Bring Me To Life
7 Capítulo Seis
Notas iniciais
Sei que vão falar " Mas ela posta só uma vez por semana e postou capitulo novo na sexta" bem falando sério, eu postei mesmo mais no momento estou ocupada com algumas coisas na minha vida pessoal e eu realmente vou ficar sem tempo de postar mais capítulos minha beta já está editando os próximos capítulos e eu creio que eu não vá demorar muito pelo menos é o que eu tento ao máximo acreditar....
Estou tentando ao máximo ser, criativa na história e também ela vai contar com muitos momentos quentes entre a Bella e o Edward, um deles se eu não me engano é no capitulo 18 que eles dois vão fazer safadezas bêbados, por tanto espero não perder muitos leitores com os palavrões e nem com ás cenas de sexo explicito que eu vou começar a escrever eu já estou dando uma avisada, porque eu sei que tem gente que não curte sexo explicito ou com uma linguagem um tanto quanto vulgar--- Por isso eu já estou avisando para não termos conflitos-- Segunda coisinha que eu queria mencionar é que--- O capitulo do Edward que já foi perguntando quando que vai ser postado, só depois que Bella terminar o noivado e ela se ver apaixonada por Edward eu já estou escrevendo um capitulo no qual ele se diz ".. Eu estou completamente apaixonado por você" e ela fica surpresa essa parte da história vai rolar em Paris na frente da Torre Eiffel que a cena está mega fofa e eu não vou entrar em muitos detalhes nessa parte...
Essa parte da história, vai ter sim capítulos mas fofos, e até alguns quebra pau da Bella com Edward--- Só para não ficar muito "mela, mela " --- A Bella não vai corresponder de imediato aos sentimentos de Edward gente por tanto tenham paciência é só isso que eu peço só isso mesmo! Ela vai ir para cama dele, os dois vão transar loucamente ela vai ficar confusa por demais--- Mais ela não vai estar apaixonada completamente, quando ela retornar a Nova York, ela vai ficar afastada dele por alguns dias porque o seu passado vai aparecer um pouco --- E quando tudo isso acabar, ai sim ela vai colocar os pingos nos ís como diria a minha vó e confessar por tanto não vão achando que a Bella de crepúsculo que se apaixona perdidamente pelo Edward é a dessa história. Ela vai balançar muito entre sentimentos, escolhas e decisões por tanto paciência só isso..!
Por tanto leitoras maravilhosas, eu só espero que não deixem de ler a história... Ela vai tratar de assuntos sérios também como o aborto & pedofilia paciência lindas paciência....
Vai ter trilha sonora a história eu posto quando eu achar músicas que se encaixem com a história por tanto amores.. Continue lendo vai ter muitas emoções, pela frente
— E como eu estou? — perguntou Demetri aparecendo com um terno preto, uma calça jeans e uma camisa branca de botões por baixo. Encarei o da cabeça aos pés e andei até ele, coloquei a mão no terno dele.
— Está lindo — respondi o olhando.
— Ah, é? — perguntou arqueando a sobrancelha.
— Sim — respondi. — Está um gato. — Ele aproximou os lábios dos meus e me beijou.
— E você não tem uma roupa um pouco mais comprida não? —perguntou encarando minhas pernas.
— Até tenho, mas não estou com vontade de usa-la — falei. Ele me deu mais um beijo.
— Só para avisar, meu amor — disse ele segurando meu rosto — Vai dormir no meu apartamento hoje. — Mordi os lábios.
— Vou? — perguntei. Ele deu um sorriso malicioso.
— Sim — respondeu. — Eu acho que eu e você merecemos privacidade hoje. — Eu dei um meio sorriso.
— Mais eu tenho que levar algumas roupas para usar amanhã — falei. Ele me beijou nos lábios novamente e encostou a testa na minha.
— Que roupas amor? — perguntou. — Você tem quase um closet no meu apartamento só seu, acho que não é necessário.
— Roupa social, Demetri — falei o encarando — Eu trabalho amanhã, amor, diferente de você que vai dormir até mais tarde — resmunguei. Ele me abraçou pelos ombros.
— Chegue mais tarde amanhã — resmungou ele na minha orelha.
— Não — respondi. — Agora eu vou ao meu quarto fazer uma mala para dormir no seu apartamento — falei baixinho. ele resmungou passando a barba no meu pescoço.
— Temos mesmo que ir a esse jantar? — perguntou na minha orelha.
— Temos, e me solta antes que eu corte esses seus planos – falei. Ele resmungou e me soltou.
— Vai então, antes que eu não te leve a esse jantar — falou. Eu dei um beijo nos lábios dele e fui para o quarto arrumei uma bolsa pequena com apenas uma camisa social larga transparente, um sutiã com rendas, uma saia que ia até as coxas e um Scarpin alto e o sobretudo de hoje uso amanhã, escova de dente, perfume e meu livro de cabeceira — como se eu fosse ler alguma coisa.
— Já vai Bella? — perguntou Rosalie aparecendo de pijama.
— Sim, eu vou dormir com Demetri hoje no apartamento dele — avisei a olhando — Portanto não se preocupe.
