Brincando Com o Inimigo

17 Capítulo Dezessete.


Notas iniciais
Nem deu tempo de vocês ficarem com saudades, né? Eu ia postar só amanhã de tarde, quando chegasse da escola, mas eu não ia conseguir dormir se não postasse.

Logo que cheguei ao Olimpo, me dirigi a sala de TV, e não tardei em encontrar uma Afrodite saltitante e uma Artemis com um olhar aterrorizante direcionado a primeira.

– Onde estão as outras... – parei ao lado do sofá, deixando ali a sacola com as bebidas, e percebendo o porque da Afrodite saltitante, da Artemis aterrorizante, e de não ter mais ninguém presente. – Não vamos ver filme nenhum, não é? A Afrodite-Coelho-Saltitante vai fazer um daqueles interrogatórios para tentar descobrir algo sobre vidas amorosas de novo, não vai?

Artemis se virou lentamente, sua expressão séria me fazendo engolir em seco, ela assentiu com a cabeça.

– Ainda bem que eu trouxe bebida... – falei, pegando a garrafa de rum, abrindo-a, e bebendo um gole.

***

– Garotas, eu andei pensando, e por que nós não fazemos uma dinâmica diferente hoje? – perguntou Afrodite. Eu, ela, e Artemis estávamos sentadas em uma roda no chão. – Ao invés de...

– Espera, espera, espera! – Artemis interrompeu-a, pegou a garrafa que estava na minha mão e bebeu alguns goles. – pode continuar.

– Hora Artemis, não precisa ser tão dramática! E isso serve para você também, Atena.

– Afrodite, poupe-nos desse discurso chechelento e conte logo essa sua ideia “tão incrível”. – falei fazendo aspas no ar.

– Bem, vocês duas estão sempre reclamando desses interrogatórios...

– Nossa... – Artemis murmurou ao mesmo tempo em que eu murmurava um:

– Não brinca?

– Enfim – Afrodite prosseguiu. – vocês também reclamam do fato de eu sempre “invadir” a privacidade de vocês e ambas não poderem “invadir” a minha. A minha proposta é que ao invés do método habitual, nós três façamos um jogo da verdade. Porém, para garantir que vocês duas não irã mentir, como sempre mentiam de qualquer jeito, nós juraremos pelo Rio Estige que contaremos a verdade no jogo.

– Artemis, me dê essa garrafa. – falei.

– Pegue mais duas garrafas na bolsa, essa aqui já acabou.

***

Afrodite girou a garrafa, a ponta parou apontada para Artemis, e o fundo para Afrodite.

Artemis ficou tensa, e Afrodite começou a bater palminhas antes de perguntar:

– Artemis, querida, visto que você sempre falou que nunca gostou de ninguém, responda-me: isso é verdade?

– Eu... Eu... – gaguejou Artemis.

– Rio Estige... – falou Afrodite.

– Não. Não, não é verdade. – logo que falou, Artemis colocou a mão na boca, como se as palavras ainda não houvessem sido proferidas, e ela pudesse impedir que elas escapassem-lhe pelos lábios. Infelizmente já era tarde de mais. Afrodite já pulava pela sala gritando “Eu sabia! Eu sabia! Eu sempre soube!”

– Hey! Artemis, vai com calma! Eu só trouxe cinco garrafas de bebidas e você já acabou uma de rum praticamente sozinha, e já está no meio da de vodca. Nesse ritmo, você já vai ter acabado com quatro garrafas na terceira pergunta! – disse.

– Quatro? Você não disse que tinha trago cinco?

– E você acha mesmo que eu vou abrir mão da minha garrafa de vinho tinto?

– Você diz isso porque não precisa beber nem meia garrafa para estar completamente bêbada! Eu não vou aguentar aquele coelho saltitante, vulgo Afrodite, se eu estiver um mínimo que seja sóbria.

– Ok. Já me recompus. – disse Afrodite, se sentando – É sua vez de girar Artemis.

Artemis girou, a ponta ficou apontada para mim, e o fundo para Afrodite

– Ateninha... – começou Afrodite.

– Não me chame assim! – disparei.

– Uhm... Você nunca se incomodou por eu chama-la assim... – Afrodite deu um sorriso malicioso – Posso saber o motivo de te isso te incomodar agora?

– Eu... É Poseidon. Ele começou a me chamar assim e eu não gosto. Pronto.

