Notas iniciais
- Baseada no episódio 01 da Segunda temporada.

Minha primeira fic SwanQueen. Espero que gostem. Boa leitura!

* * *


A multidão batia à sua porta mais uma vez. Era a terceira vez na semana que isso havia ocorrido na casa da Prefeita Mills, mais conhecida como The Evil Queen pelos cidadãos de Storybrook. Regina Mills sentava em sua mesa, para o almoço, novamente sozinha. Seu filho, Henry, teria saído para brincar em um playground perto da casa. Mas ela sabia que aquilo era apenas mais uma desculpa para seu filho se encontrar com sua mãe biológica, Emma Swan, atual xerife da cidade. Oh, aquela mulher estava enlouquecendo os nervos de Regina. Por mais que ela tentasse afastar a mulher de seu filho, eles conseguiam um jeito de se encontrar. Mas Regina não se importava mais com aquilo, seu filho detestava passar um tempo com a mãe que o criara. Talvez ela fosse uma pessoa detestável, de qualquer maneira.

O barulho da multidão sendo contida lhe puxou de volta para a realidade. Eles exigiam voltar para casa, para a terra onde existiam finais felizes para todos, menos para Regina. Seu amor verdadeiro fora destruído pela mesma pessoa que ela suspeitava estar contendo a multidão à sua porta: Snow White. Regina revirou os olhos, afastando o prato intocado para levantar. Regina andou atrevidamente até a porta, espiando o lado de fora de sua casa.

Para a sua surpresa, não era Snow White sendo, mais uma vez, a heroína da história e tentando fazer as pessoas entenderem que ameaçarem a mulher seria inútil. Era patético como todos ouviam o que Snow dizia. Mas Regina sabia quem realmente era Snow White ou, nessa cidade, Mary Margaret. No entanto, dessa vez não era a princesinha Snow White, e sim Emma Swan. Regina hesitou. Era inexplicável o quão irritada e explosiva a loira fazia Regina se sentir. Seu humor se transformava de uma hora para outra.

A prefeira abriu a porta, farta daquele tumulto na porta de sua casa, ela merecia um pouco de sossego. Merecia?


–Mas o que diabos — Regina tentou dizer, antes de ser interrompida por grunhidos irritados da multidão. Ela revirou os olhos, arrogante.



–Chega! Vão para casa! — Advertiu Emma, deixando transparecer um pouco de desespero. Regina olhou para ela receosa. As pessoas resmungavam coisas, mas então, decidiram atender a Xerife. Quando a maioria dos protestantes foram embora, Emma suspirou aliviada.



–Posso lhe ajudar? -Disse Regina, se perguntando por que Emma ainda estaria ali. Emma olhou em volta como se estivesse sendo acordada de seus próprios pensamentos. A loira olhou para cima, tomando coragem para falar.



–Precisamos conversar. -Impôs Emma, passando por Regina e entrando em sua casa. A morena entrou e fechou a porta irritada.



–Parece que não lhe educaram bem, Xerife Swan. Geralmente, é preciso um convite antes de entrar na casa de alguém — Disse Regina, ajeitando a cadeira que estava sentada momentos antes. Emma jogou seu cabelo loiro e cacheado para trás.



–Vou direto ao ponto – Resmungou Emma nervosa. –Não é a primeira vez que venho impedir uma multidão enfurecida de tentar mata-la…



–Não pedi por sua proteção. –Disse Regina, sentindo-se ligeiramente culpada. Mas então, lembrou-se de quem era Emma, filha da mulher que destruíra sua vida por completo.



–Não precisa. –Disse Emma impulsivamente. –Sou a xerife. –Corrigiu rapidamente. Regina andou até sua mesa de drinks, preparando uma bebida para si, ao perceber que Emma não sairia de sua casa tão cedo.



–E eu deveria me importar com isso, por que…? –Disse Regina indiferente, tomando um gole de by Browse to Save\">vinho tinto.



–Por quê? –Disse Emma, indignada. –Porque eles querem mata-la? Porque Henry está preocupado? –Disse.



