Broken

6 Into The Heart - Part II


Notas iniciais
Hey ya! Queria agradecer do fundo do meu coração pelos reviews e, particularmente, pela linda e maravilhosa recomendação que me deram. Estou muito feliz! E isso me deu inspiração para escrever rápido, ou seja, aqui está o capítulo adiantado que alguns pediram de presente de carnaval! PAOOKSOQKSQ. Bem, Tenho que dar uns avisos sobre a história

-Teremos um ship secundário.

-Haverá interação entre esse ship e SwanQueen.

-Como toda relação, SwanQueen vai estar passando por dificuldades.

Enfim, é isso que posso adiantar! Boa leitura!!!

* * *

O carro preto estacionou logo em frente ao restaurante mais conhecido da cidade; Granny’s. Por mais que Emma tivesse tentado se oferecer para dirigir até lá, a Prefeita fez questão de conduzir o carro. Então, os três saíram do carro e adentraram a lanchonete roubando a atenção de todos que ali almoçavam, e até seus funcionários. Regina teve o cuidado de se afastar da loira antes mesmo de entrar no estabelecimento, mas o impacto de estar em um mesmo lugar com aquela mulher já chamava bastante atenção por um dia.

Eles se sentaram em uma mesa longe dos olhos curiosos daquele lugar, onde eles pudessem almoçar em paz.


–Tenho certeza de que teria sido melhor se tivéssemos comido em casa mesmo. –Regina reclamou, ao sentar. Emma revirou os olhos, com um sorriso no rosto. Em seu peito dominava uma sensação ardente, que aquecia todo seu corpo. Não conseguia tirar o sorriso feliz do rosto.

Não demorou até Ruby trazer seus respectivos pedidos, um tanto receosa. Se fosse há alguns dias, a morena arrancaria Emma da mesa para lhe perguntar o que estava acontecendo e por que ela estava sentada com aquela mulher, mas agora, Ruby entendia. Emma amava Regina, e depois da noite anterior, ela sabia que Regina também a amava. Ela pôde ver os olhos da Prefeita ao se deparar com Swan vestida daquela forma, e passou a observar mais Regina até entender o que se passava. Não era como se Ruby não compreendesse aquele sentimento errado e ao mesmo tão certo. Mesmo que para ela não estivesse dando certo, não desejava o mesmo à amiga.


–O que vai fazer mais tarde? –Perguntou Emma, dando uma garfada em seu prato. Regina endureceu-se ao relembrar seu objetivo; ir ao encontro de Gold para esclarecer o assunto comentado horas antes pelo mesmo.


–Nada, apenas a prefeitura. –Mentiu. Emma deu de ombros, voltando-se para o prato. Henry tagarelava sem parar sobre seus sonhos e contos de fadas que andava pesquisando. Poucas partes chamavam a atenção de Regina, que voava em pensamentos muito longe dali.


–Mas então, eu caí e tudo estava pegando fogo! –Disse Henry. Emma ouvia com um sorriso brincalhão no rosto, era a segunda vez que ele contava o sonho para a loira, mas não para a Prefeita.


–Pegando fogo? –Regina repetiu, com um tom preocupado. Ele assentiu eufórico. Assim, Henry voltou a falar.


–E tinha uma moça lá também, ela parecia uma princesa ou algo parecido, — Explicava. –Ela tentava me dizer alguma coisa, mas eu não conseguia ouvir –Acrescentou.


Tão breve, a realidade caiu sobre Regina. Fogo, quarto, tudo isso parecia muito familiar. Ela tinha lido isso em algum lugar no livro de sua mãe, e com um raciocínio lógico e rápido a Prefeita pôde compreender. O livro de Cora era sobre feitiços, obviamente, e a única coisa que ligava seu filho à esse conteúdo era a maldição do sono que, acidentalmente, quase provocou sua morte. Esse acontecimento era o único momento em que Henry teve contato direto com magia, só poderia ser isso. E toda magia vem com um preço e aquele mero sonho, certamente, se tornaria cada vez pior.


–Está tudo bem? –A voz de Emma trouxe Regina de volta a realidade. Ela sentiu a mão da loira sobre e sua e logo a retirou da mesma.


–Sim, -Regina resmungou, sua cabeça borbulhando em pensamentos. –Preciso ir. –Emma suspirou frustrada.


–Já? Nem terminou de comer, -Argumentou. Mas o que Regina tinha de tratar envolvia algo muito mais sério que qualquer coisa, trava-se da coisa mais importante para ela, trava-se de seu filho e sua segurança.


–Querido, você pode ficar com a Srta. Swan enquanto eu resolvo uns problemas? –Regina perguntou gentilmente ao seu filho. O menino assentiu, um pouco confuso. Sendo assim, Regina levantou-se da mesa.


–Regina, -Emma segurou sua mão, percebendo que algo estava errado. A morena olhou a sua volta, percebendo que as duas tomavam a atenção de todos da lanchonete, inclusive da Granny’s. –Está tudo bem mesmo? –Insistiu preocupada.


–Está, Emma. –A voz da morena quase não saiu, com vergonha de ser alvo dos olhares curiosos. Mas Emma sabia que Regina a escondia algo, será que não confiava nela? Depois de tudo?

