Bring Me To Life
24 Capítulo Vinte e Três
Notas iniciais
Oi gente eu quero primeiramente me desculpar por ter atrasado tanto nessa história, eu tinha uma beta e ela sumiu do mapa e acabou me prejudicando só agora eu encontrei alguém que possa me ajudar.
Sei que atrasou muito espero contar com ás leitoras que tinham aqui nessa história.
Boa leitura.
Edward se deitou atrás de mim depois do jantar. Eu comia morangos com chocolate, e aposto que ele mandou fazer algo com chocolate, porque sabe que eu sou apaixonada pelo doce. E também porque é a única coisa que me deixa mais calma.
Esme e Carlisle bebiam vinho, abraçados na sala, enquanto Emmett e Rosalie estavam deitados no sofá, com Rosalie acomodada sobre Emmett.
— Eu ainda não me esqueci da minha sobremesa — Edward murmurou abrindo a boca logo em seguida, e eu coloquei um morango em sua boca.
— Eu já disse que eu iria compensá-lo — resmunguei baixo, e ele beijou meus lábios.
— A que horas vai acontecer minha compensação? — perguntou ele. Eu resmunguei mastigando.
— Depois que eu terminar de comer a sobremesa — respondi. — E vermos esse filme — comentei.
Ele bufou.
— Safada — sussurrou em meu ouvido, o que fez um calor gostoso percorrer minha espinha.
Quando eu terminei de comer meus morangos regados a chocolate, eu me aconcheguei aos braços de Edward e ficamos enroscados um ao outro, enquanto ele bebia vinho.
— Emmett e Rosalie formam um casal lindo — comentei enquanto ele bebia o vinho. Eu, pelo jeito, fiquei sem poder beber nada, por causa de um calmante meio forte, que se misturado a álcool, poderia desencadear uma alergia.
— Eu nunca vi Emmett envolvido com alguém dessa forma — sussurrou. Eu fechei os olhos no peito dele. — Está cansada, minha princesa?— perguntou ele.
— O calmante. Ele me deixou assim — murmurei. Edward resmungou me olhando.
— E a minha sobremesa? — perguntou ele encarando meus olhos. O local estava todo escuro, mas havia um abajur de canto onde estávamos. Eu encarei seus olhos azuis brilhantes.
— Pode ser café da manhã? — sorri amarelo, e ele me deu um beijo na testa.
— O que eu não faço pelo seu sorriso? — perguntou ele, e eu lhe dei um beijo no pescoço.
— Vamos dormir... estou cansada — murmurei, e ele beijou meus lábios brevemente.
— Amanhã nós viajamos para Forks — informou ele. — Ficaremos uma semana na casa do seu pai, e depois vamos para Seattle. Podemos ficar uns dias por lá, e então viajaremos para algum lugar menos chuvoso — comentou dando de ombros. Eu acariciei os cabelos dele e o beijei nos lábios.
— Nós vemos isso depois — murmurei. Nós nos retiramos para o seu quarto, eu escovei os dentes, Edward me deitou na cama dele, e nós dois nos olhamos.
— Faz tempo desde que nós dois nos deitamos em uma cama e nada acontece — murmurou ele, e eu o beijei nos lábios.
— Teoricamente sim — falei o olhando. — Desde que voltamos de Paris — murmurei encarando os olhos dele.
— Porque em Dubai, tivemos várias noites de utilidades na cama — eu dei um sorriso, negando, eu me arrumei em seus braços.
— Podemos dizer que descobrimos para que a cama foi inventada — murmurei encarando seus olhos, mesmo não conseguindo enxergá-los com perfeição.
— Porque não redescobrimos as utilidades? — perguntou ele, segurando meu rosto e me beijando. Eu correspondi ao beijo de forma intensa, sua língua me preencheu, e sua mão enroscou minha perna em seu quadril. O beijo tornou-se insinuante, nossos corpos se encontravam em sintonia, e eu soltei um leve gemido.
Os beijos foram para o meu pescoço, e Edward deitou-se sobre mim, na cama. Minha mão foi para suas costas, apertando Edward contra meu corpo. Ele lambia minha pele, e eu o empurrei na cama, ficando por cima dele. Suas mãos passaram por meu pescoço, indo para minha cintura, levantando a camisa que eu usava.
