Bring Me To Life
28 Capítulo Vinte e Sete.
Notas iniciais
— Bem, eu vou deixá -los sozinhos— falou Emmett levantando-se. — Mas eu retorno — ele deu um beijo em minha mão e eu o encarei. Ele foi até Edward e colocou a mão no ombro dele.
— Vá logo beijar sua princesa! — falou Emmett praticamente o empurrando.
— Bella! —Edward falou meio espantado.
— Acho que é mais fácil você vir até mim do que eu ir até você, não acha? — perguntei meio sem graça. Edward deu um sorriso, andando até a cama onde eu estava deitada.
— É que é inacreditável que você esteja acordada! — ele disse meio atônito.
— Eu também quase não acredito que consegui acordar — aleguei. Edward deu um meio sorriso.
— E como se sente? — ele perguntou, me encarando
— Sonolenta — respondi olhando-o nos olhos. — Mas bem melhor — afirmei. Ele deu um sorriso. Ele me olhou e pegou em minhas mãos.
— Foram horríveis essas duas semanas... ver você imóvel, sem falar —ele disse me encarando. Era mais uma confissão.
— Ou sem transar? — perguntei. Ele sorriu maliciosamente.
— Ah, sem transar também — comentou ele, me olhando. — A proposito, assim que você sair desse hospital, nós dois vamos tirar o atraso —ele disse. Eu dei uma risada negando.
— Eu tenho que me recuperar primeiro, garotão! — falei. Ele deu um sorriso torto.
— Vai se recuperar comigo. Na cama — eu dei mais uma risada negando.
— Cretino — resmunguei. Ele beijou minha mão.
— Sra. Cullen — falou ele.
— O quê?
— Vamos nos casar, Bella — eu o encarei confusa.
— Como?
— Em um ano nós dois nos casamos — ele disse me olhando
— Hey, quem disse que eu quero me casar? — perguntei. Ele me encarou aproximando sua boca da minha.
— Eu disse que vamos nos casar — afirmou ele, chegando mais perto. Minha garganta secou e meu coração acelerou.
— Mas eu nem estou a fim —disse. Ele aproximou sua boca mais ainda.
— Ver você nessa cama sem falar, sem se mexer, só me fez ver que eu te amo, Bella, e é com você que eu quero uma família — eu senti meus olhos se encherem de lágrimas.
— Edward — murmurei. Eu senti uma emoção dentro de mim, ele me beijou. Eu coloquei minha mão em seu rosto e o trouxe para mim. Minha língua invadiu a boca dele e eu senti um alívio delicioso. O sabor dela, um gosto de menta... Eu continuei a beijá-lo, e ele meio que se deitou em cima de mim, sustentando o peso dele quando eu parei de beijá-lo.
— Eu amo você, Bella — ele disse, encarando-me pelos olhos.
— Eu sei — respondi. — Eu também amo você. Eu pensei que algo muito ruim tivesse acontecido — encostando minha testa na sua.
— Oh, Bella! — ele murmurou segurando meu rosto. Ele me beijou. — Eu tomei só um tiro no ombro e na perna, mas não é nada sério — ele disse.
— E com o meu pai? — perguntei o encarando.
— Seu pai tomou um tiro perto do coração — ele falou me encarando
— Eu soube que você matou o Lucas — comentei. Ele deu um beijo em minha testa.
— Sim, eu matei — respondeu ele, me olhando. — Mas o meu advogado pessoal disse que a perícia alegou legítima defesa. A casa do seu pai estava cheia de sangue, tiros por toda a extensão da casa — comentou ele, me encarando.
— Graças a Deus — murmurei. Ele beijou minha mão.
— Eu estou feliz em vê-la livre — ele disse, eu olhei em seus olhos azuis.
— Finalmente vamos ter paz — afirmei. Ele deu um sorriso.
— Assim que voltarmos à Nova York — disse ele começando um assunto. — Você vai morar comigo — eu o encarei.
— Não.
— Sim — restrucou ele.
— Não, eu não vou, Edward — disse o olhando e fazendo bico.
— Eu não quero você em um apartamento onde seu ex-noivo tem acesso — afirmou ele, encarando.
— Tem o novo apartamento — falei. — O apartamento que seu pai me deu assim que comecei a trabalhar, só falta decorá-lo. Mas Rosalie vai morar comigo — afirmei fechando a expressão.
— Deus, como é mimada — Edward retrucou.
— Mimada é sua avó — retruquei de volta.