A loira soltou a mão pálida da Prefeita e a deixou ir, com o coração comprimido e receoso de estar sendo privado de saber algo importante.


* * *

Logo após Regina estacionar seu carro, foi a caminho da loja de Gold. Se Regina estivesse certa tinha que agir o mais rápido que conseguisse para proteger tudo que conquistou e tudo que mais ama. Se ela estivesse certa, teria de agir agora mesmo.

Na porta havia um aviso “fechado”. Mas Regina simplesmente empurrou a placa e abriu a porta. Belle estava logo atrás do balcão, com o mesmo sorriso inocente e uma cesta na mão. Fariam um piquenique logo a tarde, se Regina não tivesse o interesse de interrompê-los. Mas interromper Gold era incrivelmente prazeroso, principalmente, pelo sabor de irritá-lo.


–Espero não estar interrompendo, -Disse Regina, com sorriso sarcástico. Gold revirou os olhos, deixando de lado a menina quase-inocente. O homem deu pequenos passos até a mulher, que encarava os dois com um olhar provocativo.


–Parece que os cidadãos dessa cidade precisam de uma aula de etiqueta, ou não sabem ler, de fato, -Disse Gold, apontando para a porta. –Estamos fechados. –Regina olhou para a porta, como se não tivesse visto placa alguma, voltando a olhá-lo com um sorriso sínico.


–Ops –Ela riu. A prefeita andou até balcão, alguns metros longe de Belle, passando por Gold. –Deixemos a encenação de lado; Precisamos tratar de um assunto, em particular. –Ela olhou para a ruiva.


–Eu... Eu estava de saída mesmo. –Belle resmungou, forçando um sorriso. Tinha de admitir, sentia uma ponta de medo quando Regina Mills aparecia para tratar de assuntos que envolviam os dois. Nunca significava boa coisa. Ela estava pronta para sair quando Gold segurou seu braço.


–Não, não tenho nada a esconder, por favor, fique. –Pediu, mas Belle não aceitou. Depositou um beijo na bochecha do homem e deixou a loja. Regina suspirou entediada.


–Já acabou? –A prefeita zombou. –Dê espaço a coitada, Rumple, onde estão seus modos? –Riu.


–Fale de uma vez! –Gritou Gold, batendo com sua muleta contra o chão. Regina bufou, como quem tivesse sido repreendida em uma brincadeira.

De repente, sua expressão mudou de provocativa para preocupada. Às vezes, Regina transformava seu humor com uma facilidade assustadora. De um olhar triste à um sorriso psicopata.


–O que falou mais cedo, sobre o sonho, acha que tem haver com Cora? –Perguntou receosa, sabia qual era a resposta. Gold soltou-lhe uma risadinha irritante.


–E qual outro motivo para eu querer vê-la logo de manhã? Obviamente, minha cara. –Sibilou o homem. Ele andou por trás do balcão, onde ficava uma cristaleira dourada com inúmeros frascos transparentes, dentro de cada um deles uma memória diferente. –Mas o que lhe fez reconsiderar a ideia?


–Henry. –Disse rapidamente. –Henry está tendo sonhos, suponho que seja-


–Efeito da maldição, é claro. –Gold balançou a mão, pedindo que a mulher se calasse. –A maldição que a própria mãe preparou, interessante. –Disse, saboreando o efeito que suas palavras tinham sobre a mulher. Regina engolia seco, sabendo que ele tinha razão. Era culpa dela se Henry saísse machucado daqueles sonhos, coisa que aconteceria em breve. O que Regina precisava de Gold era saber mais sobre os efeitos colaterais da maldição, já que uma vez atingindo sua vítima, não teve a preocupação de saber o que aconteceria se a vítima acordasse, afinal, elas não deveriam acordar.


–De qualquer jeito, há um jeito de acabar com isso? E impedir Cora de atravessar qualquer portal para cá? –Disse Regina, mais como uma afirmação. Tinha um jeito, qualquer jeito possível e impossível.


–Oh, claro que há. Mas não acho que será preciso parar o sonho do menino, pelo contrário, iremos precisar dele. –Disse Gold, virando-se para abrir um armário logo atrás do mesmo, e retirando e lá uma coisa retangular de madeira, aparentemente velha.


–O que está dizendo? Sabe que o sonho vai acabar machucando-o! –Explicou Regina, desesperada. Gold balançou a mão novamente.


–Eu sei, eu sei, minha cara. –Revirou os olhos. –E se fosse outra pessoa, não me importaria, mas vendo que o menino não tem culpa de ter a mãe que tem, quero dizer, as mães que tem, -Ele sorriu sínico. Regina desviou o olhar. –Darei um amuleto que o protegerá, mas não agora. Preciso saber com o que estou lidando, para resolver.


–E por a vida do meu filho em risco! De jeito nenhum! –Regina bateu com a mão contra o balcão.


–De fato, eles vão começar a ficar mais perigosos e aí sim, poderei ajudar. Por enquanto, posso lhe desejar boa sorte. –Deu de ombros -Mas me diga, dearing, o que ele contou sobre esses sonhos? –Disse Gold abrindo a caixa e retirando um livro de couro.


