Notas iniciais
SÓ SEMANA QUE VEM TEREMOS ATUALIZAÇÕES NA HISTÓRIA!
QUERO AGRADECER A TODOS OS COMENTÁRIOS, QUE EU RECEBI AO LONGO DELA, EM BREVE MAIS ATUALIZAÇÕES ESPERO TER SEMPRE ESSE CARINHO INCRÍVEL DE VOCÊS!
Espero contar com ele ao longo da história.... agora leiam com água por perto que a garganta fica seca com esse desenrolar da história... Beijoo!

— Tá legal, o que você quer? — perguntei encarando ele, que deu um meio sorriso.

— Eu tenho que fazer uma coisa — disse ele me olhando.

— O que? — perguntei. Ele se virou para mim colocando a mão na minha cintura. A sensação de calor me dominou, meu coração batia de forma desregular e minha respiração começou a ser incontrolável.

— Eu prometi que não faria isso porque você é noiva — murmurou ele, guiando-me para o fundo do elevador – Mas eu não consigo mais me controlar — essa frase saiu como um sussurro.

— Edward, do que você esta falando? — perguntei. Ele colocou uma mão no meu rosto.

— Você é tão linda e macia!— falou ele em um tom malicioso e provocante. Eu engoli em seco, minhas pernas começaram a ficar inquietas. — Eu não consigo mais ignorar meu desejo, eu não consigo — disse me olhando.

— Edw... — comecei, mas fui interrompida por ele que colocou o polegar nos meus lábios me impedindo de continuar.

— Eu preciso te beijar — sussurrou ele. “Beijar? Ai meu Deus”. Meu coração nunca bateu tão forte em toda a minha vida. Ele aproximou seu rosto do meu, fazendo com que nossas testas se encostassem e ficamos nos olhando. Minha respiração e a dele se cruzavam.

— B-beijar? — gaguejei e ele deu um sorriso.

— Sim — respondeu. Ele segurou meu rosto e sua boca cobriu a minha. Nos primeiros três segundos eu fiquei estática. Quando sua língua forçou a entrada e eu ainda estava meio relutante, mas acabei dando passagem. Quando nossas línguas se encontraram eu senti uma sensação muito forte dentro de mim, me sentia quente e poderosa. Minhas mãos que antes estavam na minha cintura foram para os cabelos dele, correspondendo. Ele deixou meu corpo mais próximo do dele e eu acariciei suas costas, ele me apertou mais nos seus braços, era como se o mundo tivesse parado. Quando o ar faltou nós dois ficamos encostados um no outro, meu coração irregular, minha respiração descontrolada. Pisquei algumas vezes.

— Isso é errado — sussurrei.

— Eu sei — resmungou ele segurando meu rosto. — Mas não me arrependo, e eu quero mais e mais — falou ele, roçando os lábios nos meus.

— Mas ainda é errado — murmurei hesitante.

— Ninguém vai saber de nada — resmungou ele. — Demetri nem frequenta aqui, não frequenta nossos meios profissionais, não tem como ele saber de nada que venha a acontecer conosco — disse segurando o meu rosto, me deixando tranquila.

— E se ele descobrir? —perguntei o olhando.

— Ele não vai, não agora — sussurrou ele.

— Você é muito seguro — falei me desvencilhando dele. Andei até o painel de controle do elevador e girei a chave. — Nós dois corremos risco nos envolvendo — resmunguei o fitando.

— Que tipo de risco? — perguntou ele. — Não existe riscos, Bella. Se ele descobrir, descobriu, e vocês dois só vão terminar. Não vai acontecer nada — disse ele com tranquilidade.

— Eu não sei — falei mexendo nos meus cabelos.

— Confie em mim — pediu ele. Seus olhos azuis brilhavam de forma assustadora, eu suspirei. — Ao invés de irmos jantar fora, que tal irmos para o meu apartamento? — sugeriu ele.

— Fazer o que lá? — perguntei hesitante.

— Bem, com certeza minhas empregadas podem fazer um bom jantar para nós — comentou ele dando um sorriso. Eu respirei fundo, seus lábios estavam inchados por conta do beijo quente e sensual que demos. E os meus creio que não estava diferente

— E meu carro? — perguntei. Ele suspirou.

— Pode ir com ele. Guarde-o na garagem do meu apartamento — mencionou dando de ombros como quem não se importa.

— Tem certeza que é uma boa ideia? — perguntei o olhando.

— Absoluta — respondeu ele. — Você pode dormir lá em casa, vamos ficar falando e falando e eu não vou querer que você vá embora à noite e sozinha, portanto aconselho que avise sua amiga — falou ele se aproximando de mim.