–Henry? –Repetiu Regina. Era novidade que Henry se importava com ela pelo menos um pouco.



–Sim. –Suspirou Emma. A loira andou até Regina, tomando o copo de vinho de sua mão bebeu longo gole, e então devolveu à Prefeita. Precisava de algo mais forte, mas para a hora da manhã parecia adequado. –Por que fez isso à essas pessoas? –Perguntou Emma, como se desejasse perguntar aquilo fazia tempo.



–Por que lhe interessaria? –Provocou. Ela poderia facilmente mandar a loira embora, sabia que Emma o faria, mas por algum motivo queria ouvir o que ela tinha a dizer. Ou pelo menos, não se importava em ouvir.



–São minha família! –Respondeu.



–Te abandonaram por vinte e oito anos! –Rebateu Regina. Emma se encolheu, aquele era um dos assuntos que ela preferia não falar em nenhuma uma conversa, um dos assuntos que a machucavam. E Regina sabia disso, pois abandono era uma palavra conhecida em seu histórico. Abandonada por sua mãe, por seu amor verdadeiro e abandonada pelo seu marido, o Rei.



–Eu não vim aqui para essa discussão – Concluiu Emma, se sentando em uma cadeira, como se estivesse em casa. Ela esfregou seus olhos, parecia cansada. –Mary Margaret achou que eu pudesse fazê-la contar como ir para casa, quer dizer, eles irem –Disse.



–E você sabe que eu não diria, mesmo que soubesse certo, Srta. Swan? –Perguntou Regina. Aquilo parecia atuação, ela esperava que Emma um dia fosse simplesmente embora. Porque a morena sabia o que Emma tinha passado sozinha, só não entendia o motivo dela ainda estar ali.



–Sim. –Relaxou os ombros. –Quer saber, eu não sei porquê eu estou aqui. –Desabafou Emma. Regina recuou. O que ela pensava que estava fazendo? Seria um truque para fazê-la dizer como voltar para casa? Mas Regina não sabia exatamente como, ela sabia que havia uma maneira, mas não tinha magia o suficiente para realizar, mesmo se quisesse.



–Na minha casa? Creio que ambas fazemos essa pergunta. –Disse Regina irônica, tomando um gole de seu vinho.



–De Storybrook. –Resmungou, alto o bastante para que a prefeita conseguisse ouvir. Os olhos se Regina brilharam, não por estar conseguindo o que queria, como o habitual. Por interesse, uma parte de Regina queria poder ler os pensamentos de Emma, e sentir o que ela sentia, por um momento, ela sentiu uma coisa que estava enterrada em seu peito.



–O que está dizendo? –Perguntou a prefeita, se perguntando se ela estava blefando.



–Quer dizer, se conseguirem ir para essa terra de vocês, com magia e sei lá o quê… O que acontece comigo? Eu volto para minha vida antiga? –Regina a estudava atentamente.



–Sua mãe a levaria para o palácio, é claro! –Disse Regina com sarcasmo, se lembrando de seu antigo castelo. –Mas acho que esse é o ponto, certo? –Provocou ela. –É esse o seu problema? Não serve para ser princesa? –Zombou. –Acha que isso é uma bobagem, não é mesmo? Acha que o que somos é bobagem. –Era sempre assim, Emma fazia a respeitada e temida Rainha perder a razão. Mas não era diferente com a loira. Toda vez que acontecimentos como as ameaças do povo de Storybrook aconteciam e ela intervia porque, por alguma motivo, se importava com Regina. Emma aprendera poucas coisas sábias em sua vida, e uma delas foi saber diferencias uma pessoa cruel e sem caráter de uma vítima do destino. E era nisso que Emma acreditava.



–Eu li sobre você, Regina. –Disse Emma, levantando-se. Regina ergueu a sobrancelha, sentindo-se desafiada. –Eu sei que já amou um dia, assim como eu. E acho que nós duas sabemos o que é ser deixada para trás.



