Notas iniciais
Oi Oi Oi Gente.

Primeiro: Agradeço a todos os comentários, que recebo eu estou sem tempo de responde-los mais quando tiver eu prometo que responderei todos com muito carinho e atenção.
Segundo: Estou escrevendo uma história nova para substituir essa quando terminar ela vai se chamar " Miss Simpatia" uma história que está ainda no começo mais creio que postarei quando eu postar a reta final dessa história, eu começarei a enviar para a betagem.. Por tanto não vai ser agora.
Terceiro: Adoraria receber mais indicações gente se possível.

Bem esse capitulo vai começar uma corrida contra o tempo uma corrida para salvar a vida da Bella das mãos do irmão malvado do padrastro molestador.
Beijooos!


Segunda Feira.

Fui acordada por um barulho sonoro irritante. Revirei-me na cama, escondendo o rosto sob o travesseiro, tentando ignorar o barulho. Sem sucesso. Resmunguei, tateando na mesinha ao lado da cama a procura do despertador e desliguei—o. Abri os olhos e suspirei. Saltei para fora da cama e segui para o banheiro onde tirei minha roupa e tomei um banho gelado e refrescante. Por conta do calor coloquei uma roupa fresca; um vestido azul feito de um tecido fino e um par de sapatilhas. Apanhei minha bolsa e alguns presentes que havia comprado para Ângela e Jéssica, que são minhas secretárias, e outro para Tanya, que eu só havia comprado depois de muita insistência da parte de Edward. Fui até o espelho e passei delineador e mascara para cílios.

— Bom dia, perua! — falou Rosalie com uma animação sem igual. Eu a encarei.

— Nossa que animação é essa? — perguntei a olhando.

— Ah, amiga eu não sei — falou ela. — Apenas estou feliz – comentou.

— Isso se chama satisfação sexual — falei.

— Talvez seja mesmo — murmurou ela. — Emmett é ótimo de cama e nós dois transamos muito ontem e provavelmente hoje ele venha com você para cá — comentou ela, empolgada.

— Eu não sei se Edward vem – comentei. Ela me encarou.

— E porque ele não viria? — perguntou ela. — Vocês dois brigaram ontem? —perguntou.

— Não, nós não brigamos – respondi indo até o balcão onde peguei um xicara e enchi—a de café. — É só que Demetri vem hoje apanhar as coisas dele – comentei. Ela suspirou.

— Eu tinha me esquecido disso — murmurou ela mexendo nos cabelos.

— Acho que é bom Edward não estar aqui – comentei. Ela deu um meio sorriso — Demetri e eu terminamos de uma forma nada amigável e eu ainda sinto muito por ter feito tudo que eu fiz com ele, mas para que não entremos em conflito eu acredito que é melhor Edward não estar aqui – comentei. Ela suspirou.

— Bella, você tem certeza do que está falando? — perguntou ela me olhando nos olhos.

— Eu tenho – falei, mas ao ver o olhar inquisitivo de Rosalie me corrigi. — Eu acho que eu tenho — bufei e beberiquei um gole do café.

— Bella – Rosalie me repreendeu.

— Rosalie, eu não tomei essa decisão de repente – expliquei. — Eu transei com Edward, eu fiz um erro irremediável. Ele não merecia o que eu fiz — comentei.

— Só que agora já foi — murmurou ela.

— É, agora já foi – sussurrei. – Bem, eu vou ir para a empresa. Não sei se venho para cá hoje à noite, mas eu te mando um torpedo – comentei. Ela concordou com a cabeça.

— Tudo bem, gata — falou ela. Eu dei um meio sorriso e sai do apartamento.

Sabe quando você sente um vazio dentro de você? Era assim que eu me sentia enquanto me dirigia para a empresa.

Quando parei o carro no enorme estacionamento a Ferrari reluzente de Edward não estava estacionada no lugar de sempre. Respirei fundo e segui para fora do carro. Entrei no elevador e subi.

Ao sair do elevador vi Ângela, Tanya, Jéssica e Edward conversando. Quando não vi a Ferrari de Edward no estacionamento deduzi que ele ainda não havia chegado, mas ao vê-lo na recepção cheguei à conclusão de que ele havia vindo trabalhar com outro carro. Eu só não entendi porque ele deixou de lado sua inseparável Ferrari para dirigir outro carro.

