Broken Heart.

10 Um problema a mais.


Notas iniciais
Oláaaaaaaaaa, galera que clipe é aquele? Colin arrasando! Hoje é aniversário do nosso Principe Pirata kkkk #HappyBirthdayColinO´Donoghue Um capítulo mais romantico agora, que tal?

Killian me convidou para jantar na casa dele. Iria David e Mary Margaret, ele também havia convidado Regina, mas Robin não poderia ir por motivos que ele não contou. Belle e Gold iriam também, porque Gold era um amigo muito próximo do pai de Killian e ele queria convida-lo para ir também, eu não falei nada, eu nem sabia se iria.

— Mas Emma, por que não vai? — perguntou Ruby

— Por que você não vai?

— Porque Whale vai estar de plantão, e Killian quer que você vá.

— Ruby, eu to preocupada com algumas coisas que andam acontecendo, eu não sei se posso me descuidar.

— Como assim Emma?

— É um fantasma do passado, ele insiste em falar comigo e eu tenho medo dele ter descoberto...

— É o pai do Henry?

— Sim. — suspirei

— Emma, ele não vai se aproximar se você não quiser, sabe disso.

— Eu me sinto insegura em relação ao Henry.

— Por que?

— Eu não sei se vou conseguir esconde-lo se ele aparecer.

— O que o Killian falou sobre isso?

— Ele não sabe, na verdade eu contei a ele quando ele me ligou da primeira vez, mas depois eu não falei mais.

— Você tinha que ter contado Emma, ele iria te ajudar.

— Ele já me ajuda com tanta coisa, tudo o que ele menos precisa agora é de mais um problema meu! Não já basta os dele e os da delegacia. Ruby, eu não posso dar minha vida pro Killian e falar 'toma, cuida!'.

— Não é isso Emma, é só que Killian se importa com você e se importa com Henry.

— Eu sei, Henry chamou ele de 'papai'. — falei sorrindo e observando ele que dormia no bebê conforto.

— Viu, até Henry sabe o que é melhor pra ele. Pra vocês dois... dê uma chance ao Killian, ele quer isso tanto quanto você.

— Eu não quero isso.

— Emma, esta tatuado na sua testa.

— Não é tão simples, não quando você foi abandonado a sua vida inteira.

— As feridas que Killian tem no coração também não são fáceis de serem curadas. Vimos o xerife sorrir verdadeiramente depois de anos quando vocês chegaram. Antes disso, ele não era uma pessoa feliz!

— Pelo que aconteceu a mulher e o filho né?!

— Sim. — ela suspirou — O pai de Killian se foi muito cedo da vida dele, a mãe dele tem uma doença terrível e sua esposa faleceu e junto também uma esperança de felicidade, o filho.

— Acho que o Killian tem mais cicatrizes que eu. — suspirei — Meus pais me abandonaram assim que nasci, vive fugindo de orfanatos e quando achei alguém que pudesse confiar, essa pessoa também me abandonou quando eu mais precisava. Neal me fez ser presa por crimes que ele cometeu e eu estava gravida! Isso tudo é uma ferida em meu peito que não sei se um dia vai se curar.

— Que tal pedir ajuda a alguém que sente o mesmo que você? Vai ao jantar, eu cuido do Henry está noite. — falou sorrindo — Espere todos irem embora e fique pra ajuda-lo, aos poucos puxe esse assunto com ele...

— Ruby...

— Faça pelo seu filho, por favor!

Eu apenas assenti com a cabeça e tomei um ultimo gole de meu chá. Ela estava certa, eu precisava tentar confiar em alguém.

Ela foi pro meu apartamento e como insistiu, ficaria com Henry está noite para que eu pudesse ir até a casa de Killian.

Ruby era uma pessoa que eu amava, que eu pudia confiar, ela era doce, gentil e muito amiga. Ela ajudava todos na cidade, Belle e ela eram grudadas, pareciam até irmãs.

No caminha para casa de Killian meu celular tocou, era Neal. Resolvi atender de uma vez por todas e acabar logo com aquilo.

