Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiii, sim,eu to feliz, feliz porque hj é domingo e uma coisa muito boa vai acontecer pra mim hj *----* E pqe eu to de féras até dia 6 o/ hahaha Como estão meus babys? Novidades? :D Conversem comigo, eu sou uma garota solitária u.u Espero que gostem do cap. ;)

Eu quase havia me esquecido daquela sensação. Aquela coisa boa de quando Draco me abraçava e eu me esquecia de todo o resto ao meu redor. Eu sabia que nada mais era igual, mas... Eu não pude deixar de pensar em como teria sido bom ter recebido aquele mesmo abraço por seis anos.

– Hermione – sussurrou, me apertando mais ainda, se agarrando a mim com tanta força que eu tive vontade de dizer a ele que fosse lá o que tivesse acontecido, eu o salvaria. Porque é isso o que as pessoas fazem quando amam. Pois é isso o que eu sinto por ele. Não importa quanto tempo passe ou quanto eu tenha chorado por ele, Draco sempre seria aquele que havia me mostrado o melhor do amor. Ele havia me dado um mundo em que tudo o que eu desejava era ficar perto dele.

Por um momento eu fiquei confusa, perdida em meu próprio mundo. Um mundo repleto de lembranças e coisas que eu pensava ter superado. Tantas coisas haviam acontecido e mudado...

Empurrei Draco para longe, afastando-me dele e desviando minha atenção dos seus olhos que estavam vermelhos. Eu não deveria, mas queria saber o que houve para deixá-lo daquela forma. Queria saber o que havia o levado a tentar uma coisa tão estúpida como aquela. Deus, ele era Draco Malfoy, não havia nenhum maldita coisa que o fazia desistir das coisas.

No entanto, me mantive em silêncio. Apenas me levantei do chão e segundos depois ele fez o mesmo, sem desviar a atenção dos meus olhos.

– Você se machucou ou algo do tipo? – perguntei, falando com ele como falaria com qualquer um. Mas, eu sabia: Draco não era qualquer um. Jamais seria.

– Não, eu não... – sua voz soava rouca e eu sentia tudo aquilo novamente. Não o sofrimento de quando eu nunca mais o vi, mas a vontade de saber o que estava acontecendo – Como você está?

A pergunta me atingiu como um tapa na face. Como eu estava? Uau, isso era... Era estranho. Draco não tinha o costume de me perguntar como eu estava. Ele nunca havia me feito essa pergunta. Quando as coisas iam mal, tudo o que ele fazia era segurar a minha mão e dizer que tudo ficaria bem.

Incrivelmente, ele estava certo: as coisas realmente ficaram bem. Eu estava bem, não estava? A pergunta devera ser como ele estava, mas eu não me atreveria. Não tínhamos mais nada com a vida um do outro.

– Estou bem – respondi sem conseguir desviar minha atenção dele que parecia tão medíocre.

Ignorei seus olhos. Eles sempre pareciam me mostrar o que eu queria ver, mas eu não era mais uma adolescente.

Draco fez um gesto com as mãos, gesticulando para si mesmo, dando um sorriso amargo.

– Você nem precisa perguntar como eu estou. Aconteceu tanta coi-

– Quer que eu ligue para alguém? – o interrompi, querendo sair logo dali. Querendo ir para perto dos meus amigos que estiveram todo o tempo comigo. Além do que, eu deveria estar com Rony agora, ajudando Molly e Gina e tentando deixei meu melhor amigo bem – Seus pais, talvez. Ou sua esposa.

Meu coração se contraiu levemente com a menção de que ele poderia estar casado ou tendo um relacionamento com alguém, mas eu não o tinha mais. Eu mesma tinha seguido em frente, por que ele não faria o mesmo? Logo ele, que foi o mais interessado em se livrar de mim?

– Esposa... Não é uma coisa engraçada você perguntar dela? – Draco me perguntou, soltando uma risada fraca.

Eu só queria sair dali. Esquecer que havia o encontrado no último lugar que aquilo poderia ocorrer. Justo quando eu me sentia completamente quebrada por dentro.

– Draco, eu tenho um lugar para ir agora e-

– Sabe quando você faz algo totalmente estúpido? – me interrompeu da mesma forma como eu havia feito com ele antes. Seus olhos presos nos meus e sua mandíbula travada – E então tenta arrumar tudo, mas não consegue por que as coisas não são mais as mesmas?

– Eu realmente tenho que ir, desculpe – dei as costas a ele, seguindo pela direção totalmente contrária a dos Weasley, mas fui impedida de andar quando Draco entrou a minha frente, bloqueando a passagem. Foi inevitável não olhar em seus olhos e aquilo me estraçalhou por dentro. Uma coisa era não se lembrar de todas as coisas boas, outra, era ver a pessoa que havia te prometido o mundo e logo em seguida te decepcionado, te prender a um lugar, impedindo de seguir em frente.

– Não é arrependimento – ele continuou a falar, como se eu não o tivesse interrompido – Eu não me arrependo, mas eu só queria que tudo tivesse sido diferente. Que eu tivesse arriscado e... Que eu tivesse feito isso funcionar. Feito a gente dar certo.