— Dormir? — perguntei me virando para ele. O elevador parou e nós dois descemos.

— Sim — respondeu ele. — Quero passar a noite com você.

— Edward, isso é errado — falei. Meu lado certinho estava de palhaçada comigo só pode.

— Não é errado — falou ele. — Não vamos fazer nada que você não queira.

— Edward — o repreendi.

— Não estou de sacanagem, eu só te beijei desse jeito porque você deixou — murmurou ele me olhando. — Vamos Bella, não vai acontecer nada que você não quiser — disse novamente.

— Vamos jantar primeiro, qualquer coisa eu ligo para Rosalie — falei. Ele deu um longo suspiro.

— Eu acho melhor você ligar a agora — comentou ele enquanto andávamos para a garagem. — Me segue com seu carro, você vai estacionar ele na vaga do meu outro carro que não está no meu apartamento — disse ele. Eu mordi os lábios. Ele entrou na sua linda Ferrari e eu entrei na Chrysler, já que não ganho salário de dono de empresa. Entrei no meu carro e ele saiu e eu logo saí atrás dele, peguei meu celular na bolsa e liguei para Rosalie. Deixei o celular no viva voz.

— Fala, perua — falou ela com um tom divertido.

— Safadinha, faz um favor para mim? — pedi. Eu sei que ela vai ficar brava comigo, mas no momento eu não sei nem o que eu estou fazendo exatamente.

— Diga, gata — falou ela, eu mordi os lábios.

— Eu vou dormir na casa de Edward, temos que terminar um projeto – menti. Eu sei que Rosalie vai desconfiar de algo. — E eu queria que você fizesse um favor para mim, amanhã quando Demetri chegar ai, diga que eu sai mais cedo e não deu tempo de avisa-lo porque eu tinha resolver uns negócios com o engenheiro da empresa? — pedi.

— O que? — pergunto ela. — Vai dormir na casa do tal Edward que você dizia ser detetestável? — perguntou ela.

— Bem, eu preciso dormir na casa dele para terminar o trabalho — falei resmungando.

— Bella, tem certeza que é só trabalho? — perguntou ela.

— Lógico que sim Rose, porque não seria? — perguntei enquanto dirigia.

— Isabella — falou ela desconfiada.

— Eu prometo — disse. — Por favor, faça isso por mim — pedi suplicando.

— Se Demetri chegar eu falo que eu cheguei a pouco tempo do hospital. Vou bagunçar sua cama para ele ver que você realmente saiu cedo — falou ela. Eu dei um sorriso.

— Eu te amo, safadinha! — falei e ela deu risada.

— Promete que vai me contar toda essa história direito? — perguntou ela.

— Prometo — resmunguei.

— Te amo perua, se cuida — pediu ela. Desliguei o celular e entrei no prédio de Edward. Era um prédio sofisticado, semelhante a construtora. Desci do carro e ele me entregou um papel.

— Coloca no seu retrovisor — disse ele. Era o numero do apartamento dele, 4600 Cobertura. Coloquei e ele deu um meio sorriso, pegando minha bolsa.

— Falei com Rosalie — comentei.

— Ah, é? — perguntou com curiosidade.

— Sim — respondi. — Ela vai me encobrir por essa noite — comentei. Ele deu um sorriso.

— Uma cúmplice — comentou ele animado.

— Ah, não começa que isso não vai se repetir mais — falei. Ele deu um sorriso me olhando.

— Isso é o que veremos, gata — disse ele segurando minha cintura por trás enquanto esperávamos o elevador. Eu podia sentir claramente seu membro duro e rígido nas minhas nádegas, sua respiração na minha nuca. As portas do elevador se abriram e nós dois entramos. Ele colocou a chave e digitou o número do apartamento e o elevador começou a subir.

— Isso não vai mais se repetir — mencionei convicta. Ele deu um meio sorriso.

— Isso é o que veremos — disse ele novamente. Eu mordi os lábios o encarando.

— Isso é o que veremos, uma ova — retruquei.

— Se diz — falou dando de ombros com a mão em cima da cabeça.

— Eu digo porque é verdade — resmunguei. Ele segurou meu rosto e me olhou, eu ia falar alguma coisa mais ele encostou os lábios nos meus, me impedindo.

— Não vamos brigar hoje — disse ele na minha boca, eu o fitei.

— Chantageador — resmunguei. Ele deu um beijo nos meus lábios, me calando. O elevador parou e nós saímos, ele abriu a porta e nós entramos. Eu tirei meus sapatos altos e desconfortáveis e ele me fitou.