— O que você quer?

— Me diz uma coisa.

— Fala logo.

— Henry!

Meu mundo parou, tudo o que tinha sentido perdeu o mesmo quando ele falou o nome de meu filho. Parei o carro no acostamento e suspirei, engoli a seco e ouvi o que ele tinha a falar.

— Henry é seu filho certo? E eu sou o pai dele, não é?

— Do que você está falando.

— Eu sei que temos um filho e eu quero conhece-lo!

— Ele é meu filho, nunca foi seu.

— Emma, não torne as coisas mais difíceis, por favor.

— Quem tornou tudo mais difícil foi você quando me incriminou pelos erros que você cometeu. Lembra-se?

— Eu precisava me proteger, não podia ser preso!

— E eu podia? Eu nunca fiz nada, mas eu podia ir presa? Neal, se você insistir...

— Eu vou para Storybrooke, vou conhecer Henry você querendo ou não. E você sabe muito bem do que eu sou capaz!

— Neal, podemos resolver as coisas de outro jeito. Por favor, não se aproxime de Henry...

— Ele é meu filho. — me interrompeu — Ele é meu filho. — gritou

Senti as lágrimas rolarem por meu rosto.

— Neal...

— Em uma semana estarei em Storybrooke e eu vou conhece-lo.

Ele não falou mais nada, apenas desligou. Me sentia tonta, o ar faltava e meu coração estava tão disparado que sentia que ele poderia sair de meu peito a qualquer momento.

Meu celular tocou de novo, era David.

— Alô...

— Emma, cade você?

— Já estou chegando, em cinco minutos estarei ai.

— Está tudo bem? Sua voz esta estranha...

— Tá, tá tudo bem sim.

Me esforcei para acreditar naquilo. Dirigi até a casa de Killian, como ele havia me dado o endereço, era uma casa bem grande, havia um belo jardim na frente e uma porta branca, como ele descrevera. Retoquei a leve maquiagem que estava e torci para não perceberem meus olhos inchados.

— Boa noite Swan. — falou Killian assim que abriu a porta — Cade Henry?

— Ele ficou em casa, Ruby vai cuidar dele, ele tava dormindo.

Entrei e cumprimentei a todos, Killian foi pra cozinha e eu fui junto.

— Precisa de ajuda?

— Não, já esta tudo pronto, vou só terminar aqui e vou lá pra sala.

— O Neal ligou. Ele sabe sobre Henry. — disparei

— Como é que é?

— Ele sabe sobre Henry, ele ligou e disse que em uma semana estaria aqui para conhece-lo, querendo eu ou não.

— Desgraçado!

— Killian, ele me ameaçou, disse que eu sei do que ele é capaz.

— Ele não sabe do que sou capaz. — disparou com um tom de voz bravo

— Eu... to pensando em ir embora de Storybrooke.

— Emma, não, é claro que não! Só porque ele sabe onde você mora, não significa que tem que fugir. Você sabe que pode contar com todo mundo pra te proteger e proteger Henry. Principalmente comigo!

Eu apenas sorri e então ficamos em silencio.

— Eu não vou deixar ele te machucar, nem machucar Henry. E principalmente eu não vou deixar você ir embora!

— Obrigada. — sorri e o abracei

— Emma, nós estavamos pensan... — era Mary Margaret, que parou assim que nos viu abraçados — Desculpe interromper.

— Não, está tudo bem. — falou Killian se separando — Eu vou terminar de colocar a mesa, fiquem a vontade.

Killian saiu da cozinha com uma travessa com a carne em cima.

— Desculpe. — disse Mary Margaret com um pequeno sorriso

— Não tem nada que se desculpar.

— Eu interrompi vocês dois em alguma coisa?

— Não, eu só estava... contando uma coisa a ele. — sorri — Mas no que vocês estavam pensando?

— David tem uma casa no campo, perto daqui, poderíamos passar esse fim de semana lá, pra tirar o stress.

— Que boa ideia. — sorri — Eu topo!

