Notas iniciais
Gente eu realmente sinto muito por ter passado tanto tempo sem postar! Não prometo muita coisa, mas digo que vou tentar fechar os elos abertos. Bom, a musica do cap é Wonder why do Julian Perretta, mas ela não tem muito a ver com enredo. Boa leitura e não me apedrejem !

Todos concordam que o tempo é relativo.

Para mim o que tiver de acontecer acontecerá independente da velocidade de minhas ações aprendi a ter paciência, uma coisa que de certo Sakura não sabe o que é.

Ino desapareceu por dois dias completos e nesse período sua amiga me ligou pelo menos vinte vezes em seu desespero tentando me persuadir a sair pelas ruas como um louco atrás da loira.Pensar que algo de ruim tinha acontecido nem se quer ameaçou me pertubar quando durante a vigésima primeira ligação da rosada ela anuncia ter ouvido barulhos no apartamento ao lado.

Como sempre eu estava certo.

–Ela se recusa a me dizer oq eu estava fazendo – ela se lamuriou – na verdade ela parece muito bem. Temo que talvez ele esteja brava comigo, eu sabia que deveria ter posto anúncios e divulgado na internet! Sera que ela vai ficar chateada por muito tempo? Sera que

– Sakura!- ela se calou do outro lado da linha – eu não estou interessado.

Finalizei aquela conversa sem futuro e isso foi a dois dias, desde então não tive mais noticias de nenhuma das duas. Me pregunto se a coisa rosa fez as pazes com a coisa loira. Me pergunto por que de estar me perguntando isso. Agora me pergunto onde parei de ler esse maldito contrato.

Dei uma pausa suspirando e retirando os óculos, não seria estranho se eu fosse ver como a Ino estava. Segui para a casa da garota, pensando agora era estranho ela não ter me procurado. Provavelmente queria dar uma de difícil coisa que parece impossível para a senhorita Yamanaka.

Assim que ela abriu a porta começou com o papo de “precisamos conversar”, já passei por isso e não estava nem um pouco afim de casamento. Quando garotas vêm com essa é hora de pular fora. Pretendia adiar o máximo possível já que isso é um pé no saco, mas quando se tira um band-aid tem que ser de forma rápida.

– Vamos terminar – ela disse e me pegou de surpresa. Era pra eu dizer isso- não é você, sou eu! – ela lê mentes?- encontrei alguém que me compreende, não entenda mal. Estar com você foi maravilhoso, mas não posso mais continuar com isso.

Fiquei parado somente a observando enquanto ela fazia um pequeno drama. De súbito ela se levanta me levando junto e me põe porta a fora.

– Adeus Sasuke! – ela diz deixando umas poucas lagrimas escaparem. Falsa como nota de três reais – espero que possamos ser amigos.

– Ino! Oh meu Deus! Você esta bem? – uma Sakura preocupada surgiu do nada – vamos entrar e – ela não terminou a frase pois a loira bateu a porta em nossas caras – podemos conversar – ela concluiu em um sussurro.

Ela encarou a porta por alguns segundo antes de se virar a mim.

– Por que terminou com ela? Foi por causa do sumiço? Bom, eu não sei exatamente o porquê daquilo, mas acredito que dever ter uma boa explicação. Você deveria conversar com ela.

– Ela não te disse por que sumiu? –ela negou contrariada- Ela também não me disse exatamente o porquê do termino.

– Ela terminou com você? – ela perguntou surpresa – pelos céus! Não se preocupe. – disse segurando minhas mãos e me fazendo encara-la – eu sei exatamente o que fazer em casos de coração partido.

– Eu não...

E no minuto seguinte eu já estava em seu apartamento novamente sendo jogado no sofá enquanto ela se dirigia à cozinha. Quando ela voltou trazia um pote enorme de sorvete e duas colheres.

Observei-a enquanto se sentava a meu lado.

– O que foi? – me perguntou levando uma colherada a boca.

– Não sei se reparou, mas eu não sou a Ino.

– Eu sei, mas sorvete de chocolate cura qualquer coisa, até coração partido.

– Não estou de coração partido – lhe sorri de canto e ela suspirou. Indignado por ter sido chutado de novo talvez, mas não de coração partido.

– A negação é o primeiro estagio. Tudo bem, eu estou aqui – me deu tapinhas nas costas.

– Sakura, eu não – e ela meteu a colher cheia de sorvete na minha boca.

– Chocolate é a resposta pra tudo- não é não- é o fato mais antigo que se conhece – nem perto disso – as pessoas só tem que enxergar o que esta bem em enfrente a elas.

– Não seja absurda!

– Viu! Você esta em negação existencial – oi?

– Mas o que... Não diga besteira!

– E agora vem a fase dois: raiva.

– Eu não estou com raiva! – retruquei controlando o tom.

– E ai esta. Negação novamente.

– Já chega!- me levantei indo para a porta e preste a sair eu percebi que não era mim que ela queria consolar. Era a si mesma.

– Desde quando não fala direito com Ino? – perguntei ainda de costas com a mão na maçaneta.

Me pergunto como uma simples pergunta poderia ter desencadeado tamanha declaração. Acabei tendo que voltar a me sentar e ouvir tudo o que a garota chorosa se pôs a contar.

Me pergunto se tive mesmo.