–Onde pretende chegar, Srta. Swan? –Regina rangeu os dentes. Sentia-se invadida, ninguém havia feito tal afronta.



–Mas você desistiu, foi covarde. –Emma a olhava como se soubesse todos os seus segredos, como quando mandou colocar cobras na cama do Rei para mata-lo e assim, assumir o reino. Regina não se orgulhava disso, mas também não se arrependia. Ela queria que todos pagassem por tudo que ela havia passado.



–Você não sabe absolutamente nada sobre mim, não é apenas um livro que vai lhe dizer o que senti! O que passei! Por culpa de todos eles! Principalmente de sua mãe! –Explodiu Regina. Emma recuou, percebendo o que tinha feito, e então sorriu de lado. Pena? Pensava Regina. Era o que a Rainha mais odiava; olhar de pena. –Sai da minha casa antes que-



–Antes que? –Desafiou Emma. Aquilo foi a gota d’água. Regina ergueu sua mão para frente, empurrando-a contra a parede, sem ao menos tocá-la. Emma tossiu com o impacto de suas costas na parede. Ninguém a havia afrontado daquele jeito, nem quando morava no campo com seus pais, e cavalgava com roupas de segunda linha. Ela se sentia nua, como se estivesse sido estudada passo a passo.



–Como pode ser tão insolente? –Regina se viu falando. –Não sei é corajosa ou apenas burra! –Colocou sua mão contra o pescoço fino de Emma. –Vir aqui, me afrontar dessa forma, sabendo do meu poder! Sabendo do que sou capaz!



–Só queria que soubesse que não é a única sem final feliz – Conseguiu dizer, mesmo com a força da mulher contra seu pescoço. A loira sentia seu corpo sendo puxado pela parede. –Seu amor a abandonou, não é?



–Pare de falar! –Gritou Regina, seus olhos ardiam de raiva. Seu peito doía ao lembrar-se de seu amor, Daniel. Quando era nova, costumava cavalgar às escondidas com o garoto que limpava o estábulo de seu cavalo, sempre fora apaixonada por ele. Mas então, tudo acabou por culpa de somente uma pessoa. –Você se acha melhor que eu? Acha que vindo aqui pode transformar a Evil Queen em uma ótima pessoa que irá levar sua família para casa? Não quero saber o quão infelizes estão! Quero que saia da minha casa e afaste-se do meu filho e de mim!



Mas Emma não respondeu. Regina a soltou, respirando fundo várias vezes, nunca havia sentindo-se tão invadida. A loira não sabia o que fazer, queria que Regina entendesse que ela queria ajuda-la. A prefeita então resolveu entrar no jogo, mexer com Emma.



–É fácil apontar o dedo e falar dos outros. –Disse Regina, vitoriosa. Afastou-se da loira, que ainda se recuperada do golpe, para tomar mais um gole de seu vinho. –Ser a heroína sempre! Xerife, não é? Tentando levar a vilã, a rainha má, para o lado do que vocês chamam “bem”.



–Não é isso que estou-



–Mas ser abandonada é sempre difícil, e aposto que foi assim sua vida inteira. –Continuou Regina. –Não leu sobre mim? Deixe-me estuda-la, também. –Regina andou lentamente para perto da loira, que a olhava um tanto assustada. –Era revoltada quando no orfanato sujo que a levaram, e quando saiu, quis descontar no mundo o que sofreu lá dentro. Roubando, furtando, coisas fáceis. Qualquer idiota poderia fazer. –Disse remexendo seu copo. O líquido roxo escorregava se um lado para o outro lentamente. Emma estava realmente assustada, desconfiava estar sendo alvo de algum feitiço, afinal, ela não sabia muito sobre essas coisas toda de magia. E além do mais, Regina acertava em casa palavra que pronunciava.



–Não se trata de mim! –Contestou Emma, mas a Prefeita nem pensara em lhe dar ouvidos.



