Brinquedo Torto

13 Do relacionamento torto


Notas iniciais
What's up? Gente eu to ficando bolada com essa falta de comentario. Sei que fui uma bela filha da mãe por passar tanto tempo sem postar, mas tive meus motivos. Não saber que direção tomar com a fic por não ter criticas ou comentario não ta ajudando. Mas agradeço aos acessos e não vou redigir nenhuma ameaça nem fazer a fic de refem exigindo comentarios (risos) Tenha uma boa leitura.

–As pessoas não viam Ino como minha melhor amiga. Sempre acharam que ela estava apenas me mantendo por perto para ter alguma distração, mas isso não é verdade.

Ela iniciou após respirar fundo controlando a voz embargada. Olhava para baixo e esfregava as mãos uma na outra freneticamente. A essa altura o pote de sorvete jazia esquecido na mesa de centro.

–E por que as pessoas pensariam algo assim? — Pensei no que minha mãe faria em uma situação como essa e acabei incentivando-a. A Sr.ª Uchiha tinha uma natureza extremamente gentil, diferente dos homens da família ela realmente se importava com o bem estar das pessoas .

– Brigamos muito e Ino me usava de cobaia- ela riu tristonha.

– Cobaia?

– Eu experimentava as coisas antes dela e se fosse bom, ou ficasse bom ela fazia. – ela me olhou de relance.

–Do tipo...

– Do tipo meu cabelo esta rosa porque ela não tinha certeza se a cor ficaria boa – ela era idiota?- não me importo com o cabelo rosa, mas não foi uma boa ideia pinta-lo antes do casamento do meu primo mais esnobe – riu nervosa – acredito que aparecer lá sem um par também não foi uma boa ideia – ela devaneou sussurrando e olhando para baixo.

– Deixa ela te fazer de capacho o tempo todo?

– Ela não me faz de capacho- disse alarmada me olhando.

– Testar uma tinta de cor pouco comum no cabelo de alguém não é exatamente ser o melhor amigo do mundo – disse sarcástico e completei –ela sempre faz coisas desse tipo?

– Não –a olhei incrédulo- às vezes.

– Me diga mais absurdos – me recostei melhor.

E a partir daí ela me falou do caso da troca de vestidos — quando Ino sujava o dela trocava pelo de Sakura e a mesma ia embora mais cedo dos lugares -, o primeiro gole na bebida que ofereciam em festas era sempre de Sakura e só então Ino bebia, até o apartamento da loira quem limpava era Sakura. Brigavam muito por , segundo Ino, Sakura não saber se divertir e bancar a mãe preocupada o tempo todo.

– Não posso fazer nada, eu simplesmente não consigo evitar ficar preocupada. Sempre foi assim.

–Sempre?

– Nos conhecemos quando tínhamos cinco anos e ela estava pulando de um balanço em movimento.

– Curioso – a essa altura eu só soltava pequenas respostas.

– Ela sempre foi impulsiva.

– E você sempre esteve lá.

–Estive. – ela parou um momento – você tem alguém por quem faria de tudo? Um melhor amigo que é como se fosse irmão? – encarou.

Pensei por um momento.

E tinha alguém? Tinha pessoas que se preocupavam comigo, mas não alguém com quem eu me preocupasse.

– Não.

Ela se virou para mim assustada. Os belos olhos verdes arregalados, a boca semiaberta e as mãos sobre o peito.

–Não tem amigos? –perguntou preocupada.

–Tenho.

–E não faria de tudo por eles?

–Não – conclui ainda sem expressão. Era a verdade, eu não sentia vontade de fazer de tudo por alguém e acredito que nunca sentiria. Sempre fui recluso e isso tem dado muito certo.

–Impossível!

–Nada é impossível.

–Então sua família!- falou parecendo ter feito a maior descoberta da história.

–Também não.

–Oras Sasuke! Não venha com essa. Pelo menos por seus pais você faria.

–Não.

–Esta mentindo.

–Não, não estou – suspirei — não se pode ficar a disposição das pessoas esperando que elas te peçam algo e não se pode fazer tudo o que essas pessoas querem Sakura.

– Por amar alguém – ela retrucou juntando as sobrancelhas – as pessoas fariam de tudo, por amar alguém Uchiha.

– Ser feito de capacho não é amar, Haruno.

– É impossível não amar a ninguém! – ela insistiu.

– Quem disse que eu não amo?

–Você ama? –sua voz falhou quando a encarei e pude ver seu lábio tremer levemente.

– Como você disse é impossível não amar alguém. – ela soltou o ar em uma lufada arregalando novamente os olhos.

– A- a quem você ama? – ela perguntou desconcertada

– A mim. – sustentei seus olhos e a vi arfar indignada – Nada é melhor do que o amor próprio.

– Oras Uchiha! Va se ferrar! – me permiti sorrir de canto.

– De quem pensou que eu estava falando? – a olhei sugestivo e observei-a se desesperar levemente. Ela não respondeu.

Fiquei assistindo-a levantar-se ignorando a pergunta e dirigindo-se para sua mesa de trabalho. A partir de então ela passou a me ignorar e eu me perdi em pensamentos.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Aqui eu pergunto ao leitor : Alguem curte Tomione? Harry Potter? Estou escrevendo uma fic sobre e considerando posta-la. É bem diferente dessa e acredito que até meu estilo de escrita esteja melhor desenvolvido. Agradeço a quem lê as notas 3bjs Até a proxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.