Bring Me To Life
9 Capítulo Oito.
Notas iniciais
— E essa tal Rosalie, ela faz o que? — perguntou ele.
— Ela é médica — respondi o olhando. — Ela trabalha no hospital — disse enquanto comia macarrão.
— Que especialidade? — perguntou ele.
— Ginecologia — respondi.
— Igual minha irmã — mencionou ele
— Emmett, você não é aqueles caras que querem se envolver logo para arrumar um filho não é? — perguntei olhando nos seus olhos.
— Eu quero ser pai — alegou ele. — Mas eu quero primeiro encontrar alguém que valha apena ter um filho. Eu tenho trinta e dois anos, não tenho muito tempo a perder. Eu curti muito enquanto pude, mas agora eu quero ter alguém na minha cama todos os dias, quero compartilhar uma vida junto com uma mulher e não apenas transar e no outro dia sumir — comentou. Eu mordi os lábios.
— Rosalie quer casamento de véu e grinalda e filhos e netos — falei o olhando.
— Eu também quero isso, acredite — disse. — Eu já não sou mais um moleque, eu já sou um homem está na hora de formar uma família — comentou me olhando.
— Edward mencionou sobre uma tal Emily — falei encarando seus olhos.
— Emily foi o amor da vida de Edward — disse ele. Eu dei um gole no café. — Ele a perdeu por uma estupidez. Ele era novo, inexperiente em relacionamentos e acabou fazendo uma merda que matou o próprio filho, mas ele teve seu preço. Ele se arrependeu do que fez — comentou me olhando eu pisquei algumas vezes.
— Você a conhecia? — perguntei o olhando.
— Sim — respondeu. — Meu irmão levou uma garota para a casa dos meus pais enquanto estava na faculdade. Ele a apresentou para a minha mãe, só que a minha mãe já tinha se acostumado conosco sempre levando garotas diferentes, tanto que ela falou para ele: “Edward, só traga alguém aqui em casa se for para ser algo sério. E isso vale tanto pra você quanto para o Emmett. Vocês têm a mania de trazer qualquer garota que estão namorando ou se envolvendo”. Só que quando minha mãe conheceu Emily ela notou que era sério. Meu irmão namorou dois anos essa garota e ela engravidou, claro que ele ouviu um show dela por conta disso, mas ele quis o bebe. Desde que descobriu, eu não sei exatamente o que houve entre os dois, mas ele a traiu e ela pegou os dois na cama, teve uma crise nervosa e entrou em trabalho de parto, não conseguiram tirar o bebe rápido e o cordão enroscou no pescoço e ele morreu — falou ele encarando-me. — Emily detestou Edward, os dois terminaram mas ele deu uma vida descente para ela, pelo menos pagou a faculdade e seus gastos com psicólogos entre outras coisas mais ele nunca mais a viu — comentou Emmett.
— Então vocês dois eram os caras que tinham todas as garotas aos seus pés? — perguntei.
— Exatamente — resmungou ele. — Nós dois fomos jogadores de basquete no colegial e na faculdade éramos considerados populares, famílias de prestigio muita mulher caia aos nossos pés.
— Odiava minha fase de colegial — comentei. Ele deu um sorriso.
— Posso saber por quê? — perguntou.
— Eu era nerd — falei o olhando. — Muito nerd, e virgem. Eu nunca fui o tipo de garota que os caras como vocês eram olhariam — menti. Ele não ia saber da minha triste história, não mesmo.
— Nerd? — perguntou. — Que tipo de nerd?
— O tipo que não ficava olhando para homens prepotentes que só gostavam de líderes de torcida — aleguei. Ele deu um sorriso.
— Oh, então eu e meu irmão não teríamos a menor chance com você? —perguntou me olhando.
— Nenhuma — respondi.
— Putz, vou comunica-lo sobre isso — alegou ele. Eu dei risada, negando.
— Não tem a menor graça — falei. Ele deu risada.
— Por quê? — perguntou.
— Porque eu amo meu noivo, é logico que ele não tem chance. — eu não sabia o porquê, mas essa pergunta de Emmett me deixou balançada.
Quando terminamos o almoço, nos dirigimos de volta à empresa. No caminho conversamos sobre coisas banais. Ao chegarmos à empresa, percebi que Tanya não estava lá. Apenas Ângela e Jéssica. Passei pelas duas, indo para a minha sala.
— Te vejo depois — falou Emmett.
— Claro — falei entrando abrindo a porta da minha sala. Ao entra comecei a ouvir gemidos vindo da sala ao lado.