— Você é mimada, Bella — ele disse retrucando novamente. — Pode morar comigo, as coisas entre Emmett e Rosalie estão mais sérias que o convencional dos relacionamentos deles. Por que você não vem morar comigo? Vai ser tão confortável ter você em minha cama todas as noites — ele comentou, dando de ombros.
— Edward!
— Vai Bella, vem morar comigo — ele disse novamente, pedindo dessa vez.
— Não! —resmunguei. — Eu vou reformar aquele apartamento que a empresa me concedeu. E Rosalie e eu nos mudamos para lá — comentei. Ele suspirou.
— Ah, tudo bem — falou ele. — Mas, vai dormir lá em casa três vezes por semana, e eu não quero nem saber — afirmou maliciosamente. Eu revirei os olhos.
— Duas — falei.
— Três.
— Duas.
— Ah, tudo bem — resmungou ele, me encarando.
— E não adianta ficar bravo, eu não vou mudar de ideia— afirmei. Ele suspirou.
— Se você diz — deu de ombros. — Mas minha proposta de casamento está de pé — comentou ele, encarando-me.
— Já disse que eu não vou me casar — murmurei encarando-lhe também.
— Vai sim, Sra. Cullen —ele disse, arqueando a sobrancelha.
— Sra. Cullen? — murmurei irritada.
— Sra. Isabella Marie Swan Cullen — diss. Eu fechei a cara. — Eu vou bater em você, Edward — falei irritada.
— Bate — ele disse me desafiando. Eu fechei a cara novamente.
— Só não bato porque eu não estou com condições, mas deixa eu me recuperar — disse de forma ameaçadora. Ele aproximou sua boca da minha e me encarou.
— Como se eu tivesse medo de pantera — ele disse. Eu dei um sorriso de negação.
— Provoca mesmo, e vai desconhecer o que é sexo — aleguei. Ele deu um sorriso malicioso.
— Eu te obrigo — murmurou. Eu fechei a cara.
— Não é nem louco — falei o fitando.
— Mas eu sou sim. E eu vou fazer tudo o que eu quiser com a minha doentinha em casa — eu bufei. Ele deu uma risada me encarando.
—Aproveitando-se da minha doença? — resmunguei.
— Eu vou me aproveitar mais ainda quando estivermos sozinhos — alegou ele me desafiando
— Nós retornaremos a Nova York, depois que eu sair daqui? — perguntei.
— Não — respondeu ele. — Vamos ficar mais alguns dias aqui até você tomar alta completamente, e veremos se seu pai sai do hospital. Se ele sair, vamos ficar até a recuperação dele, ou o levaremos a Nova York, onde uma equipe médica que trabalha com minha mãe poderá ajudá-lo a se recuperar — Edward explicou.
— A médica disse que o estado dele é grave — disse preocupada.
— Sim, é — ele afirmou. Eu suspirei fundo. — Mas ele vai sair. Você já saiu Bella, por que ele seria diferente? — ele questionou, me olhando nos olhos.
— Tem razão — falei. Ele deu um meio sorriso.
— Eu vou ligar para sua mãe, Phill e todos. Dizer que está acordada — falou ele, me olhando.
— Não precisa mais, Edward — disse Esme. Ele se virou e viu minha mãe, Esme e os demais na porta.
— Bella! — disse minha mãe. Ela veio em passos apressados em minha direção. Edward saiu da cama e ela me abraçou forte. Eu podia ouvir seus suspiros e sentir suas lágrimas na camisola do hospital que eu estava usando.
— Mãe — disse a abraçando mais forte, inalando o perfume dela, o cheiro materno que ela possui. Eu pensei que eu nunca mais a veria, e que nao poderia abraçá-la forte dessa maneira novamente.
— Oh, minha querida, eu fiquei apavorada com a possibilidade de você morrer — ela disse, afastando-me. — Nunca mais se enfie na frente dos outros para tomar um tiro — ela me repreendeu entre lágrimas.
— Mãe! — eu a repreendi.
— Nunca mais! — ela disse autoritária. Quando nos soltamos eu vi que todos nos deixaram sozinhas. — Como se sente? — ela perguntou me olhando.
— Bem sonolenta, mas confortável — comentei. Ela deu um meio sorriso.
— Nenhuma dor? — ela perguntou.
— Nenhuma — respondi. — O que achou de Edward? — perguntei curiosa.
