Bring Me To Life
27 Capítulo Vinte e Seis
Notas iniciais
— Não, BELLA! — gritou Edward segurando-me em um átimo. Ele falava e falava comigo. Eu estava fraca demais para responder qualquer coisa. Eu só vi o homem responsável por parte da minha desgraça, aparecer, e apontar uma arma para ele, então minha visão se fechou.
O que aconteceu com Edward? Onde ele está? Será que Lucas o matou? Por que eu não aguentei acordada?
— Ela não acorda há uma semana! — eu conseguia ouvir a voz de Edward soando em algum lugar. — Já era para ela ter acordado — dizia ele, eu sentia alguma coisa em minhas mãos, segurando-as de alguma forma.
— Querido, ela tomou muita morfina na cirurgia — dizia Esme de forma calma, tranquilizando-o e confortando-o. Eu queria abrir meus olhos, mas parecia que as minhas pálpebras pesavam quilos e quilos. — É normal que ela demore uns dias para acordar— disse ela, confortando-o.
— Já faz uma semana que eu não a escuto me chamando de "garotão". É esquisito vê-la, assim, quieta — ele falou, ainda segurando minha mão.
— Só tenha paciência, ela vai acordar, querido — disse ela. Eu conseguia ouvir a voz deles de longe, mas ouvia.
— Edward, vá descansar — dizia minha mãe. — Você está aqui há quatro dias seguidos e não faz bem ficar assim — afirmou ela, eu conseguia ouvir a voz dela também. Eu senti meu coração acelerar um pouco.
— E se ela acordar? — disse ele.
— Eu te ligo — falou ela acalmando-o. — Vá para o hotel, tome um banho, troque de roupa, se alimente e faça essa barba, porque Bella odeia barba! — disse minha mãe. Eu queria dar um risinho com aquilo.
— Me liga mesmo? — perguntou ele, desconfiado.
— Ligo — respondeu ela. — Agora vá, querido, está há dias aqui e isso não faz bem — afirmou ela. Eu só podia ouvir mesmo.
— Eu fico com ela hoje — disse Esme. — Vá descansar — disse ela.
— Tudo bem — disse ele, por fim. — Só estou fazendo isso por ela, mesmo que odeie barba — falou sem entender muito bem.
— Nós te ligamos, se tivermos novidade — afirmou minha mãe. Ele beijou minha mão e minha testa. Desceu pelo nariz e beijou meus lábios.
— Eu volto, princesa, só vou descansar um pouco. Não acorde enquanto eu não estiver por aqui — murmurou, beijando meus lábios novamente.
— Tchau, querido — disse Esme. Eu fiquei ali.
— Seu filho é incrível, Esme — disse minha mãe.
— Eu nunca vi Edward tão preocupado — ela comentou. — Acho que ele nunca ficou assim por ninguém — afirmou Esme. Eu só podia ouvir mesmo.
— Ele sente algo muito forte por Bella — falou minha mãe. — Eu não o conhecia, na verdade, eu até o julguei quando ela me contou que tinha saído com ele algumas vezes estando noiva, mas agora, é como se todo aquele estereótipo morresse. Ele salvou a vida da minha filha, e isso eu não vou ter como agradecer nunca — falou ela, sendo verdadeira. Era quase um milagre vivo ver Renée Dynner dessa forma, falando desse jeito de um homem como Edward.
— Ele só ainda não se deu conta do quão forte esse sentimento é, Renée — falou Esme. — Bella está transformando Edward aos poucos, em um homem melhor — comentou ela.
— Eu espero que Bella veja isso, Esme — falou minha mãe.
— É que você ainda não presenciou os dois juntos — comentou Esme. — Parecem ter sido feitos um para o outro — comentou ela, dando de ombros, mas ainda assim emocionada.
— Eu espero presenciar — disse minha mãe. — Depois que Bella se mudou para Nova York com o noivo e com Rosalie, eu só pensava no casamento dos sonhos para proporcionar a ela, mas agora eu vejo que ela tem que ser feliz com esse homem que ela escolheu — disse ela, eu estava impressionada com tudo isso.
— Meu filho é extraordinário — comentou Esme emocionada e eufórica.
— Bella deve amá-lo muito para ter se atirado na frente dele — comentou minha mãe.