— Acho bom você rebolar como cachorra no cio no meu pau Tanya porque se eu não gozar — disse em um tom ameaçador. Eu mordi os lábios sentando na minha cadeira.
— Nunca falhei com você — falou ela. — Não vai ser agora que eu vou falhar!
— Oh — gemeu ele. Eu resmunguei, cruzando minhas pernas. Conseguia sentir-me levemente úmida. — Eu espero que continue sendo assim para seu próprio bem — alegou ele.
— Não sei o que o seu pai falou com você naquela sala mas você está muito estressado — alegou ela.
— Não vamos falar nisso! — disse ele.
— Quanto mais bravo você está o sexo tende a ser mais selvagem — disse ela enquanto ele gemia baixo. — E quanto mais selvagem, mais eu gosto — resmunguei coçando minha nuca.
— Tanya rebola logo e cala a boca! — falou ele ríspido. Eu ainda podia ouvir gemidos e também alguns barulhos fortes. Conseguia ouvir a impaciência na voz dele que queria chegar logo ao clímax.
— Se troca e sai da minha sala, você já ficou tempo demais — disse ele meio baixo mas ainda era possível ouvir. Ele gozou e eu gozei ao ouvi-lo transar. Que coisa mais esquisita!
— Vamos ter um bônus hoje à noite? — perguntou ela, arfando.
— Não será necessário — respondeu ele calmamente. — Você já deu o que eu queria antes que eu mesmo pedisse.
— Sexo sempre te deixa mais calmo, parece uma doença — falou ela.
— Eu te pago a mais para você transar e não falar nada — respondeu rispidamente.
— O que aconteceu na sala de Carlisle? — perguntou ela.
— Já disse que não lhe convém — respondeu ele. — Assuntos pessoais e da empresa, portanto nada que você deva se preocupar. Como se você se preocupasse com alguma coisa — disse ele de forma presunçosa.
— Claro que eu me preocupo — disse ela. — Quem sabe você não faça eu me tornar a Sra. Cullen — falou ela. Eu dei risada de escárnio.
— Tanya, não delira — falou ele.
— Se diz — respondeu ela, dando de ombros sem aparentar estar magoada. — Eu te vejo a noite, ou não vai mesmo ter um bônus? — perguntou ela.
— Não vai ter bônus — respondeu ele. Ouvi a porta sendo fechada e em seguida bateram na minha porta. Eu arrumei minha postura e encarei a porta.
— Pode entrar! — falei. A porta se abriu e eu vi Jéssica passar por ela trazendo consigo uma embalagem rosa.
— Srta. Swan chegou isso aqui para você — falou ela. Eu olhei para a embalagem curiosa.
— Sabe quem mandou? — perguntei. Ela deu um meio sorriso.
— Não — respondeu.
— Deixe aqui em cima Jéssica — pedi apontando para a mesa de desenhos.
— Claro — respondeu ela.
— Ah, Jessica, me traga um copo de água bem gelado, bem gelado mesmo e um gelo — pedi. Ela me encarou sem entender.
— Posso saber por quê? — perguntou ela.
— Nada, eu só estou com sede — respondi. Ela deu um meio sorriso.
— Trarei — falou ela. — Mas alguma coisa?
— Não — respondi. Ela se retirou e eu fiquei encarando a embalagem em cima da mesa. Me levantei me rendendo a curiosidade e fui até a mesa, peguei a embalagem e abri. Era uma caixa de bombons sofisticados. Não sei quem é que me mandou isso, mas com certeza deve saber que sou chocólatra. Deve ter sido Demetri querendo se redimir por ontem. Vi um pequeno cartão escrito “Srta. Swan” em uma letra bonita. Não era a letra dele, deve ter pedido a alguém da bomboniere para que escrevesse o cartão. Abri-o e li:
“Não gosto de outros homens, cercando o que eu tento conquistar independente do seu compromisso eu não quero ninguém te rodeando nem mesmo meu irmão... Aceite jantar comigo hoje, um jantar de amigos e informal... — Edward Cullen”
— Ah, qual é! Eu estou ficando louca só pode! — falei para mim mesma mexendo nos meus cabelos. Fui para a minha mesa e logo depois Jéssica apareceu com os dois copos de água.
— Aqui está — disse ela olhando para mim. — Quem te mandou Srta. Swan? — perguntou ela.
— Um amigo me mandou — falei para ela. — Pode pegar um se quiser — falei a olhando. E de fato ela o fez.
—Ah — falou ela com sorriso.