— Você é tão baixinha sem salto — resmungou ele, me fazendo fechar a cara.

— Não estou achando a menor graça, gigante! — falei. Ele deu risada me olhando.

— Vou ter que te pegar no colo quando for te beijar — murmurou.

— E quem disse que vai me beijar? — perguntei.

— Eu não digo — falou ele se aproximando e segurando minha cintura. — Eu faço — sussurrou segurando meu rosto.

— Hey, pode parando — falei o olhando. — Não vai achando que vai acontecer novamente, eu falo sério, nós dois não podemos — disse. Ele suspirou.

— Se diz — deu de ombro. Ainda segurando meu rosto ele me beijou nos lábios. – Quer tomar banho? — perguntou.

— Hãn? — perguntei.

— Sozinha, claro — falou me olhando, eu mordi os lábios.

— Seria uma boa, meus pés estão me matando — reclamei de dor e ele suspirou.

— Eu vou pegar alguma coisa para você usar — comentou ele. Eu concordei e o segui. Ele entrou em uma porta e apareceu com uma camisa azul escura — Será que serve? — perguntou. Era uma camisa de malha de mangas compridas.

— Eu preciso de uma bermuda — disse o olhando. — Ou um shorts, seu de dormir — resmunguei.

— Oh, claro — falou ele. Eu dei um meio sorriso e ele sumiu novamente para logo depois aparecer com uma bermuda curta e listrada.

— Acho que serve — falei o olhando.

— Serve sim, tem elástico e tem como amarrar — comentou. Mordi minha boca o olhando — Tem toalhas no banheiro embaixo da bancada de produtos pessoais, pode usá-las — falou me olhando.

— Obrigada — murmurei e ele segurou meu rosto.

— Queria tomar banho com você — sussurrou ele. — Mas uma coisa de cada vez, eu já consegui te beijar e agora o resto vai vir com o tempo. — Ele realmente acredita que eu vou largar um relacionamento estável para ficar com alguém inconstante?

— Agora, eu vou tomar banho — me desvencilhei dele e fui para a porta da qual ele dissera que era o banheiro. Entrei e tranquei a porta. “Onde eu estou com a cabeça? Eu beijei ele, eu correspondi e agora eu vou dormir aqui, eu to ficando louca, eu to ficando com problemas, eu to enlouquecendo internamente”. Eu me despi, tirei minha calça social e minha blusa, coloquei meu sutiã e minha calcinha no balcão, afinal teria usá-las novamente. Odeio essas coisas não programadas! Entrei no chuveiro, tomei um banho rápido. Não lavei meus cabelos, apenas meu corpo com um sabote com cheiro que lembrava ameixa. Saí do chuveiro, me sequei com uma toalha felpuda e vesti minha lingerie, colocando a camisa de Edward e o shorts ofertado pelo mesmo, que ficaram no tamanho certo. Sai e encontrei ele sem camisa e sem meias.

— Uau, ficou melhor do que imaginava — comentou me olhando e eu senti meu rosto queimar. — Uma pena que Alice pegou o resto das roupas dela depois que voltou para a casa por conta da reforma. Vocês duas usam o mesmo numero, mais ou menos — comentou observando.

— Ficou tudo certinho, essa bermuda é sua? — perguntei.

— É —respondeu. — Ficou ótimo em você — comentou ele. Dei um meio sorriso e ele veio na minha direção.

— Vai tomar banho? — perguntei. Ele deu um sorriso.

— Eu vou — respondeu ele. — A proposito você deveria usar só esse tom de azul — comentou. Eu suspirei, olhando para mim.

— Você acha? — perguntei.

— Ficou ótimo em você, combinou com a sua pele. Você ficou mais gostosa do que costuma ser — eu fiquei novamente envergonhada.

— Tá, vai agora tomar banho! — falei. Ele deu um sorriso, me beijou nos lábios e então foi me deixando sozinha no quarto dele. Me deitei na cama sem me cobrir, eu me sentia cansada, eu não sei o que tá acontecendo comigo eu definitivamente não tenho a menor ideia! Eu fechei os olhos por alguns segundos.

— Você realmente deve estar muito cansada — comentou ele. Eu abri os olhos.

— Eu estou – resmunguei respondendo. — Eu quero comer e dormir a noite inteira. Estou precisando acordar cinco horas da tarde para me recuperar — ele deu um meio sorriso.

— Se eu puder te acompanhar nessa sua preguiça — comentou ele. Eu suspirei.