– Ah! Isso não vale! A minha pergunta foi muito pior do que a dela! – Artemis cruzou os braços, emburrada.

– Eu não acho que Atena pense assim. Olhe o como ela bebe. Isso é o equivalente a uma taça! Para ela isso é muito... Que seja. É melhor jogar com pessoas bêbadas, ela respondem mais do que o necessário.

– É, mas por mai que a Atena precise de pouco para ficar bêbada, ela demora para ficar parecendo uma pateta. — disse Artemis.

– Tá. Parei. Minha vez de girar, não é?

– Sim Atena, é você. – respondeu Afrodite.

Girei a garrafa, a ponta parou em Afrodite, e o fundo em Artemis.

– Vá Artemis, pode me perguntar qualquer coisa, desde quanto é dois mais dois, até a mais pervertida das coisas.

– Está bem. Por que você me perguntou se eu gosto de alguém, e só perguntou a Atena o por que de ela não gostar mais do apelido?

– Artemis! Traidora! – gritei.

Artemis deu de ombros e se virou para Afrodite.

– Qual é Afrodite? Eu sei que algum motivo tem.

– Está bem. Eu não perguntei de quem a Atena gosta, porque eu sei quem esse alguém é.

– Afrodite! Gire logo a porcaria dessa garrafa! — gritei, tirando a garrafa de vinho já pela metade da boca.

Afrodite girou, a ponta parou em Artemis, e o fundo em mim.

– Artemis, de quem você gosta?

– Uou! – fez Afrodite – Por essa eu não esperava.

– Nem eu! – disse Artemis.

Dei de ombros e falei:

– Fiquei curiosa.

Artemis terminou em um gole a garrafa que estava em sua mão, chacoalhou a cabeça, suspirou, e finalmente falou:

– Apolo.

– Como é que é? – eu e Afrodite fizemos em uníssono, porém eu fiz porque realmente não acreditava, e Afrodite como se sempre soubesse e quisesse ouvir mais uma vez.

– Vocês ouviram! – Artemis falou e girou a garrafa.

A ponta parou em Afrodite, e o fundo em Artemis.

– Tudo bem, de quem Atena gosta?

– Desculpe Teninha – pediu Afrodite, e suspirou. – Poseidon. Atena gosta de Poseidon.

– Ok. Só para confirmar mesmo. – Artemis deu de ombros e eu comecei a rir.

– Artemis começou a rir também. Provavelmente por eu não ter tido motivo para começar a rir, ou por nós duas já estarmos alcoolizadas mesmo.

– É, eu já entendi, o efeito do aucool está começando a apresentar os primeiros sinais. Principalmente você dona Atena. Agora, Artemis, gire essa garrafa, por favor.

Artemis se sentou, ainda rindo, e girou a garrafa.

A ponta parou em mim, e o fundo em Artemis (N/A: Sim, eu também estou começando a pensar que a Artie está manipulando esse jogo).

– Atena, você e Poseidon já se beijaram?

– Sim – falei. É incrível o como uma simples palavra pode fazer com que um rosto esquente tanto.

– Como assim “sim”! – Afrodite gritou, enquanto Artemis me encarava boquiaberta.

– Acho que só existe um tipo de “sim” Dite. – falei de cabeça baixa.

– Ah! Sua safada! O seu primeiro beijo e você nem nos conta! – Artemis falou jogando uma almofada na minha cara.

– Ei! Safada não! E por que você ficou tão chocada? Se perguntou isso é porque de certo já sabia e queria só confirmar.

– Ao contrário! Eu falei isso só para brincar com você! Nunca imaginei que logo você fosse dizer sim.

– Bom, sim.

– Atena! Eu te mataria se pudesse! Como você esconde essa informação logo de mim! – disse Afrodite. – Ao menos me diga se ele beija bem!

– Afrodite! – exclamei.

– Já chega. – disse Artemis. – Atena, gire a garrafa uma ultima vez e pronto. Essa será a ultima pergunta.

Eu girei, a ponta parou em Afrodite e o fundo em mim.

– A final Afrodite, você ama o Ares ou Hefesto?

Notas finais
Hey! Pessoas, acreditem, eu sei que comessou a ficar chato esse negocio das bebidas, mas vocês entenderão nos dois proximos capítulos. Gente, eu só consegui revisar o capítulo uma vez antes de postar, então, se vocês encontrarem qualquer errinho, por favor, me avisem.