Bring Me To Life

25 Capítulo Vinte e Quatro.


Notas iniciais
Agradeço a todos os comentários que eu recebi no capitulo anterior agora, eu sei que maioria vai querer me estrangular por esse mistério, mas tenham paciência o próximo capítulo é o POV. do Edward, espero que gostem!

— Princesa — eu conseguia ouvir a voz gostosa de Edward na minha orelha. Suas mãos me envolviam, e eu me apertei nos seus braços. — Princesa — chamou novamente. Eu me virei olhando para ele.

— O quê? — perguntei sonolenta.

— Chegamos à Port Angeles, vamos pegar um carro e irmos para a casa do seu pai — sussurrou ele. Abri meus olhos.

— Já? — perguntei o olhando.

— Você dormiu o voo inteiro, minha princesa. Vamos — disse ele tirando o meu cinto de segurança. Nós entramos em uma Mercedes, que não sei como ele conseguiu. Ainda sonolenta, coloquei minha cabeça recostada no vidro e fui coberta por um grosso cobertor felpudo, apesar de o aquecedor estar ligado.

— Você sabe onde meu pai mora? — perguntei o olhando.

— Sim — respondeu ele. — Em Forks — eu revirei os olhos.

— Muito engraçado — ele deu um sorriso.

— Nós estamos na estrada ainda, princesa, pode dormir — disse ele encarando meus olhos.

— Port Angeles não é tão longe de Forks como você pensa — falei o olhando. Ele deu um meio sorriso.

— Por isso eu pedi um carro com GPS — disse ele. — Já estamos na rodovia S Lincoln St S — informou ele, e suspirei.

— De quem é esse carro? — perguntei.

— Da empresa — respondeu ele, me olhando. — Da sede da empresa de Seatle — explicou melhor.

— Eles sabiam que você viria para cá?

— Sim— respondeu ele, me olhando. — Quer beber alguma coisa? Comer alguma coisa? — perguntou ele enquanto dirigia, sem desviar os olhos da estrada.

— Quando chegarmos à Forks podemos passar em algum lugar, estou com fome — murmurei. Ele apenas concordou com a cabeça. Uma vegetação verde cobria todos os cantos da estrada de asfalto e chovia levemente.

Boas-vindas, Isabella!

Foi assim que eu encarei, ironicamente. Justo eu, que odeio chuva, a cidade quis receber assim.

US — 101 W. Estávamos perto de Forks, e eu temia a reação do meu pai enquanto nos aproximávamos da cidade.

‘Bem-vindo à Forks’, dizia a placa de boas-vindas.

Eu suspirei olhando para Edward, que pegou minha mão entrelaçando nossos dedos. Em uma constante massa de chuva no estado de Washington, tem uma cidade pequena chamada Forks. Nessa cidade chove mais do que todo o ano em Nova York, e é para cá que Edward e eu estamos fugindo do irmão psicótico do meu ex- padrasto, molestador de crianças. É aqui que eu vou viver com ele até as coisas em Nova York serem resolvidas.

— Onde quer comer? — perguntou ele.

— Que tal um Mc Donalds? — perguntei o olhando. — Não estou com muito apetite e nós podemos comer no Drive True — sugeri.

— Bella, vai comer porcarias? — perguntou ele, parando o carro no farol. Era perceptível que algumas pessoas olhavam para o carro com atenção. Para o carro que tinha uma espessa película, tornando impossível ver quem estava dentro.

— Edward, não estou com muito apetite, nós comemos antes de virmos para cá, lembra? — perguntei o olhando. Ele suspirou apenas.

— Eu sei, princesa, é só que eu preferiria que você comesse algo mais saudável — murmurou ele, encarando-me.

— Um Mc Donalds está ótimo, para mim — falei o olhando. — Eu vou ter que cozinhar para você, mesmo, na casa do meu pai — resmunguei. Ele me beijou na mão e suspirou.

— Tudo bem — falou por fim. Não demorou muito e ele entrou em um Drive True do Mc Donalds, enquanto eu me cobria melhor.

— O que desejam? — perguntou uma mulher em uma janela, que olhou para Edward com atenção.

— Big Mac, fritas e Milk Shake — respondi e ela anotou.

— O mesmo que ela — falou Edward.

— Milk Shake de quê? — perguntou ela.

— Chocolate — respondi. Edward acabou pedindo o mesmo, pagou a conta e nós dois comemos no estacionamento do Drive.

— Essa cidade é pequena — murmurou Edward. — Eu não estou acostumado com as pessoas olhando para uma Mercedes como se ela fosse uma Ferrari — comentou. Eu o encarei com atenção.

— Ainda bem que você não está com a sua Ferrari reluzente aqui — comentei. Ele comia o sanduiche e eu me empanturrava de batatas fritas.

— Ainda bem mesmo — murmurou ele, me fitando. — Não acha melhor nós dois ficarmos em um hotel, aqui na cidade, Bella? — perguntou ele, enquanto eu mordia meu sanduiche.

— Edward, vamos ficar duas semanas apenas com meu pai — disse o olhando. — Eu não o vi desde que me formei — afirmei. Eu sentia falta do meu pai, acho que eu sentia mais falta dele do que da minha mãe.

— Bella, nós podemos visitá-lo, almoçar, jantar e tudo o mais com ele, só que podemos ficar hospedados em um bom hotel aqui — disse ele me olhando. Nós ainda comíamos.

— Nem que fiquemos uma semana e meia — murmurei. — Ele vai ficar feliz em me ver, Edward. Desde que eu me mudei para Nova York nós dois não nos vemos, e quando eu estava na faculdade eu vinha pouco para essa cidade pequena e pacata — falei. Ele me encarou apoiando a cabeça no encosto do banco do carro.