–Nada muito detalhado, apenas sobre uma sala incendiada e uma princesa presa nela. –Contou Regina, indiferente. Gold, imediatamente, olhou para a mulher.


–Mais nada? Como ela era? Seu nome? Como deixou escapar isso! –Disse, batendo a mão contra a própria testa. Regina não respondeu, estava confusa.


–Vamos falar sobre princesas agora? De que importa? –Regina zombou.


–Bem, parece que a senhorita entende muito bem delas. –Implicou Gold.


–Não sei do que está falando. –Rebateu Regina rapidamente, seu sorriso desapareceu. Gold revirou os olhos, era inútil tentar esconder o que já estava claro para a cidade inteira: Seu relacionamento com a Salvadora. Mas de qualquer jeito, Gold não ia se incomodar em explicar para a Prefeita, não era de seu interesse.


–Tudo bem. –Deu de ombros. –Você terá de observar mais seu filho, e só depois poderei fazer algo por ele ou sobre Cora. –Acrescentou. –Agora saia daqui, está espantando minha freguesia.


Regina revirou os olhos, mas saiu da loja. Pelo menos, sabia que precisava acompanhar seu filho até ter certeza do que estava lidando e só então, pensar no que fazer sobre Cora. Mas agora, ela tinha que voltar para casa e passar o resto do dia de natal com sua família, e quem sabe Emma.


* * *

O som das chamas invadiu o quarto como se áudio surgisse em um filme mudo. Era claramente possível ouvir o fogo engolir as paredes sem deixar vestígios de que um dia esteve ali. O menino sentou no chão da imensa sala, suas pernas doíam como se ele tivesse andado por horas e parado ali. Como o habitual, o fogo não lhe atingia enquanto ele estivesse dentro do quadrado de azulejos brancos que permaneciam no centro da sala. Ele olhava por todo canto da sala, procurando por algo. Algo não, alguém. Mas, por enquanto, não havia ninguém.

Se não fosse pelo fogo mágico que prendia a atenção a qualquer um que olhasse o lugar poderia parecer tedioso. De repente, um grito tomou toda a sala, fazendo o menino pular de susto. Ele levantou rapidamente, buscando a origem do som. Logo viu, era a mesma mulher da última vez, usava as mesmas vestimentas e estava no mesmo lugar: fora do quadrado, onde era vítima das chamas. Sem muito pensar, correu até a mulher que se debatia com a esperança de se livrar do fogo.


–Hey! Segure minha mão! –O menino gritava, erguendo o braço na direção a mesma. Mas a mulher não respondia, até que então, seu olhar se encontrou com o menino. Desesperada, segurou a pequena mão do garoto.

Ele apoiou seu pé em um dos azulejos mais próximos da beira, segurando a mão da mulher. Seu braço, acidentalmente, adentrou a chama que antes a consumia. A ardência foi imediata, consumindo com uma estúpida rapidez. Ele puxou-a no mesmo instante e trouxe de volta ao quadrado.

A dor de alastrava em seu braço, e passou a sentir o calor real do fogo logo ali na sua frente. O menino se jogou no chão segurando com força, tentando afastar a dor. A mulher sentou ao seu lado. A realidade caiu sobre a Princesa, ela era a adulta e o menino; uma corajosa criança. A mulher acariciou o ombro do menino enquanto ele deixava cair lágrimas de dor.


–Está tudo bem, não vai durar muito tempo a dor. –Disse a Princesa, tomando seu lugar como responsável. Mas não era apenas papo, ela realmente sabia. Afinal, estava ali a muito mais tempo que o menino.


–C-Como sabe? –Perguntou a criança, sua voz saindo como um sussurro. A mulher sorriu, gentilmente.


–Faz tempo que sonho com esse lugar, sempre no mesmo lugar. –Lamentou-se –Mas no início dói, mas logo melhora. –A mulher acariciou o cabelo do menino, tirando uma mecha de seus olhos. –Meu nome é Aurora, Princesa Aurora.


–Henry, Henry Mills. –Respondeu, alegre. A dor já não passava de uma ardência boba.


* * *

–AAAAAAAAAAAAAAAH!


Regina acordou assustada, pulou da cama e correu imediatamente para o quarto do filho. Estava sozinha com o menino, Emma Swan teve de voltar à casa dos pais para garantir à eles que estava tudo normal, já havia passado tempo demais com a Prefeita.


–Querido, está tudo bem, está tudo bem. –Repetia, enquanto Henry abraçava sua cintura. O peito da criança subia e descia de pressa, como se não respirasse há minutos. Ela o abraçou forte, fazia tempo que não era acordada por um pesadelo de seu filho, desde que era muito pequeno. –Ei, olhe para mim.

Henry olhou, ainda ofegante. Os olhos marrom-chocolate tranquilizaram boa parte de seu desespero, mas não a imensa dor que lhe parecia real o bastante para continuar gemendo. Regina afastou o cabelo rebelde do menino para longe de seu rosto suado, e ajeitou sua blusa do pijama. As pálpebras de Henry estavam pesadas e, apesar do susto, ele ainda estava sonolento.