— Ele é um ótimo rapaz— ela respondeu. — Ele parece ser bem apaixonado por você, querida — ela comentou. Eu dei um sorriso.
— Ele é — afirmei.
— Ele é fantástico. Os pais dele, Emmett, são incríveis — ela afirmou dando um sorriso.
— Fico feliz que goste dele — afirmei. Ela me olhava.
— Ele falou que vai se casar com você — ela comentou dando de ombros.
— Mãe.
— Ele falou, Bella, e eu quero saber se isso é verdade — eu suspirei negando.
— Ainda não — comentei a encarando. — Nós dois ainda não namoramos, nem nada. Tudo bem que temos uma intimidade ótima, nos damos bem sexualmente, e também fora de uma cama nos entendemos como ninguém, só que ele e eu ainda estamos começando um relacionamento — afirmei, respondendo e explicando minha situação para minha mãe.
— Querida, por que não me disse que tinha sido ameaçada? — ela perguntou.
— Mãe, você ia surtar, e Edward e eu soubemos lidar muito bem com isso — afirmei. Ela negou.
— Tanto que acabaram baleados — ela retrucou. — Deveria ter me dito, Bella, deveria ter me avisado — ela disse mal-humorada, eu suspirei.
— Mãe, acabou — falei. Ela segurou minha mão.
— Graças a Deus! — ela disse me olhando.
— Só que o seu pai vai querer saber exatamente o que aconteceu, assim que ele acordar. Se ele acordar... — ela disse. Ela deu um meio sorriso encarando meus olhos.
— Está preocupada com ele, mãe? — eu estranhei, mesmo que ela não demonstre que ela ame meu pai ainda. Talvez sempre o amou, mesmo que ela negue, eu sei que ela não ama Phill como ela ama meu pai.
— Claro que sim, Bella! — falou ela meio que ofendida. — Mesmo seu pai e eu não sendo mais casados, nós dois temos um laço em comum na vida. Você é a pessoa mais importante das nossas vidas e mesmo que estejamos separados há anos, Bella, você é a pessoa que nos une — ela disse me encarando. Eu sorri.
— Está balançada, mãe? — perguntei. Ela fechou a cara.
— Claro que não — ela falou me olhando.
— Sei — resmunguei desconfiada. — Mãe, por que é tão difícil você reconhecer que mesmo que o tempo tenha passado, e o destino tenha te colocado na situação na qual eu quase morri e ele está á beira da morte, que você o ama ainda? — fiz uma pergunta retórica. Ela me olhou negando.
— Bella, não delire, querida — eu revirei os olhos.
— Deve ser muito difícil mesmo aceitar a verdade — afirmei. Ela suspirou.
— Não vou discutir isso com você — ela falou me olhando.
— Não vai porque sabe que eu tenho "razão", não é? — perguntei com sarcasmo. Ela fechou a cara. Eu vi Phill, entrando na UTI.
— Minha princesa — ele disse adentrando ao quarto. Eu dei um sorriso.
— Oi, Phill — ele deu um sorriso.
— Como se sente, Bells?— ele perguntou me olhando.
— Melhor, mas sonolenta — murmurei. Ele sorriu.
— Boa garota — ele murmurou.
— Perua — disse uma voz feminina.
— Safadinha! — minha voz saiu com uma emoção. Ela sentou-se na cama e me abraçou.
— Graças a Deus! — ela disse, aliviada, em meus braços.
— Acabou, Rose, acabou — murmurei abraçada a ela.
— Eu sei, perua, eu sei. Só que eu estou aliviada em te ver acordada —ela disse, me soltando.
— Eu imagino — resmunguei olhando-a. — E as coisas com Emmett? — perguntei. Ela sorriu.
— Ele é fantástico. Ele ficou o tempo inteiro que você esteve desacordada ao meu lado, ele não me deixava sozinha de forma alguma — Rose murmurou.
— E o sexo? — perguntei. Ela sorriu.
— Cada vez melhor, perua — ela disse, beijei seu rosto.
— Eu fico feliz em vê-los juntos — murmurei.
— Edward que não para de falar que vocês dois vão se casar —ela comentou. Eu revirei os olhos.
— Ele cismou com isso — comentei a olhando.
— E você não considera nenhuma possibilidade? — ela perguntou. Eu dei um meio sorriso.
— Vamos namorar primeiro, e depois se vier esse casamento — falei a olhando. — Que Deus abençoe — murmurei.
— Ah, estou sonhando? — ela perguntou sorrindo.
