Broken

16 The Price Of Magic - Part. II


Notas iniciais
Hey, my sweet little cupcakes! Não me enforquem, trucidem ou cortem-me a cabeça pela (ENORME) demora. Eu sei que eu demorei para cacete, mas eu realmente estou atolada em coisas para fazer. Mas eu prometo que, nas férias de Julho, eu postarei pontualmente, juro procês. Enfim, ninguém me perguntou nada.
Aqui está a parte 2, espero que gostem.
Boa leitura, dearings!

* * *

Regina chegou à Prefeitura o mais de pressa que pode. Sabia que estava sendo vigiada e rezava para que sua mãe não tivesse visto nada que comprometesse seu plano de expulsá-la de Storybrook. Ela não teve tempo de conversar com Emma, Mary Margaret ou David sobre o que exatamente eles fariam quando conseguirem derrotar Cora, mas isso não era primordial. Regina precisava forcar em seu objetivo: manter Henry e Emma seguros de sua mãe, porém, a presença de Neal dificultava muito as coisas. Tudo que ela conseguia pensar era no tempo que aquele homem passaria com Emma Swan enquanto estivesse longe. Subindo as escadas, a Prefeita adentrou sua sala. Onde Cora se entretinha com algo no chão.


–Mãe? –Regina se aproximou para ver o que ela olhava. O monitor de, aproximadamente, dezessete polegadas de seu computador estava agora no chão partido em milhões de pedaços. –Mãe! O que você fez?


–Essa caixa mágica estava gritando algo, é irritante. Dizia que estava verificando algo... Não pedi absolutamente nada a ele! E isto não me obedece! –Cora protestou, cruzando os braços. Regina cobriu o rosto com as mãos.


–Isso era o antivírus... –Lamentou-se. A prefeita deve de deixar o aparelho de lado e voltar a sua mãe, antes que ela destruísse o restante de seus equipamentos. –Certo... Descobriu algo ou ficou apenas se entretendo em quebrar minhas coisas? –Resmungou, amargurada. Cora a fitou, um tanto magoada.


–Eu sei onde Rumpelstiltskin escondeu sua adaga. E o melhor: ele está morrendo. –Disse a mulher, olhando através da janela.


–Morrendo? -Repetiu Regina, lembrando-se de ter falado com Gold mais cedo. De fato, ela não reparou no rosto ou em qualquer sintoma que indicasse esse ocorrido.


–Sim. -Afirmou Cora com um sorriso vitorioso. -Mas temos de ser rápidas para encontrar a adaga e mata-lo. -Sibilou. Regina hesitou a ideia não era ruim. Sem Rumpelstiltskin, Cora não teria de se preocupar inimigos a toda hora tentando sua destruição, e quem sabe, ela poderia recomeçar. Ser uma mãe melhor para a Prefeita.


–Matá-lo? E assim conseguir os seus poderes? Se tornar Senhora das Trevas? -Regina pensava alto. Cora a olhou, com um sorriso sombrio capaz de congelar a alma de qualquer um que a olhasse. -É sobre isso? Roubar os poderes dele? -Regina dizia decepcionada.


–Querida, com os poderes do Senhor das Trevas, poderemos matar Emma, Mary Margaret e David até finalmente conseguir Henry só para você.


Não, pensou Regina. Emma, não.


–Querida? -Chamou a mulher.


–Certo. Então, vamos logo com isso. -Resmungou Regina, retornando com seu tom frio e seco. Cora sorriu satisfeita com a resposta.


* * *

Mais tarde, Emma havia recebido uma mensagem da Prefeita dando-lhes novas informações sobre o plano de Cora, e particularmente esclarecendo seus objetivos: mandar Cora de volta à para Wonderland. Swan compreendia a preocupação da morena, mas há horas discutia com seus pais e companhia sobre este mesmo interesse.


–É melhor para todos! -Dizia Emma, pela terceira vez. Snow ergueu a sobrancelha, sem dar-lhe crédito. -Qual seria a outra opção? Matá-la? -Balbuciou, como se a ideia fosse absurda. Não houve resposta, apenas o silêncio. -Sério?!


–Cora é perigosa demais, Srta. Swan. Perto ou longe daqui. -Informou Gold, com dificuldade. O veneno do gancho de Hook ainda fluía em todo seu corpo, contraindo os músculos em uma intensa dor. -Você não conhece a criatura, não sabe do que ela é capaz.


–Não importa! É a mãe de Regina, e se há um jeito de trancá-la em algum lugar sem fazer mal a ela, é o que faremos. Sem discussão. -Emma retrucou, dando as costas para o restante deixando os fundos da loja de Gold. Neal, que acompanhava seu pai, permaneceu com Snow e Charming.


–Por favor, tente fazê-la mudar de ideia. -Suplicou Snow à Neal. O rapaz um tanto confuso com o pedido, franziu o cenho.