Regina, então, envolveu o menino de um jeito que ficasse sobre seus braços para leva-lo ao seu quarto, onde ela poderia ficar olho nele. Tamanho era o cansaço que logo Henry adormeceu, ainda no colo da mãe. A prefeita repousou o menino sobre sua cama e o cobriu com seu lençol.


–Ai ai! –Henry gemeu, inconsciente, pondo a mão sobre o braço. Regina, cuidadosamente, ergueu a manga da blusa, para que pudesse ver o que lhe machucava.


–Henry! –Se espantou ao ver a extensa queimadura sobre o braço fino do filho. De pressa, ela levantou e andou até seu armário, retirando de lá uma gaze para por sobre a queimadura. Assim que o fez, Regina acendeu uma vela e pôs logo ao lado da cama em que Henry se deitava.


–Quando eu era pequena, meu pai fazia isso quando tinha pesadelos –Regina sussurrou deitando ao lado do menino que murmurava palavras aleatórias em um sonho agitado. Ela acariciava a testa de Henry. E então, ele se aquietou, tomando um ar de tranquilidade. Um pequeno sorriso brotou nos lábios de Regina. –Ele dizia que isso afastava tudo de ruim. –Sussurrava Regina suavemente, com uma voz infantil.

Ali, a Prefeita continuou a olhar o menino dormir durante horas. Chegou a ver o sol nascer, e então adormeceu abraçada ao seu filho.


Regina abriu os olhos, sentindo um extremo cansaço. Parecia que havia dormido por dez minutos, mas céu desmentia sua teoria. O sol já estava em meio ao céu, o que dava uma ideia do horário. Deveria ser dez ou onze horas da manhã. De qualquer jeito, não havia acordado muito tarde.

Assim que sua visão se tornou mais clara, pôde ver o filho. Henry estava abraçado a cintura da mãe e a mão de Regina repousava sobre o rosto do menino, como se o protegesse do sol. Seu coração batia EM um ritmo calmo e forte, tal como podia ouvi-lo perfeitamente. Uma sensação de conforto preencheu o estômago, mas algo estava faltando. Por um minuto, chegou a olhar para o lado esperando que visse o rosto, também adormecida, de Emma Swan. Mas não havia mais ninguém na cama se não mãe e filho.

Cuidadosamente, Regina levantou-se da cama e encaminhou-se para o banheiro para que pudesse tomar um banho e logo em seguida poder pensar no que iria fazer. Já envolvida na toalha, torceu o cabelo molhado para tirar o excesso de água e voltar ao quarto. Ela se vestiu e sentou novamente na cama, de costas para o menino adormecido.

Ela tinha que pensar calmamente e corretamente. Henry estava piorando mais rápido que ela podia imaginar. Depois da confirmação de que o lugar onde se passava o sonho de Henry era, de certa forma, real, Regina não sabia o que fazer. Já que não era parte do seu plano suas vítimas acordarem, nunca pesquisou sobre os efeitos colaterais. Mas também não fazia parte do plano que Henry comesse o doce de maçã em vez de Emma. Será que se Emma tivesse comido, ela estaria na mesma situação? Desesperada para terminar com aquele sofrimento, por parte de ambas? Regina balançou a cabeça, deixando de lado esse pensamento. Tinha que manter o foco. “Claro!” pensou Regina, “O livro!”. O livro era um livro antigo que vira Cora usar, quando era jovem. Obviamente deveria ser de Rumple agora. Ela precisava então, ir até a loja de Gold e recuperar o livro, os feitiços de sua mãe certamente a ajudariam a lançar uma magia protetora sobre o menino até que soubesse com o que estava lidando e então, resolver definitivamente. Mas não poderia deixar o menino sozinho. Pensou em ligar para Emma, mas também não queria envolve-la, porque assim, teria de explicar a queimadura e Emma ficaria desesperada e isso só a atrapalharia.


–M-Mamãe? –A voz rouca do menino chamou a atenção da mãe. Regina se virou com um sorriso. –Meu braço dói. –Regina se aproximou do menino, preocupada.


–Eu sei, querido. –Ela acariciou seu rosto. –Mamãe vai precisar sair e comprar seu remédio, você pode ficar sozinho por uma hora? –Perguntou Regina, não convencendo a si mesma de que era uma boa ideia.


–Emma –Ele resmungou. –Chame a Emma, mamãe, ela pode cuidar de mim –Pediu. Regina sabia que esse era o certo a fazer. Ela assentiu, mas logo o advertiu:


–Certo, mas Henry, não conte a Srta. Swan sobre a queimadura, pois ela certamente irá surtar e-


–Tudo bem –Henry sorriu. Regina esticou-se para pegar o telefone deixado sobre o criado mudo ao lado da cama. Ela discou o número do celular de Emma, depois de chamar algumas vezes finalmente atendeu.


–Henry? –Emma logo disse.


–Swan? Não, é Regina.


–O-Oh, hey! –Gaguejou Emma, geralmente quem ligava da casa dos Mills era o menino. Não podia significar algo bom.


–Eu, bem, eu preciso dar uma saída e –Regina procurava palavras. –Pode ficar com Henry? Ele passou mal durante a madrugada e não queria deixa-lo sozinha.