— Não, eu quero voltar para casa até umas duas horas — comentei. Ele se sentou na cama.

— Seu noivinho vai estar lá? — perguntou com sarcasmo.

— Vai — respondi. — Rosalie vai me encobrir, mas mesmo assim — falei dando de ombros.

— Tudo bem — falou me olhando. — Me conformo, em dividi-la com ele — eu neguei e nós fomos para a sala de estar, onde foi servido o jantar — uma sopa leve. Depois voltamos ao quarto e eu me deitei, me cobrindo. Ele se cobriu comigo e me abraçou por trás encostando o queixo no meu ombro. Passei minhas mãos pelo o braço dele.

— Isso não e nada certo o que estamos fazendo — resmunguei enquanto ele acariciava meus cabelos.

— O proibido é muito mais gostoso — resmungou ele na minha orelha.

— Não gosto desse lance de trair — falei. Ele suspirou.

— Você não está traindo ele — falou ele. —Traição implica outras coisas, você só ficou comigo por carência talvez — disse baixo. É, talvez ele tinha razão.

— Tem razão — murmurei me virando para ele.

— Você é linda — falou ele me olhando.

— Obrigada — resmunguei.

— Não tem de que — respondeu ele. — Tenha bons sonhos, Bella — desejou ele. Eu mordi os lábios.

— Você também — disse. Ele me beijou nos lábios e colocou minha cabeça no peito dele, colocou minhas pernas enroscadas as dele me deixando rente ao seu corpo. Ele mexeu nos meus cabelos eu acabei pegando no sono.

Quando acordei, pude sentir ele atrás de mim, seus braços enroscados no meu corpo. Eu me mexi, me virando, minhas pernas enroscadas nas dele ainda. Vi ele de olhos fechados, com um jeito relaxado e desencanado. Era extremamente excitante vê-lo dormir, era como se ele fosse frágil e delicado, não o homem sedutor e quente. Me mexi e ele resmungou, me apertando mais aos seus braços, e deu um beijo atrás da minha orelha, me deixando arrepiada.

— Pensei que estava sonhando — resmungou ele na minha orelha. Eu dei um meio sorriso, minhas mãos acariciavam as costas dele.

— Acho que não está — retruquei. Ele beijou novamente meu pescoço.

— Seu cheiro é tão bom — falou baixinho na minha pele, me segurando firme nos braços. — Eu fico louco quando eu sinto ele — resmungou baixo com aquela voz sedutora, nem ao menos parece que vem do mesmo homem que é adorável enquanto dorme.

— Menos ai — falei. Ele se afastou e segurou meu rosto.

— Sua cara amassada por conta de uma noite bem dormida, sem maquiagem é bem mais bonita que toda produzida como vai quando trabalha — resmungou me olhando. Ele encostou nossas testas, minhas pernas estavam completamente envolvidas nas dele, onde podia sentir seu membro rígido. Eu me mexi me afastando um pouco, aquilo era provocante demais para mim e eu não sabia o que estava acontecendo comigo exatamente.

— Porque você é tão galanteador? — questionei. Ele deu um beijo nos meus lábios.

— Isso eu não vou te responder — disse ele encarando meus olhos — Bom dia, Bella — falou me beijando nos lábios novamente.

— Bom dia, Edward — falei. Ele segurou meu rosto e me deu mais um beijo.

— Preciso de um banho —falou ele encarando-me. — E não vai ser um banho morno, vai ser um banho bem gelado — resmungou ele. “Famoso afasta tesão” .

— Concordo— falei. Ele deu um sorriso, escondendo o rosto no meu pescoço.

— Olha o que você faz comigo, Bella — falou ele no meu pescoço. — Só penso em tê-la na minha cama, no chuveiro da minha casa, em qualquer lugar.

— Menos ai, garotão — falei. Ele deu um sorriso.

— Gostei, garotona — falou divertido. Eu neguei rindo.

— Vai logo tomar banho, garotão. Porque eu não estou afim de te aguentar sendo insuportavelmente tarado! — falei. Ele deu um beijo no meu pescoço e eu resmunguei.

— Me expulsando da minha própria cama! — falou ele indignado — Muito folgada essa gata! — falou ele me fitando.

— Vai logo! — Ele deu risada e segurou minha perna, me encaixando no quadril dele.

— Eu sei que você tá louca de tesão também, mas não vai confessar — eu revirei os olhos.

