Broken

19 Unknow Kind Of Love


Notas iniciais
Hey guys! Postando mais um cap. antes que minha bateria morra. Gostaria de explicar que esse capítulo pode deixar muitas dúvidas e esclarecimentos também. Fará sentido, acredito. Há bastante coisa para acontecer em tão pouco capítulo que resta.
Obrigada e boa leitura!

* * *

David estava em meio à sala da Prefeita Mills, culpado por estar chateado com sua própria esposa. Eles nunca brigaram antes, e lá estava o assistente de Sheriff invadindo uma propriedade sem nem mesmo um mandato judicial. Não era como se as coisas em Storybrook fosse como as outras cidades daquele país – ou mundo-, mas certamente aquele não era o jeito certo de se fazer as coisas. O silêncio da mansão era assustador. Charming negaria a qualquer um que perguntasse, mas ele podia sentir que a silhueta de Regina apareceria no topo da escada, esperando para jogá-los porta afora. Mas nada aconteceu durante longos minutos. Leroy viu sua entrada permitida assim que David fez o sinal combinado. Eles se dividiram em grupos de busca, enquanto uns procuravam no segundo andar, outros faziam o mesmo no primeiro. Podia parecer algo simples e até bobo, mas não quando se tratava de Regina. A Prefeita era como uma bomba relógio, ora amigável, porém perigosa.

-Não há ninguém aqui. –Anunciou um dos homenzinhos que vinham correndo da cozinha. David suspirou profundamente, sem saber se era de alívio ou preocupação. Não admitiria a ninguém, mas não seria nada bom confrontar Regina para lhe dizer que Emma estava sumida. Talvez a Prefeita não tivesse nada haver com seu desaparecimento, mas por precaução, era melhor duvidar sempre.

-Nem aqui! -Gritou Leroy do andar de cima. -Mas Chefe, venha ver uma coisa! -Acrescentou, sumindo no topo da escada. David se apressou para subi-la, chegando a se perder com o tamanho do segundo andar. Havia duas salas quase que escondidas lá em cima, não havia móveis espalhados no meio do cômodo, em vez disso, apenas uma estante enorme e um piano com um pequeno banco. Quadros e pinturas faziam a decoração, mas nunca fotos familiares. Sempre paisagens e algumas um pouco assustadoras. Leroy esperava na porta de um quarto, como se não percebesse a peculiar arrumação.

-Regina levou a maioria das coisas. -Informou. David finalmente olhou para o quarto. Roupas haviam sido jogadas ao chão, como se tivessem caído no desespero da arrumação. As gavetas e closet abertos e a mesma cena no quarto de Henry denunciavam a verdadeira intenção da Prefeita: fugir.

Mais tarde, um grupo que fora procurar por vestígios de fuga no quarto de Emma na pousada Granny’s ligou para o assistente de xerife. Tudo de Emma estava intacto, até mesmo sua usual jaqueta vermelha jogada sobre o sofá. Nenhum sinal da loira nos bares ou na delegacia: Ela havia sido levada por Regina.

* * *

Gold saíra do mausoléu no intuito de avisar aos Charmings sobre Regina. Ele sabia que a busca por Swan não cederia até que seu paradeiro fosse descoberto, e ele precisava encontra-la também. Como bom mestre, Rumple conhecia sua aprendiz. Sabia que Regina escondia um refúgio. Talvez um paralelo à prisão subterrânea de Malévola na Prefeitura? Quem sabe algo sob a torre do relógio? Aqueles lugares sempre soaram muito suspeitos para Gold.

O mausoléu que Regina mantinha ficava há alguns metros da mansão dos Mills. Saindo de lá, o homem teve visão da lateral da casa, inclusive a janela do quarto da Prefeita. Fora uma luz florescente que lhe chamara atenção, David apareceu logo depois com um casaco grosso e o brilhante distintivo de assistente de xerife sob o pano. As investigações começaram do jeito dos Charmings, se ele ou alguém tão esperto quanto, poderia acabar com ele por ter feito o que fez. Invadido uma propriedade privada, muito provavelmente sem um mantado judicial. Era típico da velha cavalaria de George fazer isso. Gold riu com o pensamento. Impressionante como David se parecia com o odiado pai.

Rumple caminhou amigavelmente, porém de pressa, até a mansão.