–Deve ter conhecido um vagabundo qualquer, e achou que era amor, mas querida, hormônios adolescentes são tão impulsivos. –Debochava Regina. –Com isso, se descuidou e acabou indo para a cadeia. Provavelmente, esse cara é o pai de Henry. –Desafiou. Emma fechou os punhos, era certamente o pai de Henry, e ele era um cretino, mas ainda sim seu primeiro amor. Regina logo percebeu. –Ah, acertei, não é? –Disse rindo e andando para Emma. –Quando Henry apareceu pensou sobre sua vida medíocre e pensou que seria bom se sentir relevante para alguém, se sentir amada. Mas então, repensou e viu que não era capaz de pensar além de si mesma para cuidar de uma criança, afinal, não soube cuidar nem mesmo de si.



Emma sentia seu corpo arder, uma coisa diferente estava acontecendo. Vários pensamentos passavam pela cabeça da xerife, desordenados e confusos. Ela já havia reparado em detalhes na mulher a sua frente antes, detalhes que não deveria reparar. Como seu queixo fino e suas sobrancelhas bem feitas deixavam seu rosto mais sóbrio e até, mais sexy. Seu corpo bem definido e suas coxas grossa.



–Você não é melhor do quê eu. Você é a covarde. –Regina sentia-se vitoriosa, pronta para esmaga-la como costumava fazer com vermes. O peito de Emma borbulhava em sentimentos que nunca pensava sentir novamente. Seu coração batia acelerado, não era de hoje que ela se sentia de tal forma. A prefeita continuava a cuspir verdades que agora, Emma não prestava mais atenção, mas Regina estava irritada demais para perceber alguma mudança na mulher. Emma reuniu sua coragem, e impulsivamente, segurou o rosto de Regina em um beijo roubado. O coração de Regina disparou como um foguete. Seus lábios escovavam os de Emma. As mãos pálidas de Emma seguravam o rosto da prefeita. A prefeita parou. Seu corpo não respondia mais a ela. A mão de Regina caiu, fraca. Quase se esquecendo de que ainda segurava sua taça de vinho, se apoiou na barriga definida de Emma. Ela nunca pudera imaginar que um dia beijaria uma mulher, ainda mais aquela que tanto odiava. Fazia tempo que Regina se sentia diferente quanto à loira, mas nunca intendera exatamente o que era. Atração? A Rainha? Ela não tinha ideia de como lidar com aquilo.


No entanto, Emma já havia saído com mulheres e até dormido com algumas, mas não era comum e na maioria das vezes estava bêbada. Regina apoiou sua taça na mesa atrás dela.


–O-O que está fazendo? –Perguntou Regina assustada, se afastando de Emma.



–E-Eu… -Tentou responder mas antes que pudesse Regina levou sua mão até a nuca da loira, aproximando-a em um beijo mais delicado. Seus lábios se encaixavam perfeitamente, como se tivessem nascido exclusivamente para esse momento. Emma segurou a cintura de Regina aproximando seus corpos cada vez mais. Os corpos das duas ardiam de desejo. A língua de Emma percorria por toda boca de Regina, lugares em que ela nem sequer sabiam que existiam. As duas se afastaram para recuperar o ar. Para quem visse a Prefeita de longe, nunca imaginaria tal cena. Seu coração batia mais forte pela mulher que antes, sentia um ódio incontestável, mas agora provocava na mulher as melhores sensações que sentira na vida.



–H-Henry — Murmurou Regina, se afastando da loira. –Pode chegar a qualquer momento. –Disse cautelosa.



–Vamos para o seu quarto – Contestou. Regina assentiu deixando escapar um sorriso. As duas, então, se encaminharam para o quarto da prefeita, subindo os degraus de mãos dadas.


Por mais que Regina tivesse tomado o cuidado em não demonstrar qualquer fraqueza que pudesse manifestar, seja ele qual for: dor, solidão ou amor, ela não conseguia controlar a si mesma desta vez.

Emma abriu a porta do quarto de Regina, era um extenso quarto branco com uma cama preta de casal detalhadamente arrumada. Seus móveis; um criado-mudo logo ao lado da cama, uma escrivaninha com papéis que Emma imaginara ser da prefeitura, um pequeno sofá branco no canto do cômodo, um armário de madeira e por fim, um grande espelho oval logo ao lado.