— Não ia me preocupar mesmo, hoje eu estou morta quero mesmo é dormir — falou ela encarando meus olhos.
— Bem, tenha um bom descanso — falei.
— Se cuida e até amanhã à noite — dei de ombros e fui para a sala. Demetri deu um sorriso.
— Pronta cinderela? — perguntou ele.
— Pronta — respondi. — Vamos.
O caminho até o Le Biboquet foi calmo e não demorou muito para chegarmos. Mesmo com o transito noturno caótico de Nova York não demoramos mais do que vinte minutos para chegar ao nosso destino.
— Os senhores têm reserva? — perguntou uma recepcionista ruiva, de olhos verdes profundos e uma pele pálida.
— Nós estamos com Sr. Cullen — falei olhando para ela.
— Oh, sim o Sr. Cullen e sua esposa já aguardam por vocês — falou. Ela fez um gesto e nós a seguimos até a mesa onde Carlisle estava sentado. Era simplesmente visível aquele lugar, era um lugar simples mas ao mesmo tempo requintado, mesas, quatros, e decorações que lembram Paris. Quando eu avistei Carlisle, tinha uma linda mulher ao seu lado e os dois conversavam amigavelmente.
— Oh, finalmente chegou — falou ele com certa empolgação.
— Desculpe, pegamos um transito chato — respondi dando uma justificativa.
— Não se preocupe moramos em Nova York, sabemos como é — disse a mulher. Eu a olhei; cabelos acobreados, olhos azuis iguais os de Edward, pele pálida, um rosto angulado, era incrivelmente semelhante ao filho. Eu nunca, em toda a minha vida, havia visto alguém como ela. Quantos anos teria? Suspirei olhando Demetri.
— Eu me esqueci de apresentar — disse Carlisle. — Essa é minha esposa Esme. Essa é minha nova arquiteta, querida, aquela que eu te falei — ela me encarou com um sorriso.
— Oh, sim a arquiteta de Yale? — perguntou ela com um sorriso gentil.
— Sim — respondi. Ela estendeu a mão eu peguei rapidamente.
— Um prazer conhece-la. Carlisle e Edward têm falado muito de você para mim — disse.
— É um prazer conhece-la — disse. Ela deu um sorriso amigável. — Esse é meu noivo, Demetri.
— Não seria necessárias apresentações, já nos conhecemos — falou Demetri. Eu dei um meio sorriso, ele não tinha me dito isso.
— Sente-se — falou Carlisle. Me sentei ao lado de Demetri.
— Então, como anda seus pais Demetri fazem anos que nós nãos os vemos — comentou a esposa de Carlisle.
— Eles andam ótimos, minha irmã se casou e agora ela esta vendo se engravida até o final desse ano — comentou.
— Querem beber algo? — perguntou Carlisle.
— Seria bom — respondi. Carlisle fez um sinal e imediatamente chegou um garçom.
— O deseja Sr. Cullen? — perguntou.
— Bella? — perguntou ele lançando-me um olhar.
— Tequila — respondeu Demetri por mim — Para nós dois, e um whisky duplo com gelo para mim e para ela... — falou ele me olhando.
— Sex on the beach — respondi. Ele anotou nossos pedidos numa espécie de tablet.
— Trago em um minuto senhor — disse ele se retirando.
— Vocês dois se conheceram como? — perguntou Carlisle me olhando.
— Em uma festa na fraternidade, eu estava no terceiro ano e ele no quarto de direito, começamos a sair juntos e começamos a namorar — respondi com tranquilidade. — Depois eu me formei em arquitetura, mas fiz um curso de design de interiores, e estamos juntos desde que nos conhecemos — comentei. Esme deu um sorriso amigável para mim.
— Carlisle me contou, sobre ter sido tutora no colegial — comentou ela bebendo o vinho.
— Eu fui — respondi. — Eu era uma nerd em química, física e matemática — falei olhando para os dois.
— Ainda continua sendo —comentou Demetri passando os braços pelos meus ombros.
— E eu tinha uma professora no colégio onde eu estava que me ajudou a conseguir uma bolsa em Yale por falar da minha facilidade de ensinar alunos com dificuldades em exatas — comentei orgulhosa. Não nego que eu sempre quis ter mais dinheiro na minha vida, mas o que eu não tive, como uma família presente eu consegui conquistar no colégio meu espaço em uma boa faculdade me transformando em alguém que não precisa de um cara rico para ter uma casa e um carro.
— Eu era assim no colegial — comentou ela me olhando — Eu tinha muita facilidade de entendimento, dei diversas aulas a Carlisle quando estávamos no colegial até quando meus filhos se formaram no colegial eu dava aulas para eles de exatas — comentou me olhando— Eu foi aceita em Harvard, por conta de notas mesmo nunca foi líder de torcida eu só tocava na banda do colegial— comentou ela, dando de ombros.
— Todos os seus filhos estudaram em Harvard?—perguntei com curiosidade.
— Todos — respondeu ela sem hesitar — Minha filha Alice, que você ainda não teve a chance de conhecê-la, ela queria estudar na Columbia, não queria se desligar de Nova York, mesmo assim mandamos ela para Harvard — comentou ela olhando para mim.