— Edward, está na sala dele? — perguntei como se eu não tivesse percebido a movimentação há dez minutos.
— Está sim — respondeu ela. — Só que segundo Tayna ele está com um humor daqueles — falou ela, dando de ombros e dando uma mordia no bombom. “Mesmo depois da foda que os dois deram em horário de trabalho?” pensei.
— Hm, eu preciso falar com ele — falei a olhando.
— Vocês dois se tornaram bem amigos, não? — observou ela. Eu a fitei. Ela usava um vestido preto social com um pequeno cinto na cintura e sapatos de salto.
— Sim — respondi. — Amigos apenas. — deixei claro minhas intenções.
—Se precisar de mim — falou ela saindo. Eu suspirei. Peguei a caixa de chocolate e fui até a sala dele e bati na porta.
— Tayna eu já disse que eu não quero ninguém me enchendo hoje! — falou ele.
— Sou eu, Bella — falei. Ouvi a porta sendo destrancada e logo ela foi aberta.
— O que quer? — perguntou ele. Eu o encarei.
— Bem que sua secretária disse que estava de péssimo humor — mencionei.
— O que quer? — perguntou novamente, seco.
— Posso? — perguntei olhando para a sala dele.
— Claro, entra! — falou ele me olhando. De fato entrei.
— Eu vim agradecer por isso — mostrei a embalagem de chocolates.
— Ah, não tem de que — respondeu ele.
— Sabe, quando eu estou pilhada com alguma coisa eu como chocolate — comentei o olhando. — Porque não tenta a mesma terapia? — perguntei o fazendo dar um meio sorriso.
— Quando eu estou pilhado, — falou ele pegando um bombom da embalagem e encostando-se na mesa. — Eu faço sexo selvagem. Só isso me deixa mais calmo. — comentou ele abrindo o bombom com aqueles dedos finos e brancos que me fizeram olhar imediatamente para cada gesto dele. Ele abriu a embalagem e levou o chocolate a boca.
— Os chocolates são ótimos — comentei meio sem graça.
— Fico feliz que tenha gostado — mencionou ele. — Sinal de que Ângela estava certa — deu um meio sorriso.
— Foi ela que comentou que eu gosto de chocolate? — perguntei o olhando.
— Sim — respondeu. — No dia que eu te ataquei no elevador e você me deu uma joelhada — eu dei um sorriso tímido e sem graça. — Ela comentou que você pediu para que ela comprasse bolo mais doce e com mais chocolate possível.
— Oh, me desculpe por aquilo — falei o olhando.
— Eu entendi porque fez isso quando me contou do seu segredo no meu apartamento — comentou me olhando. — Eu foi um idiota, mais idiota que tudo. Eu é que tenho que me desculpar com você — mencionou ele. Eu mordi o lábio notando que sua camisa estava desabotoada e meio amassada, e seus cabelos bagunçados com uma aparência de “pós foda”.
— Hm, vim falar sobre seu convite para jantar — mencionei sem graça.
— Aceita? — perguntou ele. — Se veio aqui falar que não vai melhor nem ter vindo aqui, não acha?
— Eu não vim falar isso — falei o olhando.
— Não? — perguntou arqueando a sobrancelha de forma sensual.
— Não — respondeu.
— Então que seria? — perguntou ele me olhando.
— Bem, eu não sei se eu vou poder ir porque as coisas ontem foram tensas entre mim e Demetri — disse me sentando na cadeira da mesa de desenho torcendo para que ele não tenha transado ali. Notei algumas almofadas jogadas no chão, em cima do tapete branco e felpudo.
— Vocês dois brigaram? — perguntou ele me olhando.
— Mais ou menos — respondi olhando para o desenho dele em cima da mesa.
— Aceite jantar comigo, nós dois vamos a um bom restaurante apenas — mencionou. Voltei meus olhos para ele.
— Edward, nós dois nos aproximamos muito nesses dias — falei pegando um bombom.
— Eu sei — respondeu ele. — E isso é bom, você é da minha equipe é bom essa sintonia entre nós.
— O problema é que eu não sei se isso é certo — falei o olhando nos seus olhos, atentamente. Mordi os lábios e eu mordisquei o bombom.
— Nós somos amigos Bella — falou ele. — Não nego que se você falasse que quer transar comigo nós dois sairíamos da minha sala e procuraríamos um bom lugar e então transaríamos como se não houvesse amanhã — falou em um tom malicioso. — Mas Demetri é dono do seu coração e enquanto você der o seu coração para ele e não tiver pretensão de pega-lo de volta eu só posso me aproximar de você como seu amigo — falou ele. Eu dei um suspiro.