E então, quando ele segurou meu rosto com as mãos, eu senti minha pele formigar. Tão familiar e ao mesmo tempo tão distante. E seus olhos? Oh, eu deveria bater nele apenas por me olhar daquela forma outra vez. Seus olhos sempre foram os meus preferidos nele. Especialmente quando ele me olhava daquela forma...

Eu me afastei dele, buscando meu celular nos bolsos. Reviver o passado não é tão bom quanto dizem.

– Acho que Harry tem o telefone de Blaise. Ainda são amigos, certo? Ele pode fazer algo por você.

O aparelho voou de minhas mãos praticamente quando Draco o puxou de mim.

– Eu estou falando com você, Hermione! Não me trate como um desconhecido! – seu tom foi furioso e seus olhos faiscavam, mas ele não tinha aquele direito.

Bem, as coisas não estavam tão diferentes assim.

– Me devolva! – eu o ignorei e percebi que depois de tanto tempo sem vê-lo, eu estava fazendo aquilo bem.

– Não! Esqueça a droga do Harry ou qualquer outro. Eu estou tentando me desculpar e-

– Desculpar? – eu gritei e senti minha garganta arranhar. Foi como se ele dizer que queria se desculpar rompesse algo em mim – Desculpas não vão fazer o tempo voltar ou fazer você ao menos explicar porque nos separamos Malfoy! Foram seis anos e agora você quer se desculpar? Pelo quê? Por ter dito que iríamos ficar juntos e na primeira pressão você sair correndo sem ao menos dar uma explicação? Se for por isso, poupe sua saliva e meu tempo.

Eu me afastei dele, e quando estava saindo, me voltei. Não adiantava mais negar que eu estava abalada.

– Sabe o que mais doeu nesse tempo todo? Foi não saber o que realmente tinha acontecido. Foi ir até a sua casa e não obter nenhuma resposta dos seus pais. Eu pensei durante anos que a culpa havia sido minha, mas não foi. Eu estava ali durante todo aquele tempo.

– E então foi minha? – ele gritou de volta, em tom defensivo.

Eu ri. Realmente, as coisas não mudavam...

– Eu devia ter escutado o Harry quando ele me disse para ter cuidado, afinal, você passou todo o colégio me ignorando e então de repente começou a prestar atenção em mim.

– Eu amei você e sabe disso!

– Mentira! Você pulou fora na primeira vez que pode – gritei quando as lágrimas caíram – A droga do seu amor foi tão importante que você foi embora e eu nem ao menos sei o motivo! Se você me amou, foi da mesma forma que metade do corpo feminino do colégio!

Era incrível como eu me sentia com 18 anos novamente. Eu parecia estar outra vez na porta da minha casa, acabando de chegar de um encontro com Draco em que tivemos alguma briga idiota e então discutíamos a plenos pulmões um com o outro. E eu ainda esperava que ele me dissesse que eu não sabia de tudo, que estava errada e o quão imbecil eu era por estarmos brigando por aquilo. Eu ainda esperava, de uma forma louca, pelo momento em que ele me abraçaria e me beijaria enquanto tudo o que eu estava buscando era um motivo para dar um fim aquilo. Mas eu jamais encontraria. Viver longe de Draco era uma ideia terrível, mas para ele parecia ser diferente. Ele aceitou bem tudo isso. Aceitou bem o fato dos pais dele dizerem o que ele deveria fazer.

– Eu só... Só quero que me diga por que, Draco. Não quero pedido de desculpas ou que você se sinta arrependido. Eu só quero saber o porquê – pedi, passando uma mão pelo rosto e sentindo mais lágrimas caindo.

Minha mente mais parecia um redemoinho de emoções e lembranças. Todas elas sentidas e vividas com Draco. As coisas pareciam tão perto agora... Como se o tempo não tivesse passado. Como se tudo ainda estivesse ali.

– Eu queria que você fosse feliz – a resposta chegou baixa, quase inaudível. As palavras se perdendo no tempo. Um sorriso amargo escapou por entre meus lábios – O problema foi que eu demorei tempo demais para descobrir que eu só seria feliz se tivesse ficado – murmurou.

As suas palavras pareciam como o truque de um mágico para mim agora... Confiança é algo que você dá a quem não merece. O bom, é que você não pode ser estúpido o bastante para dá-la a mesma pessoa duas vezes.

O barulho de meu telefone tocando me distraiu e eu olhei para as mãos de Draco, que olhava para o visor do celular. Sua testa franzida.

Eu o puxei de suas mãos.

“Gina” brilhava na tela antes de eu deslizar meu dedo pela tela e colocar em minha orelha.

– Mione – Gina engasgou, sua voz chorosa e no mesmo instante meu coração pareceu falhar. Rony não ... – O Rony...

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O que machuca não é o amor, são as pessoas. O amor é só um sentimento. -Demi Lovato

Notas finais
U.u Bem, vou desejar um feliz Natal, cheio de paz e harmonia, com comida boa e família reunida a tds vcs ;) Quem quiser falar comigo, me add no face: https://www.facebook.com/wisllayne.parreira?ref=tn_tnmn (só mandem uma msgm falando q é do Nyah, ok?) e twitter @_ItsHathaway Bjs e até o próxima. --