— E o sexo? — perguntou ele me olhando. — Como nós vamos transar, Bella? — questionou. Eu me aproximei dele e coloquei minha mão em seu rosto.

— Nós podemos dar um jeito — murmurei.

— Nós vamos dar umas escapadinhas? — perguntou ele, arqueando a sobrancelha.

— Podemos — murmurei de forma sugestiva.

— Ah, Bella, o que eu não faço para ter seu sorriso? — perguntou ele, encarando-me. Eu dei um beijo nos lábios dele.

— Nós podemos dar umas escapadinhas, a gente faz sexo, e retorna, entendeu? — perguntei. Ele suspirou encarando meus olhos e deu um sorriso.

— Minha safada! — falou malicioso nós terminamos de comer e fomos em direção à minha casa. Era reconfortante enquanto o carro seguia em direção à minha casa, ou melhor, à casa do meu pai. Eu me sentia mais calma e tranquila.

— Vamos ser daqueles casais de namorados proibidos de nos ver enquanto estivermos em Forks — murmurei. Ele me encarou.

— Só que vamos dormir juntos — falou ele, encarando-me. — Só que não vai ter ‘finalmentes’ entre nós dois — murmurou. Eu dei um beijo nos lábios dele.

— ‘Finalmentes’ só nas nossas fugidinhas — murmurei. Ele sorriu apenas. — Me sinto uma adolescente nesse momento, e não uma mulher de vinte e quatro anos — comentei. Ele segurou minha mão.

— E eu me sinto o jogador de basquete galinha do colegial — comentou ele. Eu dei um risinho e ele beijou minha mão. — Nós vamos fugir umas três vezes por semana — murmurou ele. Eu dei um sorriso.

— Nós podemos tomar banhos juntos — comentei. Ele sorriu de forma sacana. — Mas não vamos fazer sacanagens no chuveiro — murmurei o olhando. Nós paramos na frente da casa do meu pai, do outro lado da rua, e ele me olhou.

— Foi aqui que você viveu? — perguntou Edward olhando para a casa.

Ela era branca com telhado azul, uma porta vermelha, detalhes da janela azul, uma árvore e grama na frente de casa. A garagem com o barco de pesca do meu pai, e a viatura.

— Sim — respondi. — Eu vivi aqui durante dois anos da minha vida, e depois só alguns verões — afirmei.

— É uma casa pequena — murmurou ele, observando.

— Sim — respondi. — Meus pais a compraram depois que se casarem em Vegas e minha mãe engravidar — afirmei. Ele encarou meus olhos intensamente, encostando a cabeça no banco do carro.

— Seus pais se casaram em Vegas? — perguntou ele espantado.

— Sim — respondi. — Por isso que minha mãe colocava uma pilha sobre Demetri e eu. Ela queria que eu tivesse o casamento que ela não teve — comentei. Ele segurou minha mão.

— Ainda não estou preparado para entrar — confessou ele.

— Meu pai não vai falar nada, só está meio zangado, mas ele é amoroso — murmurei. Ele me encarou.

— Princesa, ele é carinhoso com você, que é a filha dele — comentou encarando meus olhos. — Já comigo, que eu sou seu amante carnal, creio que ele não vai ser atencioso — murmurou. Eu beijei seus lábios.

— Vamos, garotão, eu preciso de um banho! — falei, e ele me olhou malicioso.

— E eu vou ser seu sabonete? — perguntou. Dei um sorriso negando.

— Pensarei no seu caso — murmurei o beijando. — Agora venha — disse tirando meu cinto de segurança. Nós saímos do carro e fomos para a casa do meu pai.

Toquei a campainha, e depois de alguns segundos, ele apareceu com uma xícara de café, e usando farda.

— Bella? — falou ele meio espantando, me olhando atentamente.

— Oi, pai! — falei com naturalidade.

— O que faz aqui? — perguntou ele, sem entender, ainda me olhando. Seus cabelos grisalhos contrastavam com seus olhos verdes cristalinos. Seu rosto era angulado, porém pequeno, e seu nariz era pontiagudo.

— Eu vim te visitar, Chefe Swan — falei. Ele deu um sorriso abrindo os braços para que eu fosse até ele e o abraçasse, o que eu fiz.

— Oh, minha querida — disse ele me abraçado forte. — Deveria ter me dito que viria, Bella — murmurou ele.

— Foi repentino — disse. Ele me afastou.

— Bella, você odeia Forks — disse ele, encarando-me.

— Não odeio tanto, pai — disse. Ele suspirou, beijando minha cabeça. — Não vai nos deixar entrar? — perguntei, e ele me soltou.

— Claro — falou ele. — Entrem — disse.

— Pai, eu quero te apresentar a um amigo — disse-lhe. — Esse é Edward Cullen, um amigo do trabalho — murmurei. Meu pai o encarou analiticamente.

— Cullen?— perguntou ele me olhando. — Filho do seu chefe, Bella? — interrogou ele, eu suspirei.

— Ele é apenas meu amigo — respondi em forma de repreensão.

— Sei — disse de forma desconfiada.

— É um prazer conhecê-lo, Chefe Swan — disse Edward de forma educada. Meu pai estendeu a mão, e os dois se cumprimentaram.

— Então, por que não me disse que viriam para cá? — perguntou meu pai, ainda desconfiado. Edward me olhou, ainda na sala de estar.

— Nós viemos a negócios... em Seattle — disse Edward inventando uma desculpa, porque simplesmente não podíamos falar “Hey, viemos para cá porque o irmão psicótico de Nathan, o ex-marido da mamãe, quer me matar”.

— Ah — murmurou ele.

— Então vão ficar aqui, ou vão se hospedar em Seattle, Edward? — perguntou meu pai, bebendo seu café.

