Broken
20 Yes, I Was The Queen.
Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários e por tudo.
Boa leitura!
* * *
Assim que a porta da mansão de fechou, Regina sentiu seus músculos e os da mulher a sua frente relaxarem. Emma se afastou cautelosamente da morena e se recostou na pia. Seu olhar fitava o chão, e suas pupilas visivelmente dilatadas, devido às fortes emoções. Regina gostaria de ter uma resposta sobre o motivo do comportamento de Emma, por que estava tão assustada quanto ao seu lado. Mas havia mais perguntas do que respostas ecoando em sua mente agora. Rumple tentou avisá-la, mas ela sequer deu crédito. Era aquele tipo de magia pouco estudada, dada à raridade da mesma. Havia lido algo sobre isso nas últimas páginas velhas do livro de magia de sua mãe. Aquela magia. Magia capaz de superar o amor verdadeiro, magia capaz de destruir Gold? Ou seria apenas Henry o privilegiado?
Regina pensou em viu naquilo uma oportunidade de conseguir tudo que sempre quis: vingança de todos aqueles que a manipularam, destruíram, usaram. Matar Gold e Mary Margaret. No entanto, algo pareceu soar como prioridade: os invasores de Storybrook — Greg Mendel e Tamara. A Prefeita havia ficado fora por tempo demais, embora parecesse ter sido num piscar de olhos. Eles tinham algo dela. Algo que a morena tinha uma leve noção do que se tratava, mas rezava para que estivesse enganada.
-Emma, querida. -A voz de Regina saiu rouca após um longo silêncio. A loira pulou ao se assustar. Seu cabelo estava mais bagunçado do que Regina se lembrava. Ela estava em pedaços.
-H-Henry. -Emma gemeu. -Ele está sozinho. Precisamos busca-lo. -Acrescentou num sussurro quase que para si mesma. Regina parecia finalmente sã em muitos dias. Talvez por perceber quem precisasse de quem agora. A Prefeita se aproximou tão vagarosamente que a loira mal percebeu sua chegada.
-Emma? -Chamou num tom preocupado. Mas a loira não respondeu, focou seu olhar no chão. -Você precisa descansar honey. -Disse lentamente.
-Ele está sozinho. -Repediu.
Regina sentiu uma dor que um dia pensou estar adormecida. Invadindo seu peito. Aquele olhar doente de Emma, perdido e acabado. Parecia fazer um breve sentido. Mas não poderia ser. A Prefeita a tocou, com ambas as mãos, envolvendo-a nos braços. Emma não recusou, mas também não retribuiu. Regina a abraçou, enquanto se permitia acariciar o cabelo loiro de Swan. Ela deitou a cabeça sobre o ombro da morena, foi sua única demonstração de afeto.
-Emma, me desculpe. -Regina disse, melancolicamente. Sua teoria não precisaria de provas, a única suficiente estava em seus braços naquele momento. Tudo isso exclusivamente culpa dela. Regina havia destruído Emma, assim como destruiu Daniel. A loira estava quebrada por amá-la, por confiar nela. -Me perdoe meu amor. -Pediu, sentindo lágrimas quentes derramarem sobre sua bochecha. Emma apertou a roupa de Regina, retribuindo ao abraço.
-Eu sou... Eu... -Regina tentou decidir o que era melhor a se dizer. Mas nada parecia justo ou o suficiente para o que fizera. -Eu posso resolver isso. Sei que desonrei minhas promessas, mas, por favor, eu vou reverter essa situação, está bem?
Ainda não parecia justo, mas Regina sabia o que fazer. Ou pelo menos achava que sabia. Emma fez que sim com a cabeça, mesmo ainda reclinada sobre seu ombro. Regina se afastou, forçando o sorriso mais tranquilo e confiante que poderia dar em um momento como aquele. Cerrou as mãos e fechou os olhos brevemente.
-Henry está no quarto. Pegue-o e vá até seus pais. Fique com eles. -Disse abrindo os olhos. Emma fitou Regina de cima abaixo como quem tentasse desvendar uma charada, mas Regina já havia feito sua decisão. -Vá querida. Não temos muito tempo. -Concluiu num tom melancólico.