— Hm — resmunguei.
A bebida chegou e eu virei logo o liquido na garganta.
— Edward me fala muito de você — comentou ela. Demetri me olhou meio enciumado e eu mordi os lábios. “Vamos brigar certeza” pensei comigo mesma.
— Ah, sério? — perguntei como se eu não soubesse de absolutamente nada.
— Sim, ele tem falado muito de você para mim e Emmett também — comentou Carlisle.
— E o que ele tem dito? — perguntei para ele.
— Que você é talentosa demais, que você é inteligente e que ele não tem a menor chance com você por conta do seu noivado — comentou. Carlisle tirou um peso dos meus ombros. Demetri ficou completamente relaxado.
— Não sabia que Edward estava trabalhando na mesma empresa que vocês — comentou Demetri.
— Ele se formou em engenharia — respondeu Esme orgulhosa.
— Hm, entendo —respondeu Demetri bebendo o Whisky dele. — E ele continua solteiro?
— Edward não tem mais jeito — comentou Esme — Ele diz que não quer se casar de forma alguma. Ele diz que no máximo ele mora junto, mas casamento nem pensar — falou ela bebendo alguma bebida de aparência doce.
— Porque ele ainda não encontrou a garota certa, Esme querida — falou Carlisle.
— Que tal pedirmos algo? — perguntou ela me olhando. — Creio que ambos estejam com fome — falou ela me olhando.
— Muita — resmunguei. Ela deu um sorriso.
— Você não é muito de falar não é? — perguntou ela encarando-me.
— Não muito — respondi a olhando.
— Percebi. Te achei extremamente bonita — comentou me olhando. Esme era extremamente elegante e isso era perceptível pelas suas roupas de grife.
— Oh, obrigada — agradeci um pouco envergonhada.
— Eu tenho a impressão de te conhecer de algum lugar — falou ela me olhando.
— Minha mãe, ela é esposa do coordenador do Red Shox e eu estive presente em alguns eventos com eles, provavelmente tenha me visto em algum tabloide ou algo desse gênero — respondi com calma.
— Phill Dyener, não é?— perguntou.
— Sim — respondi.
— Não sabia que ele tinha uma filha — comentou ela.
— Ele não tem, Bella é a enteada dele — interferiu Demetri.
— Enteada? — perguntou ela, arqueando a sobrancelha.
— Sim — respondi. — Ele é meu padrasto, um padrasto muito bacana se me permite elogia-lo — comentei meio sem graça olhando para Demetri. Ele me beijou nos lábios.
— E o seu pai, Bella, ele faz o que? — perguntou Carlisle.
— Ele é policial — respondi colocando uma batata na minha boca para que me desse tempo de pensar em alguma coisa.
— Policial? — perguntou Carlisle. — Que tipo de policial?
— Policial convencional, que trabalha em delegacia — respondi bebericando o vinho.
— Ele mora em Forks, Bella quase não o vê — comentou Demetri intervindo novamente.
— Nossa, sério mesmo que ele trabalha em Forks? —perguntou Esme com curiosidade.
— Sim — respondi. — Nasci em Nova York, mas me mudei quando tinha dois meses para Forks, minha mãe não ficou insatisfeita com a vida que levava lá com meu pai e optou por morar em Phoenix, onde eu vivi minha vinda inteira antes de ir para Yale — disse explicando melhor a situação.
— Então faz muitos anos que seus pais são divorciados? — perguntou ela arqueando a sobrancelha. Eu não me sentia confortável com a maneira invasiva deles.
— Sim — respondi.
— E Phill? — perguntou Esme — Como sua mãe o conheceu?
— Ele estava morando em Phoenix, os dois se conheceram porque minha mãe trabalhava como garçonete em um hotel, ele estava em um evento lá e minha mãe e ele se tornaram amigos — expliquei consciente do olhar de Demetri sobre mim. — Os dois trocaram telefones e começaram a sair. Eu tinha quinze anos e minha mãe me apresentou ele e eu gostei dele de imediato. Ela precisava de alguém que fosse cuidar dela por mim quando fosse à faculdade e Phill entrou no momento certo nas nossas vidas — comentei dando de ombros.
— Sua mãe teve outros relacionamentos antes dele? — perguntou Carlisle.
— Muitos — respondi. — Acho que ela namorou uns cinco caras diferentes até encontrar alguém como Phill — comentei olhando para ambos. Demetri me olhava atentamente.
— Por isso você foi para Yale como bolsista. Não tinha mesmo condições de bancar a faculdade — comentou Esme encostando-se a cadeira do restaurante.
— Não, eu não tinha. Phill tinha dinheiro ele queria pagar algumas coisas da faculdade, mas meu pai, ele interviu e disse “Minha filha, meus gastos” e acabou ficando por isso mesmo — comentei meio envergonhada.
— Seu pai é policial, sua mãe era garçonete — disse Carlisle. — E você é a única com faculdade?
— Sim — respondi. — Minha mãe engravidou com dezoito anos. Ela ia fazer psicologia na universidade só que eu apareci na vida dela, e ela me escolheu — disse a ela. Os dois sorriram — Meu pai acabou não fazendo direito, como ele queria e se alistou para ser policial.