— Ela salvou a vida dele, Renée — disse Esme. — Ela podia simplesmente ter deixado que ele tomasse aquele tiro — afirmou ela.
— É — concordou minha mãe.
[.......]
— Esme, pode ir — disse Rosalie. Eu pude ouvir a voz dela.
— Nossa. Já amanheceu? — perguntou minha amada sogra.
— Já — respondeu Rosalie. — Eu trouxe um café da manhã para você — disse ela, de forma carinhosa.
— Oh, obrigada, querida — disse ela. — E Emmett? — perguntou Esme.
— Está com Edward e Carlisle. Eles foram ver uns apartamentos aqui em Seatlle, temporariamente, enquanto Bella se recupera da cirurgia — comentou ela.
— Carlisle comentou, e eu nem me lembrava disso — comentou ela.
— Eu imagino — falou Rose. — O stress físico de saber que Edward entrou em luta corporal com um psicopata, que saiu machucado e que Bella foi tão agredida por aquele cretino — falou Rosalie inconformada.
— Bella vai demorar a acordar — disse Esme. — Ela tomou uma dose muito forte de morfina, por conta das costelas fraturadas e também por conta das cirurgias feitas nas pernas e no abdômen — comentou ela sendo ética.
— Eu não aguento vê-la assim — falou Rose. — Frigida, sem se mexer, sem se manifestar. Logo ela que é tão falante e animada — comentou ela, para Esme.
— Ela vai acordar, querida, é só ter paciência — falou Esme, tranquilizando-a. — Somos médicas, somos pacientes. Rose, tenha calma que as coisas se acertarão — disse ela, com tranquilidade. Depois disso eu não ouvi mais a voz de Esme, nem de Rosalie.
— Como ela está? — perguntou Carlisle.
— Ainda dopada — respondeu Rose. — Ela tomou uma dose muito alta de morfina, mas ela está reagindo bem, os exames de urina e de sangue e tomografias mostraram algumas evoluções — comentou ela sendo extremamente profissional.
— Eu vou ficar louco com essa espera — afirmou Edward. Eu senti que ele se deitou na cama ao meu lado. Eu senti sua mão acomodando-me melhor em seus braços. Eu senti a fragrância do perfume dele, um cheiro másculo e delicioso. Eu inalei aquilo como louca. O calor quente daquele corpo delicioso deixou-me extremamente à vontade.
— Ela está reagindo — falou Rosalie.
— O quê? — Carlisle e Edward perguntaram juntos.
— Os batimentos dela, Edward. Eles estão acelerados — falou Rose.
— Está falando sério? — perguntou Edward.
— Os batimentos cardíacos dela estão fortes e provavelmente porque seu corpo está junto ao dela — falou Rosalie encontrando um bom motivo.
— Isso é bom? — perguntou ele, apertando-me nos braços dele.
— Sim — respondeu ela.
— Eu não aguento mais ver os braços dela cheios de soro, marcas de veias estouradas, e também não aguento mais esse silêncio — comentou ele desabafando. — A pele branquinha dela toda roxa, cheia de marcas e hematomas — comentou ele.
— Ela está reagindo, Edward — disse Rosalie novamente. — É comum esse tipo de reação, mesmo com um coma induzido, dizem que os pacientes escutam o que falamos — informou.
— Eu só espero que ela acorde. Só isso — disse ele apertando-me em seus braços.
— Ela vai — disse Rosalie. — Só temos que ter paciência. Conseguiram comprar o apartamento? — perguntou ela.
— Sim — respondeu Edward. — Fica perto de Northwest, a dez minutos — comentou ele.
— Já mandei arrumarem tudo. Creio que em dois dias, no máximo, todos poderão ficar hospedados nele — comentou Carlisle. Ninguém mencionou meu pai. O que aconteceu com ele?
— E o pai dela? — perguntou Edward.
— Mesma coisa — respondeu Rosalie. — Em coma profundo — murmurou ela. Coma? Ele está em coma?
— Eles parecem não ter pressa de acordar — comentou Edward. Eu o sentia mexer em meus cabelos.