–Não, digo, sim! Claro! Eu já estou indo. –Disse Emma atrapalhada, Regina não pôde deixar de rir. –Estarei aí em dez minutos. –E desligou. Regina devolveu o aparelho ao gancho e voltou seu olhar ao menino, que sorria para a mãe.


–O que foi? –Regina perguntou. Henry sorriu.


–Você ama a Emma, mamãe. –Disse o menino, pondo a mão sobre a mão de Regina. Ela riu, achando a ideia estúpida. –Eu sei, a Rainha Má tem medo de amar, é assim com todo vilão. –Explicava com a voz rouca.

Antes de a maldição ser quebrada, Henry insistia dizendo que sua mãe era Rainha Má, madrasta da Branca de Neve, e isso causava uma dor no peito de Regina. Aquele era um passado que ela queria esquecer.


–Henry, -Regina realmente não sabia o que dizer.


–E a Emma ama você, acho que só a senhora não percebe. –Tagarelava. Regina levantou da cama, encarando o filho. Não queria dizer que aquilo não era verdade, porque Regina sabia que a ideia de ter uma família completa era o sonho de Henry, e o dela. Ao mesmo tempo, não queria destruir seu sonho com a Srta. Swan, que estaria longe se tornar realidade.


–Chega de besteira, querido. –Disse Regina, com um sorriso. –Vou descer. A Srta. Swan já deve estar chegando.


–Mãe! –Henry chamou, antes que Regina passasse pela porta. Ela se virou. –Pode chama-la de Emma. –Resmungou o menino, com um sorriso brincalhão no rosto. Regina riu, e finalmente deixou o quarto. Já descendo as escadas pôde ouvir Emma bater na porta.

Ela andou até a porta, já segurando sua bolsa e a abriu. Swan, vestida com a famosa jaqueta vermelha e uma touca também vermelha, abriu um imenso sorriso ao ver a Prefeita.


–Hey! –Disse Emma feliz em vê-la. Swan havia corrido para chegar à mansão antes que a Prefeita saísse, e estava um pouco ofegante.


–Bom dia, Srta- Se interrompeu. –Emma. –O som do nome da loira fazia cócegas em sua boca. Emma deu um passo a frente, com um sorriso esperançoso. Queria beijá-la naquele mesmo instante, mas pensava ter feito algo que irritou Regina, mesmo não sabendo o quê. Se bem que tudo que Emma fazia, irritava a Prefeita de certo modo.


–Henry está no meu quarto, -Explicou. –Não vou demorar, eu só não queria deixa-lo sozinho e –Dizia Regina, deixando sua preocupação transparecer. Ela estava nervosa e quando isso acontecia, falava sem parar, assim como Henry.


–Hey, calma. –Emma segurou os ombros da morena, depositando um beijo rápido em seus lábios. Regina se calou imediatamente, e desviou o olhar. Toda vez que Emma fazia coisa parecida, deixava Regina sem graça. –Vou cuidar dele, okay. –Emma acariciou seu rosto. A prefeita assentiu, afastando-se da loira e então fechou a porta atrás de si. Pela primeira vez, Regina não discutiu, ou esclareceu suas regras à Emma Swan, afinal, estava preocupada demais para esses detalhes. Mas Emma estava tão acostumada a ouvir o falatório da morena que desta vez, sentiu falta de ouvir sua voz tagarelando sem parar, na maioria das vezes, não ouvia o que ela falava.

Emma sabia que Regina estava escondendo alguma coisa, mas resolveu deixar para perguntar assim que ela chegasse. Então, subiu ao encontro do menino.

* * *

Depois de parar na farmácia e comprar o devido creme para queimadura, Regina dirigiu até a loja de Mr. Gold. Regina poderia usar magia para fazer o machucado desaparecer, mas havia prometido ao menino e, principalmente, a si mesma de que não usaria mais magia . Já na loja, o homem já esperava por ela, obviamente.


–Já estava demorando! –Resmungou Gold, sem olhar em direção a porta quando Regina entrou. A Prefeita revirou os olhos e adentrou a loja.


–O sonho já está piorando, precisamos fazer algo! –Disse Regina, preocupada. Gold a olhou, fingindo não entender do que ela estava falando.


–Você precisa fazer algo. –Corrigiu o homem. –Diga o que realmente quer aqui. –Foi direto ao ponto. Regina suspirou, cansada.


–Preciso do livro.


–Ahá! –Sibilou Gold, com sua voz fina. –Precisa da ajuda da Mamãe? Já chegamos a esse ponto? Lamentável...


Um aperto surgiu no peito de Regina. Ser comparada com sua mãe, a mulher mais fria, cruel e sombria que conheceu em toda sua vida, fazia o vazio de seu peito, provocado pela maldição, parecer um ferimento que cada vez mais de abria rasgando tudo que via pela frente.


–Onde ele está? –Perguntou Regina, com tom superior. Gold riu. Com um movimento rápido de mãos, uma nuvem roxa cobriu os dedos do homem fazendo surgir um livro grosso com capa forrada de couro marrom-chocolate. Os olhos de Regina brilharam instantaneamente. –O que vai querer por ele?