–Se bem conheço Emma, ela não vai tirar isso da cabeça tão cedo. -Comentou sentando-se no pequeno sofá ao lado de Rumple.


–Mas, talvez, se você-.


–Obrigado. -Disse David, cortando a fala de sua esposa. -Vamos conseguir o antídoto antes, e enquanto isso, vemos se Regina está realmente do nosso lado.


–Você tem dúvidas disso? -Questionou Neal, confuso. Deixando a Floresta Encantada cedo demais, o rapaz não havia conhecido a Rainha ou o tamanho de sua reputação. Sabia apenas que, pelos contos de fada que leu, ela era má e madrasta de Snow White. David o olhou, estranhando a pergunta.


–Claro que sim. É a Regina. -Respondeu como se fosse óbvio.


Na parte superficial da loja, Emma acompanhava Henry, que ainda chateado com a mãe mantinha-se longe da loira. De repente, o celular da loira apitou denunciando uma nova mensagem. Era Regina novamente. A mensagem dizia, primeiramente, para ela ler aquilo sem companhia por perto. E então vinha a informação. Cora descobrira a adaga de Rumple e então a usaria para mata-lo. Emma não tinha como saber, mas a Prefeita não sabia o que fazer. Como iria se comportar perante a uma situação como aquela? Cora tinha de acreditar que ela estava do seu lado, e ela teria que provar isso naquela noite. Havia chegado a hora de fazer uma decisão.

Emma leu a mensagem atentamente, procurando alguma dica sobre o que deveria fazer, pois ela mesma estava mais assustada e confusa que a própria Prefeita.


–Regina precisa de ajuda! –Gritou Emma, voltando aos fundos da loja de Gold. –Cora vai tentar mata-lo. –Disse à Gold. Rumple riu em resposta.


–Minha adaga está muito bem guardada. –Retrucou vitorioso.


–Bem, elas estão indo para o relógio da cidade. –Acrescentou Emma. Então, os olhos de Gold se arregalaram. Cora havia sido mais rápida que ele havia calculado. –Ainda está calmo?!


–Vá para lá! Tirem a minha adaga dessa criatura! Está entre as vidraças! –Ordenou Rumpelstiltskin, irritado. Neal pôs a mão no ombro do pai, na tentativa de acalmá-lo. Emma revirou os olhos, puxando os pais para conversar particularmente.


–Vamos logo! –Emma disse, mas antes que pudesse dar-lhes as costas, Snow segurou seu braço.


–Você fica. –Ordenou. –Eu e David vamos. Sabe se lá o que Cora fará se a ver. –Resmungou a si mesma. Emma franziu o cenho, confusa. Mas Charming havia compreendido.


Mesmo sem ter conhecido a mãe de Regina, Snow já havia contado sobre a mulher para o marido. E se Mary Margaret não estivesse errada, Cora a estaria vigiando há todo momento. E, uma vez sabendo sobre o relacionamento entre sua filha e Emma Swan, não mediria forças para mata-la.

Emma não contrariou o comando, sabia que seria melhor para Regina manter o controle se ela não atrapalhasse indo até lá.


Sendo assim, a loira acompanhou o pai até a saída da loja junto a Neal, enquanto Snow pegava seu arco e flecha. Antes que pudesse ir, Gold chamou a morena com dificuldade.


–Há um jeito rápido de matar Cora e me salvar. –Sussurrou no ouvido de Mary Margaret. –Há uma vela, terá de usá-la. É apenas acender ambos os lados, e ao apagar o lado negro; sussurre o nome de Cora e do outro lado o meu claramente. –Instruiu. Snow se afastou reconhecendo o assunto que se tratava. Gold ergueu o braço ignorando a intensa dor e apontou para o armário com pequenas portas em sua frente. Mary Margaret, hesitante, andou até a cômoda e a abriu. Lá estava a tal vela mágica. No entanto, ela já havia visto tal objeto.


–Onde conseguiu isso? –Snow perguntou, rudemente. Gold cerrou os olhos, sem entender a preocupação da morena. Que diferença faria saber a origem do objeto? Sendo assim, Rumple não respondeu confuso. Mary Margaret deixou de lado, pegando a vela conhecida e escondendo em seu bolso.

–Por que eu deveria salvar a sua vida? –Questionou a mulher, receosa.


–Porque temos um inimigo em comum. –Respondeu imediatamente como se já soubesse o que lhe seria perguntado. –E nós dois sabemos que virá depois disso ser feito. –Acrescentou com um ar misterioso. Entretanto, Snow havia entendido o recado. E isso era o suficiente para convencê-la.

–E eu só preciso por o coração de Cora de volta? –Questionou por fim. Rumple negou lentamente, seguro de que o trabalho seria feito.


O homem explicou o seria feito e então, cedeu um de seus feitiços à mulher; dando-lhe o dom de retirar corações, para que assim cumprisse sua missão sem nenhum impedimento. Dando as costas finalmente, a mulher correu até David, Emma e Neal que a esperavam na porta da loja de Gold. Depois de despedir, eles correram o mais de pressa possível à torre.