A Xerife se voltou a Regina, que parecia acanhada. Ela, com um sorriso bobo como se esperasse por esse momento a muito tempo, envolveu seus braços na cintura de Regina beijando-a suavemente. Os lábios da prefeita estremeciam com o toque, ela levou sua mão até a nuca da loira, enquanto aos poucos andavam em direção à cama. Quando as duas caíram sobre o colchão, Emma retirou sua blusa deixando a mostra seu sutiã rosa bordado. Regina tentava não admirar seu corpo, seus seios médios, sua barriga definida e suas curvas, que céus, era de enlouquecer. Era uma coisa totalmente nova para a prefeita, ela não fazia ideia do que fazer.

Emma podia ver isso, também. No entanto, sabia qual seria o próximo passo.. A xerife deitou o corpo de Regina na cama e desabotoou a camiseta da mesma. Regina a ajudou a tirar sua camiseta, mesmo envergonhada. Emma parou por um momento para admirar o belo corpo de Regina, ela nunca pensou vê-lo dessa forma, tão de perto e ao mesmo tempo tão seu. Os fartos seios da prefeita, suas coxas fazia Emma ferver de desejo. Eladep ositava selinhos leves no pescoço de Regina, que se transformavam em beijos e até chupões enquanto Regina gemia baixo. As mãos da prefeita vagavam pelas costas da loira até chegar ao seu sutiã, desabotoando. Regina resolveu deixar de lado sua vergonha, já estava ali, já havia se entregado. Ela retirou o sutiã de Emma, apreciando sua visão, e o jogou no chão do quarto.


–Eu sempre imaginei como seria esse momento – Sussurrou Emma, bem próximo ao ouvido da prefeita, provocando em Regina arrepios em todo corpo. A loira massageava os seios delicadamente da prefeita, enquanto a mesma aumentava a quantidade de seus gemidos.



–Quem diria – Resmungou Regina, com um sorriso malicioso em seu rosto. Regina, por sua vez, intensificou os beijos segurando na cintura nua de Emma. A loira desabotoou a calça jeans e retirou-a com facilidade. Regina fez o mesmo, mais lentamente, enquanto Emma devorava o corpo da prefeita com seus olhos. Apenas de lingerie, Emma passou a mão entre as pernas de Regina, deixando-a cada vez mais excitada.



* * *


Do outro lado da cidade, Henry aguardava que seu amigo; Artie, o grilo falante, terminasse de falar. Apesar de costumar ser agradável suas consultas com o amigo, ele estava especialmente chato aquele dia. Henry havia feito, pela primeira vez desde que Emma chegara à cidade, o que sua mãe pedia que fizesse. Ir às consultas em seu amigo psicólogo era o que Regina obrigara Henry a fazer durante dois anos. Mas o que ele esperava ansioso era para ir ao encontro de sua mãe biológica, Emma Swan. Ela era tudo o que ele precisava e sentia falta durante todo esse tempo. Sua mãe; Regina, era ocupada demais para dar devida atenção e quando arranjava um tempo para o filho, parecia não realmente gostar do menino. Quando o homem acabou de falar, Henry pulou da cadeira agradecendo pelo tempo e correndo o mais de pressa possível para a casa de Emma. Nem sequer parou no restaurante da avó de Ruby, a chapeuzinho vermelho, que ele costumava ir sempre que fugia de casa (e ele fazia isso com frequência). Só parou de correr quando chegava à casa de sua professora, que era também Snow White, mãe de Emma. Essas mudanças eram ainda muito confusas para o menino. Sua professora, que na verdade era sua avó, era a famosa doce Snow White, e seu avô Charming.


–Hey – Recebeu Snow, com sua voz doce de sempre. –Emma não está por aqui. –Explicou, já sabendo por quem o menino procurava.



–Por onde ela estaria? –Perguntou Henry desanimado.