— Ótimo.

Fomos para a sala de jantar da casa de Killian, onde todos estavam.

— Que casa enorme. — comentei com a Mary

— O pai dele construiu pra ele pra família dele. É linda, não é?

— Maravilhosa.

Nos sentamos a mesa e nos servimos, Gold e Belle conversavam com Killian sobre alguma coisa que não prestei atenção, Regina e Mary falavam sobre a escola e eu fiquei quieta. David me fitou e balançou a cabeça negativamente, eu soltei um leve sorriso pra ele.

— O que foi? — me perguntou David — Preferia rosquinhas?

— Não seu palhaço, ta uma delicia. — ri — Acontece que... esquece, depois conversamos.

— Então melhora essa carinha, Killian ficará triste de te ver assim.

— Valeu pela dica. — pisquei

— Então Emma, quando vou rever Henry? — perguntou Regina

— O dia que você quiser. — respondi sorrindo

— Ah, eu tenho a sorte de vê-lo todos os dias. — disse Gold

— E eu então... — sorriu Belle — Adoro ele. É um doce!

— Imaginem que a primeira palavrinha dele foi 'papai', ele falou pro Killian. — disse David

— Fiquei muito feliz com aquilo.

'Papai', quem dera que Killian fosse o verdadeiro pai de Henry. O verdadeiro me assombrava, me dava calafrios. Enquanto eles elogiavam meu filho, eu comia calada, apenas sorria e concordava. Regina era a que mais falava, dizia que morria de vontade de ter um filho e disse que o pai dela se chamava Henry.

Killian se divertia o quanto podia com o pessoal, estava realmente muito bom.

— Quem cozinhou? — perguntei

— Chef Killian, prazer. — brincou Killian

— Uau, ta realmente muito bom! — elogiei

— Além de xerife, sou um ótimo chef de cozinha. — piscou

— E convencido. — completou David

— Fazer o que, sempre fui diabolicamente lindo! — falou se gabando

— Devo concordar, Killian sempre foi uma criança muito bonita, cresceu e arrasou corações. — disse Gold

— Tenho meus charmes.

Nós rimos e brincamos mais um pouco, Killian estava estonteante. Ele sorria como nunca, parecia que o mundo era cor-de-rosa e que não havia problemas. Estavam todos felizes.

— Será que ainda tem espaço pra sobremesa? — perguntou Regina

— Só se for sua torta de maça. — falou Gold

— Essa mesmo! — disse Killian

Killian e Regina foram até a cozinha e voltaram carregando a torta de maça e alguns pratinhos de sobremesa.

— Nossa, que cheiro espetacular. — comentou Mary

— Essa maça não é a da Branca de Neve envenenada né? — perguntei descontraindo

— Não, essa eu uso só em último caso. — brincou

Meu celular apitou, uma mensagem. Era de Neal. Meu coração gelou, mas resolvi não ler agora, se não iam perceber.

— Swan... — chamou Killian — Está tudo bem?

— Claro. — sorri

Ele sorriu de volta e comemos a torta, era realmente muito boa. A especialidade de Regina.

Ao longo da noite as pessoas foram indo embora, até que sobrou apenas nós dois.

— Não pense que eu não reparei você, porque sim, eu reparei.

— Desculpe...

— Tudo bem, a gente repara nas pessoas que gostamos! — sorriu e se aproximou — Você me ajuda?

— Claro que sim.

Tiramos a mesa e lavamos a louça, enquanto ele me fazia algumas perguntas de como fora meu dia, porque ele tinha passado o dia com Regina, eu apenas respondia enquanto guardava a louça.

— Sua casa é linda. — falei

— Obrigada, minha mãe e Milah a decoraram, acho que é por isso que eu nunca vou conseguir me mudar daqui. — sorriu

— Tem um grande valor sentimental, imagino.

— Sim, cada canto dessa casa foi pensado por nós. Era pra ser aqui que criaríamos nossa família.