— Eu quero você — sussurrei sentindo a mão dele na minha coluna, subindo a camisa dele que eu usava. Eu tirei minha mão de seus cabelos, e ergui meus braços. Edward tirou minha blusa, e a jogou em qualquer canto.
— Isso é bom, porque eu também te quero — me deitou na cama, e eu arqueei minhas costas. Ele desabotoou meu sutiã, jogando-o em um canto qualquer. Beijou meu pescoço, e eu enrosquei minhas pernas em seu quadril. Descendo pelo meu colo ele beijou um de meus seios, e com uma mão, estimulou o outro. Sua língua percorreu um seio mordiscando, sugando, lambendo, e depois foi para o outro. Arqueei minhas costas, e Edward soltou um risinho.
— Edward, é bom você não judiar muito — murmurei para lá de excitada, e ele me beijou nos lábios.
— Vou judiar muito de você, princesa — sussurrou ele em meu ouvido.
— Ah, Edward — resmunguei.
Ele desceu os lábios pelo meu queixo, depois pelos meus seios e meu umbigo. Eu arfei e ofeguei mais ainda, quando ele tirou minha calcinha, jogando-a, também, em qualquer lugar do quarto. Beijou a parte interna das minhas coxas, e assoprou minha intimidade.
— Edward! — gemi. Ele sorriu me olhando.
Como apenas o abajur estava ligado, não dava para ver muito das expressões dele. Edward colocou um dedo em minha intimidade, e eu arqueei as costas.
— Toda molhada e quente!— grunhiu colocando a boca perto das minhas dobras. Então, sua língua encostou-se a minha carne úmida, e eu arfei. Ele me encarou, mas não era possível ver muito do seu olhar sobre meu corpo. Coloquei minha mão nos seus cabelos, puxando-os para mim.
Sua língua fazia caminhos quentes na minha intimidade. Ele lambia, mordicava, sugava e assoprava minha intimidade.
— Edward! — gemi alto. Ele voltou os olhos para mim, e eu puxei os lençóis, sentindo meu abdômen se comprimir, e então, o clímax veio. Edward tomou tudo.
— Deliciosa como sempre! — disse ele na minha boca, com sua voz máscula. Empurrei-o na cama.
— Estamos em desproporção — murmurei.
— Em quê? — perguntou ele segurando minha perna.
— Eu nua, e você vestido! — resmunguei. Ele colocou os braços para trás, me olhando presunçoso.
— Sou todo seu. Dispa-me — disse ele. Dei um sorriso malicioso, minhas mãos em seu abdômen, retirando sua blusa. Passei minhas unhas por seu abdômen, e ele se encolheu, me beijando. Sua língua me preencheu enquanto eu enroscava meus dedos em seus cabelos sedosos, beijando Edward com a mesma intensidade. Meus quadris em movimento contra os dele. Ele grunhiu enquanto eu mordia os lábios dele, trazendo-o para mim.
— Garotão, você está perdido comigo no controle — murmurei beijando seu pescoço, e ele apertou minhas costas com mais força.
— Pode me maltratar, minha pantera — sussurrou na minha pele.
— Ah, garotão, você não podia ter dito isso — sussurrei mordendo a orelha dele. Ele urrou, suas mãos passeavam do meu couro cabeludo, até o final das minhas costas, enquanto eu me remexia em seus quadris, sentindo seu membro no meio das minhas pernas, completamente rígido à minha espera.
— Posso saber por quê? — perguntou segurando meu rosto.
— Sou terrível, Edward, quando estou no comando — sussurrei. Beijei seu pescoço, indo para o abdômen, e escutei quando ele deu um leve gemido, assim que cheguei perto da calça de moletom que ele usava. Subi para a boca dele, enquanto o beijava nos lábios. Tirei sua bermuda, levando com ela a boxer que Edward usava. Completamente nu, Edward me encarou. — Onde tem camisinha? — perguntei.
— Primeira gaveta do criado mudo — falou ele. Eu me estiquei e apanhei o preservativo, colocando minha mão em seu membro. — Oh, Bella! — gemeu. Continuei a estimulá-lo com a mão, olhando suas expressões. Enquanto eu o estimulava, ele gemia, grunhia e também urrava quando eu aumentava a intensidade. Edward se deitou por cima de mim, na cama.