–Bem, a última vez que a vi estava na casa de sua mãe. –Avisou, Snow. Henry sabia o que isso significava. Mais uma vez o povo de Storybrook fora na casa de Regina, a Evil Queen, para ameaçar mata-la e descobrir um jeito de voltar para sua terra dos contos de fada. As vezes, na calada da noite quando Henry não conseguia dormir, ele desejava aos anjos que sua mãe reconhecesse o erro que cometeu e consertasse tudo para que pudessem voltar para casa. Ele sonhava com guerras de espadas, luta contra dragões na terra onde eles nasceram, mas seu maior desejo era que suas mães; Emma e Regina pudessem conviver juntas e eles seriam como uma família de histórias de livros.



–Certo! –Disse o menino, alegre. Ele adorava quando as duas se encontravam (Às vezes ele mesmo armava um jeito de isso acontecer) mesmo que elas brigassem, ele gostava de ficar junto das duas. Snow sorriu, deixando-o ir. Henry correu até a casa de sua mãe, era uma das maiores casas da cidade. Mas demoraria mais tempo do que o de costume, já que estava do outro lado da cidade.



* * *


Regina se virou para Emma, pela terceira vez, admirando-a. A prefeita ajeitou o lençol sobre seus seios nus. Se não fosse 16h da tarde, ela poderia dizer que foi a melhor noite de sua vida. Emma cobriu o corpo nu de Regina, e se aproximando da mulher. De frente uma a outra, Regina brincava com uma mexa loira de cabelo de Emma, e tentava não sorrir. Era estranho para mulher lidar com a felicidade novamente, ela simplesmente não sabia o que fazer com aquilo. Emma pôs sua mão no rosto de Regina, acariciando-o. O toque delicado de Emma provocava arrepios no corpo de Regina. E assim as duas ficaram, seus rostos próximos, mas seus olhares ocupados demais admirando uma a outra.


–Você sabe que me aborrece, não é? –Sussurrou Regina sorrindo. Emma riu baixo.



–Eu sei. –Assentiu, depositando um selinho demorado nos lábios bem desenhados da mulher. –Eu estou tão feliz. –Emma resmungou com um sorriso bobo.



–Eu sei – Contrapôs Regina, sorrindo. Como a loira era tola, Regina ficava abismada com aquilo. Mas agora parecia algo irritante, bobo, e adorável para a prefeita. Ela também estava tão feliz quanto a Xerife, mas dizer algo como aquilo era exigir demais para uma primeira vez. Emma se sentou na cama, procurando por sua roupa no chão do quarto. –Aonde vai?



–Tomar banho. –Respondeu. –Vai sentir minha falta? –Perguntou Emma, com um sorriso malicioso. Regina riu.



–Hm, não. –Provocou, rindo. Emma lhe lançou um olhar desafiador.



–Não, é? –Brincou, chegando perto de seu corpo. Regina balançou a cabeça negativamente, como se aquela ideia não tivesse passador por sua cabeça. Emma levou sua mão até seu queixo, aproximando seu rosto de vagar. –Tem certeza? –Resmungou, a poucos milímetros de distancia dos lábios da prefeita.



–Hum-hum. –Negou. Emma abordou seus lábios nos da mulher, beijando-a suavemente. Regina correspondia a cada movimento de Emma, seus lábios se encaixavam perfeitamente. E o que ele provocava nas duas era inexplicável. Emma beijou sua mulher pela última vez antes de ir para debaixo do chuveiro. A loira deixara a porta aberta, propositalmente, deixando uma fresta sabendo que Regina iria espiar, e assim, ela o fez. Quase que contra sua natureza.


A prefeita se sentou na cama, enrolada em seu lençol. Era inacreditável, se um dia lhe contassem que iria dormir com uma mulher, sendo ela uma de suas maiores inimigas, ela nunca acreditaria. Mas agora, ela relembrava cada toque, cada beijo, tudo que ela mesma tinha feito e que nunca acreditaria se contassem. Era insano.

