Brincando com sentimentos
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Pov Finn
O domingo passou rápido já que eu não fiz nada além de dormir, estudei as duas primeiras aulas, pela primeira vez estava interessado em aprender. No intervalo fui jogar futebol com os meninos.
– Voooooooocês viram no mural? –Britt gritou entrando no meio do campo atrapalhando nosso jogo
– Não, mas você vai vê nossa ira se não sair daí –Brody disse impaciente
– A escola vai ter uma maratona.
– Vocês viram, vocês viram.. –dizia Quinn que também compareceu no campo para nos informar sobre a novidade.
– ..a maratona? Britt acabou de nos falar –revirei os olhos
– Deixem de ser desinteressados, vai valer ponto para todas as matérias e carallho meo, todo mundo aqui ta precisando.
– Ta, ta, vamos lá vê isso? –Sam disse
– E tem outra opção? –Britt e Quinn negaram e então fomos com elas. Chegando lá estava um grupo de alunos aglomerados, me aproximei do cartaz e Rachel estava lendo-o.
– Qual vai fazer? –perguntei e ela olhou para mim
– Não sei, tenho que pensar sobre isso e você?
– É, eu também.
– Cara eu vou fazer uma apresentação de capoeira –disse Sam
– Ta aí, é bem legal –Brody falou– Posso também?
– É nóis moleque –eles bateram as mãos
– DANÇA –Britt gritou
– To contigo Britt –Sant e Quinn falaram em uníssono
– E eu? –Puck ainda lia o papel
– Dança conosco Puck? –Britt o convidou
– Ih, eu sou péssimo nisso.
– Eu te ensino, por favor –ela olhou com carinha de cachorro pidão e logo ele cedeu
– Ta bom né.
Ela abraçou ele e os dois se separaram lentamente olhando os lábios um do outro.
– Beijo na boca aqui? –Quinn pigarreou
– Não, claro que não –os dois se separaram sem graça
– Vou optar por cantar –eu falei olhando para Rachel
– Eu também, já que canto desde pequena.
– Não te escuto cantando desde os dez anos.
– É, depois que mamãe morreu as coisas ficaram difíceis. Eu sempre lembro dela quando canto –seu olhar entristeceu
– Acho que ela gostaria que voltasse a cantar.
– É –ela sorriu e me olhou– Obrigada, você sempre me trazendo esta paz.
– Amigos são para isto –beijei sua testa– E que tal você me ajudar com uma coisa?
– E o que seria?
– Faz uma dupla comigo? Eu.. tenho medo de palco.
– Jura? –ela gargalhou
– Isso é sério! –a repreendi com o olhar
– Ok, me desculpa.
– Então está certo, a gente faz um dueto.
– Por isso que eu te amo –beijei seu rosto e saímos empolgados falando sobre esta tal maratona.
Pov Rachel
Eu havia marcado com Finn pra gente decidir as coisas para o nosso dueto, estava debruçada sobre a cama mexendo no notbook quando ele chegou e parou na porta me olhando, eu usava um baby doll preto e curto.
– Posso entrar? –ele perguntou
– Desde quando você pede alguma coisa? –olhei para ele sorridente , ele entrou e colocou seu violão ao lado da cama, deitou pertinho de mim olhando para a tela.
– Escolheu a música?
– Eu tava pensando em Broken Strings do James Morrison feat. Nelly, já ouviu?
– Sim, mas ela é muito difícil, até eu me acostumar ao tom de voz suave vai demorar muito tempo pra sair algo bom e a maratona já é semana que vem.
– Verdade –entortei os lábios– Eu também pedi opiniões no twitter e muitos recomendaram Wouldn’t Change A Thing, sabe qual é?
– Coloca aí pra mim ouvir, de nome assim eu não lembro.
Coloquei a música que eu já havia baixado e a ouvimos até o fim.
– E então? –perguntei apreensiva
– Eu não conheço a música, e nem a cifra.
– Mas acha que dá para aprender?
– Claro que dá, bora começar? –ele pegou o violão tirando-o de sua capa e sentou-se na beira da cama. Eu procurei pela cifra e em trinta minutos ele já tinha pegado a manha de como tocava, mesmo assim dei um jeito de conectar o notbook na impressora e imprimi tanto a letra da música como a cifra para ele ensaiar em casa também.
– Eu marquei aqui as partes que você vai cantar, ta? –uma mexa de cabelo caiu sobre meu rosto e eu mesma a coloquei atrás da orelha, olhei para Finn que me olhava fixamente– Que foi? –eu sorri
– Nada –ele balançou a cabeça e sorriu sem jeito.
– Agora fala!
– Eu não, vai me torturar se eu não disser? –ele me desafiou
– E se eu for?
– Você não é de nada –ele me empurrou me fazendo deitar e começou a me fazer cócegas, eu me contorcia de tanto ri.
– Para Finn, para, por favor –meus olhos já estavam lacrimejados
– Não falei que você não era de nada –ele parou e se sentou novamente na beirada da cama.
– Ah, é? –saltei sobre suas costas e ele se levantou saindo como um cavalo, soltei altas gargalhadas enquanto ele corria pela casa inteira, chamando a atenção de meu pai e minha irmã que assistiam aquela cena risonhos.
– Eternas crianças –meu pai disse balançando a cabeça em negação.
– Foi ele pai –risos– Finn é sempre o culpado –mais risos.
– Eu? Você que começou –ele me colocou sobre o chão e nós olhamos um para o outro rindo.
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