— Chega de você estar no controle, eu preciso estar dentro de você — falou ele, pegando o preservativo e colocando rapidamente em seu membro. Abriu minhas pernas, e se encaixou em mim. Arqueei as costas, o olhando.
— Edward — gemi baixo. Ele se deitou mais perto de mim, enroscando minhas pernas no quadril dele. Seus movimentos começaram lentos, mas aos poucos, começaram a ganhar força. Minhas mãos foram para suas costas, apertando, arranhando. Edward gemia, aumentando os movimentos.
— Você é tão quente e apertada — falou na minha orelha.
Eu nunca fui o tipo de mulher que curte uma safadeza louca, mas quando ele sussurra na minha orelha dessa forma, eu me sinto estranhamente sexy e poderosa.
— Ah, Edward!— gemi o apertando melhor, mais fundo dentro de mim. Eu apertei suas nádegas, e ele pegou minhas mãos, levando-as para cima.
— Ali não! — falou. Encarei Edward, apenas, enquanto seus movimentos continuavam intensos dentro de mim. Eu me estiquei para apanhar seus lábios, e ele me beijou enquanto se movimentava.
— Ah, Bella, vem aqui... rebola! — pediu ele me colocando por cima dele. Fiz movimentos descendo e subindo, descendo e subindo, então ele começou a intensificar suas investidas dentro de mim. Coloquei minha mão em seu peito, e ele me beijou nos lábios.
— Edward — gemi.
— Bella, vem mais — pediu. Intensifiquei os movimentos, e ele arqueou as costas, me olhando.
— Edward — murmurei.
— Vem, Bella — gemeu se sentando, movimentando-se dentro de mim. Senti meu corpo se contrair, e então cheguei ao clímax, com ele me beijando meus lábios. — Fique de lado — pediu. Obedeci. Ele passou um braço por meu pescoço, o outro, ele colocou em minha cintura. Ficamos dessa forma, entrelaçados, até que o clímax veio. Ele beijou meu ombro, mordiscando logo em seguida. Eu me virei para ele, e o beijei nos lábios.
— Você... é ... incrível — murmurei ofegante, e ele sorriu.
— Não mais do que você — murmurou beijando meu pescoço. Edward foi ao banheiro, jogando o preservativo fora. Eu me enrolei no lençol. Estava com a respiração irregular, e com meus pensamentos nebulosos devido ao clímax. As sensações ainda estavam em mim. Meu coração batia irregular.
— No que pensa minha gata selvagem? — Edward perguntou baixinho, de volta ao meu lado enquanto beijava meu pescoço.
— Só colocando minha respiração em ordem — murmurei. Ele deu um beijo no meu pescoço.
— Vou acender a lareira, e pegar vinho — disse ele na minha orelha. — Acho que temos que conversar sobre algumas coisas — comentou, e eu concordei. Ele beijou meu pescoço novamente, e saiu do quarto. Apanhei minha lingerie e a vesti, junto com a camisa de Edward.
Permaneci na cama um tempo, pensando em como Edward me causa tudo: prazer, raiva, ciúmes, dengo, mimo e, eu não sei o que eu sinto por ele. Ele me protege, e eu me protejo de mim mesma. Quando estou em seus braços, isso é estranhamente sensual. O sexo é perfeito, mas eu não sei se é apenas sexo, ou também algum sentimento intenso que eu venha a sentir por ele.
Suspirei, e ele apareceu com um prato nas mãos.
— O que é isso? — perguntei olhando-o.
— Morangos com chocolate — murmurou ele. Sorriso o encarando, evi que ele trazia uma garrafa de vinho e taças.
— Será que eu já posso beber?
— Pode — sussurrou ele vindo até a cama, colocando morangos sobre ela. Acendeu a lareira, e o fogo deixou o quarto mais iluminado, quente e aconchegante.
— Falou com sua mãe? — perguntei.
— Sim — respondeu ele. — Eu falei com ela há pouco... ela estava lendo na sala, e eu perguntei — murmurou ele abrindo o vinho, e entregando-me um cálice. Nós dois nos sentamos em frente à lareira. Ele me cobriu até a cintura, e encostei minha cabeça em seu peito, tendo o prato de morangos com chocolate entre nós dois.
— Esses dias em Forks vão ser intensos — murmurei, e ele beijou minha testa. Beberiquei o vinho.