— Seu pai vive bem em Forks? — perguntou Carlisle.
— Sim — respondi.
— Mais ou menos, amor. Não é tão bem como nós dois vivemos em Nova York, mas ele vive razoavelmente bem — disse Demetri intervindo. Eu suspirei. Esme olhou para uma espécie de Pager.
— Eu tenho que ir — disse ela olhando para nós três e se levantando.
— Ir a onde, querida? — perguntou Carlisle olhando para ela.
— Tenho um novecentos e onze — respondeu ela olhando para ele e depois se virou para nós. — Eu tenho que ir para o hospital.
— Eu te deixo no hospital — disse Carlisle. — Vocês não se importam não? — perguntou nos olhando.
— Claro que não Carlisle, pode ir — disse com gentileza.
— Eu te vejo amanhã no escritório Bella — disse ele dando um sorriso amigável.
— Espero vê-los com mais frequência. A noite foi ótima — disse Esme. Levantei-me para me despedir de ambos.
— Iremos visita-los mais — comentou Demetri atrás de mim. Eles foram e eu me sentei ao lado dele.
— Quem é Edward? — perguntou ele fazendo careta.
— Filho de Carlisle, não conhece? — perguntei. Ele me abraçou pelos ombros.
— Não brinca com o meu ciúme, Bella — pediu ele. — O que ele quer com você? — perguntou ele.
— Nada. Ele não quer nada. Nós dois trabalhamos juntos, ele é engenheiro na empresa e eu sou arquiteta.
— Tem certeza que ele não quer nada? — perguntou novamente.
— Claro que tenho. Eu não quero nada com ele também, ele tem um lance com a secretária dele e eu estou prestes a me casar, portanto não venha com esse ciúme — pedi colocando os meus dedos nos cabelos dele.
— Eu te amo — falou ele segurando minha nuca com força.
— Ai, esta doendo! — resmunguei em protesto.
— Se um dia você me trair Bella, eu não vou te perdoar nunca, portanto seja sincera comigo o que aquele arrogante do Edward quer com você? — perguntou de forma ríspida e seca.
— Eu já disse que nada, e agora me solta! — falei com raiva. Ele me soltou e me olhou — Eu vou embora. Acho que você bebeu demais — disse pegando minha bolsa. — Eu te vejo amanhã, e eu espero que esteja sóbrio!— falei completamente irritada e sai andando.
Peguei um taxi e desliguei o celular. “Odeio quando ele age assim como se eu fosse trai-lo com qualquer cara, mesmo que seja Edward Cullen eu nunca trairia Demetri. eu estou segura dos meus sentimentos por ele.” Entrei em um taxi e uma chuva fina começou a cair do lado de fora.
Quando cheguei em casa vi que tudo estava silencioso, fechei a porta com a chave e fui para o meu quarto, me trancando lá. Só me tranco no quarto quando estou realmente furiosa. Fui para o banheiro e tomei um banho quente e outro gelado para não ficar de ressaca. Joguei-me na cama e dormi a noite inteira meio inquieta.
— BELLA, BELLA, ABRE ESSA PORTA! — era Rosalie que batia fortemente na porta do meu quarto. “Mas o que ela quer”, resmunguei olhando para o meu despertador. Era quase dez horas; eu tinha me atrasado, muito. Mas que merda!
Me levantei em um pulo e senti uma tontura tomar conta de mim. Fui até a porta.
— Onde está acontecendo o incêndio? — perguntei a olhando.
— Seu noivo me ligou umas três mil vezes preocupado com você — disse ela. — E você está mega atrasada! — Ela já estava pronta.
— Ah, eu não estou com a menor vontade de ir para a construtora — protestei indo para o banheiro. Eu podia ouvir o barulho do salto alto no carpete de madeira atrás de mim. Me despi e entrei no Box.
— Amada, eu também não estou com a menor vontade de ir para a clinica mais fazer o que? — perguntou ele. Eu bufei enquanto passava o shampoo. — O que houve ontem, entre você e o Demetri? —perguntou com curiosidade.
— Nós dois discutimos. Ele estava meio bêbado e eu odeio quando ele começa com o ciúmes — respondi lavando meus cabelos.
— Hmm — comentou ela. — E meu encontro com o seu amigo da empresa?— cobrou. Eu dei um sorriso.
— Eu vou ver se falo com ele hoje — disse a ela.
— Marque um programa de sexta feira, assim eu posso dormir com ele se rolar algo mais quente — disse ela. Eu neguei com a cabeça.
— Ele é filho do meu chefe, vá com calma — disse a ela.
— Quantos filhos esse tal Carlisle tem? — perguntou ela mexendo nas minhas maquiagens.
— Dois homens e uma mulher — respondi desligando o chuveiro. Me enrolei numa toalha e fui para o closet. Coloquei uma saia social até as coxas, uma camisa branca de regata e um sutiã preto de renda e sapatos sociais desconfortáveis. Me maquiei, passando um lápis e me perfumei. Peguei um casaco social e fui para meu quarto, apanhei minha bolsa de ontem mesmo e fui para a cozinha.
— Esse Carlisle Cullen, é um cara cheio da grana ? — perguntou ela.