-Sabe que não é muito inteligente da parte do Sheriff invadir sem permissão, correto? -Gold comentou sua voz em falsete. David convenientemente descia as escadas com uma expressão determinada em seu rosto, mas parou imediatamente ao se deparar com o homem.

-O que faz aqui? -Perguntou de modo grosseiro.

-Vim adverti-lo. Regina não está aqui. -Disse. David riu sarcástico.

-O que te deu a dica? A casa vazia ou eu transitando sem empecilhos? -Revirou os olhos impaciente. Gold apenas riu.

-Que tal o fato de eu tê-la visto minutos atrás? -Disse num tom satisfeito. David alertou os olhos. -Pois é, meu Príncipe. A mulher estava se vangloriando pelo seu plano de matar Snow White. -Sibilou. David recuou, parecendo ofendido.

-Regina não é burra. Ela sabe que se machucar Mary Margaret, Emma nunca mais olharia em sua cara. -Contestou Charming, teimando em não acreditar em Rumple.

-A questão não é inteligência, meu caro. É desespero. -Retrucou erguendo a mão ao gesticular. -Eu sei reconhecer almas desesperadas. Conheço a de Regina há muito tempo. -Comentou pensativo. -Ela quer vingar a morte da mãe e também ter Emma e Henry. Cora era perigosa porque não tinha um coração. Regina é ainda mais perigosa porque tem um.

* * *

Apenas as palavras de Mr. Gold foram capazes de deixar David desesperado. Ainda controlando a si próprio, pediu a Leroy que fosse à delegacia checar, pois minutos antes havia visto algo em seu bipe, mas não teve tempo para verificar. Também usou isso como uma desculpa para ficar a sós com o homem. O relacionamento de Emma com a Prefeita nunca foi o assunto preferido entre David e Leroy, sempre que este era mencionado rapidamente se desconversava para que o rumo da conversa fosse mudado. Nenhum deles era a favor, mas também sabiam que não cabia a eles dar qualquer opinião.

Após os operários deixarem a mansão, David se sentou junto à Gold. O homem que nunca transparecera qualquer preocupação, afinal, era dono de quase toda a cidade, tinha a mostra rugas de expressões tensas. Aquilo só ajudava a deixar David mais desesperado.

-Nesses dias, vi muita coisa. Coisas que não tinha conhecimento, e que ainda não estou ciente por completo. Mas vi que essas coisas, futuramente, podem me afetar. -David franziu a testa.

-Ou seja, só está me contando porque interferir no seu poder?! -Protestou David. Mas Gold sequer ouviu.

-Não haja como se fosse algo novo. -Retrucou. -Mas isso envolve a segurança de seu neto, primeiramente. Para depois, a de sua filha e logo de toda Storybrook. -Acrescentou. David calou-se imediatamente.

-Sabe algo sobre o sequestro deles? Regina quem está ameaçando a segurança deles? -Perguntou Charming.

-Não. Mas são elas quem pode nos salvar. -Um barulho ecoou longe deles.

* * *

Henry já estava cansado de esperar pela mãe, Emma estava enrolando-o mais e mais e durante horas nada havia acontecido. Regina sumira e os deixaram lá. Presos e sozinhos. Talvez fosse o que ela queria mesmo. Tê-los somente para ela. Mas Henry acreditava que havia algo de bom, que aquilo significava algo melhor do que as opções oferecidas. Era o jeito de Regina mostrar que os amava? Jeito estranho. Quiçá doentio. Mas ele preferia pensar da primeira maneira. Sentou no sofá sozinho, com a TV ligada quase no máximo. Pois podia ouvir algo da cozinha, que preferia pensar ser apenas um ruído agoniante. Sua cabeça doía. Talvez por ter batido no acidente, ou talvez pelo som alto da TV. Emma continuava lá, na cozinha. Com as mãos apoiadas sobre a bancada, sua cabeça inclinada para o chão. Henry não entendia o que estava acontecendo com as mães. Mas Emma não estava bem.

