Notas iniciais
Oi oi gente era para ter postado sábado o capitulo novo, porém eu só recebi agora betado.. Assim como eu minha beta também tem a vida pessoal e real dela, e quando ela chama a gente tem que deixar o mundo mágico das histórias...
Beijo para quem ler..

— Como aconteciam os estupros? — perguntou ele me olhando.

— À noite — respondi. — Minha mãe trabalhava em um hotel e eu ficava sozinha em casa com ele e ele se aproveitava de mim até eu não ter forças para mais nada. — Eu estava me abrindo com alguém que eu não sabia se podia confiar. Onde eu estou com a cabeça?

— Ele te obrigava a que? — perguntou ele encarando-me.

— Oral, anal — falei o olhando. — Sexo vaginal.

— E como eram esses atos? — perguntou ele.

— Enquanto eu não chegava ao orgasmo ele não parava — disse mexendo nos meus cabelos, desviando os olhos dele. — Ele achava que eu tinha que gozar para ele saber que foi bom para mim. — Ele me encarava perplexo.

— E como você suportou isso? — perguntou.

— Ele ameaçava matar minha mãe e meu pai, que ia sempre me ver uma vez por mês — disse para ele.

— Cretino! — falou ele, suas mãos se fechando em punhos. — Tomara que ele apodreça no inferno! — desejou ele.

— Não sei se ele vai, provavelmente ele irá para o corredor da morte em breve — aleguei o olhando.

— Phill entrou depois disso na sua vida? — perguntou ele.

— Sim, minha mãe ficou deprimida, se lastimava por tudo que eu tinha passado e ele entrou na vida dela e sabe, ele foi um verdadeiro anjo nas nossas vidas — disse. — Phill pagou terapeutas, psicólogos e até mesmo uma cirurgia de himenoplastia para que eu voltasse a ser virgem e apagasse tudo que eu passei — falei o olhando.

— Sinto muito — disse ele.

— Não sinta, já acabou — falei o olhando.

— Mas as feridas, elas continuam dentro de você — disse ele me olhando pesaroso.

— Não, não mais — resmunguei.

— Demetri sabe disso? — perguntou ele.

— Não — respondi. — Eu não tive coragem de contar a ele. Nós dois somos intensos demais e eu acho que ele surtaria com isso — aleguei sendo sincera.

— Você era apenas uma criança, Bella não tinha que ter sofrido tanto — falou ele me olhando. — Crianças são feitas para serem felizes e não sofrerem abusos. — falou ele. Eu mordi os lábios.

— Você disse três pessoas? — perguntou ele encarando-me. — Quem são essas três pessoas?

— Rosalie, minha mãe e Phill — respondi. Ele me olhou.

— E seu pai? — perguntou ele. — Ele não sabe?

— Não — respondi. — Minha mãe o preservou, ela disse que ele se mataria ou mataria Phill e seria condenado por isso — disse.

— E como ele se portava na frente do seu pai? — perguntou ele.

— Normal — respondi. — Ele era diferente quando meu pai vinha na minha casa, ele nem chegava perto de mim. mas quando meu pai ia embora eu sabia que os estupros seriam mais frequentes — aleguei o encarando.

— Eu sou a quarta pessoa a saber disso — disse ele meio sem graça.

— Só te peço que não fale nada a ninguém — pedi o olhando.

— Eu não vou falar — resmungou ele bagunçando os cabelos. — Eu prometo.

— Agora, por favor, fale de qualquer babaquice, eu não quero mais falar nisso. Não me faz bem — disse a ele.

Ele me apertou, me puxando para ele, me abraçando forte. Eu fechei os olhos nos braços dele. A estranha sensação de paz me deixou calma e despreocupada. Bateram na porta e eu resmunguei, ele me beijou na cabeça e me soltou. Levantou-se, foi até porta e abriu, dando de cara com uma mulher de cabelos compridos, amarrados em um rabo de cavalo e uma roupa azul clara, com um avental e tênis all star.

— O almoço já esta servido — disse ela.

— Oh, ótimo! — falou ele dando um meio sorriso — Nós dois já vamos descer.

— Com licença Sr. Cullen — disse ela se retirando.

— O que era? — perguntei.

— O almoço está pronto. vamos comer, estou faminto também — comentou ele. Nós dois descemos as escadas e depois mais uma escada pequena de cinco degraus que dava para a majestosa sala.

Era enorme e tinha um piano perto da parede de vidro que separava a sala de estar da varanda.

Na sala de estar havia uma lareira e em cima de uma estante enorme tinha algumas fotos de família, CDs, DVDS e livros, muitos deles.

Um conjunto de sofá de couro branco que contrastava com o tabaco do piso, uma manta azul jogada no sofá, almofadas no chão no tapete branco felpudo.

Suspirei e vi uma pequena mesa delicada e requintada com uma quantidade farta de comida. Sentei-me e Edward se sentou ao meu lado.

— Como você está de ressaca ainda, eu não vou deixar que beba nada alcóolico enquanto estiver comigo. — falou ele me olhando.

— Não se preocupe eu não ia beber mesmo, não hoje — falei resmungando. Ainda sentia dores de cabeça fortes.

— Eu fiz um frango grelhado com um arroz integral e uma salada de rúcula e agrião para aliviar seu estômago, Srta. Swan — disse a empregada. — E para o Sr. Cullen eu fiz um salmão com sal grosso, na grelha — disse ela.

— Oh, obrigada — falei a olhando.

— Não tem de que. Bom apetite — falou ela se retirando.

— De verdade, eu não como tudo isso — comentei olhando para a mesa.

— Coma a quantidade que come convencionalmente — comentou ele se servindo. De fato a comida estava tão deliciosa que eu acabei pegando um pouco mais. Depois do almoço me deitei novamente, só que dessa vez no sofá. Ele se sentou ao meu lado e ligou a televisão.

— Que tal vermos um filme algo assim? — perguntou ele encarando-me.