— Um empresário de sucesso — respondi. — Ele trabalha como engenheiro em empresas de petróleo — comentei.
— Hm, cheio da grana — comentou ela. — Os filhos dele devem ser prepotentes — resmungou.
— Edward sim — respondi. — Emmett, que é o meu amigo que eu vou te apresentar, não. E a irmã deles eu não conheci ainda — comentei.
Nós duas descemos juntas.
— Será que ele vai gostar de mim? — perguntou ela.
— Ele gosta de loiras — respondi. Ela deu um sorriso.
— Menos mal — comentou dando de ombros.
— Te vejo à noite, perua — falei indo para o meu carro.
— Te vejo à noite safadinha! — disse ela. — E por Deus, ligue para Demetri. Ele está preocupado — falou.
Segui para a empresa e quando cheguei lá Edward estava na recepção.
— Bom dia, Bella — saudou Ângela.
— Bom dia — respondi. — Leva um café forte, bem forte para mim na minha sala — pedi. Ela apenas concordou com a cabeça.
— Ressaca, fera? — perguntou ele indo atrás de mim, enquanto andava para a minha sala.
— Daquelas ainda — respondi nem me dando o trabalho de ser grosseira. Me sentei na minha cadeira e tirei o casaco.
— E como foi o jantar ontem? — perguntou ele se sentando a minha frente.
— Tranquilo — respondi mexendo nos cabelos e sentindo dores de cabeça forte.
— Você é tão fraca para bebida assim? — perguntou ele.
— Você não viu nada — respondi. — Eu fico bêbada fácil, e fico de ressaca no outro dia. — Mexi nos cabelos. Minha cabeça parecia que ia explodir.
— Hm, isso é péssimo — comentou.
— Srta. Swan — disse uma voz feminina.
— Entra — falei com a voz baixa.
Ângela entrou trazendo consigo uma caneca de café.
— Não sabia se queria açúcar, eu trouxe uns saches se desejar — falou ela.
— Não obrigada, quero acabar com essa ressaca logo e o café amargo vai me fazer bem — disse. Ela colocou a caneca em cima da mesa.
— Precisa de mais alguma coisa? — perguntou ela.
— Não. Onde está Jéssica com a minha agenda?
— Vem mais tarde. Ela tem prova na faculdade — respondeu Ângela.
— Você sabe onde está minha agenda? — perguntei.
— Sim — respondeu ela. — Eu já trago. — assenti e bebi um gole do café enquanto Ângela saia da sala.
— Parece um cadáver com essa cara de sono e preguiça mais dor de cabeça — comentou Edward. Eu resmunguei.
— Menos, bem menos — respondi. — Não é porque eu estou em condições menos favoráveis de berrar com você que eu não irei berrar — comentei. Ele deu um sorriso me olhando.
— Qual é sua bebida favorita? — perguntou ele.
— Tequila — respondi sem hesitar.
— Forte para alguém tão fraca para bebidas — comentou ele. Eu dei um sorriso bebendo o café amargo.
— Não me provoca! — comentei o olhando.
— Não quer ir para casa, você está péssima.
— Não, seu pai vai achar que eu estou com preguiça. Estou dois dias aqui Edward, eu não posso me dar ao luxo de sair por conta de uma ressaca — aleguei. Ele me encarou.
— Quer que eu te leve pelo menos no médico? — perguntou ele. — Ele pode te dar um soro com alguma coisa para aliviar essa ressaca.
— No médico? — perguntei arqueando a sobrancelha.
— Eu juro que eu vou só lá com você — comentou levantando as mãos.
— Não vai pegar mal? — perguntei.
— Não — respondeu ele. — Veja sua agenda. Eu vou com você, você toma alguma coisa na veia e dorme um pouco o que acha? —perguntou ele me fitando. Ele parecia ser estranhamente cuidadoso.
— Dormir? — perguntei.
— Se quiser eu tiro o dia de folga e fico com você vagando por Nova York — comentou ele. Revirei os olhos.
— Já estava estranhando essa gentileza excessiva — comentei. Ele deu risada negando com a cabeça.
— Vamos, estou começando a ficar mal humorado com essa sua cara péssima.
— Srta. Swan aqui está a sua agenda — disse Ângela aparecendo na sala. Eu peguei o pequeno caderno e o avaliei; eu não tinha reunião com clientes mas tinha alguns projetos para visitar. Olhei para Edward.
— Ah, tudo bem! — falei. — Mas só porque eu não tenho clientes hoje.
— Ótimo! Eu só vou à minha sala pegar meu terno e te encontro no estacionamento — disse ele, Ângela me olhou desconfiada.
— Não me pergunte o que é que ele tem, porque eu não tenho a menor ideia — comentei. Ela deu risada.
— Ah, Srta. Swan se eu fosse a Srta. Eu me aproveitaria e muito do Sr. Sonhos — disse ela. Eu neguei.
— Ângela, primeiro sou comprometida e segundo, não é para tanto — disse pegando minha bolsa.
— Aonde vai? — perguntou ela com curiosidade.
— Vou sair com esse insuportável. Ele quer me levar em um projeto dele — menti. Ela deu um meio sorriso.