E de fato, não estava. A loira fechara os olhos tentando impedir que suas lágrimas rolassem. Mas era inútil, nada as impedia. Ela tentava controlar seus gemidos e respiração, mas sabia que Henry os ouvia no momento em que a TV aumentara de volume. Não conseguia suportar. Ela não tinha escolhido aquilo. Não era a vida que escolhera para ela. Era grata por Henry, é claro, mas Regina passara dos limites. A raiva passara, mas o desespero não. Alguns minutos haviam passado, e apenas o barulho da TV impedia que a aquele refúgio ficasse em completo silêncio. Silêncio mórbido. Emma já estava no chão da cozinha, com as mãos em volta a cabeça sem saber o que fazer quando um barulho estranho soou logo atrás de si.

-R-Regina? -Perguntou, mas sua voz não saíra à mesma de sempre, mas, sim, rancorosa e oprimida.

-Olá, querida. -Respondeu num tom tranquilo. Emma engoliu seca, levantou-se e andou até a prefeita hesitante. Regina com um sorriso gentil aproximou-se e selou um simples beijo em seus lábios. No entanto, Emma não correspondeu.

-Onde você estava? -Perguntou Emma, rouca. Regina a olhou, sem desmanchar seu sorriso, e franziu o cenho, como quem não compreendesse.

-Como é? -Perguntou sínica.

-Onde. Você. Estava? -Repetiu pausadamente. Regina reparou nos olhos vermelhos e inchados da loira, sua voz rouca e seu estado cansado e deu passos até a Sheriff, erguendo a mão e tocando seu rosto.

-Estava no enterro da minha mãe. -Respondeu tornando sua voz igualmente fria. -Por que está neste estado, querida? -Perguntou, com um ar preocupado.

-Estive gritando por você. Quero sair daqui. Agora. -Disse seca, se afastando.

-Nós já iremos, mas antes há algo que-.

-NÃO! -Gritou Emma num tom trêmulo. -Henry pergunta o que está acontecendo, eu não sei responder. Eu não estou te reconhecendo, Regina! Está fria, sínica, falsa! Você não fez...

-O que não fiz?! -Questionou Regina, sentindo-se ofendida.

-Machucar minha família! -Gritou.

-Sua família?! -Protestou. Emma respirou fundo tentando se controlar, e virou-se, dando as costas a prefeita.

-Regina, vamos sair daqui. Vamos para sua casa e decidimos o que fazer. Juntas. Você está tomando todas as decisões, e eu não vou deixar o meu filho viver essa coisa horrível que esta fazendo conosco, então, ou você tira a gente juntas, ou nós vamos sozinhos. -Ameaçou, embora não soubesse nenhuma maneira de sair dali. Não podia usar a magia que tinha, pois não sabia usá-la.

Regina pressionou os olhos, fitando Swan de cima a baixo. A mulher tornou um semblante terrivelmente sombrio. Seus olhos sem nenhum brilho e seus lábios secos, curvados em um sorriso quiçá doentio. A semelhança de aquele olhar com o que vira na mulher décadas mais velha há alguns dias, e que agora estava morta, era assustador. A Prefeita deu passos firmes até Emma, deixando-a com pouco espaço para se mover, ou sair dali. O que tinha entre seus corpos era quase nulo. Regina ergueu os dedos, tocando o rosto da loira. Emma nunca sentira medo da morena. Mas aquele não era o olhar que ela conhecia. A morte da mãe mexera tanto com ela, que, de alguma forma, ela havia se tornado Cora.

-Eu vou terminar o que comecei meu amor. -Sibilou sínica. -Vocês sairão logo. Não agora. -Ordenou. Emma engoliu seco. Regina acariciava o rosto da loira cautelosamente, com um sorriso tranquilo que não convencia Swan. -Quando terminar, estaremos em casa. Você vai gostar.

-Em casa? -A voz de Emma quase não saiu.

-Sim. Nossa casa. -Respondeu abrindo um largo sorriso. Algo não soava bem para a Sheriff. A mansão não era o que Regina se referia, certamente. -Henry ficará bem. Voltarei em breve. -Disse, aproximando seus lábios do da loira, mas Emma foi rápida o bastante para virar o rosto. Regina parou por um momento, sentida pela rejeição. Mas rapidamente ergueu o queixo junto à sobrancelha, e deu um passo para trás. De repente, uma fumaça cor de vinho brotou dos pés e foi consumindo o corpo de Regina rapidamente.