— Ela aceitou meu pedido? — Edward disse apoiando-se à porta.
— Não. Eu não aceitei seu pedido de casamento precoce — murmurei. — Eu apenas disse que vamos namorar primeiro, e se for mesmo para nos casarmos, nos casaremos — eu disse. Ele deu um meio sorriso.
— Tente convencer sua irmã gêmea sinistra a se casar comigo, Rose — Edward disse. Eu revirei os olhos.
— Eu não vou me casar! — disse olhando para os dois.
— Ah, vai sim — respondeu Edward. — Vai subir de véu e grinalda no altar — ele disse. Eu neguei.
— Não mesmo! — falei olhando-o. — Meu relacionamento foi conturbado com Demetri, agora, eu quero só aproveitar minha vida — eu disse. Ele deu um meio sorriso encarando meus olhos com desconfiança. Eu sei que ele vai aprontar algo, ele vai aprontar algo para que eu diga sim. Posso apostar.
— Você vai aproveitar a vida comigo — ele disse, me encarando. — Depois de casados — ele murmurou
— Lá vem você com essa ideia de casamento! — resmunguei.
— Estou apenas dizendo um fato — ele murmurou me olhando. — Você vai se casar comigo — ele disse convicto.
— Veremos — resmunguei.
— Pessoal, eu sei que estão eufóricos com a melhora dela, mas isso aqui é um hospital e só pode ficar apenas um acompanhante com ela, essa noite. Amanhã todos podem retornar, contudo já é tarde, e temos outros pacientes querendo dormir — disse a médica entrando.
— Eu fico com ela! — disse Emmett.
— Nem pensar. Eu fico com ela! — Edward disse depressa.
— Eu quem vou ficar com a minha perua, vocês dois vão embora — Rosalie disse entrando no meio da disputa.
— Hey! — chamei a atenção dos três
— O quê? — perguntaram juntos.
— Estamos em um hospital! — repreendi olhando-os. — Tirem na sorte quem ficará comigo. Qualquer um dos três vai ser bom — falei.
— Eu fico com Bella — disse Esme. — Vocês três, para casa — Esme ordenou.
— Mãe! — Edward e Emmett resmungaram.
— Anda! Os dois, para casa, eu fico com ela essa noite —ela disse, ordenando novamente. Os dois me encararam.
— Eu sou a doente, não descido nada — murmurei levantando meus braços. Eu senti um incomodo. — Ai! — gemi.
— O que foi? O que tá doendo? — perguntou Edward me bombardeando de perguntas. — Você disse que não estava sentindo dores — ele disse em seguida, me olhou irritado.
— Hey, calma! — disse olhando-o. — Só senti um incômodo em minha costela, mas não está doendo tanto assim — respondi. Ele me olhou.
— Bella — resmungou.
— Não estou mais com dores — resmunguei. — Vá para casa, amanhã vocês todos me paparicam — eu disse. Eles me olharam de cara fechada.
— Tem certeza de que não quer que eu fique, gata? — perguntou Emmett.
— Vão para casa — os mandei embora. Todos vieram me dar beijos e abraços, e Edward foi o último.
— Não quer mesmo que eu fique? — ele perguntou me fitando.
— Não — murmurei. — Vá para casa, descanse essa noite. Eu não vou conseguir fugir do hospital. Nem sei por que estou com dores na costela — murmurei encarando-o.
— O cretino conseguiu te machucar muito seriamente, Bella — ele murmurou me olhando. — Não satisfeito em te ver perdendo sangue, ele ainda deu alguns chutes em sua costela, causando alguns rompimentos — comentou ele, explicando.
— Agora eu entendo porque eu sinto um incômodo — comentei. Ele deu beijo em minha mão. — Agora vai, se não fica tarde e eu fico preocupada — eu disse. Ele suspirou ainda me olhando
— Só porque está pedindo com essa carinha bonitinha, mas amanhã eu volto para te paparicar, princesa — ele disse. Eu beijei seus lábios e novamente senti dor.
— Ai! — resmunguei fitando-o. Ele encostou-me na cama novamente e arrumou o travesseiro em minha cabeça.
— Eu vou, mas eu peço para alguém da enfermagem passar algum analgésico para você —ele disse. — Vai ficar bem? — ele perguntou.
— Vou — respondi. — Agora vai — eu disse. Ele beijou meus lábios novamente.
— Eu te amo — sussurrou. Eu suspirei.