— Pretendemos ficar por aqui alguns dias — respondi por ele. Meu pai me olhou. — Não tem problema, não é, pai? — perguntei. Ele me encarou, apenas.

— Claro que não, querida. Faz tanto tempo que você não vem para cá, que eu realmente não mudei nada do seu quarto de lugar — comentou ele. Eu suspirei apenas, o olhando.

— Pai, nós dois podemos dormir na sala, não se preocupe — disse.

Edward me encarou seriamente. Sala? Aposto que ele pensou isso.

— Só terei que providenciar um colchão para vocês dois, porque não vão dormir juntos, não é? — perguntou ele encarando nós dois.

— E por que não dormiríamos? — perguntei o olhando. — Somos amigos, não é, Edward? — perguntei o olhando com sarcasmo.

— Somos amigos mesmo, só isso— concordou. Aposto que ele queria falar "amigos de sexo sem compromisso", mas não disse nada.

— Sei — murmurou meu pai, desconfiado. — Bem, eu tenho que ir para o distrito — disse ele nos olhando.

— Nós dois ficaremos bem — falei o olhando, dando certeza.

— Se me permite, Sr. Swan, eu posso providenciar um colchão de casal e também roupas de cama para os dias que ficaremos aqui — disse Edward de forma educada para o meu pai, que apenas suspirou.

— Se diz — deu de ombros. — Apenas, tenham juízo vocês dois! — disse ele, nos encarando.

— Pode deixar, pai, nós temos muito juízo — falei olhando para ele. Meu pai andou até mim e me abraçou.

— Senti sua falta, Bells. Estou feliz que tenha vindo ficar comigo por alguns dias — sussurrou na minha orelha. — Mas quero saber dessa história de vinda repentina, mocinha, e você não vai escapar — disse ele na minha orelha.

— Pode deixar, eu te explico tudo — falei o olhando. Ele apenas deu um meio sorriso.

— Cuide dela! — disse ele para Edward, que me lançou um sorriso.

— Pode deixar, chefe! — falou ele num sorriu. Meu pai colocou um grosso casaco.

— Vejo vocês dois à noite, juízo — voltou a dizer. Apenas concordei com a cabeça. Ele abriu a porta e se foi.

— Uffa! — disse Edward encarando meus olhos. — Seu pai é bem mandão! — falou ele.

— Você se saiu bem, ele vai acabar amolecendo — comentei dando de ombros. Ele apenas deu um beijo na minha cabeça.

— Casa maneira — comentou ele, olhando a sala de estar com sofás pretos macios, uma lareira, uma estante com uma enorme televisão de tela plana, paredes verdes com detalhes em branco — uma tentativa da minha mãe de alegrar essa casa. Quando eu vinha passar meus dias de verão com meu pai, havia sempre fotos em cima da estante e alguns livros. Almofadas pretas e uma manta estendida no sofá branco.

— Gostou? — perguntei olhando minha foto de criança. Eu devia ter dois anos na foto.

— Ela é pequena — respondeu Edward. — Mas reconfortante, e aconchegante — disse ele. Eu dei um sorriso, apenas, o olhando.

— Eu não gosto muito dessa cidade, mas essa casa é meu lugar de segurança — comentei olhando para ele, que apenas me abraçou pelos ombros e beijou minha cabeça.

— Minha segurança é te ter nos meus braços — disse ele. Eu coloquei minha mão no peito dele, olhando para uma foto da minha mãe, grávida, com meu pai. Sorri.

— Quem é ela? — perguntou ele, com curiosidade.

— Minha mãe — respondi.

— Uau — assobiou ele. — Agora eu sei de quem você puxou a beleza — disse ele, eu dei um sorriso.

— Menos os olhos — falei. Ele me abraçou por trás. — Eu tenho os olhos do meu pai — sussurrei.

— Lindos olhos — disse ele, na minha orelha. — Nossos filhos terão olhos lindos. O meu tom de azul com seu verde cristalino vão fazer uma combinação harmoniosa — comentou. Não consegui evitar meu sorriso com o comentário.

— Quero saber como vai providenciar uma cama para nós dois — comentei me virando para ele. Edward deu um meio sorriso.

— Deve ter alguma loja em Seattle ou Port Angeles que venda roupas de cama e também, colchão de casal e travesseiros — comentou ele, dando de ombros.

— Eu vou com você — disse a ele, que deu um sorriso.

— Então vamos comprar uma cama, ou melhor, um colchão para nós dois dormirmos, e não transarmos — disse ele, encarando meus olhos. Eu concordei, apenas.

Nós fomos para o carro, de fato, para o centro da cidade, e compramos um enorme colchão e roupas de cama em um tom roxo com preto. Retornamos e depositamos tudo sobre o sofá. Eu arrumei a nossa "cama".

— Até que não ficou tão ruim — comentou ele encarando-me.

— Concordo — comentei. — Vamos tomar um banho, garotão? — perguntei o olhando.

— Vou apanhar nossas coisas no carro, gata — disse ele. Concordei.

Eu o ajudei a pegar nossas malas, e então nós subimos com elas, as deixando em meu antigo quarto.

— Uau — disse ele, olhando meu quarto.

— O quê? — perguntei abrindo minha mala.

— Desenhos, desenhos, desenhos— comentou ele, olhando meu mural cheio de desenhos.

— Sempre quis ser arquiteta — murmurei o olhando. — Mesmo que algumas pessoas achem que eu me daria melhor na gastronomia — comentei. Ele me olhou.

— Você cozinha? — perguntou ele.

— Sim — respondi.

— Vai cozinhar o nosso jantar? — perguntou ele.

