Bring Me To Life
22 Bring
Notas iniciais
P.O.V. Narradora
Eu acho que para descrever alguma pessoa morta você só se lembra das qualidades das pessoas, não dos seus defeitos, eu acho que é esse o jeito que as pessoas têm que pensar e tal, porque, passado é passado, deixa as coisas ruins da pessoa para trás e fica só com as boas.
Então, eu acho que Nina não era uma pessoa pensado do jeito que maioria das pessoas falam que tem que pensar. De algum modo ela estava começando a sentir raiva de Connor, eu acho. Só lembrava dos momentos ruins com o amigo. Porque ela já estava quase apelando para sair do Acampamento, ir para a biblioteca mais próxima, usar bem rápido o computador para imprimir um elogio fúnebre, um daqueles textos bonitos e simples, sabe? E ela faria isso sem Quíron saber, lógico.
Mas claro que tinha prometido escrever algo lindo, cheio de referências a livros, músicas e pessoas importantes e tal, tal. A raiva era meio diferente de raiva raiva mesmo, meio que, era difícil, era extremamente estranho se lembrar que Connor estava morto, quando escrevia, era como se ele ainda estivesse lá, já tinha acordado um dia pensando que ele estaria lá, sã e salvo, sem nada para se preocupar, mas não, estavam todos isolados.
Ela já tinha ido tomar uma vez café da manhã, só ela e uma filha de Íris estavam lá, Nina acenou para garota, que retribuiu com um sorriso engraçado, ela não era cheia de animação e cor como os outros filhos de Íris... era estranho, pouco tempo atrás ela sabia o nome da garota, só que não estava mais sabendo mais... Ah, isso não deve ser importante.
As flores que Nina colocou em sua janela em memória de Connor eram margaridas brancas, com uma mensagem: "Alguns infinitos são maiores que outros." Por quê? Simplesmente um motivo: Connor a chamava de "Hazel Grace". E aquilo era muito legal. As margaridas: Alasca.
Katie também não estava muito bem, estava sempre deitada na cama olhando para o teto, se recusava falar com qualquer um, até mesmo com Nina ou outros amigos dela como: Will Solace, Isaac, Nina, Lydia, Travis... OK, Travis estava pior do que qualquer um, pior até mesmo da própria Alasca, que ao contrário dela, ele demonstrava a dor. (n/a: esses meus personagens, hein... Não sei o que seria deles sem mim. – olhar sonhador) Calada, Alasca, calada.
Sim, é claro, Nina tinha ido para o refeitório tomar um café da manhã qualquer dia, tinha visto apenas uma garota filha de Íris, ela era meio estranha, não era colorida como o resto, para falar a verdade, a garota podia ser considerada gótica, usava quase sempre preto. Ela acenou para Nina com um sorriso, o seu sorriso era esquisito, deu até vontade de rir, só que Nina não riu, ela deixou essa curiosidade sobre o sorriso da garota para si mesma.
– Nina. – uma voz a acordou.
Nina abriu um olho. Era Ben, seu irmão.
– Eu posso dormir por pelo menos mais meia hora? – perguntou.
Foi então que viu bem. Ele estara vestido de preto, bem nunca usava preto. Nina se sentou assustada em sua cama batendo a cabeça na janela.
– Ben... que dia é hoje?
– Dia dezenove. – funeral do Connor, completou Nina na sua cabeça.
Ben estava fuçando no baú de Nina, talvez procurando alguma roupa preta para ela. Então, puxou um vestido preto todo amassado, que estava no final de seu baú.
– Realmente, Ni, você tem que seriamente que arrumar essas roupas. Estão todas socadas aqui dentro.
– Vou pensar no seu caso. – disse, pegando o vestido da mão de seu irmão. – Mas não hoje.
Fui para o banheiro, tomei um longo banho para tentar me acordar, deixando algumas lágrimas caírem eu não estava preparada para dizer alguém para Connor, é difícil dizer adeus para alguém que você ama.
+++
– Certamente, eu conhecia Connor melhor que qualquer um. Ele era meu irmão. Meu parceiro de pegadinhas aqui no Acampamento. Meu melhor amigo, mas é claro que nenhum irmão fala isso para o outro, para guardar o orgulho para si. – Travis sorriu, então olhou para todos ainda sorrindo. – Connor ia adorar ver todos vocês. Ele adorava ter todos os holofotes virados para ele. Ele parecia até um filho de Apolo. – Maioria riu.
– Ei! – disse Will, rindo da piada sem graça de Travis.
Travis fechou a cara mais uma vez voltando a cara para o papel.
– Mas ele não era. E nunca será mais comparado a um. Eu só queria dizer tanto a ele que eu o amo tanto. Mas tenho certeza que nesse momento ele deve está irritando os deuses, esse é o meu irmão. – terminou o discurso dobrando o papel cuidadosamente e colocando perto da foto de Connor.
Quíron foi para a frente, falou inúmeras das coisas, enquanto todos nem prestavam atenção, olhavam para a foto de Connor.
Esse vai ser um dia longo.
Continua...
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