— Vai logo, Edward — falei. Ele me beijou que começou com um selinho, acabei entreabrindo minha boca e a língua dele invadiu, e eu acabei correspondendo. Era completamente esquisito, eu sentia que à minha volta o mundo tinha parado, minhas mãos foram para os cabelos dele, o puxando para mim e ele colocou a mão na minha perna me encaixando melhor nele. A blusa que eu usava começou delicadamente a ser levantada, a mão dele tocou minha pele e aquela sensação de prazer imediata me dominou completamente. Minha mão desceu pelo seu pescoço, indo para suas costas e arranhando suavemente. Ele continuou me beijando, quando paramos de nos beijar eu já estava em uma posição sexual. Estava em mamãe e papai ele estava em cima de mim, minhas pernas enroscadas no quadril dele. Ele olhava meus olhos.

— Eu vou ficar louco desse jeito — murmurou.

— Vai logo tomar banho, Edward — falei. Ele me beijou e suspirou.

— Ah, porque você é noiva? — perguntou ele encarando-me. — Seria muito melhor você sendo solteira, eu ia me sentir menos culpado de ter pensamentos pornográficos com você – disse ele encarando-me. Seus olhos brilhavam cheios de luxuria.

— Edward, vai logo para o banho — cortei o assunto.

— Tudo bem — resmungou irritado. Eu suspirei. Ele me beijou e se levantou, eu podia ver claramente sua ereção nas suas calças. Encarei-o. — Não fica me olhando assim, não que você é a culpada por isso — alegou ele indo para o banheiro.

— E quem disse que eu tava olhando? — perguntei. Ele foi para o banheiro e fechou a porta. Eu dei risada. Com a claridedade consegui melhor o quarto. Havia uma lareira grande, poltronas macias, uma televisão de plasma, uma cama que deve ter capacidade para cinco pessoas, que era muito macia e coberta por lençóis de linho com sei lá quantos fios, ao lado da cama tinha um abajur e duas mesinhas pequenas, uma parede em um tom azul claro. A parede lateral era de vidro, com uma vista exuberante para a cidade. Duas portas, uma que dava para o banheiro e a outra que leva ao closet, creio eu.

Me levantei da cama e vi minha roupa em cima da poltrona perto da lareira. Me aproximei e encarei os porta-retratos que encimavam a lareira: uma foto com cinco pessoas. Esme, sorridente e simpática, Carlisle que mesmo sorrindo aparentava seriedade, ao seu lado uma mulher desconhecida de cabelos compridos em um tom castanho com algumas madeixas loiras, olhos azuis iguais os de Edward, pele pálida, um rosto pequeno e delicado e ao seu lado Emmett, abraçando ela juntamente com Edward. Todos sorriam. Ao lado dessa fotografia tinha uma foto dele, com essa mesma mulher morena com madeixas loiras.

— Minha irmã — uma voz soou atrás de mim, me virei arregalando os olhos.

— Ai que susto! — protestei. — Não sabia que estava atrás de mim — resmunguei olhando para ele que estava trocado com um moletom e uma camisa de malha.

— Eu sei — resmungou ele com os cabelos molhados e um sorriso nos lábios. — Tive sérios problemas para conseguir acalmar as coisas aqui em baixo — disse ele olhando para o seu membro.

— Imagino — murmurei olhando para o membro dele e depois voltei meus olhos para ele. — Sua irmã é muito bonita — falei olhando para a foto “ Quem dos Cullens não é?” pensei comigo mesma.

— Sim, ela é — concordou me olhando. — Ela é meio maluca, não sei como ela se formou em medicina — disse de forma divertida.

— Hm, eu vou tomar banho e me trocar. Quero ir para minha casa — falei e ele fez uma careta.

— Fica mais um pouco — pediu ele me olhando.

— Já fiquei demais —respondi. Ele suspirou — Eu vou tomar banho — disse novamente. Quando fiz menção de sair e ele segurou minha cintura e me beijou nos lábios.

— Pelo menos vai tomar café comigo, certo? — perguntou. Eu suspirei.

— Sim — respondi o olhando. — Mais só café — falei. Ele me beijou novamente.

— Tudo bem — falou me olhando irritado, em seguida me soltou e eu fui para o banheiro, tranquei a porta. Aquele cheiro másculo dele estava impregnado no banheiro, um cheiro excitante e quente. Tirei a camisa que ele me emprestou e senti o aroma dele, deve ser por eu ter dormido com ele de conchinha. Tirei a bermuda e minha lingerie e fui para o chuveiro. Tomei um banho rápido e quente, coloquei minha roupa na qual eu fui trabalhar e sai do banheiro, com os cabelos levemente úmidos e fui para o quarto. Ele não estava mais lá, só estavam meu sapatos desconfortáveis e minha bolsa. Peguei ambos e fui para a cozinha.

