Broken Heart.
9 Novas duvidas.
Notas iniciais
Killian narrando.
Cheguei mais cedo a delegacia, David já estava lá, estava procurando as cópias dos documentos de Marian.
— Bom dia Nolan.
— Bom dia Jones. — cumprimentou e pegou o café de minha mão
— Esse era da Emma. — contestei
— Comprou pra mim?
— Não. — ri — Pode pegar, eu compro um pra ela.
— Esqueceu de mim Jones? Valeu, hein? — brincou — E que sorriso é esse ai? Trouxe café só pra Emma, jantou na casa dela... conta ai companheiro!
— Aconteceu ontem no fim da tarde, uma coisa incrível. Acho que nunca me senti tão feliz em anos.
— O que? Conta logo, Jones.
— Henry falou.
— Sério? É só isso?
— Não, ele não falou qualquer coisa. Ele me chamou de 'papai'!
— Como é que é?
— Ele derrubou sorvete na Emma e eu o peguei para que ela pudesse ir se limpar, e quando ela voltou, levantei Henry pra ver o pôr-do-sol e ele começou a brincar com minha barba, e então ele falou "papai".
— Brincando com sua barba, em pé no seu colo ele te chamou de 'papai'? — perguntou pasmo — Jones, o que a Swan falou?
— Disse que era isso que eu era pra Henry, que era pra mim aceitar isso e tal...
— Ela sabe?
— Sobre Milah? Eu contei pra ela assim que ela chegou no parque e me viu observando as crianças.
Ele não falou nada, só sorriu pra mim. Pegou a bola e jogou em mim, riu e disse:
— Graham ficaria orgulhoso.
— Com certeza... — concordei
Graham e eu crescemos juntos, ele e David me ajudaram muito quando a Milah morreu, eu não estaria assim hoje se não fosse por causa eles.
— Bom dia rapazes.
— Bom dia Emma. — disse David — Oi Henry, veio nos fazer uma visita?
— Bom dia Swan, trouxe Henry hoje? — perguntei sorrindo ao ver o garoto
— Belle vai vir busca-lo mais tarde.
— Ah sim. — me levantei e fui até David — Oi Henry, dormiu bem garoto?
— Papai.– disse Henry se jogando em meu colo
— Opa, cuidado! — falei pegando-o — Swan, eu preciso comprar seu café, trouxe só dois.
— Não se preocupe com isso, já passei no Granny's e comprei o meu café e as minhas rosquinhas.
— Emma, comeu rosquinhas ontem.
— Ontem já faz tempo, faz tipo 24 horas... hoje é outro dia.
— Poderia comer amanha, revesar, um dia sim, um dia não...
— David, nunca deixe pra amanha o que pode fazer hoje!
— Hoje de manha ele falou outra coisa.
— O que? — perguntei
— Mamãe. — sorriu Swan
— Mama. – disse Henry
— Isso tá mais pra mama, do que mamãe. — zombou David rindo — Emma, aceite, ele fala 'papai', mas não fala 'mamãe'.
— Mudando de assunto, hoje nós vamos até a casa de Graham para ver se encontramos digitais de outras pessoas lá.
— Regina pode ser considerada suspeita? — perguntei
— No dia da morte dele, Regina não o viu, estava na casa de uma amiga, passou o dia lá. — falou David
— Logo, não podemos considerar Regina suspeita. — conclui
Me sentei com Henry no colo, ele mordia alguma coisa em formato de pé. Peguei o café em cima da mesa e dei um gole.
— É importante que esteja tudo lá. No devido lugar...
— Nós não temos gravações das câmeras de segurança da casa? — perguntei
— Temos, vamos checar assim que voltarmos de lá.
Belle logo chegou para pegar Henry e fomos pra casa de Graham.
— Não mexeram em nada da casa. — falei
— Não, a familia dele era estranha, nem entrou depois do assassinato. — falou David — Se mudaram assim que acabou o enterro.
— Não tiraram nem os papeis amarelos marcando as evidencias. — falei olha pro chão
— Nossa. — falou Swan impressionada — Killian, dá uma olhada nisso!
— O que?
— Isso estava aqui antes? — perguntou mostrando-me uma pegada marcada com terra
— Não. Bela observação.
Subimos para a cena do crime, o quarto de Graham. O cheiro de sangue era forte, a cama ainda tinha todo o sangue dele, o chão estava cheio de papeis amarelos que marcavam pistas ou evidencias e o sangue seco no chão dava enfase a tudo aquilo.
Havia muito sangue. Era como no dia em que entramos aqui para procura-lo, porque havia faltado ao trabalho. A cama e os lençóis exatamente como deixamos, havia muito sangue, porque cortaram sua garganta.
— Quanto sangue! — comentou Swan
— Cortaram sua garganta, deve ter jorrado sangue por todo o locar, veja as paredes. — falei apontando o sangue na parede
— A quanto tempo não entram aqui? — perguntou Emma
— A dois anos e meio, desde que as investigações terminaram. — respondeu Nolan
— Vieram recentemente aqui! — falou
— Por que? — perguntei
— Aqui tem mais poeira, do que aqui. Essa poeira parece que é de duas semanas, essa não. — falou apontando o locar
— Procure digitais. — falei entregando-lhe a câmera
Passamos o resto da manha investigando cada canto daquela casa, Emma encontrou cabelo de mulher no carpete do escritório e David encontrou novas digitais na cozinha.
Fomos para a delegacia e checamos as imagens da câmera.
— Ali, ali, volta David. — falei — Olha, é a Marian!
— O que ela foi fazer lá? — perguntou Swan
— Limpar os rastros. — respondeu Nolan
— Mas por que tanto tempo depois? — tornou a perguntar Emma
— Ela ficou sabendo que retornamos as investigações. — falou Killian — Essas imagens são de quando?
— Segunda-feira.
— Killian, então foi ela quem limpou aquelas partes dos moveis.
Eu e David começamos a discutir sobre as novas evidencias até que Swan nos interrompeu.
— Olha quem estava com ela na casa. — falou pausando o video
— Robin! — disse David
— Em que parte desse crime o Robin se encaixa? Por que ele ta agindo com a Marian? — perguntei
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