* * *

Regina estava desesperada. Não havia para onde fugir. Sua mãe a estava vigiando a todo tempo e parecia mais desconfiada que nunca. Ela não poderia continuar com aquele teatro por muito tempo, assim que Emma cruzasse seu caminho, sabia que Cora não se controlaria. Pois, uma vez sabendo que a mulher fingia quando “compreendia” o sentimento oprimido de Regina por Swan, teria de protegê-la. E confrontar sua mãe não era lá uma boa ideia. Cora tinha um conhecimento sobre magia muito mais amplo que Regina podia ter.


–Está calada, aconteceu algo, querida? –Perguntou Cora, fingindo se importar. Regina forçou um leve sorriso, sem nada responder. Assim que chegaram à torre do relógio, subiram as escadas para onde o sino batia — ou deveria bater-. –Agora, teremos finalmente o controle sobre o Senhor das Trevas! –Vangloriou-se.


Regina retirou do bolso seu celular, pronta para ligar para a loira. Mas antes que pudesse digitar algo, passos apressados soaram na pequena escadaria.


–Parem! Não vamos permitir isso! –Gritou a voz irritantemente doce de Snow. Cora virou-se, com um profundo suspiro, para a mulher subindo a escada. Regina assustada, os olhou. Esperava ver Emma, não seus pais. Porém, se bem conhecesse os Charmings, eles nunca deixariam a filha vir ao encontro da morte certa.


–Oh, querida Snow! –Exclamou Cora, cínica. –Estávamos a sua espera! Não é mesmo? –Acrescentou, com um tom provocativo, lançando um olhar comprometedor à Regina como se tudo aquilo já houvesse sido planejado. A Prefeita confusa, olhou para a mãe pela primeira vez sem forçar qualquer sorriso ou reação consentindo sua frase anterior.


Snow recuou. Aquele sorriso sombrio não parecia nada surpreso em vê-los. E de fato, não estava. Receosa, ela olhou para Regina como quem pedisse por uma explicação. Aquilo foi o suficiente para que tudo ficasse claro.


David se apressou pegou a adaga antes que outro o fizesse. Regina tentou retirar da mão do Príncipe, na tentativa de demonstrar sua lealdade à Cora, no entanto, isso só fez com que David ficasse cada vez mais desconfiado sobre as verdadeiras intenções de Regina.


–Você não vai querer fazer isso, querida... –Sibilou Cora, cínica. –Lembre-se do que sua mãe ensinou.


–Minha... Mãe? –Repetiu fragilmente. A mulher sabia exatamente em qual ferida abrir, qual seu ponto fraco. –Você conheceu minha mãe? –Questionou receosa. David abraçou-a, na tentativa fracassada de apoiar sua esposa.


–Oh... É claro que conheci... –Cora lamentou-se. -Mas não estamos aqui para falar sobre sua mãe, não é mesmo?


Regina observava a tudo quieta. Sem participar de nenhumas as partes, esperando que David fugisse com a adaga para bem longe antes que sua mãe conseguisse retirar das mãos do príncipe.


–Oh, adivinhe! Quem veio nos fazer visitar?! –A mulher exclamou, erguendo a mão fazendo uma névoa vinho quase negra surgir logo atrás de Regina. E aos se dissipar, lentamente, uma silhueta corpulenta se revelou.


–Johanna?! –Gritou Snow, segurando na manga da jaqueta de seu marido. A risada sombria da mulher ecoou por toda torre, fazendo Regina tremer de susto. A Prefeita se virou para a mulher, que vira pouquíssimas vezes na época em que era rainha, ela estava presa por algum tipo de corda invisível.


Cora lançou um olhar à filha. E a morena sabia exatamente o que significava. A mulher precisava saber se tinha a lealdade da antiga Rainha ou não. E Regina precisava demonstrar que sim, ou então tudo que havia feito até ali seria em vão. Desesperada e ciente do que deveria fazer, a morena ergueu a mão e investiu contra o peito de Johanna, seus dedos adentraram o tórax e se agarraram ao coração pulsante da serviçal, retirando o órgão com mesma agressividade.


–REGINA! -Snow gritou desesperada. Regina pensou em lhes lançar um olhar tranquilo e confiante, mas sabia que era exatamente aquilo que Cora esperava. Por isso, precisava ser o mais fria que poderia ser. Sendo assim, ela permaneceu com o coração da mulher nas mãos.


–Vamos, devolva-me a adaga ou dirá adeus à sua querida Johanna. -Cora ameaçou com desdém. Snow olhou para Regina com os olhos incendiados. -Quantas conexões com a família você tem? Acho que nenhuma. -Comentou sarcástica.


–Snow, não... -A mulher refém gemeu em protesto. -Não faça querida.