— Eu concordo — comentou ele, encarando-me. — Vai ser a primeira mulher de quem eu realmente conheço o pai — eu o encarei com um meio sorriso.
— Ah, é? — perguntei com curiosidade.
— Sim — respondeu ele, me olhando. — Nunca frequentei a casa dos pais das minhas namoradas... ou amantes — deu de ombros, bebendo o vinho.
— Espero que eu seja a primeira e a única mulher que a fazê-lo passar por isso — disse. Ele deu um sorriso, encostando sua testa à minha.
— Pode apostar que você já e a favorita — murmurou contra meus lábios.
— Você já percebeu que nunca conversamos antes ou depois do sexo? — perguntei o olhando.
— Sim — respondeu ele colocando meus cabelos para trás. — O sexo sempre a deixa exausta, e você capota — murmurou ele, e eu dei um meio sorriso.
— Do jeito que você fala, eu pareço uma mulher sonolenta! — resmunguei encarando seus olhos.
— Você é preguiçosa — falou ele me olhando. — E eu, como um bom amante, mergulho na sua preguiça — resmungou ele. Sorri negando.
— Porque quer me agradar — murmurei.
— Sempre — resmungou. Peguei um morango e o coloquei na boca.
— Você sabe quase tudo sobre mim — comentei. — Mas eu não sei muito sobre você — falei mais como uma reclamação do que como uma curiosidade.
— O que quer saber sobre mim? — perguntou.
— O que está disposto a me contar? — perguntei. Ele deu um sorriso, e segurou meu rosto.
— Tudo depende do que quer saber — comentou ele, encarando-me.
— Podemos falar do que quiser — eu disse. — Sexo, planos, carreira... — murmurei.
— Vamos falar de sexo — disse ele bebendo o vinho. — Qual é sua maior fantasia sexual? — perguntou ele, eu mordi a boca.
— Sexo a três — respondi sentindo uma espécie de vergonha.
— Uau — murmurou ele, me olhando. — Eu nunca pensei que você teria esse tipo de fantasia, Bella — comentou. — Mas que tipo de sexo a três? — perguntou ele, encarando-me.
— Eu, uma mulher e você — senti meu rosto queimar.
— Nossa — murmurou.
— Edward, não me deixe constrangida com muitos detalhes! — falei envergonhada, comendo morangos.
— É que eu nunca pensei que você teria esse tipo de fantasia — comentou ele encarando meus olhos. Mesmo com a pouca luz, eu sentia uma vergonha absurda dele.
— E você? Que fantasia que você tem? — perguntei.
— Muitas — murmurou. — Tenho vontade de possuir seu corpo no escritório, em casa....
— Qual te deixa com mais vontade? — perguntei o encarando.
— Em um iate — respondeu.
— Iate? — perguntei meio surpresa.
— Iate — falou ele, me olhando. — Eu possuo um, em Los Angeles, por isso queria levá-la até lá. Nós ficaríamos na minha casa de praia que, e eu transaria com você em alto mar — falou. Dei um sorriso envergonhado.
— Será que nosso relacionamento é apenas sexo? — perguntei o encarando.
— É você que não quer sentimentos, lembra-se? — perguntou ele segurando meu rosto.
— Eu sei — murmurei. — Mas o que nos move é o desejo carnal, Edward — ele suspirou, encostando meu rosto no dele.
— Sim — concordou ele. — Mas porque você quer assim.
Respirei fundo.
— Meu pai vai gostar de você — sussurrei nos lábios dele.
— Ah, eu espero que sim — falou ele encarando-me.
— Ele vai — murmurei. — O capitão Charlie Swan é bravo, mas é amoroso — comentei. Edward me abraçou pelos ombros.
— Você é filha única, bebê, não se esqueça disso — comentou ele. Eu suspirei nos braços dele.
— Eu sou mimada pelo meu pai, Edward, não nego, mas eu sou bem mais pela minha mãe — comentei. Ele suspirou encarando meus olhos.
— Mas seu pai é policial, e ele pode me matar — eu dei um sorriso.
— Ele não vai te matar — murmurei. — Você está com medo? — perguntei, e ele deu um meio sorriso.
— Ele é policial, pode sumir com meu corpo — eu sorri negando, e o beijei nos lábios.