— Eu também — murmurei. Ele deu um beijo em minha cabeça. Ele se foi, eu vi que ele ficou falando com Esme e uma enfermeira, algo assim. E depois ela apareceu.
— Eles já foram? — perguntei.
— Sim — ela respondeu sentando-se ao meu lado, na poltrona perto da minha cama. — Eu tive que expulsar Edward daqui, mas eles já foram — ela afirmou me olhando.
— E o que eu vou tomar para essa dor? — perguntei gemendo um pouco por conta da dor.
— Tramal — respondeu ela. — Vai te dar sono, e você vai dormir o resto da noite, mas vai aliviar as dores — ela disse me olhando.
— Edward está magro e pálido — murmurei. Ela deu um meio sorriso.
— Ele não saía do hospital, sua mãe e eu o proibimos de ficar tanto aqui — ela afirmou, eu dei um meio sorriso.
— Esme, eu sei que Edward se machucou. Ele me contou. Mas foi nada sério, certo? — perguntei a olhando.
— Só tomou um tiro na perna, e outro no ombro, mas nada muito sério — ela falou me encarando.
— Superficial?
— Não, o da perna foi o mais sério, porque pegou uma artéria femoral, mas foi feita uma cirurgia e ele já se recuperou — ela disse me olhando. — E no ombro foi superficial — ela disse. Eu suspirei aliviada.
— Ainda bem —disse aliviada. — Eu estava com medo de ter sido algo mais sério — confessei. Ela sorriu.
— Eu não te agradeci por ter aparecido na vida dele — ela disse. Senti-me um pouco sem graça. — Edward tem se transformado aos poucos. Ele quase não percebe o quão diferente ele tem estado — ela murmurou. Eu fechei os olhos sentindo uma emoção dentro de mim.
— Eu que tenho que agradecer por ele ter aparecido em minha vida — disse para ela, que segurava minha mão.
— Espero que vocês dois se casem — ela disse.
— Ah não, até você, Esme? — perguntei.
— Ele está dizendo a todos que vai se casar, Bella — ela falou me olhando. — E quando Edward diz uma coisa, ele vai até o fim para conseguir — Esme murmurou encarando meus olhos.
— Esme, eu falei para ele que casar ainda não — murmurei. Ela deu um meio sorriso.
— Ele é terrível, Bella — ela disse me olhando.
— Eu sei.
A enfermeira veio, me deu o remédio e eu apaguei. Eu só acordei no dia seguinte.
— E como ela passou a noite? — era a voz do meu garotão. Eu abri os olhos.
— Dormindo — bufei respondendo-o.
— Eu vou apenas tomar um banho e vou para casa descansar — ela disse me olhando.
— Vai lá. — Ele disse beijando a mãe dele. Ele veio até mim e beijou minha cabeça e meus lábios.
— Oi — sussurrei.
— Oi — ele disse perto dos meus lábios.
— Como passou a noite? — perguntei.
— Bem — respondeu. — E dormi muito bem em saber que você está melhor — ele disse animado. Eu dei um beijo em seus lábios.
— Eu posso me aproveitar desse seu estado de animação? — perguntei. Ele sorriu.
— Pode se aproveitar do que desejar — sussurrou. — Não teve dores? — ele perguntou.
— Acordei agora — respondi. — Por enquanto nada — eu disse. Ele sorriu.
— Falei com sua médica — ele disse. — Vai para o quarto amanhã, e vai passar por fisioterapia, se recuperar e, quando estiver bem, vai receber alta e nós vamos para casa — ele disse, eu neguei fitando-o.
— Casa? — resmunguei.
— Casa — retrucou. — Nossa “casa” temporária — ele disse, eu suspirei.
— Não vejo a hora de ir para a "casa”— falei. Ele deu um beijo em meus lábios.
— Eu também. Quero te levar a nossa "casa", não aguento mais essa vida hospitalar — ele disse. Eu neguei.
— Eu sei perfeitamente por que quer me levar para a "casa"... Para me trancar no “quarto” e também “me deitar na cama para não dormir" — murmurei cerrando o olhar.
— Exatamente — ele respondeu.
— Vamos com calma, Edward — disse Esme. — Primeiro a recuperação, depois vocês dois podem se envolver fisicamente — Esme murmurou.
— Mãe, assim que pudermos levá-la para casa eu vou cuidar da minha princesa — ele disse e nos beijamos.
— Eu sei como você quer cuidar dela, Edward — Esme disse com um sorriso malicioso implantado em seu rosto.
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