De repente, um barulho de porta se fechando chegou aos ouvidos da mulher. Regina se levantou pegando outras roupas; um vestido preto que costumava usar sempre. Emma saiu do banheiro de calcinha e sutiã e seu corpo ainda molhado.


–Er… Pode me emprestar uma blusa? –Perguntou Emma jogando seu cabelo molhado para os ombros. –Acabei de molhar a minha. –Explicou. Regina, que já estava perto da mulher, tampou sua boca para ouvir o lado de fora do quarto.



–O que está- Emma tentou dizer.



–Mãe? –A voz de Henry ecoou. Regina olhou em volta, por algum lugar em que Emma pudesse sair como a janela, mas logo então, Emma a advertiu com um olhar que dizia “De jeito nenhum!”. Regina então empurrou Emma para o banheiro e saiu do quarto.



–Sim? –Respondeu a prefeita arrumando seu cabelo. O garoto largou sua mochila na cadeira enquanto Regina descia as escadas.



–Emma está aqui? –Perguntou o menino, tentando não parecer ansioso pela resposta. Regina olhou para os lados, pensando em uma reposta. Ela sabia que ele já devia ter procurado em todo canto, era melhor dizer que sim de uma vez.



–Estou — Disse Emma, descendo as escadas, tentando parecer séria. Um sorriso se formou no rosto de Henry. Elas estão se dando bem? Pensou o menino.



–Ah — Suspirou Regina fingindo insatisfação. –Eu e Srta. Swan estávamos…



–Discutindo sobre chatas coisas da prefeitura – Emma terminou sorrindo para Henry. Ele a abraçou feliz, como nunca abraçara Regina. A prefeita revirou os olhos, com uma ponta de tristeza. Se Henry a amasse como ama a Emma, ela pensava.



–Não deveria estar na escola? –Perguntou Regina, retoricamente. Ele olhou para os lados, como se dissesse “fui pego”. Emma riu.



–Vamos, eu te levo.



–Eu posso cuidar disso. –Regina rebateu. Henry suspirou, talvez nada tivesse mudado. Ele pensava. Emma piscou para Regina, deixando seu sorriso bobo transparecer e a morena cedeu.



–Espere lá no carro, okay? –Disse a loira, sorrindo para o menino. Henry assentiu correndo para o fusca amarelo que estava parado ao lado da casa da prefeita.



–Não pense que só pelo que aconteceu, pode anular minha autoridade-Regina tentou dizer, mas antes que pudesse completar, Emma segurou a cintura da mulher fazendo-a parar, imediatamente, de falar. O calor subia seus corpos toda vez que se tocavam. A loira envolveu suas duas mãos na cintura da mulher, Regina aproximou seu rosto beijando-a. Emma sorriu, soltando-a, mas não parando o beijo, mostrando à Regina que ela não estava segurando-a. Regina segurou seu queixo mordendo seu lábio inferior.



–Vá embora, Emma –Disse Regina sorrindo, se afastando para falar. Emma riu.



–Te vejo à noite, Srta. Prefeita? –Perguntou sorrindo maliciosa.



–Talvez. –Respondeu Regina.



–Certo. –Emma lançou um olhar sedutor. –Aliás, foi a primeira vez que me chamou de “Emma”. –Sussurrou Emma, depositando um selinho de despedida em seus lábios. E então, a xerife saiu pela porta da frente com um grande sorriso bobo e apaixonado no rosto, deixando para trás o motivo de sua felicidade, que estava igualmente radiante, mesmo que tentasse esconder.


Era isso, aquela mulher que ela tanto odiava, agora a fazia feliz. Felicidade essa, que sentiu apenas uma vez em toda sua vida. Com seu amor verdadeiro de infância, que foi bruscamente arrancado dela. Mas amor verdadeiro acontece só uma vez na vida? Teria o destino surpreendido novamente a Rainha, no entanto, dessa vez de uma forma boa? Teria o destino dado mais uma oportunidade da grande Evil Queen de sentir o amor verdadeiro?

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Notas finais
E então? Reviews? Obrigada pela leitura!