— Sua casa, você escolhe — falei. Ele deu um meio sorriso.

— Não diga isso fera — falou ele. — Porque minha escolha não ia ser algum filme, ia ser você na minha cama completamente nua e suada — falou ele. Eu dei risada revirando os olhos.

— Não vai rolar — disse. Ele deu um meio sorriso.

— Mas eu queria — falou ele. — Eu tenho filmes educativos para nós dois — comentou ele.

— Educativos? — perguntei.

— Muito — respondeu. — Um verdadeiro Kama-Sutra.

— Pervertido! — Dei um tapa no braço dele.

— Eu não sou pervertido, eu posso ser um pouco ninfomaníaco, mas pervertido não — comentou ele. Eu revirei os olhos.

— E qual é a diferença entre os dois? — perguntei.

— A diferença é que um ninfomaníaco é viciado em sexo e um pervertido imagina sexo o tempo todo — falou ele. eu revirei os olhos.

— Menos, bem menos — falei o olhando.

— Eu tenho tesão por você e nem faço questão alguma de disfarçar — alegou ele. Eu revirei os olhos.

— Tá legal, eu estava gostando mais do seu jeito gentil e cavalheiro — confessei mexendo nos meus cabelos.

— Ah é? — perguntou ele.

— Sim — respondi. — Só que não comece a se achar muito — aleguei. Ele deu risada me olhando.

— Se diz — resmungou. — Mas nós dois podemos ver filmes educativos, isso podemos sim — falou ele dando de ombros.

— Não, eca. — Fiz careta.

— O que você mais gosta na cama? — perguntou ele.

— Hãn?

— Digo, o que você gosta no sexo — falou ele encarando-me.

— Eu não vou falar de sexo e nem do que eu faço ou não na cama para você, Edward — falei. Ele deu um meio sorriso malicioso.

— Eu gosto muito de sexo selvagem — comentou ele. Eu o encarei.

— E eu com isso? — perguntei o olhando.

— Não sei, vai que você gosta de sexo meia boca? — perguntou.

— Eu não vou falar de sexo com você, me recuso — falei. Ele deu mais um sorriso malicioso.

— Ah, qual é — falou ele olhando-me — Só estamos falando de sexo.

— Não — falei novamente.

— Com quantos caras você já transou na vida? — perguntou ele encarando-me.

— Hey, isso é bem pessoal — falei o olhando.

— Vai, por favor, me conta — pediu ele.

— Uns... sete, oito — falei o olhando.

— Viu, você não gosta de falar de sexo porque é inexperiente sexualmente — falou ele. Agora ele é terapeuta sexual?

— Hey! — falei em protesto.

— Eu não estou mentindo, estou falando um fato. Quem tem medo de falar da vida sexual é porque tem pouca experiência — comentou ele encarando-me. — Ou o seu noivo é ruim de cama — comentou ele dando de ombros.

— Demetri é ótimo de cama, melhor que você — aleguei. Ele deu um risinho me olhando.

— Não pode saber se ele é melhor que eu porque nunca transou comigo, e eu acho que você deveria fazer isso comigo para comparar — alegou ele dando de ombros com malicia. Mereço!

— Do jeito que você fala disso deve parecer um ator pornô na cama — falei. Ele deu risada e se sentou perto de mim.

— Não um ator pornô, mas algo muito próximo disso — alegou ele.

— Você é muito egocêntrico — falei o encarando. — Coitada de Tanya, quando vai para cama com você deve sofrer — mexi nos cabelos. Ele deu uma risada negando.

— Não mesmo, ela é uma vadia na cama — falou ele dando de ombros. — Ela é ótima, sabe fazer tudo que eu mando, é impressionante. Por isso que funcionamos, ela sabe como me agradar sexualmente — alegou ele.

— Nojento — resmunguei fazendo careta.

— Não é nojento, é bom transar com alguém que te conhece — comentou ele me olhando. — Alguém que sabe como seu corpo funciona e também como te agradar na cama — alegou ele encarando meus olhos.

— Ah, me poupe eu não preciso saber da sua vida sexual, Edward — falei o encarando.

— Demetri te faz ter orgasmos? — perguntou ele diretamente. Eu não quero falar da minha vida sexual com ele e porque ele quer saber? Por Deus, que chato!

— Edward, não abusa da minha paciência, vai! — falei. Ele deu risada negando.

— Juro que eu paro de perguntar coisas da sua vida sexual se você me falar se ele faz ou não você ter orgasmos — disse ele.

— Lógico que faz! — falei o olhando. Eu sabia que o que eu acabara de dizer era mentira. Ele inúmeras vezes me deixou sem gozar e eu tive que fingir um orgasmo que deu merda depois. Mas Edward não precisava saber disso.

— Está mentindo — falou ele me olhando. — Você nunca teve um orgasmo ao ponto dos seus pés se torcerem, seu coração acelerar e sua garganta ficar seca — falou. Sua voz rouca era sensual demais para mim. Eu estava morrendo de ódio de Demetri, e ele esta me seduzindo. Sentei-me no sofá e fiquei olhando seus olhos azuis.

— E você já teve um orgasmo desses? — perguntei o encarando.

— Já — respondeu ele. — E eu posso te proporcionar isso, mas depende você — falou ele encarando-me.

— Sabe que não vai conseguir — desviei meu foco.

— Eu não teria tanta certeza — falou ele. Sua voz rouca me causou arrepios.

— Mais eu tenho — retruquei. Ele colocou a mão no meu rosto.

— Você é tão linda! — disse ele encarando meus olhos profundamente. — Tão linda que eu tenho vontade de te agarrar aqui mesmo — Eu engoli a seco olhando seus olhos.

— Não se atreva — resmunguei, o que o fez dar um meio sorriso.

— Porque estou com a leve impressão que você quer — resmungou ele me olhando.

— Eu não estou coisa nenhuma! — falei irritada. Ajeitei-me no sofá e ele suspirou se encostando e então me fitou.