— Você vai gostar do meu pai — falei. — Só não o impressione muito com o seu dinheiro, Edward. Meu pai é simples, e você vai ver que eu não passei uma boa parte da minha infância em um lugar requintado — comentei. Ele deu um meio sorriso, me beijando nos lábios. Eu me deitei em seu peito, e ele ficou mexendo nos meus cabelos. Fechei meus olhos, e me permiti mergulhar no calor dele.
...
— EDWARD, BELLA, ACORDEM! — nós podíamos ouvir que uma voz feminina chamava por nós, e nos mandava acordar. Abri meus olhos.
Os braços de Edward estavam em torno de mim. Nós estávamos em frente à lareira, ainda acesa. Os morangos e as taças de vinho próximos a ela. Resmunguei me mexendo no chão, sentindo um pouco de dor na coluna por ter dormindo ali. Vi, então, que Edward estava acordado.
— Bom dia, princesa — saudou ele.
— Faz tempo que está acordado? — perguntei sonolenta.
— Sim — respondeu ele. — Estava te vendo dormir — murmurou ele encarando meus olhos.
— Acho que não viu muita coisa interessante — comentei.
Encarei Edward, que enroscou minhas pernas nas dele.
— Você ronca — murmurou. Fechei a cara.
— Muito engraçadinho! — esbravejei fazendo bico.
— Estou brincando, minha princesa — ele me deu um beijo nos lábios. — Você não ronca, mas fala a noite toda enquanto dorme — comentou ele, me olhando. Eu o encarei.
Rosalie já tinha mencionado isso para mim, mas eu não colocava fé! TOME, BELLA!
— E o que eu falei enquanto dormia? — perguntei. Edward deu um sorriso.
— Eu não vou te falar — sussurrou nos meus lábios. — Agora, vamos tomar banho, porque eu ainda tenho que fazer a minha mala.
Concordei.
Ele se levantou, e me ajudou a me levantar também.
— Isso é maldade, sabia? — perguntei o olhando, e ele deu um sorriso.
— Não vou te contar o que você falava — comentou ele com um sorriso travesso. Eu lhe dei um beijo, e ele foi para o banheiro.
— Então não vai tomar banho comigo — falei.
Ele fechou a cara.
— Ah, eu vou sim!
Eu nem discuti. Acho que estou carente demais para negar qualquer coisa a ele. Entrei no chuveiro, tomei um banho quente com ele, e Edward lavou meus cabelos. Também me fez uma massagem nos ombros, e eu retribuí a atenção que ele me dera. Quando eu fui para o quarto me trocar, com um roupão felpudo e preto, peguei uma calça jeans, uma regata e um casaco grosso. Eu me vesti rapidamente, e calcei uma bota baixa marrom. Edward apareceu com uma calça jeans e sapatos sociais.
— Está linda — elogiou enquanto eu guardava minhas coisas pessoais na minha necesserie.
— Obrigada — disse.
Ele terminou de guardar as coisas na mala, enquanto eu me perfumei e me maquiei rapidamente. Edward beijou meu pescoço.
— Vou te proteger, Bella — sussurou na minha orelha.
— Eu sei — respondi. Ele acariciou meu rosto, apenas. Terminei de me produzir, passando apenas um rímel preto nos olhos. Penteei meus cabelos, e os deixei molhados e soltos.
— Parece distante — comentou.
Edward me fitou terminando de fechar a mala.
— E só porque essa viagem é inesperada para o meu pai — comentei o olhando. Ele deu um meio sorriso.
— Vai dar tudo certo, Bella— falou Edward guardando o revólver dele dentro de uma mala de mão.
— Vai mesmo levar esse revólver? — perguntei o olhando.
— Segurança nunca é demais, Bella — suspirei. — Agora relaxe, princesa, vai dar tudo certo — eu o beijei nos lábios.
— Você está levando tão poucas coisas — murmurei.
— Se eu precisar de algo a mais, eu compro — informou. — Agora vamos tomar o café — disse. Eu concordei, e saímos do quarto.
— Esses dois devem ter dormido tarde! — disse Esme. — Edward me viu lendo antes de ir dormir, só que ele levou vinho e morangos para o quarto, para ficar com Bella. Ainda perguntou se não tinha problemas — comentou ela. Suspirei olhando para Edward.
— Então eles dois aproveitaram a noite juntos — comentou Carlisle. — Os dois andam pilhados com tudo que anda acontecendo, merecem sossego — disse ele de forma amorosa, mas séria.
