Notas iniciais
WOW! Demorou pra eu começar outra fic, but finalmente comecei hahahaE eu estou animada com essa fic (como não me sinto há teeeempos) É curtinha, rapidinha e espero que vocês .SENTI SAUDADE DE VOCÊS *-----*Escrevi a fic toda ouvindo as músicas da Evanescence já que eu tenho duas amigas que quase morrem com essa banda.

"Passava o dia todo se enchendo de pessoas, livros, músicas, besteiras, poesias, filmes, coisas... Para no fim do dia se sentir vazia."

Não é muito comum encontrar pessoas com carros luxuosos em Clerkenwell. Na verdade, isso não é nada comum.

E menos comum ainda é quando esse mesmo carro luxuoso está com os vidros abertos. Então eu ainda me perguntava o que fazia um carro como aquele ali. Os Weasley não eram seu dono. Disso eu tinha certeza. E ele também não estava por perto, o que deixava aquilo ainda mais absurdo.

Quer dizer, Clerkenwell não é uma cidade muito perigosa, mas não é como se você fosse dormir com todas as portas da sua casa abertas. Seria burrice ter tanta confiança assim.

– Hermione! – Luna apareceu ao meu lado, me assustando e eu quase dei um pulo.

Olhei para ela com uma mão sobre o peito, como se isso fosse fazer meu coração parar de bater tão rápido pelo susto.

– Precisava chegar assim? – eu perguntei irritada.

– Desculpe, mas eu te chamei antes.

Respirei fundo, me sentindo arrependida pela forma como falei com ela.

– Tudo bem, eu só estou nervosa. Eu odeio toda essa coisa que está acontecendo com Rony e estou me irritando fácil. Desculpe, mesmo – falei e ela deu um sorriso gentil, colocando um de suas mãos sobre o meu ombro.

– Eu estou indo, tenho que ajudar meu pai em casa, mas qualquer coisa me procure.

Balancei a cabeça assentindo e me despedi dela.

As coisas andavam realmente complicadas por aqui e eu não via à hora de voltar para a calmaria da minha casa. Eu realmente gostava de Rony, mas viver naquele ambiente não estava me fazendo bem. E eu sabia que Harry também estava querendo partir.

Éramos amigos, os três. Mas as coisas mudam. As pessoas também. Principalmente elas.

Chutando um punhado de neve, coloquei as mãos nos bolsos do meu casaco, após arrumar o gorro que estava em minha cabeça e comecei a andar em direção a ponte que ligava a cidade a Holborn. Eu costumava r muito ali com os meninos.

As ruas estavam praticamente desertas. Era sempre assim no final do ano. E era até mesmo para eu estar dentro de casa, rindo e conversando com os outros, mas eu me sentia exausta demais para colocar um sorriso no rosto e sorrir para Rony, dizendo várias e várias vezes que tudo está bem. Que ele vai ficar bem.

Isso soava tão idiota agora. Nem ele mesmo acreditava nisso. Porque eu perderia ainda mais tempo tentando convencê-lo?

Porque você acredita nisso.

Alguma coisa em mim, alguma parte, realmente acreditava.

Rony disse isso ano passado.

– Vamos terminar bem, você vai ver.

O grande problema é que tudo parecia estar terminando rápido demais.

Eu parei de andar quando alcancei a ponte e coloquei meus braços sobre os ferros que me impediam de cair no rio que ficava logo a baixo dela.

Abaixei a cabeça, deixando as lágrimas caírem pela primeira vez desde que tivera que voltar às pressas para essa cidade.

Ignorei completamente o meu celular que vibrava sem parar no bolso da minha calça. Eu sabia que era Harry, preocupado com a minha saída brusca do quarto, mas eu não iria agüentar mais ver e ouvir Rony brigando com todo mundo que só queria ajudar.

E eu não sabia como Molly e o resto de sua família estava conseguindo. Quer dizer, estava acabando comigo aquilo.

Era meu amigo ali!

E eu sabia que deveria estar lá, ao lado dele, aproveitando os últimos momentos ao invés de me afastar, mas eu não agüentaria mais ficar por lá. Iria desabar a qualquer momento e eu não queria piorar ainda mais as coisas.

Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi um soluço, alto e dolorido. Mas não era meu.

Erguendo a cabeça e piscando meus olhos embaçados pelas grossas lágrimas que ainda caiam, eu vi um homem há poucos metros e mim. Ele nem parecia ter se dado conta de que não estava sozinho.

Estava sentado sobre a proteção metálica da ponte, com o corpo para fora da ponte e de cabeça baixa. O cabelo de um loiro quase branco completamente despenteado.

Eu sabia que não tinha nada a ver com aquilo, mas não pude deixar de notar que ele havia deixado os sapatos do lado de dentro da ponte.

Meus olhos se arregalaram quando eu vi seu corpo se mexer em um movimento brusco, incalculado. E tudo o que eu fiz foi correr até ele, agarrando um de seus braços e o puxando de volta para a ponte. Seu corpo caiu sobre o meu e eu soltei um gemido pela dor que se espalhou pelas minhas costas.

– Droga! — Eu disse, sentindo uma dor se disseminar por todo o meu braço. O que o cara tinha caído por cima.

O homem finalmente saiu de cima de mim, se sentando ao lado e só então eu vi seu rosto, que estava completamente vermelho e molhado. Alguns fios de seu cabelo loiro estavam grudados na testa. Seus olhos eram de um azul acinzentado bem claro e lágrimas ainda escorriam por eles. Ele me olhava espantado.

E eu sabia exatamente quem ele era. Draco Malfoy.

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"Pra amar é preciso coragem, gente covarde não ama ninguém."

Notas finais
Gostaram? Continuo? *--*Evitem ser leitores fantasmas, poooor favor. Eu fico chateada com isso. Deixe que seja um gostei para eu saber que você está ai.Prometo responder todos os reviews (Tô de férias negada o/)-Quem conhece alguém qe faz capas? Ncessito urgente de uma pra essa D:Bjs e... Eu realmente senti falta de vcs. É bom sentir alegria ao escrever algo.