— Não sei o que ela gosta de comer no café da manhã, Carmelita — Edward respondia para uma empregada, creio eu.

— Eu farei ovos com bacon para o senhor — disse ela em um tom respeitável.

— Pode fazer o mesmo para mim, e queijo quente — falei aparecendo na cozinha. Edward deu um sorriso, me olhando.

— Já trarei, Srta. Swan — falou ela. Eu me sentei ao lado de Edward.

— Pelo o que vejo você falou sério sobre ir embora depois do café — comentou ele me olhando.

— Sim —respondi sem graça.

— Quero você só para mim, não quero ter que dividi-la com outro — comentou ele. Eu mordi a minha boca.

— Acho que é o outro que me divide com você — falei. Ele deu sorriso negando.

— Daria tudo para que você terminasse com esse babaca do Demetri — disse me olhando. — Eu poderia te mostrar muitas coisas, principalmente eu ia te enriquecer, intelectualmente falando — eu suspirei o encarando.

— Não preciso de nada para ser feliz, Edward — falei o olhando. — Eu amo Demetri, o que aconteceu entre nós dois ontem foi um erro, não vai mais acontecer. Acho que eu briguei com ele e fiquei meio carente e nós dois não transamos a um tempo, mas o que houve não vai se repetir — deixei claro. Ele suspirou.

— Já disse que veremos isso — disse. Logo as empregadas trouxeram o café da manhã.

— O que vai fazer pelo, resto da tarde? — perguntei o olhando.

— Trabalhar — respondeu. — E provavelmente eu vá na casa dos meus pais ver minha mãe e minha irmã, porque as duas andam me cobrando — comentou dando de ombros.

— Eu te invejo — falei comendo bacon.

— Me inveja? — perguntou me olhando.

— Sim — respondi.

— Por quê?

— Sua família está por perto, Edward. Eu daria tudo para ter meus pais perto de mim. Digo, juntos, não separados — disse e beberiquei o suco de laranja.

— Não gosta de Phill? — perguntou ele.

— Gosto, mas ele não é meu pai biológico — respondi. Ele me olhou. — Eu sinto falta dos meus pais juntos. Quando eu era criança, os dois eram casados, ficaram juntos por dois anos apenas. Eu não me lembro de nada, tinha dois anos. Daria tudo para minha família ser unida — comentei. Ele me olhava apenas.

— Bem, união é quase o meu sobrenome — comentou ele. — Meus pais são apaixonados um pelo o outro, mesmo depois de tantos anos de casados.

— Com quantos anos sua mãe teve Emmett? — perguntei.

— Vinte e três — respondeu ele. — Ela estava para se formar, teve que trancar a faculdade. Assim que Emmett nasceu ela passou a ir para a faculdade de manhã e cuidava dele a tarde e na residência ela contratou uma baba para que cuidasse dele — comentou Edward. — Cinco anos depois eu vim ao mundo, e dois anos veio Alice e minha mãe fechou a fabrica como ela costumava dizer — comentou ele me olhando.

— Ela é jovem — falei. Ele deu um sorriso.

— Cirurgia plástica, Bella — falou ele.

— Ela fez? — perguntei surpresa.

— Sim —respondeu ele com calma. — Só algumas arrumadinhas na pele, porque ela diz que ela não gosta de uns sinais de idade, mas minha mãe é uma mulher maravilhosa, não precisava disso — comentou ele.

— Sua mãe é linda — falei o olhando.

— Eu também acho — comentou ele dando de ombros. Eu terminei o café.

— Te vejo na segunda? — perguntei o olhando.

— Fazer o que — resmungou ele segurando meu rosto.

— Não adianta vir com esses olhos brilhantes para o meu lado porque não vai conseguir nada — falei me desvencilhando dele.

— Se diz — resmungou. — Eu verei se não conseguirei mais nada — disse. Apertei o botão do elevador.

— Te vejo segunda — falei entrando no elevador, assim que as portas se abriram.

— Tchau — falou me beijando.