— Bella vai acordar, Edward — disse Rosalie. — Já Charlie, eu não sei te dizer. — Eu não conseguia mover um dedo, nada para dizer que eu estava ouvindo. Eu preciso que todos cuidem dele. O que aconteceu com meu pai? Como ele está em coma? Eu tomei aquele maldito tiro. Eu não me lembro de mais nada.
— Bella vai sofrer muito — falou Edward. — Ela tem um laço muito forte com o pai, mesmo com a distância, os dois são bem próximos. Ela estava radiante com a possibilidade de ele ir para o FBI — comentou ele. Eu só podia ouvir... por que eu estava tão dopada? — Ela vai ficar arrasada — murmurou ele.
— Temos que esperar que ela acorde, primeiro. Contar tudo que aconteceu naquela casa depois que ela apagou — comentou Rosalie.
— Ver aquele verme a chutando, como se ela fosse um objeto — falou com desprezo, rancor.
— Ele já está no inferno, Edward — disse Carlisle. — Graças a você, que deu um tiro certeiro na cabeça dele.
— Aquele desgraçado! Ele é o culpado — falou Edward. — Ela está assim, dopada, cheia de marcas e escoriações, com pontos cirúrgicos — Edward falou ainda revoltado.
— Você salvou a vida dela, Edward — disse Rosalie.
— É que é horrível vê-la assim, sem falar, sem se mexer — falou ele. — Sem ouvi-la tagarelando — comentou ele.
— Sem ouvi-la brigando com você — comentou Carlisle.
— Sem ouvir a voz dela — falou ele. — Eu estou ficando defasado com isso — afirmou ele.
[..............]
— Renée, eu fico com ela essa noite — era a voz de Emmett.
— Tem certeza de que não tem problema? — perguntou ela, querendo ter certeza. Ela acha que Emmett tem alguma coisa comigo, mesmo?
— Claro que não — respondeu ele, por fim. — Rosalie está no hotel com meus pais e meu irmão vai descansar. Eu fico com ela essa noite — falou ele, explicando.
— Tudo bem, então — falou minha mãe. — Você me liga se tiver novidades, não? — perguntou ela.
— Claro — falou ele calmamente. Eu não ouvi mais ninguém, então eu senti pegarem minha mão.
— Está na hora de acordar, gata — falou Emmett. — Todos já estão ficando loucos de preocupação com você, mesmo que fisiologicamente você esteja bem, nós ainda não sabemos o quão dopada você está, ou o quão melhor você está se sentindo. Por tanto, eu acho melhor você começar a acordar, porque Edward está magro e abatido, Rosalie não parou de chorar durante a noite e meus pais, sua mãe e seu padrasto estão preocupados com seu estado clínico. — Comentou ele segurando a minha mão. Eu mexi, eu senti que eu consegui mexer a minha mão. — Bella, está me ouvindo? — perguntou ele. A voz dele começou a ficar mais clara, mais próxima. Eu mexi novamente minha mão. — Abra os olhos, por favor, gata — falou ele.
Aos poucos eu comecei a sentir um cheiro de éter, um cheiro forte. Eu conseguia ouvir meus batimentos cardíacos, eu mexi meu rosto e então, eu abri meus olhos, mas fechei imediatamente. Eu abri novamente e olhei para Emmett.
— Emmett — sussurrei. Ele se levantou.
— Bella, bem-vinda de volta — disse ele, me recebendo. Eu pisquei algumas vezes olhando-o. — Onde eu estou? — perguntei meio sonolenta.
— Em Seatlle, no hospital Northwest — respondeu me olhando. — Te transferiram para cá porque é um hospital de ponta, no quesito trauma — comentou ele, encarando meus olhos.
— Há uanto tempo eu estou aqui?— perguntei ainda fraca.
— Duas semanas — respondeu ele. — Esteve desacordada por duas semanas desde que tomou um tiro daquele verme — falou ele, encarando meus olhos. Eu segurei a mão dele.
— E Edward? — perguntei. Ele deu um sorriso.
— Eu vou ligar para ele agora mesmo — falou ele, me olhando. — Vou falar que é para ele vir para o hospital, dizendo que você precisa de mais sangue — afirmou ele, encarando meus olhos.
— Eu fiz transfusão de sangue? — perguntei.