— Bom dia — disse a todos.
— Perua, pode vir se sentando ao meu lado — Rosalie praticamente me solicitou. Eu me sentei ao lado dela. Emmett se sentou ao lado de Esme, e Edward ao meu lado.
— Não é só você que vai sentir falta de Bella, ursa — comentou Emmett.
— Ah, não? — perguntei o olhando.
— Eu também vou sentir falta da minha gata — eu dei um sorriso.
— Eu também vou sentir sua falta, gatão — falei. Ele deu um sorriso me olhando. Edward nada disse.
— E eu vou sentir falta da minha arquiteta — disse Carlisle.
— Por mim, eu não viajaria, mas é necessário — murmurei comendo panquecas com mel.
— Pela sua segurança, querida — disse ele.
Quando nós terminamos o café, e o helicóptero pousou às nove horas, no heliporto do prédio, eu olhei para Rosalie e a abracei forte. As lágrimas caíam sem parar.
— Eu sinto que algo vai te acontecer, Bella — ela falou chorando. — Se cuida, por favor — pediu. Eu a apertei mais ainda em meus braços.
— Se cuida também — pedi a ela. Rosalie me abraçou mais forte.
— Bella, vamos? — disse Edward, e eu me separei de Rosalie.
— Estamos chorando como se não fôssemos nos ver mais — murmurou ela limpando as lagrimas com as costas das mãos. — E nós vamos nos ver, eu aposto que vamos nos ver de novo, mas eu sinto que não — disse ela, e a abracei novamente.
— Eu te amo, safadinha — falei abraçada a ela. — Seja feliz— pedi.
— Eu te amo, perua — disse ela me beijando no rosto. Eu dei um selinho nos lábios dela. Abracei Emmett, que me tirou do chão.
— Cuida dela por mim, Emmett — pedi. Ele me apertou em seus braços fortes, em um abraço de aço.
— Eu vou cuidar, gata, e vocês dois, nada de só ficarem no quarto — sorri o olhando.
— Pode apostar que vamos aproveitar muito — comentei. Emmett me colocou no chão.
— Se cuida, tá legal? — pediu ele.
— Você também — supliquei. Ele beijou minha cabeça.
Eu abracei Carlisle.
— Faça uma boa viagem, Bella — disse ele, me abraçando eu me apertei nos braços dele.
— Cuide de Rosalie por mim, Carlisle, eu te peço — supliquei. Eu não tinha mais forças para pedir nada além disso.
— Eu vou cuidar — disse ele se afastando. — Agora, querida, pare de chorar, e seja feliz — pediu. Eu dei um sorriso, o olhando.
— Oh, querida! — falou Esme me olhando. Eu a abracei.
— Obrigada — sussurrei. — Obrigada por ter me concedido Edward — murmurei.
— Não tem de quê, querida — disse ela me soltando.
Edward e eu nos olhamos, e subimos no helicóptero. Ele me prendeu aos cintos de segurança, e também colocou uma espécie de fone enorme na minha orelha.
— Pronta? — perguntou ele.
— Pronta — sussurrei. Ele beijou minha mão, o helicóptero alçou voo, e Edward segurou minha mão por todo o tempo, até chegarmos ato aeroporto, onde estaria seu jato particular.
Ficamos em silêncio, e quando finalmente pousamos, fomos direto para o avião. Coloquei o cinto de segurança, e observei aquele local. Era incrivelmente lindo. Couro marfim. Havia uma mesa ao fundo com dois bancos grandes, e uma porta.
— Tem um quarto no fundo, se quiser dormir um pouco — sugeriu ele.
— Eu estou bem, aqui — disse a ele. Edward reclinou minha poltrona, que se parecia mais com um sofá, e se sentou ao meu lado.
— Você não me parece bem — disse ele acariciando o meu rosto.
— Eu só estou sentindo falta de Rosalie — murmurei o olhando. — Nós duas não ficamos longe uma da outra por muito tempo, e eu me sinto estranha. Sinto que algo ruim vai acontecer — sussurrei.
— Nada de ruim vai acontecer a ninguém, Bella — disse ele. — Eu prometo — sussurrou. Eu o beijei nos lábios.
— Eu sei — sussurrei o olhando.
Ele segurou minha mão, e eu acabei fechando os olhos dormindo.
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