— Bom dia, Bella — falou Edward com um sorriso malicioso.

— Bom dia — falei seca. Ele me encarou não entendendo.

— Como foi a viagem Bella? — perguntou Jéssica.

— Divertida – comentei. — E cansativa. Preciso que vocês duas venham até a minha sala. Tenho algumas coisas para vocês – comentei. Elas sorriram empolgadas e me seguiram. Enquanto eu andava até minha sala tentei ignorar muitos olhares direcionados a mim. Me sentei na minha cadeira.

— Então Bella, como foi a viagem? — perguntou Ângela.

— Cansativa — respondi entregando duas embalagens para cada uma.

— Obrigada — falaram em um coro.

— Bella, não sendo indelicada mais já sendo — começou Jéssica. — Você e o Senhor Sonhos não ficaram só trabalhando, certo? – perguntou. Eu suspirei.

— Nós saímos algumas vezes – comentei. Ela deu um meio sorriso.

— Só saíram? — perguntou Ângela com curiosidade.

— Onde as duas estão querendo chegar? — perguntei.

— É que, bem... – começou Jessica. — Quando você chegou, nós vimos o jeito que o Senhor Sonhos olhou para você — comentou ela, meio envergonhada. “Ficou tão na cara assim?”

— E dai? — perguntei dando uma de despercebida.

— Bella, por favor, confesse — pediu Ângela. Eu suspirei.

— Tá, bem – falei. — Nós dois estamos tendo um caso – soltei. Logo todo mundo vai saber mesmo e que se dane.

— Mas você não está noiva? — perguntou Jéssica, sendo sensata.

— Não mais – respondi. — Terminei meu noivado no sábado quando chegamos — comentei sendo sincera.

— Oh, meu Deus! – exclamou Ângela.

— E como Edward é? — perguntou Jéssica.

— Como ele é? — perguntei, olhando—a confusa.

— Entre quatro paredes, oras. — explicou ela.

— Selvagem — resmunguei sentindo—me estranha.

— Ele é bom em tudo? — perguntou ela. — Porque Tanya comentava que ele era bom em quase tudo! — comentou ela. Eu pisquei algumas vezes.

— Ele é ótimo de cama. E agora eu peço que não comentem a ninguém sobre isso — falei olhando para as duas.

— Oh, meu Deus — comentou Ângela. – Vocês dois estão juntos agora? —perguntou.

— Mais ou menos — respondi.

— Para duas pessoas que se odiavam — comentou Jéssica.

— Nós dois agora estamos nos dando muito bem – confessei. Elas se entreolharam e depois me encararam.

— E como vocês começaram com isso? — perguntou Jéssica.

— Nós dois começamos a sair em Dubai. Tivemos que conviver um com o outro e acabou acontecendo, apenas isso – falei. Elas me olharam.

— Ah, Bella. Quem resiste ao Senhor Sonhos? – perguntou Ângela retoricamente depois de um suspiro.

— Agora as duas trabalhando que eu já falei demais sobre isso! – falei. As duas me laçaram um sorriso.

— Vai almoçar com ele hoje? — perguntou Jéssica.

— Ainda não sei. Agora vão! – falei. Elas se levantaram e se foram.

Comecei a ler alguns contratos.

— Minha gata selvagem está me ignorando ou algo assim? — perguntou uma voz masculina e familiar. Voltei os olhos para a porta.

— Edward — murmurei.

— Só estou falando a verdade, princesa – falou ele.

— Fecha a porta – pedi. Ele deu um meio sorriso e fechou a porta. Ele começou a andar na minha direção e eu me levantei e fui até ele, o abraçando pelos ombros.

— Porque está com essa carinha? — perguntou me olhando.

— Por nada — murmurei.

— Bella. – repreendeu—me.

— Edward, não é nada — sussurrei.

— Fala — pediu.

— Demetri vai apanhar as coisas dele hoje lá em casa – resmunguei. Ele beijou meus lábios.

— E o que tem aquele otário? – perguntou. Eu o empurrei.

— Não fala assim dele! – falei, defendendo—o.

— Tá e o que tem que ele vai ao seu apartamento? — perguntou ele.

— Ele vai pegar tudo que era dele que ficava por lá — respondi. — Eu não tenho a sensação de estar cometendo um erro grave de ter deixado ele — confessei mexendo nos cabelos. Edward suspirou.

— Está arrependida sobre nós? — perguntou ele.