— Sim — respondi. — Eu cozinho bem, viu? Rosalie que é ruim de fogão, mas eu cozinho muito bem — comentei. Ele deu um meio sorriso.

— Veremos, Srta. Swan — disse me abraçando por trás.

— Agora vamos para o banho — disse o olhando.

— Vamos — disse ele, encarando meus olhos.

Ele pegou uma roupa, e nós dois tomamos um banho quente. Colocamos moletons grossos de flanela, meias e descemos as escadas, nos deitando na nossa "cama" improvisada.

— Bella, Bella... o que vai ser de nós dois durante essas semanas por aqui? — perguntou ele me olhando. Eu acariciei seus cabelos.

— Nós vamos fugir de vez em quando — comentei o olhando. — Meu pai já percebeu que tem algo entre nós dois, Edward, é só ir com calma que eu conto para ele que eu não sou mais noiva — afirmei. Ele suspirou encarando meus olhos.

— Ah, Bella! — resmungou me puxando para ele.

— Tenha paciência — pedi. Ele suspirou na minha pele, me beijando. Nós ficamos vendo filmes antigos e comendo pipoca, e ele acabou dormindo no meu colo. Eu me apertei nele e acabei pegando no sono.

— Ela está com um homem. Ele se chama Edwad Cullen, René — consegui ouvir a voz do meu pai soando. — Eles dois estão dormindo agora — comentou ele. — Eu não sei o que eles têm, só sei que eles dois estão aqui, e parecem felizes. Bella está dormindo, não vou acordá-la — disse meu pai. Por que raios ele falava com a minha mãe? — Não, eu te ligo quando eu tiver novidades, René — disse ele. Eu resmunguei me mexendo na "cama", e Edward resmungou também.

— O que foi? — perguntou meio sonolento.

— Meu pai estava conversando com a minha mãe — respondi sussurrando ao cobrir nossos rostos.

— E o que tem? — perguntou ele, me puxando mais para ele. Eu me deitei no peito dele.

— Ele disse que nós dois estamos "felizes" — murmurei. — Ele nem imagina por que estamos aqui — sussurrei. Ele me beijou.

— Não vamos falar de nada desagradável enquanto estivermos aqui — murmurou ele me beijando.

— Tem razão — sussurrei beijando seus lábios. — Eu vou "acordar" pode continuar aqui? — perguntei o olhando.

— E por que eu continuaria aqui? — perguntou ele.

— Vou conversar com meu pai — respondi o olhando.

— Tudo bem, eu "finjo" estar dormindo — murmurou ele. Eu dei um beijo nos lábios dele, e me descobri, vendo sua cara de gatinho pidão.

— Não vou demorar, prometo — murmurei. Ele suspirou e eu saí da sala de estar, ou do nosso "quarto" improvisado. Fui à cozinha. Meu pai estava no quintal. Eu passei pela cozinha amarela com portas de armários azuis, e abri a porta.

— Oi, princesa, pensei que estivesse dormindo — disse meu pai. Eu dei um sorriso, descendo alguns degraus.

— Eu dormi muito bem, papai — falei. Ele deu um sorriso e eu me sentei na varanda que dava de frente para o jardim da parte interna.

— Que bom que conseguiu dormir bem — disse ele, tirando uma luva de jardinagem. Ele se sentou ao meu lado.

— Então como foi seu dia? — perguntei o olhando.

— Sem muitas novidades — respondeu ele. — E o de vocês dois? — perguntou ele encarando-me.

— Pipoca, filmes e preguiça — respondi. Ele deu um sorriso.

— Querida, quem é esse homem? — perguntou ele me olhando.

— Edward é um amigo — respondi.

— Bells, eu sou seu pai, não sinta medo de me contar — pediu ele me olhando. Eu encostei a cabeça no ombro dele.

— Ele é um namorado — disse para ele. Espero que ele não tenha reações estranhas ou me questione. Ele apenas me abraçou pelos ombros.

— Eu percebi que ele gosta de você — comentou, e eu o encarei. — Só que você não estava noiva, Bella? — perguntou ele.

— Eu terminei meu noivado — murmurei o olhando, respondendo sua pergunta.

— E por que terminou? Parecia apaixonada pelo seu ex-noivo — comentou ele.

Mordi os lábios.

— Porque eu comecei a não me sentir bem no relacionamento. Demetri e eu discutíamos muito. Depois que eu comecei a trabalhar, acabei terminando — ele deu um beijo na minha cabeça.

— Aí você conheceu esse cara, que está dormindo na minha sala de estar? — perguntou ele, encarando-me. Eu me senti reconfortada com meu pai.

— Exatamente — respondi. — Nós dois trabalhamos juntos. Ele é engenheiro e filho do meu chefe, mas ainda não é o presidente da empresa — expliquei melhor. Vai saber o que a minha própria mãe falou! — pensei.

— Mas vai ser um dia, certo? — perguntou ele. Suspirei.

— Talvez — murmurei.

— Vocês dois tem o quê, exatamente? — perguntou ele me olhando.

— Não somos exatamente namorados, mas também não somos só amigos — murmurei o olhando. Ele deu um meio sorriso.

— É importante que eu saiba de algo mais sobre esse relacionamento? — perguntou estreitando os olhos.

— Não — respondi. — Só se você quiser saber — falei. Ele deu um sorriso, me abraçando.

— Acredite, eu não quero saber muito — falou ele, me abraçando mais forte. Eu senti aquele calor, o cheiro reconfortante e o abraço delicioso. Encostei meu rosto no pescoço dele.

— Senti sua falta, papai — confessei. Ele beijou minha cabeça e afagou minhas costas.

— Eu também, meu amor... eu também sinto sua falta — sussurrou ele beijando minha cabeça.

