Notas iniciais
Oi '-' Ainda existe alguém aq? Bem, nem vou tentar me explicar pqe... Não dá '-' Mas, se quiserem saber, tive bem ocupada esses dias... É a primeira vez q chego perto de um computador sem ser para fazer trabalhos da faculdade em semanas, então... Desculpem qualquer coisa. Desculpem principalmente a minha imensa demora com o capítulo. Mas... se ainda tiver alguém ai, espero q goste.

Eu nem ao menos me permiti compreender aquelas palavras e dei as costas a Draco, fazendo o caminho de volta para a casa o mais rápido possível.

Meus pulmões e narinas queimavam com a força que eu conseguia para conseguir respirar enquanto corria.

Eu não devia ter saído do lado dele. Não devia!

Conforme me aproximava da casa, pude ver o carro de Harry e o do Sr. Weasley passarem por mim em alta velocidade. Gina, quando me viu, correu ao meu encontro, me abraçando.

– Eles o levaram ao hospital – ela balbuciou – Ele estava te chamando quando perdeu consciência.

Fechei os olhos, a abraçando com ainda mais força. Eu não podia tê-lo deixado naquele momento.

Segurei Gina pelos ombros.

– Vamos para o hospital, tudo bem? – murmurei e ela assentiu, mas logo seus olhos marejados se focaram em algo atrás de mim e eu me virei para ver o que havia chamado sua atenção.

Draco estava parado há alguns passos da gente. Em sua mão, eu vi o meu celular que eu nem sequer havia me dado conta de havia deixado para trás.

– Quem é ele? – Gina perguntou e eu voltei minha atenção para ela, que não deveria se lembrar muito bem de Draco já que na época que namorávamos eu evitava levá-lo junto quando saia com os meus amigos para evitar que Rony e ele acabassem discutindo, como quase sempre acontecia.

– Ninguém, ele não é ninguém – eu disse, fazendo questão de repetir aquelas palavras em minha mente enquanto abria meu carro para que Gina entrasse.

**

Estava na sala de espera junto a Harry e aos outros, que esperavam por alguma noticia.

– Por que estão demorando tanto? – Molly perguntou, olhando aflita para além da sala, esperando que alguém fosse falar com a gente.

Harry estava abraçado a Gina, que hora ou outra me lançava um olhar que eu ainda não havia conseguido decifrar.

– Eu vou ir buscar algo para a mamãe comer, quer ir comigo? – ela perguntou quando se soltou de Harry e caminhou até mim.

Assenti e caminhamos até a cantina, no entanto, a meio caminho, Gina parou a minha frente, fechando o caminho.

– Eu estava lembrando-me de uma noite há um tempo – ela disse cruzando os braços sob o peito – Uma noite em que você chegou lá em casa chorando e então eu lembrei de onde conhecia aquele homem de mais cedo.Naquela noite ele também foi lá em casa, atrás de você.

Suspirei, desviando o olhar dela. Eu não conseguiria esquecer aquele horrível reencontro com Gina me olhando daquela forma.

– Vocês estão juntos novamente?

A pergunta me pegou de surpresa e eu me vi dando um passo para trás. Apenas a insinuação de que eu voltaria a cometer o erro me deixava atordoada.

– Não! – eu disse e minha voz soou estridente – Eu o encontrei por acaso, foi isso. – Suspirei outra vez. Aquilo não era algo que eu gostaria de compartilhar tanto com Gina, talvez com Harry que havia visto tudo de perto, mas não era certo eu querer falar sobre aquilo quando tínhamos nosso melhor amigo em um estado tão crítico.

Gina balançou a cabeça em negação e a abaixou, tomando uma respiração profunda.

– Isso não vai acontecer? – ela perguntou, voltando a me olhar – Eu estou falando sobre você e ele ficarem juntos – quando eu ia responder, Gina me interrompeu com um gesto – Sei que não tem o que falar sobre isso comigo, mas Rony é meu irmão e você sabe sobre o que ele sente, e eu não sei como ele ficaria se soubesse que você voltou com o seu namorado do colegial logo agora que ninguém sabe como ele vai ficar.

– Eu não voltei com ele e não há chances disso acontecer – eu disse, querendo me livrar logo daquela conversa que não estava me fazendo bem.

Gina mordeu seu lábio inferior e então me olhou outra vez, com alguma espécie de dúvida em seu olhar, mas eu não iria insistir naquilo.

Deixei Gina voltar para a sala de espera e fiquei na cantina, com um enorme copo de café em minhas mãos.

Eu nunca pensei que tantas coisas ruins pudessem acontecer em tão pouco tempo; e o pior é que aquilo parecia ser apenas o começo.