— Só não sei se estou fazendo o certo – murmurei. Ele segurou meu rosto e me beijou.

— Siga seu coração — disse ele. — Eu vou deixa-la trabalhar. Almoçaremos juntos hoje. – alertou. Eu concordei com a cabeça e ele se foi. Fiquei na minha sala até a hora do almoço. Enquanto desenhava eu me desligava de qualquer problema.

— Princesa, vamos? — falou Edward aparecendo na porta da minha sala. Eu peguei minha bolsa e disse:

— Vamos.

Nós fomos juntos para o elevador. Ângela e Jessica me olharam com um sorriso malicioso e eu revirei os olhos.

— Vamos almoçar no Hotel Plaza Athenee — falou ele.

— Almoçar? — perguntei o encostando à parede do elevador. — Ou eu vou ser sua sobremesa, garotão? – questionei. Ele deu um sorriso me abraçando pela cintura.

— Voltou a ser minha gata selvagem e quente — murmurou ele.

— Eu acho que eu não tenho escolha – resmunguei. — Mas não respondeu minha pergunta.

— Se você quiser ser minha sobremesa eu aceito — sussurrou ele me beijando nos lábios.

— Eu acho que eu preciso de sexo, Edward – falei. Ele resmungou e me beijou novamente.

— Eu vou te proporcionar prazer, Bella — sussurrou ele, me abraçando. Fechei os olhos no peito dele enquanto descíamos pelo elevador.

— É tudo que eu mais preciso, garotão – sussurrei. Ele beijou meu lábio e nós finalmente chegamos à garagem.

— Vem – disse pegando minha mão.

— Cadê sua Ferrari reluzente, Edward? – perguntei. Ele deu um sorriso.

— Optei por não vir com ela hoje — comentou ele enquanto andávamos pelo o estacionamento. Paramos na frente de uma Lamborguini vermelha.

— Só tem carros esportivos? — perguntei.

— A maioria — respondeu abrindo a porta para que eu entrasse. Entrei no carro e observei Edward dar a volta e entrar pelo lado do motorista. Ele segurou minha mão, beijou—a e deu a partida no carro. Durante todo o caminho do hotel eu fiquei com a cabeça encostada na janela.

Edward estacionou em frente ao hotel e eu observei ele dar a chave do carro a um dos manobristas. Edward pegou minha mão e me guiou para dentro do prédio. A decoração era incrivelmente linda com detalhes rústicos e contemporâneos por todos os cantos. Era um hotel de luxo. Quando chegamos ao nosso quarto Edward me olhou.

—Edward — murmurei beijando os lábios dele.

— Eu sei. Vamos comer e depois nós transamos ou quer fazer a ordem diferente das coisas? — perguntou ele. Eu o beijei nos lábios.

— Vamos comer – pedi. Ele concordou e ligou para a recepção para pedir nosso almoço. Eu fui para o banheiro, tirei a roupa e tomei um banho rápido. Sai do banho e coloquei um roupão felpudo. Depois de alguns minutos nosso almoço chegou e junto com ele um envelope.

— O que é isso? — perguntei a ele.

— Não sei – respondeu. Ele pegou o envelope e leu o que estava escrito no verso – “Srta. Swan”. É para você! — falou ele, me olhando.

— Estranho — resmunguei pegando o envelope. Abri—o e vi uma foto minha e de Nathan. Ele estava comigo por cima dele. Senti minha visão ficar turva e logo em seguida eu desmaiei.

Quando acordei, vi Edward falando no celular. Eu não sabia com quem ele falava. Olhei ao redor e notei que ainda estávamos no quarto do hotel. Eu Fechei meus os olhos por um segundo e percebi que ele gritava ao telefone. Pisquei algumas vezes, tentando me situar.

— Edward — chamei.

— Ela acordou. Nos falamos quando retornamos — disse ele. Eu fechei os olhos sentindo—me tensa. Ele veio na minha direção.

— Com quem você falava? — perguntei.

— Com o meu pai — falou ele me olhando. — Como se sente minha princesa? —perguntou ele, preocupado. Eu respirei fundo, ainda tonta.

— Não me sinto nada bem — falei o olhando. — Como isso chegou aqui, Edward?—perguntei.

— Eu não sei, princesa — disse ele me beijando meus lábios. — Eu vou descobrir, só isso que eu te garanto — murmurou ele.