— Você transou com a sua secretária aqui, não transou? — perguntei o encarando.
— E como você sabe disso? — perguntou ele se aproximando.
— Eu ouvi — resmunguei. Ele deu um sorriso malicioso.
— Ouviu? — perguntou ele perplexo.
— Sim.
— Ficou excitada? — perguntou.
— Não, eca. Claro que não — menti descaradamente. Eu nunca havia ficado tão excitada na minha vida.
— Sei — resmungou desconfiado.
— Vocês dois não tem noção do perigo mesmo, não é? — perguntei olhando os olhos dele.
— Só transamos, não fizemos nada demais — mencionou ele mexendo nos cabelos.
— E se não fosse eu a ouvir, fosse seu pai? — perguntei.
— Depois que eu tive uma reunião com ele, ele foi resolver umas coisas com um cliente — disse dando de ombros. — Ele não estava aqui, eu precisava de sexo e ela estava disposta a dar isso. Claro que eu ia gostar muito mais se eu transasse com você, mas você está com as pernas fechadas para outros homens.
—Será que você só pensa em sexo? — perguntei o olhando.
— Não o tempo todo — respondeu. — Mas grande parte do meu dia — Eu dei um suspiro.
— Hm — murmurei.
— Vamos, jante comigo — pediu me olhando.
— Onde seria esse jantar? — perguntei.
— No lugar que você desejar — disse ele. Eu respirei fundo, sem graça.
— Como assim? — perguntei o olhando.
— No lugar que quiser — disse ele novamente. — Estou aceitando, até o Mc Donalds se desejar.
— Não consigo acreditar — falei. Ele deu um meio sorriso.
— Vai, eu estou muito estressado ainda e você vai ser minha melhor companhia da noite — mencionou ele. Eu respirei fundo o encarando.
— Sua melhor companhia? — perguntei. — Acho que a melhor companhia para o seu stress deve ser Tayna.
— Não, ela não — respondeu ele mexendo nos cabelos. — Quero falar com alguém intelectual — comentou. Eu mordi os lábios o fitando.
—Então vamos mesmo no Mc Donalds, mas não posso demorar. Hoje Demetri dorme lá em casa e ele vai encher minha paciência se eu não chegar cedo a tempo dele conseguir me subornar para transar com ele. — falei. Edward me encarou.
— Ele tem que te subornar? — perguntou rindo. — Sempre achei ele um frouxo — eu dei um tapa nele.
— Não começa com gracinhas — falei rindo.
— Bella se é eu — falou ele me encarando. Ele se aproximou e segurou meu rosto perto da minha nuca. Eu senti minha respiração ficar descontrolada. Arfei o fitando. — Eu ia te pegar de um jeito que você nunca ia falar não — senti minhas pernas ficarem úmidas. Eu o encarei profundamente.
— Mas não é! — falei. Ele deu um meio sorriso.
— Sabe, eu gosto do seu jeito desafiador — eu mordi meus lábios o olhando.
— Eu não vou facilitar — comentei. Ele deu um sorriso.
— Se eu tivesse você uma vez só na cama eu ia te mostrar o que é bom! — Eu me arrepie novamente. Senti meu coração acelerar dentro do meu peito que ficou rígido, minha barriga se contraiu e eu o fitei.
— Mais pouco me interessa o que é bom — mencionei dando de ombros.
— Não me desafie — resmungou ele.
— E se eu quiser? — perguntei.
— Não faria isso — respondeu ele. — Não sou um menininho que precisa subordinar a noiva para conseguir sexo, eu sou mais de pegar de jeito — falou me olhando. Resmunguei e ele gostou.
— Mc Donalds Edward, nada além disso — me levantei pegando meus bombons e quando me virei ele estava atrás de mim, nossos corpos se encostaram e meus olhos encontraram os olhos dele.
— Não vou desistir em tê-la, Bella – falou ele me olhando.
— Melhor você desistir— falei me afastando.
— A proposito eu adorei saber que vamos fazer uma viagem de quinze dias a Dubai — falou ele, enquanto eu me direcionava para a porta.
— Isso me causa dores de cabeça ao pensar — mencionei baixo.
— A mim e a você não, porque vamos trabalhar — respondeu ele. — Já ao seu noivo... — insinuou.
— Não começa, porque não vai acontecer nada entre nós — falei na defensiva.