–Oh, minha cara, você já está me proporcionando muito, acredite, –Ele entregou à Prefeita, com um sorriso debochado. Regina aceitou o livro, não tinha tempo para suas piadas e adivinhações. Ela saiu da loja, sem nem mesmo agradecer. –Boa sorte com a nova família. –Regina parou, antes de sair.

–Aliás, como está Swan? –Zombou. Um sensação quente subiu até a garganta, ela se virou agressivamente, seus olhos fervendo em ódio.


–Tão bem quanto a Srta. Lucas –Rugiu, e bateu a porta com violência por trás de si. O sorriso provocativo de Gold desapareceu no mesmo instante. Os dois tinham segredos, que até então, só eles conheciam. Mas adoravam esfregar na cara um do outro que sabiam. Entretanto, o segredo de Gold não era tão agradável para o mesmo, do que o de Regina.

A Prefeita jogou o livro no banco do carona e encostou a testa no volante, sem mesmo ligar o carro. Ela precisava ter calma, era muita coisa para sua cabeça. Emma, Henry, Gold, Cora... Precisava se afastar de Emma, para a segurança da loira. Precisava cuidar de Henry e descobrir o que Gold queria com os sonhos de seu filho. Tinha que descobrir como Cora esta viva, e como ela pretendia chegar à Storybrook.

Um pouco mais relaxada, Regina dirigiu até casa, tentando encarar o fato de que veria Emma ao chegar à mesma.


* * *

–Tem certeza de que não quer tomar banho? –Perguntou Emma pela quarta vez, ela se sentou ao lado do menino. Fazia duas horas que Regina tinha saído, e como prometido, Henry estava escondendo a queimadura a todo custo, mesmo não sabendo o real motivo da sua mãe pedir para fazê-lo. Mas não iria desobedece-la, não desta vez.


–Sim, sim. –Henry respondeu, mais uma vez. Ele se virou, para encarar a loira, quando, acidentalmente, seu braço escorregou sobre a cama. –AAH! –Gritou. Emma pulou de susto em direção a criança, para ver o que estava acontecendo. Ela afastou a manga, que o menino escondia, e se deparou com a queimadura.


–Henry! Como você fez isso? Por que não me contou? –Se desesperou de preocupação, a voz de Emma ficava cada vez mais aguda. A gase que Regina havia colocado na noite anterior já havia saído de tanto que o menino se movimentava na cama. –Por isso que não queria tomar banho! –Repreendeu.


Enquanto Emma brigava, pela primeira vez, com o filho, ouviu um barulho de porta batendo. Regina havia chegado, finalmente, e em boa hora. Para Emma. A loira desceu batendo pé, irritada. Ao contrário dela, Regina guardou o livro dentro de sua bolsa e abriu a sacola da farmácia calmamente sobre a pia da cozinha.


–Regina! –Gritou Emma enquanto descia a escada. A Prefeita resmungou algo, para que soubesse que ela estava ali, e Emma seguir sua voz. Ela retirou o pote onde continha o creme para queimadura e guardou o saco. –Regina!


–Céus, para quê tanta gritaria! –Reclamou, a morena. A loira surgiu na cozinha e só então Regina pôde ver sua expressão nervosa. Ela engoliu seco, Henry havia contado.


–Por que diabos não me disse? –Gritava a loira. –Por que não me ligou na hora que aconteceu? Aliás, como diabos foi acontecer?


–Primeiro, abaixe esse tom para falar comigo! –Gritou Regina, por cima da loira. Não iria admitir ser tratada como irresponsável em sua própria casa, principalmente por aquela mulher. Emma esfregou a testa, tentando se acalmar. Não podia ignorar, Henry era filho dela também.


–Por que não me ligou? –Repetiu Emma, mais baixo.


–Não era preciso, eu sou a mãe dele e já resolvi. –Explicou Regina, com superioridade. O olhar de Emma parou no remédio em frente à Prefeita.


–Mas eu poderia ajudar, ele também é meu filho! –Dizia Emma, gesticulando com as mãos. –Como aconteceu?


–Não importa, Srta. Swan! Agora, me deixe cuidar disso. –Regina segurou o remédio e passou pela loira, subindo as escadas e entrando no seu quarto. Swan a seguiu até o menino. Henry estava sentado com as costas apoiadas na cabeceira da cama com a manga do braço machucado afastado do ferimento.

A morena sentou ao lado do menino, e pôs o remédio no criado mudo, pegando um pouco do gel e passando, cuidadosamente, na queimadura. Henry gemia baixo quando a dor aumentava com o toque da mãe. Assim que terminou, Regina foi até o banheiro lavar as mãos. O remédio proporcionava uma boa sensação de frescor e aliviava, quase instantaneamente, a dor. Esse era uma das maravilhas do mundo Real.


–Regina, precisamos conversar. –Disse Emma, apoiando o corpo na porta do banheiro do quarto. A Prefeita revirou os olhos, ela sabia que Emma só iria atrapalhá-la de soubesse.


–Não tenho o que conversar, Srta. Swan. –Disse Regina, na defensiva. Emma bufou.