— Edward, se eles mandaram isso para cá é porque eles estão me seguindo! – falei. Ele segurou minha mão.

— Bella – murmurou tentando me acalmar.

—Edward, eles estão me seguindo – falei, sentindo o pânico me invadir. Ele me abraçou deitando minha cabeça.

— Você vai morar comigo! — falou ele, eu o encarei.

— Que? — perguntei.

— O único jeito de te proteger é você morando comigo — disse ele, eu o encarei.

— Edward.

— Não me olha assim como se eu estivesse falando alguma coisa de louco — murmurou ele.

— Edward — murmurei.

— Bella, você mora comigo por enquanto — disse ele, encarando meus olhos.

— E Rosalie? — perguntei o olhando.

— Já falei com Emmett — disse ele. — Ele vai apanha-la na clinica, os dois vãos para o seu apartamento pegar roupas para que ela use enquanto estiver com ele — eu o fitei.

— E eu? – perguntei. — Vou usar suas camisas o tempo todo? – perguntei. Ele mordeu a boca.

— Eu adoro te ver com as minhas camisas — murmurou aproximando meus lábios dos dele.

— Falo sério, Edward — resmunguei irritada. — Eu vou usar o que?

— Eu posso comprar roupas — murmurou ele. — Nós vamos ao shopping daqui e vamos para a minha casa — eu o encarei.

—Edward — falei.

—Bella, relaxa — pediu segurando meu rosto.

— Não quero que seu dinheiro seja gasto comigo — eu murmurei.

— Eu tenho muito dinheiro, Bella! – falou. Eu resmunguei. — Nós vamos ao shopping, compramos roupas para alguns dias e muita lingerie para que eu arranque com os dentes — eu neguei.

— Cretino! – falei. Ele se deitou por cima de mim e enroscou as minhas pernas no quadril dele. Segurou minha perna e fez um leve movimento no meu centro.

— Sou um cretino mesmo — murmurou ele, me olhando nos olhos. — Eu sou um cretino por não ter te possuído e ter tirado qualquer pensamento ruim que vague nessa cabeça — segurou meu rosto. Eu beijei seus lábios, acariciando seus cabelos.

— Então me faça sua, Edward – pedi. Ele deu um sorriso. — Eu preciso de você dentro de mim – sussurrei. Ele segurou meu rosto e me beijou. Sua língua invadiu minha boca, preenchendo—me. Minhas mãos o apertaram no meu corpo, arranhando sua nuca. Eu o puxei para mim e ele novamente fez um movimento no meu quadril. Não sei dizer quanto tempo ficamos nos tocando, nos dando prazer. Quando chegamos ao máximo ele me abraçou por trás e mordeu minha orelha.

— Nada e nem ninguém a machucará, Bella. Não enquanto eu estiver vivo — sussurrou na minha orelha. — E isso é uma promessa – disse. Eu fechei meus olhos e entrelacei nossos dedos. Ele me apertou nos seus braços, fechei meus olhos e então eu adormeci.

Quando acordei vi que eu estava sozinha na cama.

— E cadê a Bella? — perguntou uma voz feminina cheia de preocupação. Era Rosalie. Olhei para mim e percebi que estava usando uma camisa de Edward.

— Ela está no quarto — respondeu ele. — Ela está dormindo, Rose. Eu a deixei cansada para que ela não ficasse preocupada com mais nada — afirmou ele, como se isso fosse o suficiente.

— O que vamos fazer? — perguntou ela. — Esses cretinos estão perto de nós e Bella é frágil, Edward! – afirmou ele, preocupada.

— Eu sei que ela é frágil — disse ele. — Por isso você vai ficar na casa de Emmett e ela na minha casa — falou ele.

— Acha que é uma boa ideia? — perguntou Emmett.

— Acho que melhor nós quatro estarmos juntos — falou Rose, ela parecia aflita.

Fique no quarto deitada por um tempo.

— Juntos somos mais forte do que separados, Edward — disse Emmett.

— Acho uma ótima ideia — murmurou ele. — Vão vocês dois para o meu apartamento — disse ele. Eu suspirei e me levantei. Apanhei meu sutiã e o vesti. Coloquei camisa de Edward e respirei fundo indo para onde eles estavam.

— Hey – falei. Rosalie me olhou. Ela estava aflita, era perceptível. Andei até ela e ela até mim e nos abraçamos.