— Bom passeio — desejou.
— Obrigada. — Mal sabe ela que eu vou ao lugar que eu mais odeio no mundo tomar medicação e dormir o dia todo. Só Deus sabe aonde porque eu não quero encontrar com Demetri. Peguei o elevador e desci para o estacionamento, vi Edward na frente do carro dele.
— Finalmente! — reclamou ele.
— Não começa, estou lhe dando a honra de ter minha ilustre presença — falei. Ele negou com a cabeça.
— Vamos logo ao médico antes que essa sua ressaca seja contagiosa — falou ele. Eu dei risada e entrei no carro dele — uma linda Ferrari preta e charmosa como o dono.
— Ele vai me dar um soro lotado de remédios fortes, e eu não quero ir para o meu apartamento dormir — comentei o olhando.
— Vamos para o meu, oras — disse ele me olhando — Você dorme, eu fico no escritório do meu apartamento trabalhando e depois eu te trago aqui para pegar o seu carro.
— Sério mesmo? — perguntei o olhando.
— E porque raios não quer ir para o seu apartamento? — perguntou ele.
— Briguei com meu noivo, e ele tem a chave do meu apartamento, não quero encontra-lo, se é que me entende — comentei. Ele me olhou com um meio sorriso.
— Hm, foi algo muito sério? — perguntou manobrava o carro e saía do estacionamento. Ele olhava fixamente para frente. A imagem dele era terrivelmente sensual. “Estou de ressaca por isso estou achando ele sexy demais” pensei comigo mesma enquanto ele dirigia.
— Não — respondi. — Briga besta. E eu realmente não quero falar sobre isso. — Ele deu um meio sorriso e eu encostei a cabeça no vidro do carro.
Paramos na frente de uma grande porta de vidro num prédio moderno. Lenox Hospital.
— Chegamos, fera — falou ele. Eu dei um meio sorriso e nós entramos no hospital.
— É só esperar aqui, na recepção o médico a chamara pelo nome — disse uma enfermeira simpática que olhava para Edward impressionada, mera novidade. Me sentei no sofá da sala de espera — uma sala grande com vários sofás, revistas e uma televisão. Ao lado um bebedor e uma maquina de café.
Edward se sentou ao meu lado e me entregou um copo pequeno descartável.
— Bebe é café — disse ele me entregando.
— Obrigada — disse. Ele se sentou ao meu lado e passou o braço pelo o meu ombro — O que tá querendo? — perguntei o encarando.
— Eu sou um homem gentil, posso cuidar de você uma vez na vida? — perguntou ele. Eu resmunguei meio contrariada e ele apoiou minha cabeça no seu peito, próximo ao coração que batia rápido e feroz. Suspirei e bebi o café.
— Fazer o que — resmunguei nos braços dele. Ele me abraçou pelos ombros e senti uma sensação estranha e maravilhosa ao mesmo tempo, meu coração batia forte dentro do meu peito, minha garganta estava seca e meu olfato impregnado do seu perfume masculino.
— Srta. Isabella Swan — disse uma voz feminina.
— Vá, eu te espero aqui — disse ele. Eu concordei com a cabeça e fui para a sala da médica.
— Me chamo Dra. Victória Pilot — comentou ela — O que atrás aqui?
— Uma forte dor de cabeça — respondi. Ela deu um meio sorriso — Bebi muito ontem em um jantar, estou de ressaca – falei os sintomas.
— Vomitou? — perguntou ela.
— Não — respondi.
— Tem possibilidade de estar grávida? — perguntou me olhando.
— Não — respondi.
— Toma alguma medicação contínua? — perguntou ela.
— Anticoncepcional — respondi. Ela suspirou.
— Última menstruação? — perguntou.
— Dezessete de fevereiro — respondi. Ela deu um meio sorriso.
— Ótimo — falou ela. — Eu vou te dar dois soros; um para hidratar e outro com glicose para aliviar essa sua ressaca. Isso vai aliviar sua dor de cabeça, mas vai te dar sono — comentou ela — Está sozinha aqui?
— Não um amigo do escritório está aqui — disse a ela.
— Quer que eu chame por ele? — perguntou ela.
— Seria bom — respondi.
— Como ele se chama? — perguntou.
— Edward Cullen — respondi. Ela sorriu.
— Cullen? — perguntou ela — Filho de Carlisle?
— Sim — gemi de dor.
— Vou chamá-lo — comentou ela com um sorriso. Me levou para uma sala com divisórias. Algumas pessoas estavam com soro no braço e outras faziam inalação e algumas bebiam remédio oral.
Me sentei em uma poltrona grande e confortável e me reclinei assim como os demais.
— E então? — perguntou ele aparecendo na porta. Todas as mulheres daquele local viraram seus pescoços para olhá-lo.
— Vou tomar soro, dois soros — comentei resmungando. Ele se aproximou de mim, sentou-se ao meu lado e colocou a mão no meu rosto. Sua mão quente acariciou minha pele me causando arrepios no corpo. Fechei meus olhos ao seu toque.
— Você até que é bonitinha, quando está de olhos fechados — eu abri os olhos e o encarei.