-Regina... -Finalmente falou. Sua voz soava afinada e mais recomposta. -Eu esperarei por você.
A loira deu passos até a Prefeita e selou seus lábios nos de sua amada. Por longos segundos Regina reprimiu os olhos, permitindo a si mesma sentir aquilo. Sentir toda a energia fluindo em seu corpo. Quando tempo não tocava Emma? Não lhe trazia algum sentimento ou sensação que não dor e tristeza. Por quanto mais tempo Regina iria destruir todos aqueles que a amavam?
-Eu te amo, Emma. -Resmungou Regina ainda com seus lábios colados. Ela afastou-se e selou um breve beijo na testa da loira. -Diga a ele por mim. Diga a Henry que o amo. -Pediu. Emma assentiu com a cabeça e caminhou até a escada.
-Mais uma coisa... -Regina disse, ainda que de costas à loira. -Não perca seu tempo, querida.
Sendo assim, em um piscar de olhos... Regina não estava mais lá.
* * *
Emma viu o sumiço da Prefeita como uma missão sendo encarregada a ela. Subiu as escadas conforme o combinado e entrou no quarto do garoto. Henry estava sonolento na cama, mas não estava dormindo. Ele abriu os olhos assim que Emma surgiu na porta.
-Minha mãe foi embora? -Henry perguntou antes mesmo de a loira conseguir dizer alguma coisa. Emma tentou analisar a pergunta, mas em poucos minutos se viu abraçada ao menino. Era preciso. Ela sentiu que era. E Henry correspondeu ao abraço tão forte quanto. Ele não era burro, sabia que alguma coisa estava acontecendo e temia que Regina estivesse tentando uma recaída.
-Foi sim, garoto. -Respondeu, com um ar tranquilo. -Ela pediu que nós encontrássemos Mary Margaret, o que você acha? -Henry balançou a cabeça positivamente, ameaçando surgir um pequeno sorriso. Emma assentiu e pediu que o filho arrumasse uma mala com algumas peças de roupa. Henry o fez, sem demora. Por algum motivo, estavam apressados para sair da mansão. Ou talvez, ficar longe de qualquer possibilidade de Regina voltar. Mas Emma sabia que ela não voltaria tão cedo.
Embora não soubessem para que a Prefeita saísse, eles ficaram assustados com os últimos momentos em sua companhia. Emma muito mais que Henry. Entretanto, a loira percebeu que havia algo mais profundo naquilo tudo. Ouvira Gold falar sobre Henry e sobre o poder que elas compartilhavam quando juntas. Swan tinha de confessar, a notícia sobre seu filho ser o único capaz de matar Gold e ainda ser uma magia poderosa não fora o que havia lhe surpreendido. O fato mais assustador era o poder que vinha dela. Não só o fruto do amor verdadeiro? Mas a luz mais poderosa? Às vezes, Emma se perguntava de onde aquela gente havia tirado aquela história. De que ela era pura e o símbolo do bem. Não fazia sentido chama-la assim, afinal; ela havia cometido mais de dez crimes em uma semana, roubando, furtando, a mão armada e enganando também. Por um tempo, sozinha, até conhecer Neal. Enganar e fazer todas as piores coisas que Swan fazia não poderia fazê-la alguém boa, pura. Ou digna de qualquer crédito. Entretanto, ela havia apagado esse passado da mente. Ninguém suportaria olhar para ela se contasse, nem mesmo Regina. Pelo menos, era o que Emma acreditava.
-Vamos, garoto. -Chamou Emma, no primeiro andar. Viu Henry correr pelas escadas e passar pela porta como um raio. Parecia mais animado, ao invés de desesperado. Regina os havia feito muito mal, de fato, mas também os fazia bem quando queria. Não era fácil mudar, Emma sabia disso.
-Minha mãe realmente pediu para nos encontrarmos com Mary Margaret? -Questionou Henry, após alguns segundos no carro. Emma deu a partida e começou a acelerar o fusca.
