Brinquedo Torto

5 Happiness hit on her


Notas iniciais
Bom, como venho fazendo eu me esforcei escrevendo e espero que vcs gostem!

♦ Titulo do cap é um trecho de The Dog Days are over - Florence and the Machine

Dias passaram-se.

Eu não falava com Naruto, porem já tinha uma substituta para Karin e até que foi bem rápido. O nome era Ino, era um tanto quanto escandalosa demais, mas com certeza as belas curvas compensavam. A conheci primeiramente no Space Club era a loira que se atirara em mim sem nenhum pudor enquanto estava embriagada – embriagada é elogio ao estado no qual ela se encontrava aquele dia.

Por que ela?

Não sei.

Pelo o que se podia observar de sua pessoa em um primeiro contato, não era alguém que tinha limites e muito menos noção, parecia alguém que em algum momento da vida ainda iria levar um choque doloroso de realidade. Egocêntrica e fútil até nos mais obscuros recantos de sua alma.

Karin também era assim.

Não tinha um status tão alto quanto o da ruiva, mas talvez isso ajudasse com minha imagem, mostraria as pessoas que não sou um caça dotes.

Ino era mais uma peça no jogo.

Manter uma imagem de bonzinho ajudava ao mesmo tempo em que não o fazia. Era contraditório. Com uma boa imagem as pessoas teriam simpatia pelo “rosto da empresa” (nesse caso eu) tornando-me popular e ajudando com novos contratos, afinal o consumidor final tinha certo peso na hora de fechar negócios, por outro lado a mídia me cercava como se fossem abutres atrás dos restos. Todos esperavam deslizes, e a noite que passei no gramado quase fez parte dos tabloides mundiais.

Mas como sempre nada que o dinheiro não pode calar. Um dos grandes problemas mundiais é sua própria solução. O dinheiro controla tudo e todos em um mundo consumido pelo consumismo, e sem ele o caos reinaria com um legado de desastres, além de que sem ele algumas significantes regalias não seriam concedidas aos poderosos, como por exemplo, o poder de suborno.

Sai da cafeteria e parti rumo a mais um dia de escritório. Adoro tecnologia e consequentemente meu trabalho, mas ficar trancado quase o dia todo me dava nos nervos, era sufocante. Queria apenas poder trabalhar sem cobranças, mas como dizem querer nem sempre é poder e no meu caso o que quero seria inviável e desfalcante, como dizia Schopenhauer a vontade só leva ao sofrimento, já que o ser humano nunca estará satisfeito e sempre almejará mais.

Dirigi distraidamente já que a cada cinco minutos tinha que ignorar uma ligação de Naruto, assim não percebi quando a loucura em forma humana praticamente de atirou em cima de meu carro e acabei por atropela-la.

Oras! Os escândalos me perseguem! Deve haver algum complô contra mim, uma aliança de meus inimigos querendo destruir a minha imagem porque, né! Quando resolvo um problema logo me jogam em outro.

Bem, nesse caso jogaram o problema em mim.

Desci do carro com receio de ser reconhecido e virar matéria, tinha um contrato com investidores para o novo projeto e um acontecimento desses poderia arruinar tudo.

-Hey! Como se sente? Machucou-se muito? –perguntei na defensiva. A garota passou alguns segundo murmurando coisas desconexas até que começou a alternar em me encarar e a olhar um ponto fixo atrás de mim. Acho que ela bateu a cabeça, tomara que não seja nada serio. Droga!

- Trocados fazem milagres...- Ela murmurou parecendo surpresa. Trocados? Ela acaba de ser atropelada e fica pensando em trocados? Mas que tipo de... Ah! Eu já vi esse cabelo rosa! A ridícula que me confundiu com um mendigo!

- Consegue levantar? Vou leva-la a um medico. — Resolvi relevar o ocorrido, ela não poderia vir me processar por danos depois, e muito menos me acusar por não prestar socorros, e quem sabe eu não a convença a ficar calada.

Ela ficou parada me encarando como se eu fosse um ser de outro mundo e não moveu nenhum musculo, parecia petrificada.

Peguei-a no colo logo a pondo no assento do passageiro e dando a volta no carro entrei em seguida dirigindo rapidamente em direção ao hospital mais próximo. Não dissemos nenhuma palavra, e por algum motivo me senti aflito por isso.

Ela não faria um escândalo, certo?

Ao chegar ao local fomos atendidos o mais rápido possível, considerando os poucos casos que seriam acudidos antes do dela. Ao que parecia nada grave lhe tinha acontecido.

Amém!

- Bom você esta bem. Nada aconteceu. – disse após a consulta cuja qual ela saiu apenas com alguns curativos cobrindo os leves cortes que de abriram sobre sua pele pelo impacto com o chão. Tirei duas notas de cem da carteira e entreguei a ela – pegue um taxi. – fui embora sem olhar para trás.Ela não abriria a boca, não tinha cara de quem iria fazê-lo além de parecer um tanto boba. Não me identifiquei e pelo o que se pode reparar ela não me reconheceu.

Meu dia não começou bem.

Notas finais
Sei que é chato quando se lê nas notas, mas é necessário e relevante já que me motiva a escrever então: por favor comentem!