— Nunca é tarde para formar uma família. — sorri

— Imagino que não seja ainda tarde de mais. — respondeu com um imenso sorriso

— Eu acho que já perdi as esperanças. Minha família é eu e Henry, não sei se há espaço pra mais alguém. Nem sei se encontraria...

— Não diga isso Swan, as vezes essa pessoa pode estar mais perto que imagina.

— Só espero que não seja Neal. — brinquei

— Vamos fazer um trato? Não falamos mais o nome desse crápula nem na minha casa, nem na sua! Que tal?

— Feito.

Terminamos de arrumar a cozinha e fomos para a sala, ele me deu uma taça de vinho e me fitou.

— O que foi? — perguntei

— Quer conhecer o resto da casa?

— Quero. — respondi

Ele me levou até a sala de jogos que tinha uma vista maravilhosa para o quintal, subimos as escadas e ele me mostrou os quartos. No corredor havia alguns porta-retratos. Peguei um para ver, era uma linda foto, ele com uma mulher grávida, com certeza era Milah. Eu sorri ao ver aquela foto porque ela transmitia uma felicidade que eu não conseguia explicar.

— Essa era minha Milah. — sorriu olhando para a foto

— Ela era linda. Liam?

— Sim, era o nome do meu irmão e eu queria que fosse o nome do meu filho também.

— O que houve com seu irmão?

— Ele... ele gostava muito de barcos e vivia pro mar, uma vez ele foi com uns amigos passar uns dias no mar e nunca mais voltou, eles pegaram uma terrivel tempestade e ele acabou morrendo.

— Sinto muito.

Ele sorriu e pegou outro porta-retrato.

— Esse sou eu e Liam. — sorriu — Ele era incrível, iria gostar dele.

Descemos as escadas e fomos até o quintal, era incrível, havia um balanço e uma piscina, uma namoradeira e era todo decorado com flores e coqueiros. Havia uma macieira ao fundo.

Me sentei no balanço e ele se sentou no do lado.

— Antes balanços me traziam lembranças tristes. Eu construí esse quando Milah estava com sete meses de gravidez. Mas depois que Henry me chamou de 'papai', os balanços vem me deixando mais felizes.

— Que bom que meu filho te faz feliz.

— Vocês dois me fazem feliz. Vocês dois.

Eu não consegui dizer nada, apenas sorri e olhei em volta.

— Por que você me ajudou no dia que eu cheguei?

— Eu estava sentado na mesa lá fora, provavelmente você não me viu, mas assim que eu te vi, eu sabia que precisava te ajudar, te vi com o Henry no colo e tentando pegar aquelas malas, não seria legal deixar uma mulher carregar tanta coisa.

— Obrigada. Eu sei que é estranho, mas... se Neal chegar e tentar fazer alguma coisa com meu filho, eu não sei o que eu faria.

— Ele não vai fazer nada com o Henry, eu não vou deixar. Nem a você.

— Por que se importa tanto comigo e com Henry?

— Já perdi um filho antes e agora que eu posso ser pai de novo, eu não vou perder outro. E com você é porque eu te... — ele parou e suspirou — eu me importo com você porque eu acho que nunca conheci alguém como você antes.

— Como eu?

— Você é especial. Eu gosto de você.

Eu não sei o que passou pela minha cabeça, mas eu simplesmente fiz. Eu o beijei e naquele momento eu tinha certeza de que aquilo era a única coisa que eu tinha certeza que queria.

Ele retribuiu o beijo e colocou as mãos em minha cintura. Ele me olhou e sorriu, nos levantamos do balanço e então ele me puxou para outro beijo. Um beijo apaixonado, mas cheio de desejo. Ambos queriam aquilo e ambos sabiam que estavam prontos.

Fomos andando e nos beijando, não víamos o caminho que seguíamos mas não nos importávamos, o que importava agora era nós dois. Acabamos caindo na piscina, o que nos fez gargalhar.

— Desculpe. — falou ele

— Está tudo bem. — sorri

Ele me abraçou novamente e me beijou.

— Vamos sair daqui. — sussurrou ele