— Deixa eu me recuperar, Edward, que você vai ouvir — gemi de dor.
— Srta. Swan? — uma enfermeira chamou.
— Sou eu — falei levantando a mão. Ela veio até mim montou o soro e eu fiquei ali olhando.
— Eu vou fazer uma ligação pra empresa, falar que está tudo bem com você para meu pai — disse ele me olhando.
— Seu pai sabe que eu estou aqui? — perguntei.
— Eu tive que contar — disse ele. Eu resmunguei. — Não esquenta, eu disse que você está mal mesmo.
— Não vai agora — pedi quando ele se levantou.
— Por quê? — perguntou ele.
— Tenho medo de agulhas — confessei. Ele deu um sorriso me encarando.
— Está falando sério? — perguntou ele.
— Sim — respondi. A enfermeira amarrou um elástico para pulsionar minha veia e eu tremi. Ele se sentou ao meu lado e me encarou.
— Não doí nada isso ai — falou.
— Eu sei, eu apenas não gosto — respondi. Ele me encarou e segurou minha outra mão, acariciando-a. uma sensação de paz me tomou, me deixando mais tranquila. Nós dois nos olhávamos nos olhos.
— Pronto, agora é só não mexer muito esse braço — falou a enfermeira. — Quando terminar a medicação, vai estar de alta — disse ela me olhando. Eu soltei a mão de Edward.
— Obrigada — agradeci.
— Não tem de que — respondeu ela dando um sorriso. Olhei para Edward.
— Posso ir agora? — perguntou ele.
— Não vai demorar muito, certo? — perguntei.
— Não — respondeu. — Eu só vou avisa-lo de que você está bem.
— Ok — resmunguei.
— Por quê? Vai sentir minha falta? — perguntou divertido.
— Cale a boca — protestei contrariada.
— Eu já volto, ferinha — falou ele. Eu resmunguei, mas nada disse. Meu celular começou a tocar e eu gemi pegando o aparelho. Demetri, dizia na tela do celular. Mas que merda!
— Alô — falei atendendo.
— Oi, amor — falou ele amoroso.
— Oi — falei seca.
— Tudo bem? — perguntou.
— Tudo — respondi. — E com você?
— Estou bem, quer dizer não tão bem. Me desculpe por ontem à noite. — disse ele. Eu suspirei, senti a medicação começar a dar efeito.
— Não se desculpe, eu odeio quando você bebe. Fica chato e ciumento — falei com ódio. — Fica o tipo de homem que eu odeio: machista e possessivo.
— Meu amor, eu estou arrependido, me perdoe — pediu ele.
— Demetri olha, eu tenho muitas coisas para fazer nos falamos a noite — disse.
— Quer que vá para o seu apartamento? — perguntou ele.
— Não. Eu quero ficar sozinha — disse. — Nos falamos pelo celular.
— Te amo — falou ele.
— Te amo —resmunguei e desliguei o aparelho.
Edward estava na porta falando no celular, ele me olhava de vez em quando. Fechei meus olhos e acabei adormecendo.
Quando acordei, percebi que estava em um quarto desconhecido com cortinas marrons que iam do teto até o chão de madeira, olhei ao redor e avistei minha bolsa em cima de uma poltrona creme próximo à lareira. Me mexi, sentindo a maciez do lugar onde eu estava deitada: uma cama enorme com um cobertor sobre mim.
Havia duas mesas perto da cama, uma televisão de plasma encimava a lareira e uma foto de Edward estava do lado. Eu resmunguei. “Onde eu estou? Eu dormi tanto assim no hospital?” pensei comigo mesma olhando para aquele local. Sonolenta, eu me levantei.
— Edward! — chamei por ele. Abri a porta e avistei um corredor com mais algumas portas – Edward! — chamei novamente inquieta. Ele abriu a porta e me olhou, sua camisa estava desabotoada mostrando um pouco do seu peitoral.
— Melhorou? — perguntou me olhando.
— Melhorei — respondi. — Onde eu estou?
— No meu apartamento — respondeu ele fechando a porta.
— E como eu vim parar aqui — resmunguei andando até ele.
— Você dormiu depois da medicação — respondeu. — Dormiu bem mas se queixou de dor ainda, eles deram um remédio bem mais forte e você adormeceu em sono profundo, por isso te trouxe para cá — explicou com calma.
— Hm — murmurei. – Faz tempo que eu to aqui? — perguntei o olhando.
— Um pouco mais de duas horas — respondeu ele. — Deve estar com fome, eu vou pedir para as empregadas preparem o almoço para nós — comentou ele se aproximando de mim.
— Isso é bom, estou com fome e um pouco sonolenta — resmunguei irritada com a fraqueza do meu corpo.
— Vai para o quarto e se deite, eu falarei com uma das empregadas. Você tem alergia a algum alimento? — perguntou me olhando.
— Só a frutos do mar — resmunguei fazendo careta.
— Tudo bem, eu falarei com elas agora se deite. — Ele saiu e eu fiquei o olhando ir. “Está legal porque eu to reparando muito nele?” pensei comigo mesma. Me virei indo para o quarto dele. Era enorme, maior do que um quarto de um hotel de luxo. Completamente requintado e elegante, mas com um ar masculino. Me deitei na cama e senti a fragrância do perfume dele. Eu inalei aquele perfume de olhos fechados.