–Vamos logo! -Gritou Cora, impaciente. David olhou para sua esposa e ergueu a adaga à mulher, compreendendo que era o certo a se fazer. -Ótimo. -Disse, satisfeita, ao ter a arma em mãos.


–Como conheceu minha mãe? E por que fez o que fez? -Questionou Mary Margaret amargurada. Regina, após receber a ordem de sua mãe, repôs o órgão ao seu devido lugar. Ela ouvia a tudo quietamente.


–Não importa o jeito infeliz que a conheci. -Retrucou a mulher. -Mas só o fiz para tornar minha filha a Rainha. -Respondeu Cora com o melhor sorriso vitorioso que poderia dar. Regina a olhou, tão confusa quanto David. Mas não Snow, ela simplesmente ergueu a cabeça, como se aquela frase fosse suficiente para responder todas as suas dúvidas.


–Regina... -Snow tardou a dizer com imensa amargura, mas foi interrompida.


–Vamos Regina! -Urrou Cora, erguendo a mão. De repente, a mulher refém ao seu lado flutuou sobre o chão, sendo jogada por uma força invisível para fora da janela da torre do relógio. Regina só entendeu o que estava acontecendo após o grito estridente de Snow ecoar em seus tímpanos. David abraçou a esposa, na tentativa de afasta-la da Prefeita, pois sabia que assim que se recuperasse no choque, partiria para cima da morena.


Sendo assim, com uma risada de gelar a alma, Cora fez uma intensa névoa vinho envolve-las e transportá-las para um lugar bem longe dali.


* * *

–Mãe! -Regina exclamou assim que sentiu seus pés se firmarem no chão da prefeitura. -O-O que você fez? -Disse um tanto amedrontada.


–O que há de errado? -Questionou a mulher indiferente, sentando-se na cadeira da Prefeita. Regina não conseguia acalmar seu coração, tudo que aconteceu seria, provavelmente, mal interpretado por Snow e sabe se lá o que eles iriam dizer à Emma.


–Não precisava mata-la! Já havíamos conseguido-


–Desde quando isso lhe interessa? -Regina imediatamente se calou. Cora a fitou por mais alguns segundos até levantar. -Nosso trabalho não terminou. Vamos até a loja de Gold. O celular da Prefeita continuava em seu bolso na espera de algum sinal da Sheriff, mas ou Snow ainda não havia voltado ou ela certamente havia dito algo à Emma. E embora Regina tivesse consciência da gravidade da situação que estava vivendo, ela também tinha consciência de quem estaria na loja de Gold se elas chegassem lá.


–Não. -Regina recusou, sentindo seu coração acelerar. Cora parou de andar e virou-se para a filha. Seu semblante nunca parecera tão frio e sombrio.


–“Não” o quê? -A voz da mulher não poderia ser mais seca. Regina suspirou fundo, procurando de onde tirar sua coragem.


–Não vou até a loja de Gold. -Esclareceu. A veia de expressão da testa de Cora passara a aparecer, cerrando os pulsos. -Não pode machuca-los. Eu não posso deixar machuca-la. -Acrescentou, com um ar heroico. A mulher a sua frente respondeu-lhe com uma ecoante gargalhada.


–O que é isso, Regina? -Disse Cora com um sorriso sarcástico. -Esqueceu-se de quem você é? Ou melhor; esqueceu-se de quem eu sou? Tenha dó, Regina. Você pode pensar ser melhor que eu, mas querida, você é igual a mim, se não pior.


–Não... -Regina recuou arrependida de ter se manifestado, mas continuou firme. E Cora, percebendo isso, continuou:


–Veja só o que fez a essas pessoas; Os amaldiçoou, arrancou-lhes o final feliz e a filha, e agora que eles se reencontraram vai destruí-la. -Regina franziu a testa. -Sim, você sabe que vai destruí-la. A garota Swan. Vai machuca-la até não sobrar esperança alguma. -Por alguns segundos, seu olhar permaneceu vago. -Ela vai usá-la, como usou todos em sua vida.


Regina fitou a mãe algumas vezes. O assunto não parecia ser mais sobre Emma. Via o rosto de Cora tornar-se mais vermelho, possuída pela raiva, mas de repente, sua cabeça parecia em outro lugar.


–E será melhor quando isso acabar! Amor é fraqueza, Regina! E a fraqueza nos destrói, é isso que Eva vai fazer! -Urrou. Regina recuou mais uma vez. Eva era o nome da Rainha, mãe de Snow White. O que diabos ela teria com isso?


–Eva? -Regina repetiu confusa. Então, os olhos da mulher se arregalaram ao perceber o que tinha dito, junto com os da Prefeita ao entender sobre o que tudo aquilo se tratava. Por que Cora odiava Snow -quase tanto quanto a própria Regina- e Emma Swan. Tudo estava ligado.


–Emma! Foi o que eu disse! -Gritou Cora, furiosa.


–Eu... Não sei o que isso significa, — Ponderou. -Mas eu não sou você. E seja lá o que aconteceu, Emma não mere-.