Aquilo se comprovou ser a verdade quando eu ergui a minha cabeça. Se antes eu achava ser impossível encontrar Draco outra vez, a sua mãe era algo completamente fora de cogitação, mas até mesmo naquilo eu estava errada.

Estava olhando ao meu redor, procurando qualquer distração que levasse meus pensamentos para outro rumo, que não fossem as palavras de Gina e eu demorei pouco mais de dez segundos para registrar a cena que se desenrolava a minha frente.

Narcisa Malfoy estava sentada a uma mesa perto o suficiente de mim para que eu me perguntasse como eu não havia a notado antes. Quero dizer, eu sabia como ela era uma mulher que chamava a atenção em qualquer lugar que entrasse pelo modo como se vestia e por sua bela e refinada aparência.

Mas não naquela vez.

Ela tinha o olhar perdido e eu já a havia visto em trajes melhores. O que estava acontecendo com aquela família afinal?

Eu havia a visto poucas vezes de perto, nas raras vezes em que Draco se enchia de coragem para me levar a sua casa, mesmo sabendo que seu pai faria pouco esforço para se simpatizar comigo.

Mas eu não procurei ficar muito tempo ali. Eu já tinha tido o suficiente daquela família para sempre. Eu só queria saber por que durante seis anos eu não tive nada sobre aquela família em minhas mãos e então, de repente, eu tinha uma grande quantidade dela para lidar.

Voltei para a sala de espera no exato instante em que o médico estava dando noticias sobre o estado de Rony.

As visitas foram permitidas, um de cada vez e que ele não se estressasse muito. Rony estava em um estado frágil ainda. O médico ainda disse sobre a necessidade continuar o tratamento, mas que ele não estava disposto aquilo e nada poderia ser feito sem o seu consentimento.

A Sra. Wesley foi a primeira a falar com o filho e quando voltou, havia rastros de lágrimas pelo rosto, mas ela não disse nada sobre como ele estava, apenas se voltou para mim.

– Ele perguntou de você, Hermione – disse com um fraco sorriso de simpatia e eu olhei para seus irmãos e o Sr. Weasley, que me disseram para ir vê-lo.

Gina me olhou desgostosa, mas nada disse conforme eu seguia o caminho que Molly me mostrou.

Ao abrir a porta do quarto, eu tomei uma boa e longa respiração e então entrei.

Rony estava com a cabeça virada em minha direção e deu um pequeno sorriso quando me viu.

– Como está se sentindo? – perguntei, puxando uma cadeira que estava próxima a sua cama e me sentando.

Rony segurou minha mão entre a sua, que tinha um soro ligado a ela.

– Horrível, se quer mesmo saber – ele disse – Mas não foi nada demais. Falou com o médico?

Assenti, e engoli o bolo que se formara em minha garganta por vê-lo daquela forma, claramente se esforçando para aparentar estar em perfeitas condições.

– Ele me disse que você não quer mais continuar com a quimio, Rony e-

– Por favor – me interrompeu, apertando ligeiramente minha mão – Por favor, não fale sobre isso, Hermione. Vamos fingir que não está acontecendo nada, sim?

Desviei meus olhos dele antes que perdesse o controle de mim mesma. Antes que começasse a dizer o quanto ele estava sendo egoísta, não pensando em como sua família estava se sentindo.

Ele estava praticamente cometendo suicídio e... Suicídio!

O pânico que eu senti quando corri de volta para a casa dos Weasley havia me feito esquecer quais realmente haviam sido as condições de meu encontro com Draco Malfoy, mas aquela palavra fez tudo voltar.

– O que foi? – Rony perguntou e eu pisquei, focando meus olhos nele.

– Draco Malfoy – eu disse e então parei, certa de que Rony provavelmente nem se lembrava dele.

– O que tem ele? – perguntou confuso.

– Eu o vi hoje.

Rony soltou minha mão e me encarou duramente. Arrependi-me de ter falado o nome dele. Estava claro que Rony se lembrava.

– E como foi?

Balancei os ombros. Ainda não sabia o que pensar. Ainda não havia digerido tudo o que ele havia dito. Ainda não entendia porque estava o reencontrando depois de todo aquele tempo e porque ele estava tão miserável. A imagem de Narcisa também estava presente.

– Não sei – falei balançando a cabeça – Ele dizia coisas estranhas. Pedidos de desculpas, falou algo sobre sua esposa. Ele não me parecia bem.

Calei-me. Aquilo não era algo que eu gostaria de falar com Rony. No passado, ele havia me ajudado a superar tudo, mas eu não queria mostrar que aquilo havia me abalado quando eu sou quem deveria estar cuidando dele.

Rony mantinha seus olhos sobre mim, mas não perguntou mais nada sobre isso.