— Se ele não te satisfaz na cama porque ainda está com ele? — perguntou.

— Sexo não é tudo em um relacionamento, Edward — retruquei.

— Lógico que é, Bella! — falou ele. — Sexo é tão fundamental como o amor, sexo tem que ser bom e satisfatório para os dois porque se um não está satisfeito consequentemente vai ser o que vai procurar em outros o que não tem em casa — alegou Edward. Eu mordi os lábios.

— Porque tá falando isso? — perguntei o olhando. — Já aconteceu de você não ser satisfeito na cama com alguma mulher e teve que trai-la? — perguntei. Ele se calou.

— Já — respondeu depois de um tempo. — E eu meio que me arrependo disso.

— Por quê? — perguntei o olhando.

— Eu tinha um filho com essa pessoa — disse ele.

— Filho? — perguntei.

— Sim — respondeu. — Eu engravidei uma garota na faculdade. Ela se chamava Emily. Nós dois namoramos por dois anos e acabamos não nos cuidando e ela engravidou. O sexo começou a ficar insatisfatório, procurei por outras mulheres na faculdade. O bebe seria um menino e se chamaria Steve, só que ele morreu no parto, atrasou e o cordão enrolou no pescoço — disse. Sua voz era seca e triste. Eu o encarava. — Não sei porque estou te contando isso — disse ele se levantando.

— Eu não sabia— falei.

— Ninguém sabe — respondeu ele me olhando. — Eu paguei uma grana muito alta para que ela sumisse da minha vida, que ela nunca mais me encontrasse. Eu paguei caro pelo silêncio dela — disse ele.

— Ela cursava o que? — perguntei o encarando.

— Gastronomia — respondeu ele —Ela estava de nove meses e ela me pegou transando com uma garota da faculdade. Ela teve uma crise nervosa e entrou em trabalho de parto. Quando eu cheguei ao hospital ela estava inconsolável e o médico me contou o que tinha acontecido. Fui falar com ela e ela chorava e falava que eu tinha matado meu próprio filho — disse ele. Eu o fitava enquanto ele me olhava encostado na parte de vidro. — Me arrependo profundamente disso.

— Você não soube mais dela? — perguntei o encarando.

— Ela mudou de faculdade, se eu não me engano ela foi para a West Virgin – disse ele, encarando-me. Seu olhar era vazio. — Nunca mais a vi, eu paguei para que ela sumisse. Meu pai ficou furioso comigo por conta disso, mas eu paguei tudo por ela, eu dei um bom apartamento, uma boa faculdade, não era tão boa como Harvard, mas é uma faculdade onde ela poderia continuar o sonho dela, e uma boa quantia de dinheiro depositada por mês na conta dela. Eu não sei mais nada sobre ela, eu só sei que ela se formou, mas não sei exatamente o que ela fez depois que perdeu Steve — disse ele me olhando.

— Não foi mais atrás dela? — perguntei.

— Não — respondeu ele. — Meus pais me proibiram, por eu ter acabado com a vida dela — disse ele se sentando novamente ao meu lado.

— Porque não foi atrás dela? — perguntei o fitando.

— Porque eu não pude. Não é só você que teve um péssimo passado, Bella— falou ele. Eu coloquei a minha mão sobre a dele.

— Sinto muito — falei.

— Não, sinta — disse ele. — Eu acho que Steve não fez parte da minha vida porque eu não merecia ser pai. — falou ele encarando-me. Ele pegou minha mão.

— Você sonha com isso? — perguntei.

— Sonhar com o que?

— Com esse lance de paternidade? — esclareci. Ele deu um meio sorriso.

— Sim — respondeu. — Eu já tenho vinte e oito anos, e eu realmente não tenho mais tempo a perder. eu preciso encontrar alguém para ter uma família — disse ele. eu dei um meio sorriso.

— Talvez esse alguém seja Tanya — falei o olhando. — Ela é uma mulher muito atraente — falei. Ele me encarou.

— Tanya é uma vadia — respondeu ele. — Ela não é uma mulher que valha meu sobrenome, ela não é uma mulher que valha uma vida junto — comentou encarando meus olhos. mordi meus lábios.

— E porque não? — perguntei. ele pegou minha mão e ficou de lado me olhando.

— Ela não é uma mulher que valha apena construir uma família. Ela mesmo não tem a menor intenção de ser mãe — mencionou ele me fitando. seus olhos eram sinceros e adoráveis.

— Mais isso pode mudar — falei encarando seus olhos azuis e brilhantes.

— Não vai, porque eu tenho outra pessoa que eu quero — falou. pronto vai começar.

— Não começa — falei o encarando.

— Ela não é esse tipo de pessoa, que é para esse relacionamento, filhos, casamento, estabilidade, entendeu?

— Oh, sim entendi — disse o olhando.

— Você toca? — perguntei olhando para o piano.

— De vez em quando — respondeu ele. — Só quando eu estou muito inspirado.

— Inspirado? — perguntei.

— Sim — respondeu.

— E o que te inspira? — perguntei.

— Depende — respondeu.

— Diga, o que te inspira — pedi. ele deu um meio sorriso.

— Sexo — começou. — sucesso profissional, quando eu consigo cumprir meus prazos dos meus projetos, quando vejo a inauguração. isso me inspira e muito — comentou ele. eu dei um meio sorriso.

— Sexo te inspira? — perguntei.

— Muito — respondeu. — Principalmente quando o sexo é promissor. É como se ele clareasse meus pensamentos, meus projetos. Inspiro-me no sexo na construção dos meus projetos.

— Menos do hotel em Los Angeles porque aquele lá, você deve ter estado com abstinência sexual — aleguei. Ele deu risada.

— Muito engraçadinha — comentou ele.

— Só estou falando uma verdade — comentei e então olhei para o meu relógio.

— O que foi? — perguntou.

— Vamos para a empresa, quero pegar meu carro e ir para casa — disse. ele deu um meio sorriso.

— Sério mesmo que você quer ir embora? — perguntou.