— Você já soube de tudo – murmurei. Ela me abraçou mais forte.

— Já — respondeu ela. Eu a apertei. — Bella, nada vai te acontecer, eu posso te garantir — sussurrou.

— Eu sei — falei baixinho. Ela suspirou e nós nos soltamos. Edward me olhou e eu andei até ele, que me abraçou pelos ombros.

— Não queria te acordar – sussurrou. Eu resmunguei acariciando suas costas desnudas.

— Eu não dormi muito – murmurei. Ele beijou minha cabeça.

— Vamos para o meu apartamento — informou ele.

— Eu e Emmett vamos para o nosso apartamento. Vamos pegar roupas para mim e você e vamos para lá – Rosalie me informou. Eu concordei com a cabeça.

— Só não sei como esse aqui quer me proteger! — falei olhando para Edward.

— Nós dois fazemos aula de tiro, Bella — Emmett falou. Eu encarei os olhos de Edward.

— Que?

— Por isso eu disse que você está segura comigo — disse ele.

— Aula de tiro? — perguntei.

— Sim — respondeu.

— Daqui a pouco vai falar que tem um revolver no carro?— perguntei sarcasticamente.

— E eu tenho — respondeu ele.

— Eu também ando armado — Emmett interviu.

— Vocês dois são malucos! — falei olhando ambos.

— Não, isso é uma segurança, Bella. Apenas isso — falou Edward.

— Bem, vamos Rose? — perguntou Emmett.

— Vamos — Ela me abraçou novamente.

— Te vejo daqui a pouco — murmurou ela.

— Eu também – sussurrei. Ela deu um beijo na minha cabeça e se foi.

— Vá para o banho, princesa — falou Edward.

— Porque não me disse que andava armado? — perguntei.

— Porque é irrelevante — murmurou ele. — Agora vá para o banho. Nós vamos para o meu apartamento — disse ele. Eu suspirei.

— Eu estou com fome — sussurrei.

— Eu peço alguma coisa pra você comer. Agora banho — disse ele.

Eu resmunguei alguma coisa ininteligível e fui para o banheiro. Tomei uma banho longo e quente, mas não lavei meus cabelos. Coloquei meu vestido novamente e por cima coloquei um terno de Edward.

— Eu vou para o banho — disse ele e eu concordei com a cabeça. — Já chequei se tem alguma “surpresa desagradável”— gesticulou. — E não tem nada. Pode comer.

Edward havia pedido uma salada e um frango grelhado e eu comi tudo rapidamente. A maldita foto ainda estava dentro do envelope. Peguei—a e respirei fundo, observando. Meu corpo era pequeno, não que hoje eu seja uma pessoa com um corpo fabuloso, mas eu tenho apenas um corpo melhor do que tinha no passado; meus seios eram menores, muito pequenos, minha barriga era lisa e meu órgão sexual era pequeno. Ele segurava a minha perna e seus os olhos estavam em mim.

Senti Edward me abraçar por trás.

— O que faz com essa imagem repugnante nas mãos? — perguntou na minha orelha.

— Eu precisava ver — saiu como um choramingo. Coloquei minha mão nos cabelos dele, enroscando meus dedos nele.

— Você não precisa ver isso. Não precisa sentir—se culpada por isso — sussurrou na minha orelha. Eu fechei os olhos me virando para ele.

— Você é ótimo – sussurrei. Ele segurou meu rosto e encostou minha testa na dele.

— Nada vai te acontecer — disse baixo. — Apenas confie em mim — murmurou.

— Eu confio — ele beijou minha cabeça, tirou a foto da minha mão e colocou no envelope.

— Esqueça isso! — falou ele colocando o envelope em cima da cama.

Ele terminou de se trocar e me deu um meio sorriso – Vamos – disse. Eu concordei e nós fomos juntos até a recepção. Ele fechou a conta do hotel e nós nos dirigimos até o apartamento de Edward.

— Eu estou com medo — murmurei.

— Eu sei — respondeu ele de volta. — Mas não tenha, eu te protejo.

— E se ele te machucar? — perguntei.

— Ele não vai! — disse segurando meu rosto. — Antes de ele pensar em cometer algo comigo ou com você eu o mato, Bella. — Eu o abracei forte.

— Só não se machuque, Edward – pedi. Ele me apertou mais forte nos seus braços.