–Você põe essa garota em um pedestal, não é mesmo? Mas, por acaso, sabe sobre o passado dela? E ela? Sabe quantas mortes causou? Quanta angustia e miséria causou? E o pai do garoto? Você realmente acha que ele vai assistir a essa linda confraternização parado?


–Ele... -Regina, de fato, não sabia como responder.


–Imagine que o menino teria uma família de verdade se mãe e pai estiverem juntos...


–Não! -Protestou.


–Pessoas não são assim! O mundo não é assim, Regina! Já passou a hora de acreditar em contos de fadas. Todas as pessoas que te amaram acabaram mortas, acha que isso é por injustiça? Isso é o destino! Daniel, seu pai Henry...


–NÃO SE ATREVA A COLOCÁ-LOS NO MEIO DISSO! -Gritou, melancolicamente. Tinha sensação de que sua cabeça poderia estourar a qualquer momento. Eles eram suas maiores fraquezas. E com tudo isso, o vazio instalado em seu peito apenas se expandia e provocava imensa dor. No entanto, Cora não parecia nenhum pouco motivada a parar.


–Amor verdadeiro não existe, e mesmo se existisse você não merece isso! Nem ela merece viver!


–CHEGA! -A voz da Prefeita ecoou mais forte. -Se você não foi capaz de amar ninguém, sequer sua própria filha, a culpa não é minha. Se não foi capaz de construir sua própria família, não me obrigue a deixar a minha! Não imponha a mim uma vida que você foi incapaz de ter ao lado de Rainha ou Rei algum! Você não vai machucar quem eu mais amo de novo! E não vai me ter nas mãos novamente! -Sendo assim, Regina ergueu as mãos com agressividade, mas qualquer magia que planejava conjurar foi impedida por um feitiço protetor da mãe. Cora não só se defendeu do ataque da filha, como tratou de investir com um antigo feitiço.


De repente, galhos e troncos brotaram do chão e paredes invadindo a sala, agarrando-se a Regina. Depois de ser rudemente arrastada até sentir seus pulmões colidirem contra a parede de concreto, Cora se aproximou para saborear seu sucesso, com um sorriso vitorioso.


–Sempre os mesmo truques, não é mamãe? -Finalmente disse ofegante.


–Os mesmo que você sempre cai. -Retrucou Cora, controlando-se.


–Por enquanto. -Sibilou Regina, lutando para se soltar. Era inútil conjurar magia na frente da mãe, principalmente estando em tamanha desvantagem. A mulher se aproximou entredentes, podia ver os olhos vagos a centímetro de seu rosto ardendo em ódio.


–Eu poderia sufoca-la, tortura-la ou até lhe cortar a cabeça, — Ameaçou satisfeita com o trocadilho em sua frase. -Para ensiná-la uma lição, mas agora eu tenho coisas mais importantes para fazer do que cuidar de criança mal-educada. -Acrescentou, se esforçando ao máximo para não sair do controle. Contudo, ela deu as costas à filha ainda erguida pelos galhos e troncos.


–Se você encostar um dedo nela ou no meu filho... -Regina gritou ofegante, sentindo todo seu corpo arder de ódio.


Cora lançou um último olhar a Prefeita, com seu mesmo sorriso satisfeito.


–Caso ela cruzar o meu caminho... -O antigo semblante sombrio iluminava seus olhos. -Eu trago seu corpo, quem sabe assim aprenda alguma coisa.


Dito isso, a mulher simplesmente desapareceu, deixando para trás uma pequena fumaça vinho.


* * *

Não fazia mais de vinte minutos que Snow e Charming haviam chegado à loja de Gold. A mulher não poderia estar mais nervosa e frágil. Estava decidida a cumprir o combinado, mesmo que seu marido já tivesse se manifestado em relação ao assassinato de Cora. David queria manter Emma perto, mesmo que tivesse que aceitar Regina também.


–Preste atenção no que está dizendo! Tenho certeza de que Regina está planejando alguma coisa... -Emma tentava ponderar o surto de Mary Margaret.


–Claro! Nos matar! Ela matou Johanna! O que acha que vai acontecer?! -Ela falava, com a voz ainda chorosa.


–Não. Quem fez aquilo à Johanna foi Cora, querida. -David disse, numa voz apaziguadora e abraçou a esposa. Emma se recusava a acreditar, embora todas as ligações e mensagem para a Prefeitas haviam sido em vão.


–Ela não atende. Tem algo errado. -Emma tentou dizer, mas antes que pudesse terminar uma grande força fez as paredes vibrarem.


–O que foi isso?! -Disseram em coro. Mas a vibração não cessou. Eles correram para os fundos da loja, onde Gold permanecia deitado na companhia de seu filho.


–São elas. -Informou com dificuldade. -É agora. -Disse à Snow. Emma olhou confusa, mas não tinha tempo para pensar.


