Brinquedo Torto
12 Wonder why
Notas iniciais
Todos concordam que o tempo é relativo.
Para mim o que tiver de acontecer acontecerá independente da velocidade de minhas ações aprendi a ter paciência, uma coisa que de certo Sakura não sabe o que é.
Ino desapareceu por dois dias completos e nesse período sua amiga me ligou pelo menos vinte vezes em seu desespero tentando me persuadir a sair pelas ruas como um louco atrás da loira.Pensar que algo de ruim tinha acontecido nem se quer ameaçou me pertubar quando durante a vigésima primeira ligação da rosada ela anuncia ter ouvido barulhos no apartamento ao lado.
Como sempre eu estava certo.
–Ela se recusa a me dizer oq eu estava fazendo – ela se lamuriou – na verdade ela parece muito bem. Temo que talvez ele esteja brava comigo, eu sabia que deveria ter posto anúncios e divulgado na internet! Sera que ela vai ficar chateada por muito tempo? Sera que
– Sakura!- ela se calou do outro lado da linha – eu não estou interessado.
Finalizei aquela conversa sem futuro e isso foi a dois dias, desde então não tive mais noticias de nenhuma das duas. Me pregunto se a coisa rosa fez as pazes com a coisa loira. Me pergunto por que de estar me perguntando isso. Agora me pergunto onde parei de ler esse maldito contrato.
Dei uma pausa suspirando e retirando os óculos, não seria estranho se eu fosse ver como a Ino estava. Segui para a casa da garota, pensando agora era estranho ela não ter me procurado. Provavelmente queria dar uma de difícil coisa que parece impossível para a senhorita Yamanaka.
Assim que ela abriu a porta começou com o papo de “precisamos conversar”, já passei por isso e não estava nem um pouco afim de casamento. Quando garotas vêm com essa é hora de pular fora. Pretendia adiar o máximo possível já que isso é um pé no saco, mas quando se tira um band-aid tem que ser de forma rápida.
– Vamos terminar – ela disse e me pegou de surpresa. Era pra eu dizer isso- não é você, sou eu! – ela lê mentes?- encontrei alguém que me compreende, não entenda mal. Estar com você foi maravilhoso, mas não posso mais continuar com isso.
Fiquei parado somente a observando enquanto ela fazia um pequeno drama. De súbito ela se levanta me levando junto e me põe porta a fora.
– Adeus Sasuke! – ela diz deixando umas poucas lagrimas escaparem. Falsa como nota de três reais – espero que possamos ser amigos.
– Ino! Oh meu Deus! Você esta bem? – uma Sakura preocupada surgiu do nada – vamos entrar e – ela não terminou a frase pois a loira bateu a porta em nossas caras – podemos conversar – ela concluiu em um sussurro.
Ela encarou a porta por alguns segundo antes de se virar a mim.
– Por que terminou com ela? Foi por causa do sumiço? Bom, eu não sei exatamente o porquê daquilo, mas acredito que dever ter uma boa explicação. Você deveria conversar com ela.
– Ela não te disse por que sumiu? –ela negou contrariada- Ela também não me disse exatamente o porquê do termino.
– Ela terminou com você? – ela perguntou surpresa – pelos céus! Não se preocupe. – disse segurando minhas mãos e me fazendo encara-la – eu sei exatamente o que fazer em casos de coração partido.
– Eu não...
E no minuto seguinte eu já estava em seu apartamento novamente sendo jogado no sofá enquanto ela se dirigia à cozinha. Quando ela voltou trazia um pote enorme de sorvete e duas colheres.
Observei-a enquanto se sentava a meu lado.
– O que foi? – me perguntou levando uma colherada a boca.
– Não sei se reparou, mas eu não sou a Ino.
– Eu sei, mas sorvete de chocolate cura qualquer coisa, até coração partido.
– Não estou de coração partido – lhe sorri de canto e ela suspirou. Indignado por ter sido chutado de novo talvez, mas não de coração partido.
– A negação é o primeiro estagio. Tudo bem, eu estou aqui – me deu tapinhas nas costas.
– Sakura, eu não – e ela meteu a colher cheia de sorvete na minha boca.
– Chocolate é a resposta pra tudo- não é não- é o fato mais antigo que se conhece – nem perto disso – as pessoas só tem que enxergar o que esta bem em enfrente a elas.
– Não seja absurda!
– Viu! Você esta em negação existencial – oi?
– Mas o que... Não diga besteira!
– E agora vem a fase dois: raiva.
– Eu não estou com raiva! – retruquei controlando o tom.
– E ai esta. Negação novamente.
– Já chega!- me levantei indo para a porta e preste a sair eu percebi que não era mim que ela queria consolar. Era a si mesma.
– Desde quando não fala direito com Ino? – perguntei ainda de costas com a mão na maçaneta.
Me pergunto como uma simples pergunta poderia ter desencadeado tamanha declaração. Acabei tendo que voltar a me sentar e ouvir tudo o que a garota chorosa se pôs a contar.
Me pergunto se tive mesmo.
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