Quando eu cheguei na garagem entrei no meu carro. Guardei a plaquinha do apartamento dele no meu porta luvas e fui para o meu apartamento. “Espero que Demetri não esteja lá”, pensei enquanto dirigia. “ O que está acontecendo comigo? Eu fiquei com Edward, eu o beijei e por muito pouco hoje ele não conseguiu me levar para cama. Quando eu penso na boca dele no meu pescoço, nas mãos dele na minha pele, eu sinto calafrios, eu me sinto quente e poderosa... Eu estou ficando louca, eu estou ficando pirada eu não sei mesmo o que esta acontecendo comigo. Eu não posso me enganar, eu vou me casar, construir um relacionamento sério com um homem de verdade, um homem que me ama e eu não posso jogar isso para cima por uma aventura, por uma ou duas noites de sexo” pensei enquanto dirigia para casa. Consegui ver, através do vidro do carro, crianças e jovens que entravam no Central Park. “Preciso correr um pouco, liberar endorfina. Vai me fazer bem, vou me sentir feliz e vou esquecer essa história de Edward, isso sim”. Cheguei em casa e vi o carro de Rosalie parado na garagem junto com o de Demetri. Ah, ótimo lá vou eu ter brigas” pensei enquanto entrava no elevador. Comecei a me preparar psicologicamente para a discussão. Ao chegar em casa, avistei Rosalie deitada num dos sofás e Demetri no outro, com um notebook no colo.

— Oi, amores — falei olhando os dois.

— Finalmente você chegou — Rosalie se manifestou e eu a fitei. Ela deu um sorrisinho cúmplice.

— Reunião cansativa — comentei mexendo nos cabelos.

— Meu amor — falou Demetri me olhando. Tirei meus sapatos e fui até ele. Dei um beijo nos seus lábios.

— Chegou faz tempo? — perguntei o olhando.

— Não — respondeu ele. — E como foi a reunião?

— Cansativa — respondi. — Eu vou para Dubai — resolvi dar a noticia logo, se não a fera vai ficar brava se eu soltar isso enquanto nós dois estivermos sozinhos.

— O que? — perguntou os dois me olhando.

— Eu vou para Dubai — respondi novamente olhando para ambos.

— Quando? — perguntou Rosalie.

— Depois do noivado —respondi o olhando.

— Menos mal — respondeu Demetri aliviado. – E com quem você vai viajar? — perguntou ele.

— Com um engenheiro da empresa — eu não ia falar que é com Edward, se não ele vai ficar com ciúmes antes mesmo de eu ir. — Agora eu vou tomar um banho, que eu não aguento mais esses sapatos — comentei. Ele suspirou me dando mais um beijo e eu segui para o quarto. Tomei um banho quente. Ao sair do banheiro vi Rosalie sentada na minha cama.

— Então, vai me contar essa história de viajem a Dubai direito depois e também esse lance de ontem, né? — perguntou ela.

— Vou, pode deixar — falei. Ela me encarou.

— Amiga, não quero que não faça nada que venha a se arrepender — disse ela me encarando.

— Eu vou te contar tudo, eu te prometo — falei a olhando.

— Agora, adianta um pouco, o que aconteceu ontem? — perguntou ela.

— Eu dormi na casa daquela pessoa apenas, rolou uns beijos entre nós dois e eu não sei Rosalie eu to meio confusa — comentei. Ela me olhava.

— Amiga, vai com calma — pediu ela.

— Eu vou tentar — disse a ela. — Depois eu te conto tudo, eu te prometo — disse. Ela deu um meio sorriso me olhando.

— Tudo bem, gata — falou. Eu me troquei, coloquei um moletom quentinho e uma blusa de flanela e fui para a sala. Demetri continuava a mexer no computador e eu me sentei ao seu lado.

— O que está fazendo, gatão? — perguntei o olhando. Ele passou os braços em torno do meu pescoço.

— Estava investindo na bolsa — respondeu me olhando. Eu beijei seu lábios. — Fiquei com saudade enquanto você não chegava — falou me olhando.

— Eu também queria chegar logo — falei. Ele me beijou na cabeça, me abraçando.

— Vocês dois não vão começar com mela, mela aqui na minha frente né? — perguntou Rosalie, interferindo.

— Deixa ela, que ela tá azeda — falou Demetri me beijando nos lábios.

— Para de encher o saco dela — falei. Ele me abraçou mais forte e encostou os lábios no meu pescoço.

— Princesa — resmungou na minha orelha. Se fosse a algum tempo atrás eu estaria me contorcendo de arrepios.

— O que? — perguntei o olhando.

— Vamos para o quarto? — perguntou ele.

— Para? — perguntei.

— Para jogar xadrez que não é! — disse Rosalie. Eu revirei os olhos.

— Azeda, menos ai — falou Demetri.

— Azeda é você que não sabe o que é chegar nos finalmente com a Bella há um tempo — comentou ela retrucando. Eu dei risada.