— Sim. Vamos, me leve antes que eu desça e pegue um taxi — falei. ele deu um meio sorriso estreitando os lábios.

— Ah, tudo bem! — falou ele. foi até o quarto e voltou carregando minha bolsa, meu sapato e minha blusa e então saímos do apartamento.

Fomos para o carro dele até a empresa.

— Seu lugar favorito de Nova York? — perguntou ele.

— Time Square — respondi sem hesitar. — E o seu?

— Central Park.

— Uma banda? — perguntei.

— U2 — respondeu ele. — E você? — perguntou.

— Beatles — respondi.

— Uma cor? — perguntou.

— Preto — respondi.

— Azul — respondeu ele.

— Um lugar? — perguntou.

— Paris — respondi.

— Londres — falou ele.

— Seu maior ídolo? — perguntou.

— Michael Jackson — respondi.

— Princesa Diana — respondeu ele.

— Um desejo? — perguntou.

— Filhos — respondi.

— Filhos também — falou ele.

— Futuro? — perguntou.

— Casamento — respondi.

— Encontrar alguém — falou ele. Eu dei um meio sorriso enquanto Edward para o carro em frente ao edifício da empresa.

— Eu te vejo amanhã certo? — falei.

— Certo — respondeu ele.

— Tchau, Edward — falei.

— Tchau — disse ele.

Eu entrei no meu carro e fui para o meu apartamento. Ao chegar lá, peguei o elevador.

Até que ele não é um babaca” pensei. “ Edward, eu quero ele, na minha cama” mordi meus lábios. “Droga, o que eu estou querendo? Eu estou noiva, não posso trair Demetri” pensei comigo mesma. Sai do elevador e entrei no meu apartamento.

— Ela não atende essa droga de celular — reclamou Demitri.

— Ela deve ter ficado sem bateria — respondeu Rosalie. Quando eu entrei os dois me olharam.

— Onde esteve o dia todo? — perguntou ele encarando-me.

— Estava vendo alguns projetos da empresa, por quê? — questionei olhando para Demetri.

— Quer me deixar louco? — perguntou ele.

— O que faz aqui? — perguntei o olhando.

— Você sumiu, eu te liguei inúmeras vezes, mas não consegui falar com você de forma alguma — falou ele, encarando-me. — Eu liguei para Rosalie, inúmeras vezes atrás de você e nada, liguei na empresa e eles falaram que você tinha saído com um engenheiro para ver um projeto mais não retornaria — falou ele de forma séria.

— Demetri, estou viva, não morri e outra o meu celular deve ter acabado a bateria — falei tirando meus sapatos.

— Eu sei que está viva, eu estou te vendo! — falou ele encarando-me.

— Tá que seja — falei indo para o quarto. ele foi atrás de mim. — Da para deixar eu tomar um banho? — perguntei o olhando.

— Eu vou te esperar na sala, e não demora Bella eu quero muito falar com você — falou. Ele estava muito magoado comigo, muito chateado com a minha indiferença. Entrei no quarto, tranquei a porta e fui para o banheiro. Me despi completamente e tomei um banho demorado. eu queria adiar o máximo possível esse assunto. Coloquei um pijama e o hobby de seda e escovei meus cabelos. Suspirei me olhando no espelho “Preparada psicologicamente para uma discussão de relação chatérrima?” Eu coloquei meu celular no carregador e fui para a sala. Percebi vi que Rosalie não estava mais lá.

— Onde está Rose? — perguntei o olhando. ele estava com a camisa desabotoada, sentado presunçoso no sofá.

— No quarto dela, ela disse que iria ficar por lá para não ver nós dois brigarmos — respondeu me olhando. Eu suspirei.

— Ah — falei enquanto me encaminhava até a cozinha. Abri a geladeira e vi um bolo de chocolate, o coloquei em cima do balcão e peguei um prato e um garfo. Cortei um pedaço do bolo com uma espátula. Demetri se levantou e veio até mim me abraçando por trás.

— Vai ficar me tratando assim até quando? — perguntou beijando meu pescoço. eu resmunguei ficando arrepiada.

— Primeiro, acho melhor você para de beijar meu pescoço — falei colocando o pedaço de bolo no meu prato.

— E porque eu pararia? — perguntou ele beijando meu pescoço novamente.

— Porque eu estou furiosa com você — respondi. ele me deu mais um beijo.

— Eu sei que está furiosa, mas eu quero me acertar — disse ele na minha orelha. me desvinculei dele, e o encarei suspirando.

— Tá legal, Bella. Eu estou tentando ser carinhoso e não arrogante, mas você está acabando com a minha paciência — falou ele. eu o encarei.

— Então porque não vai embora, antes que eu perca a minha — falei comendo um pedaço do bolo. ele me encarou.

— Bella, vamos por favor nos acertar? — pediu ele me olhando.

— Tá, então comece a se redimir pelo seu show ontem no restaurante — falei irritada. Abri a geladeira e peguei um pouco de suco de goiaba, pelo menos era do que aparentava ser e coloquei no copo. Beberiquei aquele liquido enquanto ele encarava-me.

— Eu estava alto e acabei sendo grosseiro com você — falou ele encostado no balcão.

— Continue — falei o olhando.

— Eu não suporto Bella, qualquer homem te olhando com desejo — falou ele. — Eu não suporto ver você em um ambiente onde tem tantos homens talentosos, e que gostam de mulheres que nem você, que além de ser linda é uma princesa.

— Eu não gosto nenhum pouco da sua secretária, mas não fico fazendo escândalos por isso — falei. ele suspirou se aproximando de mim.

— Eu fiquei preocupado o dia todo com seu afastamento — disse ele. — Eu tenho medo Bella, eu tenho medo de perdê-la.

— Não parece — falei seca. — O que você fez ontem mostrou que se nos casarmos e você beber muito no nosso casamento você vai achar que eu vou te trair, que eu vou transar com qualquer cara que começar a trabalhar comigo — aleguei o encarando.