-Sim. -Respondeu preocupada. -Por que pergunta isso? -Disse. Henry recostou a cabeça no banco e olhou para a mãe.
-Porque ela odeia a minha avó. E segundo: porque nós quase nunca fazemos o que ela pede. -Respondeu rindo. Emma sorriu brevemente, percebendo que estava mais tensa do que deveria.
-Henry, sei que elas não se dão bem, mas estamos todos tentando muito ser o melhor, entende? -Disse Emma, num tom sério e compreensivo. Henry a olhava atentamente. -Principalmente a sua mãe. Regina está muito sobrecarregada com tudo que tem acontecido. -Explica.
-Pensei que tivessem brigado. -Comentou. Emma sorriu de lado.
-Você não é nada burro, não é. -Riu.
-Não mesmo. -Riu orgulhoso.
-Brigamos sim, mas está tudo bem. Todo mundo briga. -Disse Emma de modo tranquilizador. Henry riu. -O que foi?
-Pensei que as brigas só começassem depois do casamento. -Disse Henry rindo. Emma o fitou por um momento. Ele a olhava fixamente, como quem quisesse dizer algo. Era impressionante como Henry digeria aquilo facilmente, o relacionamento das duas, se nem mesmo elas conseguiam.
-O que está sugerindo, garoto! -Exclamou numa gargalhada distraída. -Casar é um plano bem sério e longe dos nossos, se quer saber. -Acrescentou. Henry revirou os olhos. -O que foi?
-Vocês diziam isso quando começou a dormir lá em casa, e veja como estamos? -Disse Henry, de modo maduro. Ela quase assustador vê-lo falar, era exatamente o jeito de Regina. A sagacidade, inteligência da mãe de criação.
-Não começa Henry, não começa. -Emma riu. O silêncio pairou logo depois, não daqueles desconfortáveis, mas sim, ansiosos. Emma pensou no que Henry dissera. Mas era uma ideia boba.
Minutos depois, o carro parou em frente ao apartamento de Mary Margaret e David. Henry desceu e esperou pela loira. Swan, acompanhada do filho, subiu as escadas sem mesmo trancar o carro ou tocar a campainha. O fato era que Emma não fazia ideia do tempo que estava sumida. Ela sequer sabia que esta sendo considerada desaparecida.
* * *
A sala estava mais movimentada minutos depois da chegada de David. Por conta da proporção da situação de viviam, eles se viram necessitados de ajuda extra. Niall, Gold e Ruby se reuniram no apartamento dos Charmings a fim de construir um grupo de busca para procurar por Emma e Henry. Ruby não tinha escolha, apesar de ainda acreditar que Emma consentia com seu próprio desaparecimento. A última vez que tinha visto à loira, ela estava indo atrás de Regina. Salva-la do próprio esquecimento, pois cruzaria os limites da cidade. Swan estava disposta a arriscar tudo por Regina e Ruby sabia disso mais que ninguém. Afinal, conhecia este sentimento mais que ninguém. Mas a essa altura do campeonato, com o que lhe foi compartilhado sobre Greg Mendel, já não tinha certeza de nada. Talvez tivesse sido ele quem virou a cabeça de Bella de cabeça para baixo. Ruby se lembrava de ter visto Greg e ela conversarem aos sussurros antes de Bella se tornar a pessoa completamente diferente que é agora. Ou talvez fossem somente as crueldades de Gold. Entretanto, a prioridade era Emma e Henry.
-Greg não pode enfrentar todos nós sozinhos. –Ruby finalmente se manifestou na discussão. Gold bufou, protestando contra qualquer comentário da garçonete e vice e versa.
-Talvez não esteja Srta. Lucas. –Retrucou Gold, olhando para o filho.
-O que? –Exclamou Niall. –Vai começar com aquilo novamente?
-Tamara é uma grande possibilidade, isso é fato. –Argumentou Gold novamente. A essa altura, Ruby estava de acordo com Gold. Tamara nunca exalou um odor confiável. Ruby sabia reconhecer uma alma de boa fé, e esse cheiro nunca estava presente com a mulher.