–Vamos, coloque algum feitiço! Faça alguma coisa! -A loira ordenou. Neal a olhou com reprovação, mas ela estava desesperada.


–Quem irá fazer isso é você, Srta. Swan. -Sibilou calmamente.


–Quê?! E-Eu não posso lançar um feitiço... Eu posso soletrar feitiço... -.


–Não há tempo para brincadeiras, faça! -Comandou. Impaciente e sem tempo, Emma comprimiu os olhos, esperando ter algum progresso quando os reabrisse. -Não! Magia não é esforço intelectual, como já disse, é emocional! Pense sobre quem quer proteger!


–É um pouco difícil quando quem eu quero proteger está lá fora com aquela mulher! -Emma rebateu, mas por fim, voltou a fechar os olhos. Lembrando-se do que Regina havia lhe perguntado, sobre as visões que tivera ao acordá-la da maldição. E lembrando-se das imagens felizes dela com Daniel, e lembrando-se de que aquilo era tudo que ela desejava.


–Você o fez. -A voz de David parecia maravilhada. Emma abriu os olhos, tanto assustada. -Vamos, não temos tempo querida. -A loira nem pensou em contestar e já estava correndo junto ao Príncipe para defender a loja. Enquanto Snow e Neal permaneciam com Gold, ou pelo menos era onde eles pensavam que estavam.


–Ela está entrando! -David gritou à Emma.


–Mas acabei de colocar a porra do feitiço! -Protestou. David não teve tempo de repreender a filha pelo palavrão, quando a porta principal de acesso à loja de abriu agressivamente. Era Cora. Somente Cora. Os olhos de Emma logo se arregalaram. Charming lhe lançou um olhar preocupado, sabendo exatamente o que se passava em sua mente.


–Emma... -David resmungou num tom tranquilizador.


–Pensei que Regina viesse também... -A voz de Neal surgiu atrás dos dois. “Eu também” Emma quis dizer, mas não teve chance. Cora adentrou o estabelecimento com ferocidade, usando sua magia para erguer David e espantá-lo, loja a fora. Sem dizer absolutamente, seus olhos estavam fixados em somente uma pessoa, e isso já era de conhecimento geral: Emma Swan.


–Onde Regina está?! -Emma gritou, reunindo toda sua coragem. Um sorriso sombrio se apossou dos lábios da mulher.


–Que conveniente perguntar. -Disse Cora, num tom amargo. Depois que a porta foi fechada, trancando Charming do lado de fora, Neal avançou contra a mulher com uma espada em mãos. Embora Emma quisesse protestar, foi impedida por uma força que era incapaz de ver, que a comprimiu contra a parede com agressividade. Presa, ela viu Cora atacar o homem e arremessa-lo loja a fora, e sendo assim, virou-se contra a loira. -Você não imagina... A minha vontade mata-la agora mesmo. -Cora disse entredentes. Seus olhos consumidos pela raiva.


–Acho que eu imagino sim... -Disse ofegante, pois a força que antes a jogara contra a parede agora comprimia seu estômago sem cessar.


–Você e sua linhagem medíocre destruiu tudo. -Cora disse, erguendo a mão e fechando-a lentamente, assim causando cada vez mais dor à loira. -Agora você vem e quer destruir a vida que eu lutei para dar a minha filha?


–Que vida?! Ela não está feliz, não agora! -Retrucou.


–Quem perguntou se estava?! -Cora rugiu. Emma parou por alguns segundos, reparando o quão diferentes eram mãe e filha.


–Ela é sua filha! Você deveria querer vê-la feliz! -Gritou, sentindo a força subir até seu pescoço.


–E quem a faria feliz? Você? -Disse com uma risada congelante. -Amor é fraqueza, garota estúpida. -Gritou em resposta, avançando contra o peito da loira, no desejo de retirar seu coração. Por um segundo, Emma fechou os olhos esperando pelo pior, mas este nunca veio. Após longos segundos, não se atreveu a reabri-los, até sentir seu corpo tocar o chão. E ao abrir os olhos, rápido o suficiente para ver uma luz branca se exalar de seu peito, pôde ver Regina lutar contra Cora.


–Não seja burra, Regina! -Rugiu Cora, defendendo-se do feitiço lançado.


–Nada é suficiente para você, mãe! Nada é suficiente! -Frisou.


–Sabe o que seria suficiente?! -Gritou Cora, preparando-se para um novo ataque. -Você casada com o Rei, rodeada de conforto e ouro!


–Eu disse que não iria permitir que fizesse como o Daniel! -A prefeita acendeu uma bola de chama entre os dedos e arremessou-a contra a mãe, desta vez a acertando. Dada à vantagem, Regina correu até a loira no chão.


–Você está bem? -Perguntou baixinho num tom preocupado, enquanto ajeitava nervosamente o sobre tudo da Sheriff.


–Que luz foi essa? -Emma sussurrou um pouco assustada.


