Brinquedo Torto
4 There are cracks in the road we laid
Notas iniciais
♦ Titulo do cap. é um trecho da musica psychosocial do Slipknot. (curto muito)
Há um ditado que diz: “o bom filho a casa torna”.
Isso pode ser aplicado parcialmente em meu caso já que me considero um bom filho, mas não retornei a casa de meus pais simplesmente porque queria, retornei em um momento de necessidade. Nesse caso eu seria um filho pródigo que é um prodígio. Digo pródigo no sentido de necessitar retornar a casa de meus pais, pois sendo bem sucedido como sou não me enquadraria em nenhuma outra definição da palavra.
E falando sobre carreira, meu sucesso se deve ao fato de no auge de meus 29 anos eu comandar uma das maiores empresas especializada em nanotecnologia do país e que tem associação com outras grandes empresas trabalhando com estas no aprimoramento e na inovação de invenções, além de também lidarmos com a produção de semicondutores que tem um emprego importante na fabricação de nanocircuitos.
Infelizmente meu sucesso é o maior motivo de meu pai e eu não conseguirmos manter uma conversa decente, pois ele , assim como meu avô, comandou a empresa de exportações da família e esta é vista como o legado a ser passado de geração a geração, e eu como ovelha negra da linhagem me recusei a embarcar nos negócios com meu irmão.
Então pela segunda vez em 48 horas consegui ter uma péssima ideia ao vir até aqui.
Quando cheguei a casa em que habitei durante tanto tempo, consegui passar sendo notado apenas por um empregado então me apressei e cuidei para não emitir sons desnecessários, logo atingindo meu objetivo que era chegar ao meu antigo quarto. Nada tinha mudado, tudo estava como eu me lembrava desde a última vez que estive ali.
Minha cama nunca tinha sido tão atraente aos meus olhos o quanto era naquele momento. Deixei-me repousar lá não me preocupando se sujaria ou não meu leito.
Lamentavelmente, como pensei meu sono e momento de paz não foram tão longos, nem passaram de 3 horas!
Minha mãe invadiu o quarto tão abrupta e escandalosamente que quando a porta se chocou contra a parede quase cai da cama com o estrondo. E não contente com o impacto sonoramente exagerado, me atacou mexendo nos meus cabelos, apertando minhas bochechas e me bombardeando com perguntas. Levei pelo menos 1 minuto para me recompor.
– Oras Sasu-chan! Faz tanto tempo desde a última vez! Sentiu falta da mamãe, né? Oh! Você está tão bonito! Um pouco magro, é verdade, mas...
– Mãe! Calma – ela parecia ter um discurso sem fim armado apenas para a situação e atirava-o como uma metralhadora, chegando até ser de difícil assimilação de tão alvoroçada que ela se encontrava. Bom, eu não punha meus pés ali a uns bons três meses então era fácil compreender tanta excitação.
– Tudo bem com você? – pergunto se acalmando- Fiquei surpresa, já faz tempo que não aparece, aconteceu alguma coisa? Oh meu Deus! Você se envolveu com alguma coisa perigosa? Sasuke Uchiha se você se envolveu com a máfia eu juro que arranco suas orelhas fora! Eu não criei meus filhos para esse tipo de coisa...
E ela continuou nesse sermão sem finalidade por um bom tempo, voltando ao ponto em que havíamos começado.
–Mãe! –exclamei dando um basta naquilo- a senhora esta se exaltando e fazendo tempestade no copo d’agua sem necessidade. Eu vim para cá porque, eu... – e agora? O que diria? “Mãe to aqui porque to de porre e se eu ficasse sozinho planejaria a morte do Naruto. Por quê? Porque o imbecil comeu a Karin e fudeu meu orgulho.” Esse tipo de resposta estava fora de cogitação! — senti sua falta, mas como não vi você por perto resolvi relembrar os velhos tempos aqui no meu quarto daí eu deitei e peguei no sono.
– Não minta para sua mãe, menino! – ela distribuiu vários tapinhas no meu braço- Você esta cheirando a álcool e sujo de terra, parece até que foi atacado por um urso – oi?- e ele até levou uma parte da sua calça!
– Bem, eu... – fui interrompido quando se pode ouvir as vozes de meu pai e meu irmão no andar a baixo. Nunca pensei que agradeceria tanto aos dois. Quanto menos gente souber desse tipo de acontecimento, mais fácil é de esconder.
Minha mãe se levantou praticamente voando escada a baixo, possivelmente para avisar sobre minha presença na casa e evitar uma desastrosa surpresa a meu pai. Desci as escadas como um condenado se dirigindo a forca. Minha mãe estava parada ao lado da porta do escritório onde provavelmente os dois homens deveriam estar.
Aproveitei a situação para me despedir dela e ir embora, queria evitar aqueles dois. Veja bem, não tenho nada contra meu irmão mais velho, apesar de ele conseguir ser extremamente chato e perturbador, nós meio que nos damos bem, o problema é quando estamos os três no mesmo ambiente, digo, eu, meu pai e Itachi. São irritantes as indiretas de meu pai sobre como Itachi é um filho exemplar que segue o legado da família na empresa enquanto eu sou a escória que deu as costas ao patrimônio que ele e meu avô tanto deram duro para conseguir erguer e manter.
Definitivamente eu deveria ter ido para meu apartamento, dirigi-me diretamente para lá quando me vi longe da propriedade habitada por meus familiares. Escapei por pouco de um encontro indesejado.
Como é dito no magico de Oz: “ Não há lugar melhor que o lar”.
Notas finais
► Há uma piadinha interna a qual não pude resistir : Tenho o costume de brincar com uma amiga minha que é uma tanto agitada dizendo " Moça, a senhora esta se exaltando" toda vez que ela eleva a voz tanto faz qual seja o motivo. Sei que não é relevante mas achei que seria legal colocar esse fato aqui.
►Adoro o Magico de Oz! *w*
Agradeço a todos os leitores!
Fale com o autor