-Não estamos aqui para procurar pelo meu filho e Emma?! Essas suas teorias conspiratórias resolvem depois, ora! Temos de ter um foco. –Exclamou Niall, quase gritando. Desde que soubera da notícia Niall teve a mesma hesitação de Ruby. Talvez Emma realmente quisesse sumir, fugir daquela confusão. Ele mesmo desejava sair dali se fosse possível. Mas após ter contato com Snow e Charming, percebeu que de fato havia algo de errado. Niall não acreditava que Regina pudesse fazer mal à Emma, afinal, elas amavam uma a outra. Mas Niall sequer conviveu com a Rainha, e o que fora lhe contado sobre a mulher em tão pouco tempo foi o suficiente para assustá-lo.
-Concordo com Niall. –Mary Margaret surgiu do quarto subitamente. Charming suspirou profundamente. –Não sabemos o que Regina pode fazer a eles. Não sei o que estamos esperando ainda! –Disse, pondo-se ao lado de Niall. Gold ergueu a sobrancelha ao reparar a reciprocidade de Snow e Niall. Mary Margaret não era mais tão ingênua como a doce Snow.
-São amigos agora? –Gold questionou com um tom de desconfiança. Snow o fitou.
-Seria algum problema? –Retrucou. Niall estava distraído demais para entender alguma segunda intenção nos comentários. A sala já estava bastante movimentada.
-A não ser que haja alguma vantagem nisso. –Respondeu Gold, comprimindo os olhos. Snow compreendeu o recado e nada falou.
De repente, o silencio se instalou na pequena sala do apartamento. Todos os olhares se voltaram para a porta, e os que de costas para ela estavam rapidamente tornaram ao alvo. Snow foi à última a se virar. Emma abriu a porta lentamente, desejando não assustar quem estivesse por perto. Não que tivesse adiantado de alguma coisa, afinal.
-Emma?! –Ruby exclamou correndo a seu encontro. A loira sentiu a amiga lhe abraçar fortemente, de forma até excessiva. Henry se viu nos braços de Niall em segundos, e os múrmuros confusos dos que não os tocavam ainda.
-O que está acontecendo? –Swan finalmente perguntou após Ruby se afastar. Niall a olhou aliviado quando se pôs a sua frente.
-Você está bem? –Perguntou o homem num tom preocupado, tocando seus braços como quem procurasse algum vestígio de agressão.
-É claro que estou. O que está acontecendo? –Perguntou novamente. Mas Niall não pareceu ouvi-la. –Já pode me soltar. –Protestou, fazendo-o se afastar.
-Como assim? Vocês estão sumidos por quase quatro dias, Emma. –A voz de David soou mais alto dentre os demais. Emma franziu o cenho e olhou para Henry, o menino também parecia confuso.
-Querida, está tudo bem? Oh meu deus, ela te machucou não foi? –Disse Mary Margaret abraçando a filha com delicadeza, como se Swan sofresse o risco de quebrar a qualquer momento. Entretanto, Emma não havia perdoado Mary Margaret pelo que dissera na última vez que se viram. Ela não retribuiu ao abraço.
-Ela? O que quer dizer isso tudo, gente? –Emma se afastou e andou para entre Gold e David, os únicos que pareciam sãs do que se passava. Niall abraçado a Henry e os olhares preocupados de Ruby e Snow.
-Regina. –Explicou Niall brevemente. Snow o olhou como quem agradecesse pelo esclarecimento. Emma imediatamente ergue a sobrancelha.
-Se Regina nos machucou? É obvio que não! Ela nunca faria isso. –Exclamou, mas para Niall do que para o restante. Pois ele, além de Ruby, era o único que demonstrava compreendê-la.
-Minha mãe nos levou para um chalé, depois nos levou para casa e pediu que viéssemos para cá. –Henry se intrometeu. –Por quê? Vocês sabem onde ela está? –Niall o olhou confuso por um momento. Rapidamente Ruby fitou Charming e vice e versa.