– Já sabem quando vou poder voltar para casa?

Suspirei, aliviada, mas, ao mesmo tempo, angustiada. De um jeito estúpido eu queria que Rony falasse sobre aquilo comigo.

Harry também era meu melhor amigo, mas ele não esteve junto a mim como Rony. Queria que Rony tivesse perguntando como eu me senti ao vê-lo, talvez assim eu entendesse melhor tudo o que havia acontecido.

Ou então, que ele tivesse me feito entender que tudo aquilo pertencia ao passado e que eu deveria esquecer. Mas ele não disse nada. Talvez essa fosse à resposta que eu queria; Draco não deveria ser nada.

Quando eu saí do quarto, fui à procura de Gina, sabendo que ela estava ansiosa para vê-lo. Eu nunca a vi tão desesperada quanto naquele dia.

Sentei-me ao lado de Harry quando Gina foi até Rony.

– Como ele está? – perguntou e eu encostei minha cabeça em seu ombro.

– Se fazendo de forte – eu disse – Está tentando fingir que tudo está o.k e que só está com um resfriado.

Harry soltou um suspiro pesado.

– Ainda não consigo acreditar que ele quer parar o tratamento – continuei.

– Eu o entendo de certa forma – o olhei incrédula – É o nosso melhor amigo, Hermione. Você o conhece – ele abaixou a voz, mesmo que ninguém fosse nos ouvir – E eu talvez no lugar dele fizesse o mesmo. Quer dizer, como você acha que ele se sente? Eu não sei se conseguiria.

– Eu não acredito que você está querendo dizer o que eu estou pensando – falei, minha voz se tornando estridente com a minha irritação. E também com a angustia que tomou conta do meu peito, mas eu lutei para ter meu tom de voz controlado, não queria que os outros ouvissem nossa conversa. Logo agora que Molly parecia ter sido acalmada pelo marido. Eu tinha certeza de que ela passaria a noite ali, com medo de que algo acontecesse e ela não estivesse por perto.

– Só estou dizendo que deveríamos deixar Rony fazer o que ele acha que é o melhor. Quanto tempo ele ainda tem para cuidar da própria vida? Não sabemos – Harry voltou a dizer, as palavras me atingindo severamente – Mas eu não quero lembrar-me dele daqui alguns anos e saber que ele morreu em uma cama e deixou de fazer tudo o que ele queria, só para continuar com algo que é uma ilusão.

– Não é ilusão querer que ele melhore! – eu rebati, minhas mãos estavam fechadas em punhos e eu só queria que Harry calasse a boca.

Eu já havia escutado aquilo antes, dos meus pais. Eles falaram que se tivessem descoberto o câncer antes, Rony teria mais chances, mas não agora. Mas eu não queria acreditar naquilo. Eu queria continuar a acreditar que ele melhoraria e que voltaríamos a ser como antes.

– Vou dar uma volta – eu disse, para ninguém em especial e saindo de perto de Harry, que soltou um suspiro pesado. Eu não iria ouvir mais daquilo.

Andei por praticamente todo o hospital, até que me vi em frente à área da maternidade.

A ideia de ser mãe estava longe de passar por minha cabeça, mas isso não me impedia de me admirar com os bebês que estavam ali. Talvez a calmaria daquele lugar me deixasse pensar com maior clareza.

– São lindos, não são? – uma voz ao meu lado perguntou e eu me virei.

Narcisa falava comigo, olhando fixamente para o berçário. Em primeiro momento, eu me assustei, mas logo notei que ela nem sequer parecia estar me dando muita importância para me reconhecer – Me lembro de quando o meu filho nasceu e agora, aqui estou eu, olhando para o meu primeiro neto – ela disse, demonstrando todo o seu orgulho.

Tudo o que eu pensei nesse momento foi em que Draco havia seguido com a sua vida, assim como eu. Ele só havia sido bem mais rápido.

Lutei contra a vontade de começar a procurar por um bebê que se parecesse com ele. Draco não era assunto meu.

Narcisa me olhou e sorriu de uma forma carinhos, como ela nunca havia sorriso para mim quando eu namorava com seu filho. Mas ela também não parecia tão animada quanto se espera de uma avó, e então ela olhou para algo atrás de mim.

Eu nem ao menos precisei me virar para saber quem era.

Depois do nosso encontro na ponte, eu podia me lembrar outra vez com clareza da sua voz e do seu cheiro. Ele ainda usava Boss.

Mas ainda sim me virei. Os olhos de Draco caíram sobre mim.

– Hermione? – ele disse confuso.

Notas finais
O próximo capítulo não demorará, isso eu garanto, ok? Ok. Bjs e até o próximo capítulo.