— Sim — respondeu ele. Eu fiz careta. — Muito tempo de cirurgia, Bella, você teve uma hemorragia muito grave no centro cirúrgico, e vocês têm o mesmo biótipo sanguíneo — comentou ele, encarando meus olhos.
— O+? — perguntei.
— Sim — respondeu ele.
— O que aconteceu depois que eu apaguei? — perguntei olhando-o
— Do que se lembra? — perguntou ele.
— Só de Edward falando comigo, e daquele verme se aproximando de mim. Eu apontei a arma e então eu apaguei — expliquei olhando-o.
— Edward deu um chute na canela dele e acabou ganhando tempo para pegar a arma dele — disse Emmett. — Edward e ele trocaram tiros, seu pai apareceu, e o cretino o acertou no peito — Emmett disse. Eu mantinha meus olhos nele.
— Ele está bem? — perguntei.
— Ele está em coma no CTI — Emmett comentou. Eu suspirei, o olhando.
— E Lucas? — perguntei.
— Morto — respondeu ele. — Edward acertou a cabeça dele — falou ele, respondendo. Eu segurei as mãos de Emmett.
— Acabou, Bella — falou ele. Eu respirei aliviada.
— Graças a Deus — afirmei. Ele beijou minha mão.
— Eu vou ligar para Edward — disse me olhando. — Vou manda-lo vir — afirmou ele me encarando. Ele beijou minha cabeça e minha mão. Emmet foi para fora, eu conseguia vê-lo falando ao celular. Uma médica veio.
— Bem-vinda de volta, Isabella— disse a médica. Ela era loira, olhos azuis e uma roupa azul marinho. — Como se sente? — perguntou ela.
— Sonolenta — afirmei.
— Sente alguma dor?— perguntou ela.
— Não — respondi.
— Desconforto? — perguntou ela.
— Também não— respondi.
— Vou fazer alguns exames de sangue e também alguns raios X — disse ela olhando-me.
— Tudo bem— falei ainda sentindo-me fraca.
— Doutora. — Chamei-a. Ela me olhou.
— Sim?
— E meu pai? — perguntei olhando-a.
— Como ele se chama? — perguntou ela.
— Charlie Swan — respondi fraca.
— Ele está em coma — respondeu ela. — O estado clinico dele é grave, senhorita Isabella — informou ela.
— Ele vai morrer? — perguntei.
— Não sabemos ainda — falou ela. — Só tenha paciência, há muitos pacientes que melhoram, mesmo em um estado grave — comentou ela.
— Eu sei — respondi. Emmett entrou no quarto e ela saiu. Eu o encarei.
— Ele vem? — murmurei ainda fraca.
— Acha que ele vai deixar a princesa dele correndo risco?— Emmett perguntou me fitando. Eu dei um sorriso.
— Emmett, o que você disse a ele? — questionei. Ele sentou-se ao meu lado, na cama.
— Falei que o hospital necessita que ele venha para cá por causa do sangue — comentou ele, me encarando. — Ele falou que ele só trocaria de roupa e viria para cá, agora com quem que ele vem eu não sei —ele disse encarando meus olhos.
— E você e Rosalie? — perguntei mudando de assunto.
— Estamos ótimos — respondeu com um sorriso feliz.
— Ah, é?
— Sim — respondeu. — Nós dois pensamos do mesmo jeito e ela é meio brava, só que eu sei deixá-la toda melancólica — comentou. Eu neguei, apenas o encarando. — E de relacionamento? — perguntei.
— Nós dois nos damos bem — comentou ele. — Claro que ela fica louca comigo na cama, porque eu sou ótimo — ele deu de ombros.
— Ai, agora eu entendo de onde Edward herdou esse jeito convencido! — afirmei revirando os olhos.
— Ele vai ficar louco quando vir você acordada — ele falou, me olhando. Eu dei um sorriso.
— Ou vai brigar comigo por ter tomado um tiro para protegê-lo — falei. Emmett sorriu.
— Também — Emmett comentou dando de ombros.
— Ele sofreu muito? — perguntei.
— Sim — respondeu ele. — Muito. Ele não sabia mais o que fazer com você desmaiada, Bella — Emmett comentou e eu dei um suspiro.
— Emmett? — alguém o chamou. Uma voz máscula invadiu aquele quarto, eu me virei para ele e, ele arregalou os olhos me fitando.
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