–Não sei, mas fique grata por ela. -Disse rapidamente, antes de ajuda-la a levantar.


Cora então se recuperou do ataque, mas ao contrário de investir contra suas oponentes, ela simplesmente desapareceu em meio a sua névoa. Regina se virou para a loira, numa expressão pensativa.


–Para onde ela foi? -Emma perguntou.


–Matar Gold. -Respondeu seca, embora sua mente parecer não estar ali. A loira seguro sua mão e tardou a andar, mas Regina sequer se mexera.


–Regina! Vamos! Temos que impedir isso! -Emma disse.


–Por quê? -Questionou. Emma engoliu seca sentindo a voz de Regina longínqua. -Por que salvar aquele homem? -Disse amargurada.


–É o certo a se fazer. -Emma sussurrou hesitante. -Gina...


–Ele não merece uma molécula do ar que respira e nós iremos arriscar nossa vida para salvá-lo? -Indagou. Emma se aproximou cautelosamente.


–Regina, eu não tenho nenhum afeto por esse homem, nenhum mesmo. Mas deixa-lo morrer, nos torna igual a ele. E eu tenho certeza que somos melhores, que você é melhor que ele. -Resmungou apressada. -E... Por favor, não me deixe enfrentar sua mãe sozinha de novo. -Suplicou com um sorriso, embora sincero. Regina não pôde deixar de rir.


–Certo. -Cedeu, com um sorriso derrotado. Então, Emma laçou seus dedos nos da Prefeita, mas antes que pudessem seguir seu destino loja adentro um gemido lhes chamou atenção.


–Emma... -Neal chamou numa voz embargada. A loira virou-se alarmada, já ia esquecendo-se do homem atacado pela mulher. Regina apenas observou a loira ajuda-lo a levantar, numa expressão um tanto amargurada. Ela não pode questionar, afinal, sequer havia tempo para tal, mas certamente não gostava do que via.


–Podemos ir ou...? -Regina indagou enciumada, e virou-se para a porta. Então, deparou-se com algo inesperado. -Merda.


–O que? -Emma questionou curiosa.


–Cora enfeitiçou a porta.

* * *

–Eu sabia que esse momento iria chegar... Eu vi... -A voz de Gold quase não saíra ao falar. Cora deixou escapar um breve sorriso. Não se sabia se era de satisfação, ou afeto. -Mas como sempre, não vi como. Nunca me contou o que eu queria saber...


–E o que seria? -Perguntou seca. O homem levantou o olhar até a mulher.


–Você, algum dia, me amou? -Gold disse. Cora suspirou lentamente, entediada.


–Rumple, querido... -Forçou um sorriso, aproximando lentamente do rosto do homem cansado. Após minutos de silêncio, quando estava perto o bastante para sentir a respiração tensa — da parte de Gold -, a mulher transformou seu sorriso indecifrável em um fácil sarcasmo. -Nunca.


Sorrateiramente, Snow atravessava os fundos da loja, sem fazer barulho algum. Observava a cena, como um mero jogador esperando a sua vez.


–Sempre foi ela, não é mesmo? -Gemeu baixinho, segurando na manga do sobre tudo de Cora com a única força que lhe restara. -Eva? -A mulher ergueu a sobrancelha, como se o assunto não a agradasse nenhum pouco. Mas mesmo assim, forçou um sorriso.


–Por que acha que tive de tirar meu coração? -Respondera, simplesmente. Rumple a soltou em um piscar de olhos, satisfeito com a resposta, embora ferido pela mesma. Ele permitiu que seus braços caíssem sobre o colchão onde estava, e deixou que Cora terminasse seu serviço, ele sabia como iria acabar.


Então, assim que Cora levantou-se para investir contra o homem, Snow avançou contra a mulher reunindo toda a coragem que tinha — e que não tinha-, e cumpriu o seu dever. O órgão, que antes se encontrava em sua mão, agora estava dentro de Cora. Snow sentia todo o sistema respiratório da mulher entre seus dedos, era a primeira vez que fizera tal atrocidade. Um gemido doloroso saiu das cordas vocais de Cora, alertando Snow a retirar sua mão antes que trouxesse mais danos do que já iria ocorrer.


–Vá! -Gritou Gold à Snow. -Corra! -E então ela fez, temendo que o feitiço virasse contra o feiticeiro.


Cora parou por um momento, sentindo tudo a sua volta diferente. Havia uma cor especial no que via. De repente, um estrondo ecoou em seus ouvidos, fazendo-a pular de susto. Na porta, o feitiço colocado antes pela mulher não passava de pequenas fagulhas inofensivas. E lá estava Regina, com suas mãos entrelaçadas a da mulher loira que ela tanto odiava, mas que de repente não fazia tanta importância assim.