— Eu te amo, papai. Sei que eu andei sumida — falei o encarando. — Mas eu te amo muito — disse.

— Eu sei, querida, eu sei — disse ele me apertando.— Eu te amo muito, Bella — falou ele, me olhando. Eu me aconcheguei nos braços dele. — E esse Edward, a trata bem? — perguntou ele. Suspirei o fitando.

— Ele me trata muito bem, papai — respondi. — Até demais — resmunguei. Ele deu um sorriso.

— Ele que pise fora do caminho certo — eu dei um sorriso.

— Ciumento, Chefe Swan? — perguntei o olhando de forma divertida. — Acho que eu estou grandinha, não é? — perguntei. Ele deu um beijo nos meus lábios.

— Mais ainda é a minha princesa — disse ele me olhando. — Bella, eu não te contei uma novidade — comentou ele.

— Novidade? — perguntei animada.

— Bem, eu fiz uma prova para ser agente do FBI — disse ele.

— Sério? — perguntei o olhando.

— Em poucos meses eu faço um treinamento em Washington — eu dei um sorriso animado o olhando.

— Oh, pai, isso é ótimo! — eu falei o abraçando forte. — Fico muito feliz por você — disse. Ele me beijou.

— Se tudo der certo, eu me mudo para Nova York ou Los Angeles até o fim do ano — eu dei um sorriso, animada por ele, e o abracei apertado.

— Eu fico muito feliz, pai, em saber disso — falei. Ele beijou meu rosto.

— Já acordou, prin...? — Edward apareceu.

— Faz um tempo — falei o olhando. Claro que ele sabia que nós dois tínhamos que ser teatrais.

— Chefe — disse Edward saudando meu pai.

— Eu vou tomar um banho, Bells, depois conversamos — meu pai disse beijando minha cabeça e entrando em casa.

— Tem certeza que nós dois vamos nos dar bem? — perguntou Edward se sentando ao meu lado.

— Só tenha paciência — disse o olhando. — Ele é fechado, mas é uma ótima pessoa — murmurei. Ele deu um beijo nos meus lábios.

— Espero que sim — sussurrou ele me abraçando. — Parece feliz — disse ele.

— Eu estou — respondi. — Meu pai passou em um exame para ser agente do FBI, e eu estou animada por ele, que vai finalmente deixar essa cidade pacata — falei. Ele deu um sorriso acariciando meu rosto.

— Fico feliz em vê-la sorrindo — disse ele. Eu dei um beijo nos lábios dele.

— O que eu faço para o jantar? — perguntei o olhando.

— Podemos pedir alguma coisa, Bella — resmungou ele, encarando-me. — Aposto que você não está com a menor vontade de cozinhar, não é? — perguntou. Eu dei um beijo nos lábios dele.

— Acertou — sussurrei.

— Vamos pedir comida chinesa, ou podemos comer pizza, se quiser — disse ele. Beijei seu pescoço.

— Chinesa — respondi. Nós entramos e ele fez o pedido. Claro que Edward pediu muitas coisas para comermos durante o jantar. Ele e meu pai começaram a conversar, e meu pai perguntou de onde ele veio, onde ele estudou, quais os planos futurísticos e ele apenas respondeu: "Quero me casar com Bella". Eu fiquei muda e vermelha. Como ele me solta isso no jantar?

Mais à noite eu e os dois vimos o jornal, e meu pai foi se deitar, o que para Edward foi o mesmo que "estamos sozinhos agora, podemos nos pegar"! Mas nada aconteceu de mais quente.


Quatro dias depois....

— Uau! Está linda — disse meu pai assim que eu saí do meu quarto.

Eu usava apenas um vestido preto curto, sem muitos detalhes. Ligas, um casaco grosso, preto, e um cachecol azul com sapatos envernizados.

— Aonde vocês dois vão? — perguntou ele encostando-se ao batente.

— Vamos jantar em Seattle — disse.

— Retornam hoje? — perguntou ele.

— Não — murmurei. — Nós voltamos só amanhã — resmunguei. Ele fechou a cara.

— Isso faz parte daqueles detalhes que eu não preciso saber, certo? — perguntou ele e eu me virei.

— Melhor — resmunguei. Ele suspirou.

— Tudo bem, querida — disse ele, dando um meio sorriso.

— E você, aonde vai? — perguntei o olhando.

— Na casa de uns amigos policiais — falou ele. — Poker, cerveja — disse ele com um meio sorriso animado.

— E mulheres? — perguntei.

— Algumas — resmungou ele.

— Se divirta — disse. Ele deu um beijo na minha testa.

— Você também, e se cuida — disse ele. Eu apenas sorri e desci as escadas.

— Cuide bem da minha princesa, Edward — disse meu pai seriamente.

— Pode deixar, Charlie, eu cuidarei bem dela — falou. Eu já sabia dos planos de Edward para essa noite: nós dois iríamos para um hotel primeiro, transaríamos e depois jantaríamos por lá mesmo. Ficaríamos a noite inteira, e quando retornássemos seria apenas pela manhã.

Quando desci ás escadas Edward me esperava com um sorriso nos lábios.

— Hey — falei.

— Hey, linda — falou. Eu dei um sorriso apenas. — Só de pensar que eu vou te deixar nua! — murmurou. Eu dei um beijo nos lábios dele.

— Estou usando ligas — murmurei, e ele arregalou os olhos.

— O quê? — perguntou me olhando.

— Estou usando ligas — repeti o encarando, e ele suspirou.

— Ainda bem que dormiremos em Seattle — comentou ele dando de ombros. Eu beijei sua boca, e Edward enterrou sua língua na minha. Minhas mãos foram para os cabelos dele, e ele levou as suas pelo meu couro cabeludo, indo para as minhas costas e apertando minhas nádegas. Nós dois nos soltamos.