-Está me dizendo que você foi com ela por que quis? –Mary Margaret exclamou num tom de repulsa.
-Sim… Quer dizer, não. É complicado. –Disse confusa. –Mas definitivamente não precisava desse circo todo.
-Circo?! –Exclamou. Imediatamente Ruby andou até Niall, que ainda estava junto a Henry, e chamou o menino. Niall, a princípio negou, mas viu que não seria certo permitir que o filho assistisse a discussão.
-Nós estávamos loucos de preocupação! –Gritou Snow, dando passagem para Ruby passar com Henry e se retirar do apartamento. Emma agradeceu mentalmente à amiga.
-Isso é verdade, Emma. Quando vimos o carro fora da estrada nos limites da cidade… — Mas David não conseguiu completar sua frase. Snow a olhava em um misto de sentimentos; repulsa e preocupação, e outros contraditórios.
-E você ia fugir com ela?! –Gritou Mary Margaret. –Você ia nos abandonar?! A sua família?! –David apoiou a mão no ombro da esposa na falha tentativa de acalmá-la. Mas Snow recusou seu toque. E aquela não seria a primeira vez.
-Eu fui atrás dela por causa do Henry e porque eu a amo! Eles são a minha prioridade, eles são a minha família agora! –Emma gritava em resposta.
-Emma, você não está sendo justa. Estávamos preocupados com a sua segurança. –David se manifestou tentando cessar a discussão. A risada gélida e sarcástica preencheu a sala.
-Vocês estavam querendo arrumar algo para culpá-la mais uma vez! Desculpe David, mas você sabe disso. Sempre atribuem a culpa para quem quer que seja! E nada melhor que culpar alguém que já errou uma vez. É mais fácil para serem chamados de heróis. Não sei se sabem, mas aqui isso é tão sujo quanto o próprio culpado.
Snow deu um passo à frente, mas foi contida pelo marido rapidamente, e antes que Emma pudesse fazer o mesmo Niall a segurou.
-UMA VEZ? –Gritou Snow. –ELA ERROU UMA VEZ? VOCÊ SEQUER A CONHECE!
-Eu conheço a Regina. –Respondeu Emma, em tom muito mais baixo que a mãe. –Conheço quem ela realmente é, e não quem você a fizeram ser quanto condenou a vida de Daniel e Cora.
O silêncio desconfortável quase mórbido pairou sobre ambas e todo o restante da sala. A palavra proibida. Daniel. Nem David se atrevia a comentar o assunto, não importa o quão necessário fosse. Se fosse. A culpa da morte de Daniel fora esquecida por toda a sua vida, e sempre que ela era lembrada causava um inestimável desastre. Não havia sentimento pior que o remorso. O desejo de voltar no tempo para não desabafar com a pessoa errada. Um pequeno comentário que, para qualquer pessoa que ouvisse, veria como um desejo de ajudar a Regina quando, na realidade, era só uma necessidade insaciada de substituir a imagem maternal que faltava em sua perfeita vida. Ninguém nunca questionou a integridade de legendária Snow White. Ninguém saberia o quão egoísta era a mesma.
O silêncio doloroso prevaleceu por incontáveis minutos. Uma lágrima quieta percorreu todo o rosto da morena, enquanto Emma controlada seu pranto. Diante disto o que alguém poderia fazer?
-Regina não estava sã quando nos transportou para aquele lugar subterrâneo. –Emma olhou apenas mais uma vez a mãe e tornou a David e Gold. Gold que permanecia em um irritante silêncio, apenas como telespectador. — Mas quando ela me pediu que trouxesse Henry para cá, depois de ouvir tudo que vocês disseram… Sobre nossa magia. Vi que havia um plano em seus olhos. Ela sabe de alguma coisa. –Gold levou a mão até seus próprios lábios, fitando Emma de cima abaixo.
-Swan, temo saber o que ela pretende. –Disse o homem, pela primeira vez sem um pingo de sarcasmo em suas palavras. Emma franziu o cenho, tento uma breve ideia.
-Não acha que quando ela me disse para vir pra cá…
-Regina estava se despedindo.
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