— Eu só temo te perder, apenas isso — falou ele. — Eu não quero que você trabalhe depois do casamento. Vamos casar com divisão de bens, dinheiro não vai ser problema para você, não mais — comentou ele. eu respirei fundo encarando seus olhos.

— Tá achando que eu vou me casar com você pelo seu dinheiro? — perguntei completamente irritada.

— Não foi isso que eu quis dizer — disse ele.

— Demetri, entende uma coisinha — falei o encarando. — Eu não fui para Yale porque tive diversas faculdades querendo-me como aluna, eu não fui para Yale porque tenho pais milionários que poderiam bancar meus estudos em marte se eu desejar, eu escolhi ir para Yale porque eu me sacrifiquei por três anos no ensino médio para poder entrar em uma boa faculdade, eu entrei na faculdade para dar uma vida melhor para os meus pais. Meu pai é policial e minha mãe era uma garçonete em um hotel. Eu não tive chance nem ao menos de ir para Disney quando era criança e eu não morri por isso. Eu não morri por nunca ter ido a Paris e nem ao menos por nunca ter ido a Roma, portanto não diga que eu quero seu dinheiro, que eu não terei que trabalhar depois do casamento porque isso me ofende e muito! — falei contrariada. Ele me encarou e me puxou para ele.

— Me perdoa, Bella eu sou estúpido — falou ele.

— Eu não quero me casar, Demetri. Eu acho que eu preciso de um tempo disso tudo — falei e ele arregalou os olhos.

— Tempo? — perguntou ele incrédulo.

— Sim, um tempo — falei o olhando. — Eu não posso viver com alguém que é machista, que acha que depois do casamento terei que viver em casa, mofando.

— Tem certeza que quer um tempo? — perguntou ele.

— Sim — respondi. — Eu talvez tenha uma viajem para Los Angeles para ver um projeto de um hotel e ficarei umas duas, três semanas em Los Angeles acompanhando o projeto e também desenhando alguns detalhes internos — informei. — Essa viajem vai nos fazer bem — disse a ele.

— Bella, nós dois ficaremos noivos oficialmente daqui a duas semanas! — falou ele encarando-me. — Não acha que se fosse para nós dois termos uma crise onde seria necessário um tempo teríamos tido antes? — perguntou. Eu mordi meus lábios.

— Tá, que seja — falei o encarando.

— Me perdoa — pediu ele. — Eu fui um idiota ontem e me arrependo por isso. Seu sumiço hoje me fez ver que se por acaso um dia você sair do meu mundo eu não sei o que vai ser de mim — alegou ele segurando minha mão.

— Eu não sei — falei o olhando. — Eu estou confusa Demetri, eu estou muito confusa — falei mexendo nos cabelos. ele segurou minha cintura.

— Eu te amo, Bella. Estamos a quatro anos juntos — falou ele me olhando nos olhos. — Eu sinto que eu sou mais feliz. Quando estamos juntos eu só sei dizer eu te amo, eu te amo tanto eu temo perde-la Bella eu nunca amei mulher alguma na minha vida como eu te amo, eu nunca amei ninguém como eu te amo se eu te perder eu não sei mesmo, inconsequente eu fico louco de ciúmes de você. Eu só te peço que me perdoe — falou encarando meus olhos. Eu o abracei forte e fechei meus olhos nos braços dele. ele acariciou minhas costas.

— Se você fazer o que fez ontem comigo mais uma vez — eu me afastei e olhei seu rosto. — Vai ser o fim, e eu estou pouco me ferrando se você vai ou não conseguir viver sem mim — disse. Ele acariciou o meu rosto e me beijou nos lábios.

— Eu prometo que isso não vai mais acontecer! — falou ele me beijando nos lábios eu correspondi aos beijos.

— Agora vá embora — falei o olhando.

— Ah, Bella vamos ficar juntos essa noite — suplicou. Eu respirei fundo olhando seus olhos.

— Amor, não estou bem. Estou cansada, andei o dia todo pela cidade — menti. Ele suspirou. — Não me leve a mal, mas eu vou me sentir melhor se dormir sozinha essa noite — aleguei o encarando. Ele beijou meus lábios e minha cabeça.

— Eu fico só até você dormir então, posso? — perguntou ele.

— Você vai acabar dormindo — falei o encarando.

— Deixa eu só dormir com você, Bella — falou ele me olhando.

— Demetri — resmunguei.

— Por favor — falou ele. — Ficamos brigados o dia todo hoje, eu só consegui fazer as pazes com você agora, vamos, por favor, ficarmos juntos — insistiu ele.

— Tudo bem, mas só dormir, nem pensar em sexo. Estou exausta — afirmei. Ele suspirou, beijou minha cabeça e me abraçou.

Fomos para o quarto e eu me deitei. Ele foi tomar banho e eu fiquei na cama. Não me sentia bem com ele, eu não sei.

O dia deve ter sido preguiçoso demais ao lado de Edward, e eu fiquei meio que preguiçosa demais para estar com meu futuro marido. Eu só queria ficar em paz. Eu estava confusa, o jeito que eu vi os olhos de Edward, o jeito dele, o que ele é, eu não sei, aquilo mexeu com meus sentimentos e eu estou mega confusa em relação a isso. Eu fechei os olhos e apaguei meu abajur. Antes que eu caísse na inscosciencia, pude sentir um abraço bom por trás e um beijo no ombro.

— Tenha bons sonhos princesa — sussurrou Demetri na minha orelha e então eu acabei adormecendo.

Acordei e olhei para o despertador, eram seis e meia. Estranho, não ouvi ele acionar. Resmunguei, me virando na cama vazia e fui para o banheiro. Me despi e tomei um banho quente e rápido. Me maquiei e coloquei meu hobby. “Cadê Demetri?” meu inconsciente gritou enquanto eu saia do quarto.

— Ontem por muito pouco nós dois não demos um tempo — comentou ele. Senti cheiro de café no ar.

