Você está muito levado.
— Você gosta disso em mim!
Ela sorriu e puxou o colarinho da minha jaqueta, me envolvendo em um beijo quente e feroz. Eu a puxei mais para perto e peguei-a no colo, sentando-a na mesa de interrogatório.
Ela tirou minha jaqueta e colocou sua mãos frias em meu peitoral, o que me fez arrepiar e soltar um leve riso. Tirei a jaqueta dela e beijei seu pescoço, que tinha um aroma gostoso de flor e chocolate. Senti ela se arrepiando com o contato de minha barba e a sua pele delicada do pescoço e ri.
— Isso é covardia. — ela sussurrou
— Cada um usa as armas que tem. — respondi no mesmo tom que ela
Ela levantou minha camiseta e passou a mão por meu peitoral novamente, levando suas mãos para minhas costas e dando leves arranhões com suas unhas.
— Killian, Emma... estão ai? — perguntou David batendo na porta
— Mas que diabos... — bufei — Sim, já vamos, só um minuto.
— Fica pra outra pausa, xerife. — cochichou ela colocando a jaqueta vermelha e rindo
Encostei na mesa, fingindo estar apoiado nela enquanto ouvia Emma. Ela colocou a cadeira de frente para mim, arrumou os cabelos e abriu a porta.
— O pessoal está ai, querem conversar com você a respeito do Neal e seu comportamento. — falou David para Emma
— Ah, tá bom então.
Ela saiu da sala e eu encarei David, com raiva.
— Tinha que ser agora?
— Atrapalhei? — zombou
— Idiota!
— Desculpe... — riu
— Você e seu dom de me atrapalhar!
Peguei minha jaqueta e fui até ele, o encarei e ele continuou rindo, deu um tapa em meu ombro e saímos.
Peguei minha carteira em cima da minha mesa e fui pro Granny's, comprar rosquinha e café. Neal estava lá, bebendo e alugando a coitada da Ruby.
— Não almoçou hoje Xerife? — perguntou Ruby
— Não tive tempo, tem muita coisa acontecendo na cidade.
— Entendo. Dois cafés e...
— Seis rosquinhas. Pra viagem, preciso voltar pra delegacia.
— Deve ter sorte, ficar com Emma o dia inteiro. — falou Neal — Pena que a noite ela passa com outra pessoa.
Eu o ignorei, fingi não ouvir aquela baboseira.
— Ontem, Killian... — falou sentando-se ao meu lado no balcão — Ela me disse que você era apenas um passatempo! Que estava com você apenas para se divertir, me esquecer.
— Se isso te faz feliz...
— Vê-lo triste me faz feliz, roubar a mulher do outros não é legal.
— Roubar qualquer coisa não é legal, na verdade, as pessoas que fazem isso vão pra cadeia.
— Eu sei... mas como pode ver, o bem sempre vence. Ela me escolheu e adivinhe só, está feliz comigo, está bem comigo.
— Isso ainda não acabou. — falei pegando as rosquinhas e os copos de café do balcão
— O que está querendo dizer.
— Nada, só estou dizendo, que a historia ainda não chegou ao fim! Vamos ver como ela acaba, não é mesmo? Porque afinal, ela passa a noite com você, mas o dia... quem sabe o que ela pode estar fazendo?
Sai dali antes que ele pudesse responder, isso causaria problemas a Emma, mas ela inventaria alguma coisa... Aquele homem me dava nos nervos, eu ia acabar com a raça dele, ele não ia sair sem nenhum arranhão dessa.
Emma narrando.
Respondi as mesmas perguntas que eles me fizeram quando chegaram, se soubesse que seria só isso, continuaria o que estava fazendo com Killian.
Meu pescoço estava meio vermelho e com uns pequenos 'raspados' da barba de Killian, pude ver isso quando fui ao banheiro, meu batom também estava meio borrado e meu cabelo despenteado. Que vergonha! Com certeza eles repararam nisso e David também.
— Nós vamos até o Granny's e voltaremos mais tarde.
— Tudo bem, estaremos aqui. — respondeu David
Os homens saíram da delegacia e David começou a zombar.
— Podia ter me avisado que eu estava assim. — comentei
— O que estavam fazendo lá dentro que ficou daquele jeito?
— Conversando, apenas... usando melhor o tempo. Se é que me entende.
— Vocês dois...
— Voltei. — anunciou Killian — Trouxe rosquinhas e café.
— Cade o meu? — perguntou David
— Já almoçou! Esse é meu almoço e da Emma.
— Achei que tivesse comido outra...
— Cala a boca. — falou Killian
— Desculpe, xerife! — zombou David novamente
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