— Vamos, antes que não saiamos mais daqui — murmurei. Ele deu um beijo nos meus lábios.

— Vamos — sussurrou ele. Entramos na Mercedes e enquanto ele dirigia eu o fitei. Ela era sexy.

— Seattle é longe de Forks — murmurei.

— Vamos a Port Angeles e pegaremos um helicóptero — eu fechei a cara.

— Edward!

— O que foi? — perguntou ele me olhando.

— Irmos para Seattle de helicóptero? — perguntei o olhando.

— Sim — respondeu ele. — Chegaremos a tempo da nossa reserva no restaurante — disse ele, me encarando.

— Nós dois não iríamos transar primeiro? — perguntei. Ele me encarou.

— Vou te alimentar primeiro — murmurou. — Depois vamos sair para beber, e só depois o hotel — sussurrou ele.

— Pensei que estivesse eufórico para aliviar o stress — comentei dando de ombros.

— E eu estou — retrucou ele. — Quero te fazer gritar hoje, Bella — murmurou. Eu dei um sorriso malicioso.

— Mas vai me levar para Seattle para jantarmos primeiro — comentei beijando seus lábios.

— Nós jantamos e vamos para o hotel — disse ele, encarando-me. — Eu prometo que eu faço você delirar hoje, Bella — sussurrou. Eu fechei a cara o olhando.

— Espero mesmo, garotão — falei. Ele me beijou nos lábios.

Quando nós chegamos a Port Angeles, fomos para um heliporto local, e o helicóptero já havia pousado. Nós saímos do carro.

— Sr. Cullen — disse um homem ao entrarmos no helicóptero.

— Cadê o piloto? — perguntei o olhando.

— Eu vou ser o piloto — arregalei os olhos.

— O QUÊ?

— Eu piloto, Bella — pisquei por um tempo, o olhando.

— Pilota? — perguntei o olhando.

— Piloto — respondeu ele, encarando meus olhos.

— Eu não quero morrer, Edward — disse. Ele deu um sorriso negando.

— Não vai — a aeronave começou a levantar voo e eu tremi um pouco.

— Desde quando você pilota? — perguntei o olhando.

— Há bem mais de quatro anos— respondeu sem me olhar. A vista da frente do helicóptero era incrível.

— Edward, você podia ter me dito que pilotava esse tipo de coisa! — falei meio apavorada, e ainda mais incrivelmente apaixonada pela pequena vista. Além do que, não tinha muito a ser visto, só a vegetação. O dia estava indo embora.

— Bella, é um hobby — disse ele com naturalidade.

— Um hobby bem sofisticado — murmurei.

— Sim — respondeu ele. — Um hobby bem sofisticado — comentou.

— Quanto tempo demoraremos para chegar a Seattle? — perguntei o olhando.

— Creio que em meia hora estaremos pousando — respondeu, me olhando.

— E onde está me levando? — perguntei.

— Canlis — respondeu. — Vai gostar muito desse lugar — murmurou ele. Eu suspirei.

— Mais surpresas é impossível — comentei o olhando enquanto ele pilotava. Nós chegamos a um lugar com muitas luzes pequenas.

— Chegamos a Seattle, Bella — disse ele. Eu mordi minha boca impaciente, olhando a vista incrível. Milhares de luzes pequenas, e a torre de Seattle era incrivelmente bela. Quando ele pousou em um heliporto, nós descemos e eu o beijei nos lábios.

— Obrigada pelo passeio — sussurrei na boca dele.

— Não tem de quê — falou ele me abraçando pelos ombros. — Agora vamos entrar em outro carro, e iremos para esse restaurante — disse ele encarando meus olhos.

— Quantas surpresas para uma noite a dois — comentei. Ele sorriu apenas. — Em Nova York você não me surpreende tanto quando quer me foder — ele deu risada negando.

— Em Nova York eu não tenho seu pai à minhas espreita — disse ele, encarando- me. — E também, enquanto estivermos aqui, eu acho que nós dois podemos nos conhecer muito mais do que só no sexo — comentou. Eu dei um sorriso.

— Olha que vai vir uma tempestade com essa sua declaração — comentei. Meus cabelos voavam contra o vento.

— Pode ser que venha, mas veremos — comentou ele, me beijando nos lábios. Nós chegamos ao carro e, claro que era desnecessário agora, deixar de usar um carro esportivo.

— Uma Ferrari nova? — perguntei olhando para o carro luxuoso à minha frente, de design italiano.

— Como eu disse, na frente do seu pai, eu finjo não possuir tanto dinheiro — comentou ele, encarando- me. — Na sua frente eu posso ser eu mesmo — comentou. Eu respirei fundo, sem graça.

— Ah, garotão, então cadê o homem que odeia me tirar da cama cedo? — perguntei o olhando.

— Só quando estamos a sós — disse ele, abrindo a porta. Eu entrei e Edward veio comigo.

— Eu não espero mais nada vindo de você — comentei. Ele deu um meio sorriso.

— Pode esperar — disse ele, encarando-me. Ele dirigiu em torno de dez minutos, e nós chegamos à frente do restaurante Canlis. Era incrível! À sua frente havia uma pequena fonte, e também uma arquitetura moderna de madeira, com vidros.

— Sr. tem reservas? — perguntou a recepcionista.

— Edward Cullen e Isabella Swan — respondeu.

— Oh, me acompanhe, Sr. Cullen — disse ela. Eu o encarei segurando a mão dele, enquanto andávamos pelo restaurante. Casais, famílias, amigos, empresários por todos os cantos. Nós subimos uma espécie de escada, e tinha uma parede de vidro à minha frente, e tapetes indianos, lustres de cristal grandiosos e também uma mesa com velas e taças de cristal, e provavelmente uma porcelana europeia. Era de tirar o fôlego.