— Que casal que não que briga? — perguntou Rosalie. — É absolutamente perdoável brigar de vez em quando e Bella é louca por você — falou ela dando de ombros.

Voltei para o quarto, coloquei uma calça social preta, um scarpin preto e uma regata branca com sutiã branco simples e fui para onde os dois estavam.

— Bom dia — saudei ambos.

— Bom dia, meu amor — falou Demetri. Ele estava mais animado, estranho.

— Bom dia, perua — falou Rosalie. Eu dei a volta e dei um beijo nos lábios de Demetri.

— Bom dia — sussurrei na boca dele. Ele me beijou e eu fui pegar um copo de café.

— Viciada em cafeína — falou Demetri. Eu revirei os olhos bebendo o liquido.

— Também te amo! — falei dando de ombros.

Fui para a empresa e ao chegar lá avistei Edward saindo do seu carro.

— Oi — falou ele.

— Oi — falei. Nós dois entramos no elevador.

— Dormiu bem? — perguntou ele puxando assunto.

— Dormi — respondi olhando para o painel.

— Quer almoçar comigo? — perguntou ele.

— Nós dois ficamos muito tempo juntos ontem, estou intoxicada de você — falei. Ele deu risada.

— Um almoço só— falou ele.

— Só o almoço — falei. Ele deu um meio sorriso.

— Se diz — resmungou. — Eu ia gostar muito de tomar leite de moça! — falou saindo do elevador. Seu tom de voz era malicioso. Estranhamente meu corpo reagiu e eu me senti excitada. Com isso eu fui para a minha sala onde avistei minha secretária.

— Bom dia, Srta. Swan — falou ela.

— Já disse que pode me chamar de Bella, Jéssica — comentei encarando os olhos dela.

— Oh, desculpe eu não estou acostumada ainda — disse ela fechando a porta.

— E o que temos para hoje? — perguntei.

— Reunião com Carlisle e ele pediu para que quando chegasse encontra-se com ele na sala dele. Ele quer falar com você — comentou ela. Eu suspirei.

— Emmett está ai? — perguntei.

— Ele já chegou — responde ela.

— Chame ele na minha sala depois, quero falar com ele — falei. Eu fui até a sala do chefe e bati na porta.

— Pode entrar! — falou uma voz masculina. Eu virei a maçaneta e avistei Carlisle sentado atrás da mesa do seu escritório.

— Bom dia, Carlisle — falei. Ele deu um sorriso me olhando.

— Oh, bom dia, Bella — falou ele com um sorriso nos lábios. — Melhorou da sua ressaca? — perguntou. Eu senti meu rosto queimar de vergonha.

— Sim, sim — falei mexendo nos cabelos, um pouco desconfortável.

— Edward mencionou que você estava péssima — comentou ele. Eu dei um meio sorriso sem graça e envergonhada.

— Sou fraca para bebidas — aleguei me sentando. — Jessica disse que queria falar comigo — disse tentando mudar o alvo da conversa.

— Sim, eu quero mesmo — falou ele me fitando.

— Diga, então. — falei.

— Você e meu filho tem se aproximado ultimamente — mencionou ele. Ai meu Deus, será que ele acha que eu estou traindo meu noivo — E eu acho ótimo que ele tenha encontrado uma parceira inteligente como você para apoia-lo nos projetos dele e eu tenho negócios para serem acertados em Dubai. Edward já sabe dessa viagem, o comuniquei ontem à noite e eu quero que vocês dois viagem juntos.

— O quê? — perguntei.

— Eu quero que vocês dois viagem juntos. Tenho negócios em Dubai, uns hotéis já sendo construídos e eu quero que vocês dois verifiquem como estão o andamento da obra — mencionou ele me olhando.

— Dubai? — perguntei o olhando. “Se ele soubesse que mais longe que eu fui dos Estados Unidos foi Cancun — essa viagem foi meu presente de formatura ele não mencionaria isso”.

— Claro, se não houver problemas com seu futuro marido — mencionou ele. — Você e Edward viajariam juntos, e ficarão uns quinze dias lá.

— E quando seria essa viajem? — perguntei o olhando.

— Em duas semanas — respondeu ele. — Depois do seu noivado para ser mais preciso. — Eu mordi os lábios.

— Oh, tudo bem. Sendo depois do meu noivado eu não vejo problemas com isso — mencionei encarando seus olhos.

— Acho ótimo. Traga seu passaporte. Eu já fiz o pedido do seu visto e também já reservei um bom hotel para vocês dois ficarem hospedados — falou ele.

— Como quiser, chefe — falei. Ele deu um sorriso. — Era só isso? — perguntou.

— Sim — respondeu ele. — Minha esposa Esme, adorou ter conhecido você.

— Oh, ela é uma graça — aleguei o olhando.

— Ela pediu para marcar um jantar em casa só nós, digo eu, você, ela e Edward se não se importar — comentou ele encarando meus olhos.

— Só marcar — disse. Ele sorriu e eu sai da sala dele.

— Jéssica me disse que estava me procurando — falou Emmett. Direto e reto.

— Vamos à minha sala, quero falar com você — falei. Ele deu um meio sorriso e nós dois andamos até a minha sala. Eu entrei, seguida dele.

— E então melhorou da sua ressaca? — perguntou ele. Eu me virei.

— Até você sabe? — perguntei constrangida.

— Eu vim falar com você ontem e meu pai mencionou que meu irmão te levou ao médico — comentou ele me olhando. — Ou ele foi seu médico? — Eu revirei os olhos.

— Não chegou nem perto de ser — mencionei me sentando.

— Então, o que queria falar comigo? — perguntou ele.

— Sobre minha amiga — disse o olhando. — Ela quer marcar algo próximo de um fim de semana, pode ser numa sexta? — perguntei.

— E por quê? — perguntou ele.

— Porque ela acha que se ela beber demais vai ser péssimo ela ir trabalhar com ressaca que nem eu vim — mencionei mais envergonhada ainda.

