Notas iniciais
Oiiii, people. Fi mal pela demora, ads aulas voltaram, cheio de trabalhos provas das gigantescas, teve uma semana que estava bem depressiva, mas estou melhor agora, e ontem eu fui para a Bienal!! Foi foda demais! Eu encontrei o Eduardo Cilto de Perdido nos Livros (booktuber) o link do canal, para quem se interessar: https://www.youtube.com/user/Perdidonoslivros Beijão, Alasca

P.O.V. Narradora

Foi realmente tenso o final do funeral.

Alasca foi uma das pessoas que saiu antes de Nico falar algo sobre Connor, ela deve ter ido para o chalé ou para a praia, ela estava indo muito para a praia nesses dias, mas sabemos o por quê, pelo menos.

Nina, Nico e Isaac ficaram até o final, o que foi muito bom para confortar Travis depois, não queriam seguir Alasca, estava bem explícito que ela não queria ver nem mesmo falar ou ficar perto de ninguém, para ela todos eles poderiam morrer a qualquer estante, como Connor, ela não queria sentir dor mais uma vez, mas no fundo o que ela precisava mesmo era de um amigo.

Nina foi logo para o chalé, ela tinha que fazer "coisas", era isso mesmo a sua desculpa para ficar sofrendo isolada, mais uma vez? Não podiam culpá-la, no ano passado tinha perdido o irmão mais velho e agora um de seus melhores amigos, ela precisava mesmo de um tempo para ela mesmo.

Travis disse que ia para o chalé também, estava muito cansado já, queria pelo menos tentar ter uns trinta minutos de sono, ele nem conseguia dormir, explicou, Nico falou o mesmo, deixando Isaac sozinho na Colina, era um dos únicos lugares que ele se sentia á vontade no Acampamento.

Ele ainda não tinha sido reclamado, o que era estranho, já estava no Acampamento por três meses ou mais,

Isaac fazia a mesma coisa, no mesmo horário, no mesmo dia da semana: todos os sábados na Colina, ele deitava e pensava no que as nuvens se formavam ás seis da tarde, logo quando acontecia o lusco fusco, que é simplesmente uma coisa maravilhosa, quando o céu formava as mais diversas cores de uma forma tão escura, de algum jeito, era o único jeito que se sentia em casa.

Desde que tinha consciência da vida Isaac se via indo e voltando para a adoção, era um sentimento insuportável, ter que ficar no mesmo lugar que várias outras crianças mais novas ou mais velhas, elas eram muito depressivas, arranjavam brigas quase toda a semana, enquanto Isaac ficava lá fora sozinho vendo o céu, até uma das funcionárias gritar com ele para sair dali e ir para a cama.

Uma vez, ele ficava contando para todos na hora do almoço, jantar e café da manhã como era fascinante o que ele via, era tão... incrível.

Não dava para descrever, as formas que formavam lá em cima e as histórias que ele formulava aqui no planeta Terra, para todos, ele era o saco de pancadas que se fascinava por tudo.

As horas mais bonitas dos dias eram: a noite, o final da tarde (o melhor horário, quando acontecia o lusco fusco) e, obviamente o amanhecer.

Ele sentiu alguém ou algo ao seu lado, só sentiu a presença de uma sombra.

– Por que sábados? — perguntou a tal pessoa.

– Sábados são felizes. — respondeu, erguendo as sobrancelhas.

– Tá... por que você sempre fica aqui? — questionou, com nenhuma vontade de saber nada sobre ele, era mesmo para distração dela, Isaac presumiu. Ele precisava falar com alguém, sem ser o assunto "Mas como assim você achou o Connor morto?" Era um assunto muito pesado, ele precisava de algo mais leve.

– E amo demais aqui, é reconfortante.

A pessoa riu, definitivamente era uma risada estranha e feminina.

– Por que você está rindo? — perguntou, confuso com a garota.

– Sei lá... eu sei que as pessoas podem amar alguma coisa, mas como assim amar o céu? É meio estranho, como, por exemplo, eu sou filha de Íris e deveria amar cores, odeio demais elas, principalmente o meu olho esquisito que muda de cor, tinjo o cabelo de preto.

Ela que era esquisita. Esse foi a primeira coisa que passou pela cabeça do garoto, por que alguém que você nem conhece pode vim falar com você no meio do nada, e começar a dizer as coisas que acha estranho em você e em si mesmo. Mas ele não ia dizer que ela era estranha, então, questionou a filha de Íris:

– Qual é a cor do seu cabelo, então?

– Vermelho.

– Cabelos ruivos são legais, pensei que maioria das pessoas gostam de ruivo.

– Mas esse cabelo me faz ficar com cara de lunática, é um vermelho bem vermelho mesmo, sabe? É estranhíssimo... — Isaac virou para ver como era a garota, ela devia ter uns um metro e cinquenta e cinco, os cabelos caíam até metade das costas (os cabelos escuros como breu), os olhos dela estavam em um tom violeta e por volta das suas íris estavam azulados, ela estava sentada de seu lado. Sua pele era muito pálida. A imaginou ruiva,e é mesmo, ela ia parecer uma lunática.

– Tá, você parece mesmo uma lunática mesmo.

– Nossa, tudo que uma garota gostaria de ouvir. — respondeu sarcasticamente, bufando.

– Mas, você mesma disse... que se dane, mas eu amo o céu porque é eu gosto disso desde criança, tá certo? Principalmente do lusco fusco.

– Fale, de novo, só que desta vez com emoção.

Isaac sentou ao lado dela.

– Falar o que de novo?

Ela revirou os olhos para ele.

– Aquela coisa estranha...

– Ah sim, lusco fusco?

Ela estalou os dedos.

– Isso! Só que com emoção, o que você sente quando escuta. — falou ela fazendo um gesto beem esquisito com a mão, parecendo que tinha perdido o ar.

– Lusco fusco! — falou Isaac, rindo.

– De novo! Mais alto!

– Lusco FUSCOO!

Ela se levantou, e mandou Isaac fazer o mesmo.

– No três, — falou, mostrando três dedos na mão — gritamos lusco fusco, tá?

Isaac assentiu, entrando na brincadeira.

Já quando ela falou o número dois já estava gritando, então, Isaac chegou um pouco mais tarde na hora de gritar, eles caíram na gargalhada.

Ele estendeu a mão para ela:

– Isaac.

Ela esticou a mão para cumprimentá-lo:

– Autumn.

Notas finais
O que acharam? Pequeno, eu sei, mas eu queria fazer uma parte mais leve só para não ficar escrevendo o tempo todo do Connor, espero que tenham gostado! Até próximo domingo. Beijos e FDL. Alasca