O peito de Emma começou a arder. Ela não podia ficar parada, vendo Regina sumir e abandoná-la ali, tinha que fazer algo. Impedir que a morena fizesse algo para se arrepender depois. Emma ainda significava muito para Regina e isso mudaria as coisas, ela tinha certeza que mudaria. A névoa já levava sua futura esposa para longe, para as trevas, onde, talvez, nunca mais a conseguisse tirar. A cor vinho era um aviso. Aviso de como se passava o coração de sua mulher. Sombrio e solitário. Escuro e mais escuro. Emma era a Salvadora.

Sem mais pensar, a loira partiu para cima da Prefeita. Pouco faltava para desaparecer, Emma agarrou-lhe a mão e, consequentemente, consumida junto à névoa.

* * *

David franziu o cenho imediatamente, confuso. Um barulho o chamou atenção, vinha da cozinha. Gold se esticou para olhar, mas não havia nada lá. Ambos voltaram a se olhar.

-O que está nos ameaçando se não a própria Prefeita? -Indagou David, um tanto irritado. Gold suspirou profundamente.

-A noiva de meu filho. -Informou franzindo o cenho em repulsa. -Tenha certeza, eu sei reconhecer. -Gabou-se, brevemente. David pressionou os ombros, como quem pedisse para acelerar a conversa. -Ela não é flor que se cheire. Está planejando algo. Não consegui descobri o que, mas certamente será um problema.

-É nisso que você se baseia? Uma intuição? -Questionou David, num ar crítico. Gold revirou os olhos.

-Há algo grande por vir. Algo que eu vi no futuro, há muito tempo, sobre um menino que... Uma profecia sobre um menino poderoso, ou algo assim, capaz de... -Resmungava.

-Capaz de quê?! -Perguntou impaciente. Gold suspirou profundamente, teria de contar.

-De me destruir! -Exclamou. David parou imediatamente. Sabia que ninguém era capaz de matar o Senhor das Trevas, a não ser que tenha posse da adaga.

-Isso é... Impossível. -Resmungou. -Como um garoto seria capaz de destruí-lo? -Questionou.

-Um garoto, não. Henry. -Informou.

-Não. Como Henry seria uma ameaça? Oh meu deus... Você não pensou em-

-Matá-lo? -Interrompeu. Um sorriso sarcástico brotou em seus lábios. -Como poderia? Meu querido neto... -Acrescentou, com uma risadinha em falsete.

* * *

Regina sentiu o habitual formigamento se esvair, porém, não o aperto em seu pulso. Ela virou-se, se deparando com Emma. A loira segurava seu pulso com ambas às mãos, ela tinha os olhos comprimidos e os lábios curvados para baixo. Sua expressão era de pânico. Regina arregalou os olhos. Não havia trazido Emma consigo. Certamente não. Embora a Prefeita tivesse suas limitações na magia, ainda tinha completa consciência do que fazia e não fazia com ela. Os olhos verde-esmeralda da Sheriff se abriram, mostrando o quão dilatado estava sua pupila, dado ao desespero. Por um breve segundo, pensou em abraça-la e dizer que não havia pelo que temer.

-R-Regina... -Gemeu Emma, baixinho. A morena deu-lhe um tranquilo sorriso, esperando que isso amenizasse sua preocupação, mas não pareceu surgir nenhum efeito.

-Querida, você me seguiu aqui? -Perguntou, num sussurro. Emma olhou em volta, como quem procurasse reconhecer o lugar onde estava. Suspirou profundamente ao se familiarizar com a cozinha da mansão. -Emma. -Chamou a atenção.

-E-Eu não sei. Acho que sim. -Respondeu, soltando o pulso. Regina franziu o cenho. Como Ema a havia seguido se mal tem controle sobre a magia adormecida nela? Ela viu a loira se afastar, esbarrando em tudo que havia em sua frente. Estava devastada, apavorada. E sua presença parecia influenciar isso.

De repente, uma voz familiar chamou a atenção de Regina. Vinha da sala. Sussurros que se tornaram vozes mais claras. Gold, Regina pensou. Emma pareceu perceber também, pois já andava em direção a porta quando Regina a impediu, segurando sua mão. Havia algo de estranho naquelas vozes, sem contar o fato de ambos estarem reunidos na casa da Prefeita.