— Oh, só diga a ela que ela pode escolher o local e eu a encontro, gata — falou ele piscando para mim.

— Olha vai com calma com ela — falei o olhando. — Se quer um bom relacionamento não vai para os finalmente logo de cara com ela — pedi.

— Pode deixar, eu cuido da loira — disse ele. — E você e meu irmão, começaram a se dar bem momentaneamente? — perguntou ele, dando de ombros.

— Mais ou menos — respondi. — Nós dois ainda estamos na fase de nos conhecermos melhor, mas estamos nos dando bem por enquanto — resmunguei não querendo admitir.

— Percebi — alegou ele me olhando. — Até passaram o dia todo juntinhos — comentou malicioso.

— Emmett, eu tenho um noivo — falei o olhando.

— Ah, qual é gata — falou ele. — Seu noivo é um babaca!

— E porque tá falando isso? — perguntei o encarando.

— Da para ver que vocês dois, digo você e meu irmão tem mais a ver do que você e ele — comentou. Eu suspirei.

— Não sonha, Emmett — pedi. Ele deu meio sorriso.

— Só estou falando a verdade — falou dando de ombros. — A proposito podemos almoçar juntos o que acha? — convidou.

— Almoçar, eu e você só? — perguntei.

— Seria bom. O que você acha? — perguntou ele encarando-me. — Assim você me conta mais sobre essa sua amiga ai — comentou ele dando de ombros.

—Seu irmão também me chamou para almoçar — disse. Ele fez uma careta.

— Mas você vai comigo, ontem ficou o dia todo com ele agora é minha vez — eu dei risada negando.

— Bem, então você informe isso a ele, porque ele está convicto que vou almoçar com ele — mencionei olhando seus olhos.

— Eu direi gata, pode apostar — comentou ele.

E então ele saiu da minha sala me deixando trabalhar. Era quase meio dia e meu estômago roncou. Ótimo, que fome. “Cadê o Emmett?”, pensei. Bateram na porta.

— Entra — continuei a desenhar.

— Tá pronta gata? — perguntou ele encarando-me com um sorriso presunçoso.

— Estou. Vamos. — falei me levantando da mesa de desenho e pegando minha bolsa.

— Meu irmão não gostou nenhum pouco que eu roubei o novo brinquedinho dele. — Eu revirei os olhos.

—Brinquedinho — murmurei irritada.

— Um brinquedinho bem sexy, se me permite comentar — disse. Neguei com a cabeça enquanto andávamos para o elevador. Avistei Edward falando com Tanya, ele acenou para mim e eu retribuí.

— Meu irmão não sabe o que ele quer da vida dele — comentou Emmett enquanto esperávamos o elevador.

— Como assim? — perguntei. A porta a nossa frente se abriu se abriu e eu entrei com ele.

— Ele não sabe se ele arrisca conquistar você ou se continua com essa secretaria estúpida. — comentou me olhando.

— Comigo ele não tem a menor chance — aleguei tirando o meu da reta.

— Você balança um pouco quando o vê — disse ele me olhando.

— Hãn?

— Isso mesmo que ouviu Dona Isabella, você balança quando o vê — comentou novamente. Revirei os olhos. Ele bebeu? Só pode.

— Tá louco? — perguntei.

— Não, estou apenas falando a verdade. Sinto que você fica um pouco afetada com ele perto de você — disse ele.

— Não delira, Emmett — falei. O elevador parou na garagem e as portas se abriram novamente.

— Demetri é ciumento? — perguntou ele.

— Muito — resmunguei.

— Ele vai encher suas paciências por conta dessa viagem, não é? — perguntou ele me olhando.

— Vai — resmunguei irritada.

— Você quer mesmo se prender a alguém que não vai te deixar aproveitar suas oportunidades aqui dentro? — perguntou ele me fitando.

— Emmett, eu amo Demetri. Eu amo ele com a minha vida. Estamos juntos a quatro anos, eu tenho certeza do passo que eu estou tomando — aleguei o encarando.

— Quatro anos, Bella não significa que seja amor o principal sentimento — alegou ele. Eu pisquei algumas vezes o olhando.

— O que tá querendo dizer com isso? — perguntei entrando no carro e colocando o cinto.

— Vocês dois podem estar juntos apenas por comodismo — respondeu ele ligando o carro.

— Comodismo? — perguntei.

— Quando você se acostuma com a pessoa e tem preguiça de procurar alguém mais interessante, alguém que cuide melhor e que te dê uma vida melhor — respondeu ele quanto dirigia. — Acredite, eu não sei como é o seu relacionamento com Demetri, mas se ele é o típico cara que tem ciúmes da mulher porque ela vive rodeada de homens é porque ele não é tão seguro de si — argumentou ele sendo racional e claro.

— Mais isso não tem nada a ver com segurança — falei o olhando.

— Tem sim — respondeu. — Quando o cara é seguro, ele deixa a mulher dele ir para lua se ela desejar, sozinha ou acompanhada de um outro homem. Ele não se sente ameaçado com isso — alegou Emmett. Ele é psicólogo por um acaso?

— Não creio que seja assim — falei. Ele parou no farol e me olhou.

— Eu sou homem Bella, eu sei como um homem se porta quando ele vê que a mulher dele está sendo mirada por um cara intelectualmente mais interessante, ou até mesmo fisicamente mais interessante — alegou ele ainda me olhando.

— Eu sou mulher Emmett, eu acho ridículo procurar em outros o que você não tem na cama com seu parceiro — aleguei encarando os olhos dele profundamente.

— Suponhamos, ok? — falou. — Que você comece a ver que seu noivado está despencando por motivos torpes e você começa a não sentir mais desejo sexual, o que você vai fazer? — perguntou ele. Eu mordi os lábios.

— Elabore melhor — pedi o olhando.

— E meu irmão comece a se aproximar de você e mostrar perceptivas diferentes sobre conceitos que você nunca parou para pensar — disse dirigindo. — Você vai se arriscar e terminar um noivado para depois se envolver com meu irmão ou vai se envolver emocionalmente ou sexualmente com ele primeiro? — perguntou ele. Tá tudo bem, ele supôs muito bem.