— Veremos — disse ele, desafiador. Sai da sala dele, minhas pernas tremiam e minha garganta estava seca. Fui para a minha sala e bebi avidamente o copo de água gelada que Jéssica havia trazido.
—... Você não vai demorar nesse seu jantar de negócios, não é? — perguntou Demetri no telefone.
— Creio que não — menti.
— Que horas vai chegar? — perguntou ele.
— Não sei, amor — falei carinhosa.
— Bella, eu preciso transar! — protestou ele. — Desde que brigamos você cortou o sexo entre nós dois e eu estou muito a fim de ter você na minha cama nua, gemendo — eu mordi os lábios.
—Demetri, eu não prometo nada quando eu chegar — disse convicta. — Porque não vai dormir no seu apartamento, nos vemos amanhã à tarde — sugeri.
— Se quer assim — resmungou ele. — Mas amanhã você não me escapa.
— Tudo bem — resmunguei. — Eu vou voltar ao trabalho. Te vejo amanhã — disse suspirando.
— Te amo — disse ele.
— Eu te amo também — falei. Edward, que havia acabado de entrar na minha sala, fez careta. Desliguei o celular e o encarei.
— Sabia que é feio entrar sem pedir permissão? — perguntei. Ele deu um sorriso negando.
— Tem razão — falou ele. — Eu fiquei com diabetes depois das suas declarações de amor ao seu noivo — revirei os olhos.
— Diz isso porque nunca namorou alguém como eu — falei dando de ombros. Ele soltou um risinho.
— Ainda bem que eu não achei um alguém como você — falou me olhando. — Assim eu tenho chance de conquista-la — afirmou ele. Eu neguei.
— Não tem não — retruquei.
— Eu vou tentar não vou desistir — resmungou ele se sentando a minha frente.
— Insistente? — perguntei.
— Determinado — respondeu. Eu me levantei indo para o sofá, me deitei nele Edward andou até mim. Afastou minha cabeça e colocou ela no seu colo.
— Tá legal, o que você quer? — perguntei olhando para ele.
— Nada — respondeu ele. — Só quero passar o resto do tempo com você — disse ele. Eu o encarei.
— Edward, o que foi? — perguntei o olhando.
— Nada eu só to pensando nos negócios.
— Tem certeza? — perguntei me sentando e encarando ele. Nos dois nos olhávamos atentamente, ele parecia em um mundo distante. Aparentava estar hesitante, assustado e inseguro.
— Não é nada, eu já disse — respondeu ele. — Vamos? Estou com fome e depois eu te deixo em casa — comentou ele, me olhando.
— Podemos não ir para casa — respondi.
— Como assim? — perguntou ele.
— Podemos ir para outro lugar — respondi.
— Hãn? — perguntou.
— Podemos jantar mesmo em um bom restaurante e depois vagar por Nova York — comentei encarando seus olhos.
— Quer dormir comigo? — perguntou ele me olhando malicioso.
— Não — respondi. — Quer saber deixa pra lá, podemos ir jantar e vamos para minha casa — comentei.
— Para sua casa? — perguntou me olhando.
— Para de ser malicioso — falei.
— Você que esta se contradizendo — falou ele.
— Vamos para casa, digo depois que jantarmos cada um segue seu rumo para suas distintas casas — falei.
— Demetri vai estar lá? — perguntou ele.
— Não — respondi. —Falei que ia estar em um jantar de negócios e ele apenas disse que me veria amanhã — comentei mordiscando minha boca.
— Hm — comentou ele. — Vai passar o dia com ele amanhã? — perguntou ele.
— Provavelmente — respondi.
— Como assim provavelmente? — perguntou me olhando.
— Se nós dois não brigarmos, provavelmente fiquemos juntos o dia todo — comentei encarando os olhos dele.
— Estava pensando em te chamar para dar uma volta no central park amanhã, mas pelo jeito já tem companhia — comentou ele, mexendo nos cabelos.
— Uma volta no Central Park? — perguntei o encarando.
— Sim — respondeu sem hesitar. — Pensei em irmos dar uma volta no central park, tomarmos café da manhã juntos se quiser — comentou ele.
— Que tal um almoço? — perguntei o olhando.
— O que você desejar — respondeu ele. — Agora vamos, que o nossos horário já deu faz tempo! — mordi a boca. Peguei minha bolsa e nós dois descemos juntos. Enquanto estávamos no elevador o silêncio permaneceu entre nós. Edward olhava para o painel e eu olhava para os meus pés, então eu vi que ele pegou uma chave e o elevador parou.
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