— Minha princesa – sussurrou. Eu fechei meus olhos e fiquei abraçada a ele por alguns minutos até ficar calma o suficiente para sair do carro.

Edward pegou minha mão e me guiou até o seu apartamento. Quando passamos pela porta, vimos Esme e Carlisle conversando com Emmett. Rosalie estava sentada no sofá e me olhava com preocupação estampada nos olhos.

— Mãe, Pai, o que fazem aqui? — perguntou Edward.

— Tem pessoas seguindo vocês — disse Carlisle. Eu me agarrei mais a Edward.

— E como você sabe disso? — perguntei com medo da resposta.

— Uma pessoa tentou entrar na empresa — disse ele. — Lucas Scott, Bella — informou ele. Eu senti minhas pernas ficarem bambas.

— O que ele quer comigo? — perguntei.

— Nós não sabemos — murmurou ele. Escondi meu rosto no peito de Edward que me apertou nos seus braços.

— Vamos para Los Angeles — disse ele. Eu sentia lagrimas querendo sair dos meus olhos. Medo, pânico, pavor era tudo isso que passava nos meus pensamentos.

— Se forem para lá esses homens vão segui-los! — disse Carlisle. Eu apertei Edward nas costas.

— Não vou deixar ninguém se machucar por minha causa! — falei por fim, me soltando de Edward.

— E eu não vou deixar você sozinha – retrucou ele.

— Esse homem é perigoso — falei olhando para ele. — Não posso permitir que ele machuque qualquer um de vocês. Eu não vou aceitar! — disse olhando para Edward e depois olhando para todos na sala. Rosalie se levantou.

— Sozinha você não fica — disse ela de forma severa.

— De forma alguma vai ficar sozinha com esse psicopata soltou por ai — disse Edward. Eu o encarei.

— Não quero ninguém se machucado por minha causa — falei.

— Bella — falou Edward. Eu me soltei dele e fui para o quarto dele.

— Deixa—a sozinha. Ela precisa desse tempo — eu só conseguia ouvir a voz de Carlisle. — A deixe pensar, rever o que vai fazer, Edward. Nós todos não entendemos o quão profundo é o trauma dela — disse ele. Eu senti as lagrimas que eu tentei segurar até agora rolarem pela minha face.

— Eu não vou permitir que esse cretino acabe com ela novamente, mãe! — disse Edward, completamente fora de si. Eu podia sentir sentimentos fortes em suas palavras.

— Edward, ninguém aqui vai permitir! — disse Rosalie também cheia de sentimentos dentro dela. — Mas uma coisa de cada vez, primeiro precisamos tira-los da mira desse maldito — falou ela. Eu chorava copiosamente.

— Eu preciso tira-la daqui — disse Edward.

— Como? — perguntou Carlisle.

— Se eles estão seguindo vocês dois por terra — falou Esme.

— Podemos ir de Helicóptero para o aeroporto onde está o jato. Viajamos até Los Angeles, Miami, Massachusssetts para onde ela quiser, mas vamos tirá-la daqui — falou ele. Eu sentia mais medo por ele, se algo acontecer a ele ou a qualquer outra pessoas eu nunca vou me perdoar. Passei as mão pelo meu cabelo, puxando algumas mechas. Porque eu não morri naquela época? Teria sido tudo muito melhor para todos, principalmente para mim.

— Edward, por Deus, se acalma querido — pedia Esme.

— Tem um maníaco atrás da mulher que eu amo, mãe. Não tem como eu ficar calmo! — falou ele, alterado. — Se algo acontecer a Bella, mãe, eu o mato! — falou sem pestanejar.

— Querido, por favor, se acalme – pediu ela novamente.

— Bella é frágil demais, ela... Não sei... Se algo acontecer com ela — Rosalie estava com uma voz de choro inigualável. Eu sentia culpa dentro de mim.

— Eu tenho que ficar com ela mãe — falou ele.

— Não, Edward — disse Esme. — Eu vou, eu sou medica, eu posso ajuda-la melhor — disse ela. Eu respirei fundo. — Você está abalado demais e vocês dois não seriam racionais e inteligentes nas suas escolhas — falou ela. Eu não ouvi a resposta de Edward, só ouvi uma batida na porta.

— Bella — falou uma voz doce e feminina — Sou Esme. Abre, por favor, querida — pediu ela. Eu respirei fundo, me levantando do chão. Abri a porta e a olhei. Eu deveria estar decadente, digna de pena.