–Estou te esperando. –E saiu do quarto. O que mais revoltava Emma era saber que não era digna da confiança de Regina para algo como um machucado de seu filho, afinal, Henry também era seu filho. Emma respeitava o fato de Regina ter direito legal sobre a criança e que ela não tem direito nenhum, mas era o mínimo que a loira esperava da Prefeita. Depois de tudo que elas passaram, Emma pensava ter algum laço familiar entre a mulher, nem que fosse mãe de seu filho.

Regina, depois de checar três vezes se Henry estava bem, saiu do quarto ao encontro da loira, que se encontrava em pé, apoiando o pé na parede e mirava seu olhar para o teto da mansão. A morena, caminhou calmamente até ela, pensando no que iria dizer e prometendo a si mesma não contar sobre o real significado dos sonhos.


–Swan, –Começou Regina.


–Sem “Swan” ou “Srta. Swan” –Corrigiu Emma, com raiva. –Não entendo porque não confiou em mim, o que acha que eu sou? Uma adolescente inconsequente? –Regina pôde ver que ela havia ficado profundamente magoada.


–Não é questão de confiar ou não, Emma, não seja tola. Simplesmente não era preciso se incomodar, eu podia dar conta. Só a chamei, porque não queria deixa-lo sozinho e –


–Regina, ele é seu filho, certo, mas é meu também! Não iria me incomodar de jeito algum! E sim, claro que é questão de confiança. É por isso que não me disse o que Gold queria com você ontem? Não confia em mim? –Disse Emma, já não ligava mais em parecer forte ou fraca, com Regina, tudo acontecia naturalmente.


–Não, Emma –Sibilou. –Quer dizer, sim... –Corrigiu confusa. -Gold veio falar de... –Regina se interrompeu. –Não lhe devo explicações, Srta. Swan! Aliás, desculpe-me se queria ver como era ser mãe por um dia, da próxima vez eu a chamo para desfrutar do momento!


–Não... –Reclamou Emma. Vez ou outra, Regina se fechava e se referia à Emma como Srta. Swan, para manter uma barreira que separava as duas. Sempre que assuntos como aquele viam a tona, Regina se afastava o máximo possível. –Regina...


–Eu agradeço por ter vindo, mas sua ajuda não será mais precisa. –Dispensou, Regina. Emma a fitou se cima à baixo, queria dizer tantas coisas. Queria dizer que queria ser digna de sua confiança e que a amava. A única vez que Emma pôde dizer Regina não se lembrava. Muito menos quando a mesma disse que a amava a loira, mas Emma se lembrava. E guardava a lembrança com carinho.


–Não vou embora. –Disse Emma, séria. Já estava começando a se irritar seriamente.


–ELE É MEU FILHO! –Gritou Regina, indignada. Estava farta de ouvir o que deveria ou não fazer, estava farta de ouvir a voz de Emma ordenando, suplicando.


–NÃO, ELE É MEU TAMBÉM! –Respondeu Emma, na mesma altura. Por um segundo, Regina pensou em agredi-la, mas logo se repreendeu.


–Parem com isso, -A voz doce do menino fez as duas se calarem imediatamente. Emma andou até ele e se agachou para ficar na mesma altura. –Parem de brigar –Pediu, tristonho.


Regina desceu as escadas e andou até seu escritório, se Emma Swan não fosse sair da casa, ela precisaria se afastar pelo menos. Ela se trancou no escritório e caiu sobre o sofá de couro que lá ficava. Uma lágrima escorreu sobre sua bochecha vermelha, em seu peito misturava um sentimento de vergonha e medo e raiva. Vergonha do jeito que seu filho olhava para ela, medo dele e da loira odiarem-na, medo da volta da sua mãe. Raiva de ser enganada por Gold, por sua mãe e por todos. Raiva de Emma lhe dizer o que fazer, raiva de ter de dividir seu filho com aquela mulher.

Seus dedos faziam movimentos circulares em sua têmpora, tentava se acalmar para poder pensar direito. Se Cora estiver realmente viva, faria sentido a notícia que Gold viera lhe dizer na manhã de natal. Mab havia visitado os sonhos de Belle e mandado uma mensagem de socorro que uma princesa, se essa princesa fosse a mesma que aparece nos sonhos de Henry, só poderia significar que ela, também, foi enfeitiçada pela maldição do sono. Entretanto, as únicas que tinham conhecimento sobre essa maldição era Rumple, a própria Regina e Malévula. “Isso!”, pensou Regina. Há muito tempo, quando Regina ainda preparava a poção do sono, a Rainha compartilhou o feitiço com a, até então, amiga. E foi Malévula a usar a maldição primeiro com a princesa Aurora. Era tão óbvio. Por isso que Henry compartilhava o sonho com a princesa, os dois sofriam os efeitos da maldição do sono.

E o interesse de Gold nos sonhos do filho, eram tão óbvios quanto. Ele queria garantir que era a mesma princesa e, assim, teria como se comunicar com a Terra Encantada. Então, ele saberia o que estava acontecendo, e como Cora agiria, se estivesse viva. E Cora está, logicamente. A única pessoa poderosa o bastante para tal, era Cora. Isso mudava todas as peças do jogo de Regina.