— The One — falou uma voz atrás de mim. me virei para ele abrindo os olhos.
— Hãn?
— Meu perfume, The One — respondeu ele andando até a cama e sentando-se ao meu lado. — Dolce Gabbana — disse ele após se deitar e tirar o sapato social.
— E porque está me falando o nome do seu perfume? — perguntei me virando para ele segurando a cabeça com a mão.
— Porque eu tive a impressão que você estava cheirando o meu travesseiro — falou ele olhando para mim. seus olhos azuis estavam brilhantes, como o maldito céu em um dia de verão. “Porque ele é tão bonito? Merda parou Isabella nada de reparar demais ele não é para o seu bico”
— Está enganado — falei. Ele deu um meio sorriso olhando meus olhos.
— Creio que não — respondeu ele me olhando. — Você é bonitinha quando dorme, e até quando está dopada de remédios para ressaca — alegou ele.
— Vai me lembrar disso para sempre, não vai? — perguntei o olhando.
— Vou — resmungou ele. — Você fala quando dorme, e isso é bonitinho. — disse ele me deixando constrangida.
— Ah, ótimo. Agora eu vou sofrer com suas piadinhas — resmunguei fechando os olhos no travesseiro e novamente inalei o perfume deixado no travesseiro.
— Não vai não —respondeu ele encarando-me — Mas que você é a coisinha mais fofa quando está dormindo. — disse ele. Eu resmunguei ainda mexendo nos meus cabelos.
— Eu falei o que enquanto eu dormia? — perguntei o olhando — Quer dizer, enquanto eu dormia dopada — falei me corrigindo. Ele deu um suspiro.
— Que você chamou algumas vezes um tal de Nathan. — comentou ele.
— Nathan? — perguntei sentindo tremores pelo meu corpo.
— Sim — respondeu ele. — Você teve alguns pesadelos, creio eu, com um tal Nathan — comentou me olhando. Eu fechei os olhos. Ótimo. Eu sonhei com meu antigo padrasto.
— Tem certeza? — perguntei me sentando, sentindo o pânico tomar conta de mim.
— Sim. Quem é esse Nathan, você parece assustada. — disse me olhando.
— Nada é só alguém do meu passado — resmunguei.
— Tem certeza que não é nada? — perguntou ele. Eu não podia confiar nele. Eu não sabia se quer saber se esse Edward era ele de verdade. Se ele é isso que ele está se mostrando ser ou se ele é o estúpido que trabalha comigo na construtora.
— Sim — respondi. — Não é nada de importante, Edward.
— Tem certeza disso? — resmungou novamente.
— Absoluta — respondi o olhando.
— Está mentindo — retrucou ele. — E sabe por que eu sei que está mentindo? Porque você é uma péssima mentirosa, e sabe eu odeio péssimos mentirosos. Quem é esse cara?
— Meu antigo padrasto — respondi o olhando.
— O que ele fez com você? Você gritava “Me solta” e também “Por favor, não faça isso” o que ele fez com você Bella? — perguntou ele me fitando.
— Não posso te contar — resmunguei abaixando os olhos.
— E porque não? — perguntou ele.
— Porque só tem três pessoas no mundo que sabem disso — respondi o fitando. — E eu não gosto de lembrar meus traumas de infância — aleguei. Ele me encarou profundamente.
— O que esse tal Nathan fez com você Bella? Confie em mim, por favor — pediu ele.
— Ele... me... — fiz uma pausa.
— Ele te...? — incentivou a continuar.
— Ele me molestou — respondi. Ele arregalou os olhos e me olhou intensamente. Eu fiquei olhando para ele.
— Ele o que? — perguntou novamente me olhando incrédulo.
— Ele me molestou, droga! — disse mexendo nos meus cabelos. Ele me encarou.
— Oh, meu Deus! Quantos anos você tinha quando isso aconteceu? —perguntou me olhando nos olhos.
—Treze — respondi. Ele me olhava atentamente.
— Sua mãe, ela soube disso? — perguntou ele.
— Sim — respondi. — Ela soube. Eu tentei ao máximo não contar a ela, mas meu comportamento começou a mudar. No colégio eu ficava distante dos caras, eu ia mal nas provas e minha professora me chamou para conversar. Eu contei o que estava acontecendo, e ela falou com a minha mãe e com a policia — respondi o olhando.
— Você era uma criança! Por Deus, essas coisas não se fazem! — disse ele. Seus olhos transmitiam uma certa piedade. Eu me assustei com isso. — Quanto tempo durou isso?
— Dois anos — respondi. — A primeira vez foi com treze anos —afirmei. Ele colocou os braços em torno de mim.
— E o que aconteceu com ele? — perguntou ele.
— Ele está preso — respondi. — Phill, o marido da minha mãe atualmente, ele é um ótimo cara. Ele contratou um bom advogado e também sumiu com todos os históricos de doenças, exames, tudo que pudesse me prejudicar futuramente — falei o olhando. Eu não gostava dessa minha história, eu não gostava de ter sofrido tanto.
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