Edward afastou a cadeira e eu me sentei. Nós dois ficaríamos de frente um para o outro, ao som de uma música ambiente, ele se sentou.

— O que desejam? — perguntou uma garçonete.

— Tequila para ambos — respondeu Edward, me olhando.

— Algo mais? — perguntou ela.

— Cosmopolita para mim — respondi. Edward me olhou com um meio sorriso.

— Cobowy — disse ele a olhando.

— Alguma entrada, senhor? — perguntou ela.

— Teriyaki Tenderloin — respondeu olhando para ela, que deu um sorriso. Ela parecia extasiada com ele, eu também me sentia assim. — Para nós dois — disse ele. Ela anotou em uma espécie de Pager, ou algo assim, e deu um meio sorriso, se retirando. Edward me olhou.

— Como você faz isso com as pessoas, Edward? — perguntei o olhando.

— ‘Isso’ o quê, princesa? — perguntou. Eu suspirei.

— Esse lance de jogar com as emoções da coitada da garçonete... ela quase teve um orgasmo em vê-lo — comentei mexendo nos meus cabelos.

— Eu faço você ter orgasmos quando jogo com você? — perguntou ele. Eu dei um sorriso.

— Você sabe que sim — respondi o olhando. — Eu só quero que esse jantar termine logo, nós dois vamos para o hotel e depois transar, transar e transar — murmurei. Ele deu um sorriso malicioso.

— Vamos jantar primeiro, Srta. Swan, depois vem a sobremesa — disse ele. Eu suspirei o olhando.

— Como quiser, Sr. Cullen — disse.

— Minha submissa — sussurrou. Eu dei um sorriso negando.

— Acho que está mais para você ser submisso — murmurei.

A garçonete trouxe os drinks juntamente com as entradas, e os colocou sobre a mesa, entregando-me um envelope.

— Mandaram te entregar isso, senhorita — disse ela. Edward me olhou.

— Deve ser algum velho tarado — resmunguei o olhando.

— Não, foi aquele homem — ela ia apontar, mas não tinha mais ninguém na mesa. — Ele já se foi — disse ela meio sem graça.

— Abra, Bella — incentivou ele.

— Com licença — falou ela. Eu abri.

"Pensou que conseguiria escapar de mim, Srta Swan?

L.S."

Dentro do envelope um pequeno cartão eu olhei para Edward.

— Ele está aqui — falei ofegando, sentindo o pânico me dominar.

— O quê?

— Ele está aqui, Edward — respondi o olhando e entregando o envelope.

— Desgraçado! Como ele soube? — perguntou ele me olhando.

— Meu pai! Ele corre risco — falei em pânico.

— Calma, Bella, ele não está mais aqui no restaurante — disse Edward me olhando com calma.

— Mas que inferno! — falei o olhando. — Ele acabou com a nossa noite, e com os nossos planos! Ele soube de algum jeito, Edward, ele soube — falei desesperada.

— Bella, se acalma, não podemos dar bandeira... fica tranquila — disse ele, encarando-me. — Vamos jantar, e irmos para o hotel e ligarmos para meus pais. Amanhã vamos embora — disse ele, me olhando.

— E se ele procurar meu pai? — perguntei encarando os olhos dele.

— Ele não vai — respondeu ele. — Porque seu pai vai passar a noite fora, com outros policiais — murmurou ele encarando-me.

— Mas e amanhã quando chegarmos? — perguntei o olhando.

— Vamos com calma — murmurou beijando minha mão. — Vamos jantar, e depois vamos para o hotel e vermos o que é isso que aqui — disse pegando uma espécie de cartão de memória.

— Deve ser alguma foto repugnante — respondi. Ele me olhou.

— Nós veremos, Bella, agora se acalma, ok? — pediu.

— Ok— eu peguei a dose de tequila e virei na minha garganta, sem pestanejar, e depois bebi o cosmopolita por cima e belisquei aquelas entradas, mesmo sem muito apetite. Eu sentia o gosto apenas da comida na minha boca, eu tinha fome só que o estado de nervos a abalou. Nós dois jantamos e fomos para o hotel, subimos para a nossa suíte.

— Vou tomar banho, Edward — alertei.

— Pode ir, princesa, eu vou falar com meu pai — disse ele. Eu apenas concordei com a cabeça e entrei no banheiro. Fechei a porta e me despi rapidamente entrando no chuveiro. Tomei um banho rápido e apanhei um hobby de seda que eu trouxe na bolsa, e vesti. Coloquei a mesma lingerie e meus sapatos de salto alto, quando eu saí do banheiro.

— Me solta, Nathan! — eu fechei meus olhos, sentindo o pânico.

— CALADA! — gritou ele. — Abra as pernas, sinta o que é um homem de verdade! Você vai me agradecer por isso, sua vadia! — eu respirei fundo andando, para o quarto onde ele estava sentado em uma pequena poltrona com um computador ligado.

— Me solta, por favor! — eu conseguia ouvir a minha voz de agonia, eu chorava.

Edward fechou o computador e me olhou.

— Descobriu o que tinha, então? — perguntei encostando-me no batente da porta. Ele andou até mim e pegou minha mão.

— Como você suportou isso? — perguntou ele, me olhando. — Como aguentava isso sozinha, Bella? — perguntou. Sua voz estava abafada e rouca, e os olhos marejados.

— Eu tinha que suportar pelos meus pais, Edward, não era por mim — disse. Ele me puxou para ele e me abraçou. Eu coloquei minhas mãos na cintura dele e ele me abraçou pelos ombros.