— Vai encher o saco dela mesmo — falei o olhando. Ele se escondeu no meu pescoço.

— Vamos para o quarto e vamos deixar a azeda ai — falou ele na minha orelha. Acho que eu preciso realmente de sexo.

— Vamos — falei. Ele deu um beijo nos meus lábios. De fato nós dois fomos para o meu quarto, e ele me deitou na cama.

— Estou morrendo de saudade do seu corpo — falou baixinho. Eu fiquei o olhando, ele fechou a porta e eu fiquei encarando ele, que vinha na minha direção.

— Eu também — falei meio seca. Ele não disse nada, apenas se deitou sobre mim e segurou meu rosto, me beijando. Eu correspondi, mas não era a mesma coisa. Era estranho, eu não sentia a língua dele na minha com desejo, não como antes eu sentia. Minhas mãos foram para blusa dele, e a tiraram.

— Está com pressa hoje — resmungou. Eu suspirei e ele tirou minha blusa e minha lingerie. Ele beijou meu pescoço e eu fechei meus olhos, enquanto ele me tocava. Tentei não pensar muito em nada que houve hoje pela manhã mas foi difícil. Fechei os olhos e desejei que fosse Edward a me tocar daquela forma, estranhamente meu corpo começou a ser mais receptivo, ele desceu para o meu seio esquerdo, sugou e grunhiu indo para meu abdômen. Eu arfei, arqueando minhas costas. Ele tirou minha calça de moletom e a minha calcinha. Beijou minha virilha e arfei quando sua língua chegou na minha intimidade.

— Demetri! — gemi. Ele me olhou e eu fechei os olhos, minhas mãos foram para os cabelos dele, puxando. Ele estimulava minha intimidade com a língua indo para o meu clitóris, eu gemi novamente.

— OH MEU DEUS! — eu gritei. Ele deu um sorriso assoprando e depois ele me beijou nos lábios.

— Sou todo seu — falou ele. Eu mordi minha boca que estava na seca. Eu ia me aproveitar mesmo, fui para cima dele, tirei aquela calça de moletom e levei com ele a boxer deixando seu membro rígido completamente exposto. Beijei a boca dele e em seguida beijei a cabeça do membro dele e desci minha boca por sua extensão o fazendo gemer.

— Oh, meu amor — gemeu. Aquela voz me causou um incomodo. Continuei a suga-lo e optei por parar, ele colocou a camisinha no membro dele e me encaixou ao seu corpo. Enquanto ele se movimentava eu fechei os olhos, sentindo. Eu não tinha mais prazer naquilo, ele estava quase chegando ao clímax e eu ainda não tinha chegado nem nos finalmente. Falei para ele trocar de posição comigo. Ele me deitou na cama e ficou por cima de mim na minha posição favorita, claro que isso me ajudou e muito. Ele me trocou de posição me deixando de lado e por fim o orgasmo, oh sim, o orgasmo. Ele me segurou mais forte.

—Te amo — sussurrou na minha orelha.

— Te amo — resmunguei mentindo. Ele se desencaixou e foi jogar a camisinha no lixo. Eu me troquei colocando meu moletom e minha blusa de flanela e ele apareceu novamente.

— Já se trocou? — perguntou ele.

— Já — respondi. — Estou cansada, quero dormir um pouco — falei. Ele suspirou me olhando.

— Meu amor, vou deitar um pouco com você — disse ele me beijando. Ele se trocou e se deitou na cama, me agarrou forte, me abraçando. Fechei os olhos quando ele começou a mexer nos meus cabelos. “O que está havendo de errado comigo? Porque eu não tenho mais tesão no homem no qual eu vou me casar?” pensei enquanto ele acariciava meus cabelos. “Estou ficando louca, Edward não pode me dominar dessa forma, eu não posso querer um homem que é instável compartilhando uma vida a dois” suspirei na cama. Me mexi e abri os olhos.

— O que foi, minha vida? — perguntou ele.

— Nada — respondi. Ele me fitou.

— O que foi? — perguntou novamente.

— Não foi nada, meu amor — falei.

— Tem certeza? — perguntou ele.

— Absoluta —respondi. Me aconcheguei nos braços dele e fechei os olhos, escondendo o meu rosto no peito dele.

— Quero morar nos seus braços — falei beijando o peito dele.

— Pode morar — falou. — Não vou deixar você sair dos meus braços nunca. Vai viver nos meus braços pra sempre — falou. Fechei meus olhos.

— Nunca vai me deixar sair daqui, certo? — perguntei o fitando.

— Nunca — sussurrou ele e eu o beijei nos lábios.