Brinquedo Torto
10 Rain
Notas iniciais
Espero que gostem do cap. ^^
Não havíamos trocado sequer uma palavra ao longo do percurso até a residência dela, e não tenho a mínima ideia se eu contraí algum tipo de doença no tempo em que passei no mesmo ambiente que o Sai ou se era apenas o álcool agindo, mas fiquei um tanto... Irritado com a situação. Nunca antes caminhar tinha sido tão incomodo e me arrisco até a dizer constrangedor.
Mas, porque mesmo eu estou sendo tão solicito? Merda. Você tinha que trazê-la em casa, não é Sasuke? Claro, porque você simplesmente não pode ficar fumando num parquinho quando tem uma donzela sozinha por ai, não. Imagina! Jamais! Você tem que ir lá e acompanha-la até em casa.
Estupido!
Andamos lado a lado enquanto eu ainda tragava. Ocasionalmente ela forçava uma tosse indicando o quanto a fumaça lhe incomodava, como se eu me importasse — mesmo que ela fosse tísica não faria diferença, eu não apagaria meu cigarro.
Só existiam três coisas no mundo as quais eu não abriria mão. A primeira era meu dinheiro – claro. Em segundo minha mais recente aquisição: minha bela Lamborghini — Por ela valia a pena suspirar-. Em terceiro vinham meus cigarros. Nada no mundo me faria deixar esse refugio – Tentei charutos uma vez e não foi a mesma coisa.
Agradeci mentalmente quando finalmente chegamos ao destino final, aquilo seria rápido. Logo eu estaria tomando meu rumo, quem sabe até não acharia um lugar onde as pessoas apenas passassem? Seria ótimo.
– Não quer entrar? Posso preparar chá, ou café, ou... sei lá! Ta escuro e é perigoso, você não deveria ficar vagando – ela permaneceu com o olhar baixo como se debatesse algo internamente, fizesse considerações – Não que eu queira que você fique! Que isso. Não. Jamais... – Ela balbuciou para si mesma.
Mulher maluca.
– Não que você não seja bem vindo! – Subitamente ela me encarou desesperada se enrolando com as palavras — Você é bem vindo. Você é meio chato e estranho, mas isso não quer dizer nada. Oh meu Deus! Eu não quis dizer chato de chato e muito menos estranho de... Estranho. Droga! Quer entrar? Oh meu Deus. Eu quis dizer que...
Cada uma que me aparece. Eu é que não vou ficar aqui ouvindo essa maluca. Sem mais delongas dei as costas a ela e ia me retirando de sua presença sem macular o meu silencio, mas como todo o resto, isso não seria tão fácil.
– Por que diabos você é tão estranho? Em um momento você é todo gentil me trazendo em casa e de repente simplesmente vira as costas. – ela ralhou se pondo em minha frente. Claro que ela não se contentaria com uma boa ação, leva-la para casa não era o suficiente.
Desgraça.
Tentei desviar e o que ela fez? Me deixou passar? Claro que não. Tentei de novo e a criatura insistia em bloquear meu caminho e continuou a fazê-lo durante um bocado de tempo.
Farto daquilo a segurei pelos ombros e a afastei da passagem, prosseguindo meu percurso. Não existiam motivos para que eu me apressasse, portanto apenas voltei a apreciar meu delicioso vicio enquanto caminhava. Bem ao fundo, como o som de um jazz suave soterrado pelos sons de uma grande cidade, ainda pude ouvi-la desejar infortúnios a minha pessoa.
De volta ao inicio, ao silencio...
Que não durou muito, sendo interrompido pela realização de todo mal a mim desejado pela rosada. Um relâmpago cortou o céu e logo um trovão alto anunciava o temporal que se iniciou timido, mas logo tomou grandes proporções.
Ótimo.
Tudo o que eu precisava. Será que aquela problemática tinha algum tipo de pacto? Seria uma boa explicação para sua associação com Naruto — ele era muito crente nesse tipo de coisa.
Oras! Quanta bobagem! É impossível algo assim. Francamente, Sasuke. A que ponto você chegou? Logo você que nem acreditava em papai Noel, fazendo esse tipo de suposição.
–Hey, seu maluco! O que pensa que esta fazendo? Eu já to te chamando a muito tempo, seu retardado! Droga! Eu to em sopa. – Sakura reclamava aos berros, parada a minha frente. Quando foi que eu parei de andar?
– Vamos logo! Se você continuar parado ai, como um bocó, vai acabar pegando um resfriado. – Nos encaramos, ou pelo menos tentamos já que a chuva havia se tornado torrencial. Pude ouvir um som gutural antes de senti-la puxar meu braço – anda logo, seu panaca! – não obtendo resposta ela emitiu outro som estranho de descontentamento. – Por que você tem que ser tão legal, ein Sakura? Tem um panaca debiloide na rua em baixo de uma Sra. Chuva? A Sakura ignora? Não. Pra que? Por que ela entraria em casa e evitaria ficar encharcada se ela pode ir lá tentar trazer o Neandertal imbecilóide pra dentro de casa?
Pelo o amor do que é sagrado! Ela não para nunca de falar? Cortei seu discurso puxando-a para a entrada do prédio, abrigando-nos da chuva.
– Olha, o Neandertal aprendeu a entender – Oras, sua...- ou quase isso. – suspirou massageando as têmporas – Ô. CRIATURA. NÃO. DA. PRA. FUMAR. CIGARRO. MOLHADO. – ela disse pausadamente aos berros. Ela só sabe berrar? E o que diabos ela ta tentando falar?
Só me toquei do que se tratava quando ela se aproximou revirando os olhos e retirou o cigarro que eu ainda estava em minha boca. Eu acho que o tempo perto dessa criatura me deixou meio “imbecilóide”, se é que essa palavra existe.
A segui pelo edifício até parar em frente a porta de Ino. Ela deve ter vindo para casa ja que eu a deixei no club, deve estar um tanto irritada, mas seria fácil de driblar.
Toquei a campanhia.
Nada.
Bati na porta.
Nada.
– Acho que ela não esta. Quer entrar?- Sakura estava escorada ao batente de sua porta olhando para mim. Como assim ela não esta? Tsc. Aposto que se embebedou de novo. – Ah! qual é, Sasuke? Vai mesmo ficar parado em frente a porta dela?
Nunca! Jamais! Em hipótese alguma.
– Tsc – passei por ela, adentrando sua morada.
– De nada, Sasuke. – ela disse sarcástica.
Melhor ficar ali do que na chuva.
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=qlMXZvY-_cM
Como não consegui parar de pensar nela resolvi fazer algo que envolvesse "rain" AUEAUHUEHAU
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