Com Cora viva, todo seu reinado em Storybrook estaria acabado. A mulher não mediria esforços para encontrar um portal para esse mundo, e se conseguisse iria destruir tudo que Regina mais preza e poderia matar a própria filha. Cora era poderosa, tão poderosa quando Rumpelstistskin.

Regina levantou e pegou o telefone, discando o número de Gold.


* * *

Emma se afastou do menino, que a encarava com um olhar triste. A loira o levou para dentro do quarto, sem saber muito que fazer. Eles se sentaram na cama.


–Por que vocês brigaram? –Perguntou Henry, triste. Emma procurou palavras para responder.


–Nós só discutimos kid, está tudo bem. –Mentiu Emma. Mas Henry não acreditava, sabia que elas tinham brigado por ele, mais uma vez.


Algumas horas se passaram, enquanto Emma conversava com o menino e lia a receia do remédio, onde indicava de quando em quando deveria ser passado o remédio. Assim, ela continuou ali. Até ouvir passos na escada.


–Por aqui, -Ouviu a voz de Regina. De repente, viram a silhueta de Regina surgir entre a porta. Emma se levantou ao perceber que a Prefeita não estava sozinha, e sim, com Sr. Gold.

As sobrancelhas da loira se arquearam desconfiada, não confiava nem um pouco naquele homem e pensava que Regina também.


–Trouxe o que combinamos? –Perguntou Regina para o homem, como se não notasse a presenta de Emma ali. O homem assentiu, ignorando a loira e passando pela mesma enquanto segurava uma maleta nas mãos. Ele parou na frente do garoto, que o encarava igualmente confuso. Gold ficou na mesma altura da criança e segurou seu braço machucado cuidadosamente.


–O que ele está fazendo? –Perguntou Emma à Regina, preocupada. Mas a resposta não veio, Regina ignorava Emma como uma criança de dez anos. Gold fixou sua atenção no ferimento, e com a outra mão fez com que uma fumaça roxa surgisse e desaparecesse levanto a queimadura consigo. “Magia é claro” pensou Emma.


–O que pretende fazer? –Disse Regina, dando um passo para perto da cama, deixando Emma para trás. O homem a olhou, parecia concentrado.


–Bem, agora que sabemos é verdade, precisamos manter contato com a princesa –Explicou Gold, como se aquilo fizesse algum sentido. Regina assentiu, entendendo o que ele dizia.


–O que está acontecendo aqui? –Emma tagarelava. Ainda ignorando-a, Regina se sentou na beira da cama, encarando Sr. Gold.


–Não acho que seja seguro. –Argumentou Regina. –Não há outra opção?


–Isso vai protegê-lo, -Assegurou Gold, abrindo sua maleta e retirando dela um cordão largo com um cristal transparente.


–QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? –Emma gritou. Gold a olhou repreendendo-a, Regina se calou e antes de se referir a Emma, lançou um olhar para Gold, perguntando-lhe se era mesmo preciso. Mas era preciso, tinha que contar a Emma o que faria ou ela só a atrapalharia mais.


–Srta. Swan, poderia me acompanhar? –Perguntou Regina, casualmente. Ela andou até o corredor esperando Emma.

Antes de começar, Regina ponderou os dedos em sua testa. Aquilo a acalmava, principalmente naquele momento que precisava ser o mais paciente possível.


–Não quero que me interrompa enquanto eu falo, certo? –Disse Regina, primeiramente. Emma assentiu, revirando os olhos. –Os sonhos que Henry tem tido, não são simples sonhos. São um efeito colateral da maldição do sono.


–O doce? –Emma arregalou os olhos.


–Não me interrompa. –Repreendeu. Ter aquela conversa era doloroso demais para Regina, afinal, era tudo sua culpa. Entretanto, tinha de ser forte, tinha de proteger seu filho. –Há uma pessoa muito poderosa, uma mulher, em minha terra. O objetivo dela é vir para esse mundo, e destruir tudo. –Regina tentava explicar, calmamente, para que Emma pudesse entender. –Os sonhos de Henry são a única forma de contato que temos para minha terra, e precisamos dele para impedir a passagem dessa mulher.


–Ok. –Emma respirou fundo. –Já posso interromper? –Cobriu o rosto com as mãos. Regina assentiu, revirando os olhos.

–Como pode esse sonho machucar ele de verdade? E você quer que Henry continue tendo esses sonhos? –Emma tagarelava nervosa. – E por que ela quer destruir tudo?



–Gold tem um amuleto que protegerá Henry. É preciso. –Explicou Regina. Mas os olhos de Emma não se acalmaram.


–Mas-


–E Digamos, que essa mulher tem um ressentimento forte... por mim. Seu desejo é destruir tudo que mais amo.


–Ama? –Repetiu Emma. Mas Regina a ignorou. -Certo, eu... –A loira olhou em volta, um pouco confusa. –Não entendi. –Regina bateu a mão contra a testa. Céus, como Emma era lenta.


–Pelos Deuses, Emma! –Grunhiu Regina. –Se Cora vier para Storybrook, você e Henry estarão mortos!


–Tudo que você mais ama?


❤

Notas finais
Muito muito muito obrigada pelos reviews! Estão me ajudando bastante a escrever! E então? O que acharam das brigas delas?