— Eu vou fazer esse cara pagar, Bella, por tudo isso — murmurou ele, abraçado a mim ainda com força. Eu o apertei também.

— Eu sei — sussurrei. Ele segurou meu rosto. Caíam lágrimas dos olhos dele, e eu passei meus dedos pelos olhos dele.

— Eu amo você — sussurrou. Eu senti meu coração batendo forte, e eu tinha a sensação de enormes borboletas saindo do meu estômago. Respirei fundo olhando para ele intensamente.

— Eu sei — respondi. Ele encostou a testa na minha e abriu meu hobby, dando um sorriso.

— Eu vou te amar agora — sussurrou ele, encarando-me. — Eu preciso estar dentro de você, sentindo seu calor, seu cheiro e também ouvindo seus gemidos — murmurou encarando meus olhos. Eu o beijei sentindo a língua dele me preencher. Eu o agarrei pelos cabelos o trazendo para mim. Agarrei seu pescoço e ele desceu meu hobby, jogando no chão. Ele me pegou no colo e eu enrosquei as pernas no quadril dele.

— Me ame — sussurrei na boca dele. Ele me levou para a cama e se deitou comigo por cima dele.

— Eu vou te amar — sussurrou ele se sentando na cama, segurando meus cabelos, enroscando seus dedos nele e puxando. Nós dois nos olhamos nos olhos e nada mais foi dito. Sua boca encontrou a minha e eu enrosquei meus dedos nos seus cabelos. Desci minhas mãos pelo seu abdômen que vestia ainda a camisa de botões. Sem pressa, eu desabotoei a camisa dele e a tirei. Joguei em um canto qualquer. Ele me deitou na cama e jogou meu sutiã em qualquer canto. Beijou minha boca indo para o meu pescoço, meus seios, mordiscando, chupando e minhas mãos foram para os cabelos dele. Eu o trouxe para mim, e nós dois nos beijamos. Suas mãos passavam pelo meu corpo, fazendo um caminho perigoso.

Eu me sentia quente, sexy e mais poderosa que o comum. Por algum motivo sua boca percorreu meu ventre, indo para minha intimidade. Ele grunhiu.

— Ah, ligas! — disse ele malicioso. Eu dei um risinho.

— Eu sabia que gostava — murmurei. Ele deu um sorriso enroscando minha perna no quadril dele.

— Quero você — sussurrou ele me beijando. Eu correspondi colocando minhas mãos nas costas dele. Ele ficou por cima de mim e nós dois paramos de nos beijar; nos olhávamos nos olhos. — Não precisamos de preliminares. não é? — perguntou ele, eu dei um sorriso.

— Não é necessário — murmurei. Ele se despiu rapidamente e me deixou em calcinhas. Ele entrou em mim e eu senti a respiração falhar. Movimentos, gemidos, suor, apertadas... ele me agarrou forte e eu então cheguei ao clímax. Nós dois chegamos juntos. Eu me desfiz das minhas ligas e fiquei apenas de calcinha com a camisa social dele, que eu usava sem sutiã.

Ele jogou a camisinha fora e voltou de boxer preta e se deitou na cama. Aquele abdômen definido despido... meu, só meu! Eu mordi a boca.

— O que foi, minha safada? — perguntou e eu dei um sorriso.

— Nada — respondi. — Vem aqui — fiz com o indicador. Ele suspirou se deitando na cama e eu coloquei a cabeça no peito dele.

— Acho que nós dois temos que parar de transar com tanta frequência — disse ele, eu o encarei.

— Quê? — perguntei.

— É que nós dois passamos mais tempo em cima de uma cama do que fora dela — murmurou ele, e eu o encarei desconfiada.

— E somos ótimos nessa arte — murmurei e ele deu um sorriso.

— Sim, somos ótimos — disse ele. — Só que eu quero conhecer a Isabella nerd, tímida e meiga que eu vi nas fotos espalhadas na casa do seu pai — falou ele, eu o encarei.

— Está de brincadeira comigo, certo? — falei o olhando.

— E porque eu estaria? — perguntou ele me olhando.

— Edward, acredite... você não ia gostar de saber como eu era nerd e tímida em excesso — falei o olhando. Ele acariciou meu rosto e deu um beijo na minha cabeça.

— Só quero te conhecer mais — falou ele, me olhando.

— Mais?

— Mais — respondeu. — E eu já tenho um lugar para irmos em mente — disse ele, me olhando.

— Onde? — perguntei o olhando.

— Vamos pegar o jato amanhã — disse ele, encarando-me. — Vamos a um lugar do mundo onde ninguém vai nos achar — murmurou ele.

— E que lugar é esse? — perguntei o olhando.

— Só posso dizer que é em Vancouver — disse ele me beijando. — Agora chega de detalhes — disse ele, e eu o abracei melhor.

— Edward, eu só temo pelo meu pai — murmurei. Ele me abraçou.

— Nada vai acontecer ao seu pai — disse ele com calma me abraçando. Eu fechei meus olhos no peito dele, e enrosquei uma perna na dele e fechei meus olhos.


Na manhã seguinte...

— Será que ele já está acordado? — perguntei olhando para Edward.

— Acho que sim — respondeu ele, enquanto entrávamos em casa a porta destrancada.

— Pai? — chamei. Então alguém apareceu.

— Uma pena que seu papai não esteja mais entre nós — disse uma voz masculina, aparecendo um loiro pele pálida, alto e forte, usando uma blusa. Ele apontou uma arma para Edward e eu entrei na frente.

— BELLA, NÃO! — eu só senti meu corpo mole e cai. Edward falava comigo. Falava e falava... e eu vi que o homem chegou perto dele. Então minha visão ficou turva e eu apaguei. Essa foi minha última lembrança.