— O que Esme? – perguntei.

— Posso? – perguntou fazendo um sinal claro, indicando pedir permissão para entrar. Eu fiz um sim com a cabeça e fechei a porta.

— Cadê Edward? — perguntei.

— No escritório com Carlisle.— falou ela.

— Ele deve estar pirando — murmurei.

— Sim ele está — disse ela.

— Eu deveria ter morrido naquela época, Esme. – murmurei num fio de voz. Ela me olhou horrorizada.

— Por Deus, Bella, você é uma ótima garota, uma mulher memorável e incrivelmente linda e talentosa. Você é uma mulher que nasceu para ser feliz só que um cretino tirou tudo de você e Deus colocou você de volta para dar tudo ao meu filho — disse ela. Eu respirei fundo a olhando.

— Seu filho é incrível. Eu temo que algo aconteça a ele, Esme — falei.

— Eu nunca vi meu filho assim, tão sem medo, que ama uma mulher — falou ela vindo à minha direção.

— Se algo acontecer a vocês todos eu morro – falei. Ela segurou minha mão.

— Bella, fuja com Edward — disse ela. — More longe de Nova York temporariamente enquanto resolvemos sua situação aqui — eu pisquei algumas vezes.

— Acha que isso é melhor? – perguntei. Ela me encarou.

— Você e Edward serão muito felizes juntos — falou ela. Eu abracei pelos ombros.

— Obrigada — balbuciei.

— Eu que te agradeço por ter dado esse amor a Edward – disse. Eu nunca dei nada para ele, só sexo. Mal sabe ela. — Agora venha, você vai tomar um banho quente. Eu vou apanhar sua mala e te dar um pijama e roupas limpas — disse ela. Eu respirei fundo a olhando. Zelosa, era essa palavra que a definia.

— Obrigada – sussurrei. Ela deu apenas um sorriso, mas nada disse. Entrei no banheiro e tomei um banho. Eu não queria vestir uma roupa minha, por isso fui até o closet de Edward e vesti uma camisa de flanela branca. Passei as mãos pelos meus cabelos molhado. Esme apareceu novamente no quarto e me entregou minha mala. Abria—a e peguei apenas a lingerie e permaneci com a blusa dele.

— Vou pedir para fazerem um chá quente e te dar um calmante. Vai se sentir melhor depois que dormir por algumas horas — disse ela. Eu me deitei na cama e ela me cobriu.

— Esme — chamei.

— O que? — perguntou.

— Obrigada — agradeci novamente.

— Não tem de que, Bella — sussurrou ela. — Agora fique quietinha aqui. Eu vou buscar um chá — disse ela. Eu concordei com a cabeça. Me levantei e fui ao banheiro, peguei o perfume de Edward eu passei na camisa dele que eu vestia. Voltei para o quarto, me deitei na cama novamente e fiquei ali um tempo. Esme apareceu com um xicara grande e se sentou na cama ao meu lado. Me entregou a xicara e eu bebi o liquido quente. Ela me entregou também um comprimido, provavelmente calmante, e eu o ingeri seguido por um grande gole de chá. Fiquei um tempo ali deitada na cama e Esme ficou comigo.

— Eu sou complicada demais para Edward, mas não sei mais ficar longe dele — murmurei deitada na cama.

— Meu filho também não é um homem comum, Bella — confessou ela. — Eu e Carlisle tivemos nossas crises quando Edward era jovem — comentou ela.

— Eu acho que eu não nasci para viver nesse mundo, Esme — confessei.

— Todos somos — disse ela. — Ninguém vem ao mundo a passeio, querida — disse ela.

— Eu não consigo dormir – murmurei.

— Quando Edward, Emmett e Alice eram crianças e não conseguiam dormir eu fazia um ritual que sempre os faziam dormir — comentou ela.

— Que ritual? — perguntei.

— Feche os olhos – pediu. Eu respirei fundo, obedecendo. — Sonho ruim vai embora, sonho bom venha agora — disse ela. Era uma espécie de mantra, algo desse gênero. Era agradável de ouvir. Incrivelmente doce e delicioso de se sentir. Ela repetiu essas palavras umas cinco vezes e eu comecei a me sentir relaxada. Me aconcheguei no travesseiro macio de Edward e a inconsciência veio novamente.