A voz de David soou logo depois. A morena teve de segurá-la mais forte para não deixar que fosse ao seu encontro. Sentia-se mal por não saber o que acontecia com a loira, o porquê daquele pânico. Regina puxou Emma cuidadosamente para a porta da cozinha. Pediu que ficasse em silêncio, e observou a origem das vozes. Gold estava sentado na frente de Charming. Falava sobre uma profecia que envolvia um garoto. Regina já sabia sobre qual, não era difícil juntar as peças. Emma parou de lutar e passou a ouvir também. Gold passara em matar Henry, durante todo esse momento que se mostrava útil a eles.

-Como Henry poderia ser uma ameaça, ele sequer tem magia! -Exclamou David, num tom desesperado.

-Não sei meu Príncipe. Se soubesse não estaria compartilhando e sim, o destruindo. -Retrucou. Emma protestou brevemente, mas foi contida por Regina. Gold virou-se para a cozinha. A morena se perguntava se ele ouviu algo.

-O fato é que Greg e Tamara estão planejando algo contra nós, algo que -pelo que tenho observado- era da Prefeita. Contra qualquer um que não venha deste mundo. E logo, descobriram que Henry está envolvido em algo grande. -Disse Gold. Regina viu Emma franzir a testa, parecendo se familiarizar com algo. Se perguntou se ela sabia de algo.

-Não entendo como Henry possa ter algo haver com isso. -Contrapôs, levantando-se. David estava em conflito. -Temos que achar Emma e Henry, antes de qualquer coisa. Sabemos que Regina está por trás disso, é ela quem ameaça a cidade. -Afirmou. Regina cerrou o pulso em protesto.

-Certamente. Mas podemos usá-la para reverter tudo isso. Ela e sua filha são a chave. Há algo muito maior do que pensamos nisso tudo. -Concluiu.

-Não tenho tempo para isso. Emma sequer deveria estar com aquela mulher e certamente está sendo obrigada a fazer isso. Preciso procura-la, isso sim ajudará em algo. Sei que quer que seu filho volte com Emma, mas culpar Tamara por isso não ajudará em nada.

Regina cerrava os olhos para Charming, sentia seu sangue ferver. Emma ergueu a mão até seu rosto, deslizando seus dedos na pele da morena. O conflito se dividia entre ambas. Quando uma saía da linha, a outra a ajudava a se recompor. Mesmo quando ambas precisavam de ajuda. Regina viu Gold se levantar, com um sorriso do qual ela não pode identificar a finalidade.

-Confesso que cogitei isso a princípio. Mas você sequer tem noção do quão forte é a magia delas quando unidas. -A voz saíra rouca e baixa, Regina teve que se esticar para prestar mais atenção no que dizia. -É um tipo incomum. Imagine a mais poderosa entre todas as magias...

-Amor verdadeiro. -Disse David, num tom derrotado.

-Exato. Porém, há muito mais que isso. Algo que as tornas estupidamente poderosas. Tornam-se um só. Una a força dessa magia, com uma lenda mais antiga que o próprio tempo. Onde a mais poderosa das luzes e a mais poderosa da escuridão geram o laço mais forte de todos os amores...

-Um filho. -David acompanhou. Seu rosto estava devastado, Regina compreendia as palavras ditas pelo homem, e, surpreendentemente, Emma também. -Mas não há laço sanguíneo nenhum que ligue Henry à Regina. -Argumentou, num tom de dar dó.

-Não associe magia com ciência, meu caro. Nunca falei sobre genética. Magia nunca foi sobre genética. Magia é sobre sentimentos, você deveria saber disso mais que ninguém.

David nada falou. Esfregou sua mão no rosto algumas vezes, tentando entender a dimensão de tudo aquilo. Era enorme. Regina já não segurava mais Emma, e Emma já não estava tão apavorada quando antes. Ambas olhavam uma a outra, embora seus ouvidos ainda permanecessem atentos ao que o homem falava.

-Não se sabe o que elas podem fazer juntas. Compartilhar uma a outra. Mas, talvez, juntas pode ser a nossa salvação. -Explicou Gold.

-Ou o nosso fim.

Notas finais
O que entenderam? O que não entenderam? Adoro ler suas teorias, adoro mesmo. Reviews? O fim está próximo!! Hahaha.