— Não sei, depende — respondi. — Acho que quando você se sente segura perto da terceira pessoa e de certa forma vocês dois tem uma sincronia, creio que funciona assim: se você começa a notar que falta determinadas coisas no seu relacionamento normal, você tem que falar que acha que tá estranho o clima ou nós dois estamos perdendo um pouco da magia. Se ambos se gostam vão tentar mudar as coisas, agora se um não quer dois não fazem — falei o olhando. — E começar a ver essa terceira pessoa com outros olhos e ela começa a ficar interessante, se acontece um envolvimento sexual é porque você realmente balançou muito com um cara, o conceder é completamente diferente de ter o cara que é bom de cama é uma coisa agora um cara que realmente gosta de você e o sexo tende a ser muito melhor do que quando é só desejo — falei o olhando.

— Chegamos — falou ele. Eu olhei para o restaurante. Daniel Boulud — um requintado restaurante francês. Eu nunca vi família para gostar tanto de comida francesa como esses Cullen’s. Por Deus! Emmett e eu descemos do carro e entramos no estabelecimento.

— Mesa para quantos? — perguntou uma recepcionista.

— Para dois — respondeu Emmett.

— Oh, Sr. Cullen — falou ela dando um sorriso sensual para Emmett. Eu o olhei.

— O que foi? — perguntou ele.

— Depois conversaremos sobre isso — falei. Nós seguimos a recepcionista até a nossa mesa. O restaurante era um lugar requintado e charmoso. Colunas brancas sustentavam o lugar. Na mesa um pequeno vaso de flores ao lado das taças e do conjunto de cerâmica branco com preto, em um formato quadrado. Com uma musica clássica ao fundo, e também lustres grandiosos. Olhei para Emmett.

— O que desejam para beber? — perguntou uma garçonete. Ela era morena de pele bronzeada e cabelos escuros.

— Traga vinho para nós dois — pediu Emmett. — Deseja beber mais alguma coisa, Bella? — perguntou ele se dirigindo a mim.

— Tequila — respondi. Ele deu um sorriso.

— Então são duas doses de tequila e uma garrafa de vinho tinto — pediu ele. — Traga o melhor vinho que tiverem na sua adega — mencionou ele. Eu suspirei.

— O que vão comer? — perguntou ela.

— Posso pedir por você? — perguntou ele encarando-me.

— Claro — falei sem hesitar e fechei o cardápio.

— Croque Madame, batata fritas no forno e buquê de folhas — disse Emmett pedindo por mim. — Para nós dois e a sobremesa pediremos depois —falou ele, olhando para a garçonete.

— Oh, mandarei trazer o vinho e a tequila — disse ela. Eu dei um meio sorriso olhando para Emmett.

— E quais são seus planos para manhã, gata? — perguntou ele me olhando.

— Não sei ainda — respondi. — Provavelmente eu dormirei o dia todo — resmunguei preguiçosa.

— Preguiçosa! — falou divertido.

— Ah, eu trabalho de segunda a sexta com saltos enormes. Não vou ficar vagando pela cidade de salto nem ferrando — resmunguei olhando para ele.

— Demetri vai passar a noite com você? — perguntou me olhando.

— Creio que não — respondi. — Ele dormiu em casa ontem e acho que hoje ele não venha a dormir comigo.

— Bem, podemos sair e beber alguma coisa, o que você acha? — perguntou ele arqueando a sobrancelha.

— Não, estou louca para chegar na minha casa, tomar um banho, colocar um pijama e ficar na preguiça o dia todo — comentei mexendo nos meus cabelos.

— Parece uma velha, Bella, credo! — falou ele resmungando.

— Eu sou uma velha! — respondi. — Rosalie diz a mesma coisa. Ela fala que eu sou muito preguiçosa — comentei. A garçonete trouxe a tequila e uma boa garrafa de vinho acompanhada de dois cálices. Ela nos serviu e se retirou.

— Mas você sempre faz isso nos seus finais de semana? — perguntou me olhando.

— Faço sexo também o tempo inteiro quando eu estou sem nada para fazer — confessei. Ele deu risada.

— Ninfomaníaca? — perguntou.

— Um pouco — respondi dando de ombros. — Aprecio um bom sexo — confessei colocando sal no limão.

— Bella, você parece quase intocável — falou me olhando.

— Eu gosto de sexo, acho que é algo mais prazeroso que existe — afirmei. Ele colocou sal no limão dele e me olhou.

— Acho que eu estou sonhando, eu achava que você não gostava tanto de sexo assim — falou me olhando. — Na verdade achava que você gostava de sexo tradicional.

— Está errado — falei virando o copo na minha garganta e tomando o limão. — Não sou uma devassa na cama, mas eu gosto de sexo bem feito e quente — falei o encarando. Ele também virou a bebida.

— Posição sexual favorita? — perguntou encarando-me.

— Mamãe e papai — respondi. — Acho que é porque tem o lance de olho no olho, você olha o prazer da pessoa com quem você esta, você descobre pontos fracos e principalmente a interação e prazer — comentei. — E você? —perguntei.

— Quatro — respondeu ele. — O corpo, o orgasmo os movimentos, tudo é bem melhor — alegou ele, encarando-me.

— No sexo, não pode faltar? — perguntei.

— Sintonia — respondeu.

— Concordo — falei o olhando.

— E você e meu irmão? — perguntou me olhando.

— O que tem Edward? — perguntei quando a garçonete trouxe o nosso almoço.

— Digo, vocês dois na empresa tem uma química incrível e vocês passaram o dia todo ontem juntos não rolou nada? — perguntou me olhando.

— Não aconteceu nada — resmunguei respondendo. — Ele não faz nada comigo, ele não faz porque ele sabe que eu sou uma mulher comprometida — comentei encarando seu olhos.