–Mãe! -Protestou a Prefeita, mas, ao contrário do que ela imaginava, Cora se virou com o maior e mais sincero sorriso que Regina já vira em toda sua vida. Então, ela recuou. -Mãe... -Repetiu, desta vez, num tom esperançoso. Cora, nenhuma palavra disse, apenas aproximou-se da filha lentamente, admirando seu rosto atentamente, sem deixar de lado -sequer por um segundo- seu sorriso.


Regina não precisou de muito para perceber que algo havia acontecido e que isso, tinha algo a ver com o coração de sua mãe. Mas inúmeros motivos — tais quais demorariam literalmente uma vida se fossem listados-, Regina não se importou. Ela simplesmente soltou a mão da loira, e caminhou até a mulher admirada logo a sua frente. O sorriso de Cora nunca pareceu tão puro, talvez, nunca tivesse visto-a rindo verdadeiramente. Mas se fosse imaginar tal acontecimento, certamente seria daquele jeito. Os olhos castanhos da mãe, finalmente recebiam um brilho especial, que cintilava o carinho que Regina jamais recebeu.


Nada precisou ser dito, ambas sabiam o que sentiam e mal sabiam o que fazer a respeito.


Emma cogitou segurar Regina, não permitir que ela se aproximasse. Cora deveria estar planejando algo. Porém, quando estava prestes a fazê-lo, Neal a impediu segurando-a.


–Não faça. -Sussurrou Neal em seu ouvido. Emma, por um segundo, pensou ser algo da Terra Encantada. Algo que só quem vivesse lá soubesse, mas então, afastou esse pensamento tão rápido quando ele surgiu.


Regina mal havia dado dois passos adiante, quando, de repente, Cora arregalou os olhos e cambaleou para o lado. Rapidamente, a Prefeita a amparou, segurando-a pelos ombros.


–M-Mãe?! -Balbuciou numa voz trêmula. De um gemido baixo, veio o grito doloroso de Cora. Algo a havia cortado bem no peito, e a consumia intensamente. A morena, vendo isso, tentou afastar o pano, numa forma desesperada de conter aquela dor. Emma, por mais que quisesse ajudar, não poderia, pois era impedida por Neal — e por sua falta de coragem-.


O corpo de Cora era pesado demais para Regina suportar, e, além disso, algo a puxava para baixo. De repente, os gritos doloridos tornaram-se gemidos mais singelos e gelado.


–Mãe! -Regina choramingou num tom embargado. -Não...


–Regina... -A voz de Cora quase não saiu. Ela mal teve tempo de perceber, mas seus joelhos estavam apoiados no chão, enquanto o corpo de sua mãe era apoiado entre seus braços. Estava acontecendo. Sim, aquilo que ela mais temia estava, de fato, acontecendo. Não sabia como, nem por que. Simplesmente, Cora a estava deixando. A única pessoa que restava no que ela conhecia como família. Consequentemente, uma parte de si morria naquele mesmo instante. -Isso seria suficiente. -Cora reuniu forças para erguer a mão e tocar o rosto da filha. -Você seria o suficiente.


“Não faz sentido algum” pensava Regina. Não havia como fazer. Não havia tempo para procurar algum. Os olhos castanhos, pela primeira vez iluminados, foram se fechando lentamente.


–Mãe... Não me deixe! -Regina exigiu, abraçando o corpo de sua mãe fortemente. Talvez, se desejasse isso verdadeiramente... Mas a esperança duraria pouco.


A cor estava se esvaindo do seu campo de visão, assim como fora na vez que retirara seu coração para livrar-se da dor que era amar. Cora sentia seu corpo fraco e sua mente flutuar. E embora, estivesse a ponto de desistir de lutar contra o tempo, juntou forças para dizer:


–Me perdoe. -Sussurrou tão baixinho que se Regina não estivesse tão perto, não escutaria. Sendo assim, a mão que segurava o braço da Prefeita, foi soltando-se aos poucos até recair sobre o chão tão gelado quanto seu corpo se tornaria.


–Não! -Regina exclamou, sentindo a explosão de lágrimas invadirem seu rosto. As sequelas provocadas pela maldição eram sempre convenientes, aparecia de forma avassaladora em momentos de intensa dor; provocando-a da forma mental e física. -O-O que eu vou fazer? -Choramingou num tom abatido, abraçando-a com mais forças. Suas lágrimas caíam de tal modo, que soluços melancólicos não tardaram a surgir. Não havia o que falar sobrea dor que sentia. Algo havia sido retirado de si; um pedacinho do que lhe restava de humanidade. Embora houvesse tentado reverter a situação, sabia que seria inútil.


Simplesmente permaneceu parada, de modo que o corpo -já frio- de sua própria mãe recostasse em seu colo, enquanto lágrimas de uma fracassada esperança da filha caíam sobre rosto de Cora.


Ela estava quebrada.



♥

Notas finais
O que acharam? Reviews? Como acham que a Gina vai reagir a tudo isso? (Porque eu acho que ela reagiu de um jeito bem sem sentido na série). Obrigada por lerem! Posto o mais rápido que conseguir.