Brincando Com o Inimigo

18 Capítulo Dezoito.


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS! Vocês devem estar se perguntando "Ela não vai arrumar um dia fixo para postar?" Bem, não, eu não vou. Não vou encher vocês de falsas esperanças dizendo que vou postar em um dia, sendo que eu provavelmente não vou. Se eu fizesse isso, iria acabar sendo apedrejada. E agora eu repito: LEIAM AS NOTAS FINAIS!

POV: Narradora.

Poseidon batia o pé de forma impaciente. Já se passara das três da manhã, e Atena ainda não havia chegado.

Por volta da meia noite, quando o deus dos mares estranhou o fato de ela não ter chegado, arrastou a poltrona do seu quarto para o corredor, e lá ficou sentando, esperando por Atena. E era ali que ele se encontrava até agora.

O deus poderia dizer que não estava preocupado com ela, mas ele estaria mentindo.

Ele não gostava de mentir. Tinha ciência de que as mentiras que ele contou já haviam estragado à sua vida por tempo de mais. Quando se separou de Anfitrite, ele prometeu a sí mesmo que não iria mais mentir, ao menos não para sí próprio.

Ele estava sim muito preocupado. Afinal, quem não estaria no lugar dele? Atena saíra do palácio às seis da tarde dizendo que iria ver um filme no Olimpo com as outras deusas, mas já eram três da manhã e ela ainda não chegara. E para “aliviar” o estado de espirito do deus, ela levara garrafas de bebidas.

Quem demora nove horas para ver um filme?! Poseidon se perguntava.

Pare de tentar enganar a sí mesmo! Você sabe muito bem que ela não está vendo filme nenhum. A voz da consciência soou na cabeça do deus.

– Acha que eu não sei disso?! — Poseidon falou em voz alta – Acha que eu não estou me culpando por ter dado uma de idiota?! Por eu não ter achado estranho logo Atena, a deusa mais certinha do Olimpo, ter levado garrafas de bebida alcoólica para ir ver um misero filme?! — ele quase gritou.

O deus abaixou a cabeça, colocando as mãos entre os cabelos e com os cotovelos apoiados nas pernas.

Ele se lembrou de Atena.

De Atena o beijando no lago. De Atena dormindo ao seu lado. De como ela ficava bonita dormindo, sem nenhuma preocupação estampada em seu rosto, sem nenhuma pose a manter. O deus se lembrou do sorriso dela ao adentrar a biblioteca. Da expressão incrédula dela ao constatar que os dois gostavam das mesmas musicas. De quando ela pisou no pé do deus por não saber o que havia atrás de uma misera porta.

Ele sorriu com isso.

Lembrou-se de vê-la chorando embaixo de uma arvore no jardim, depois de uma discussão que os dois tiveram, e de como ele ficou com o coração despedaçado, mas não ousou chegar perto dela, ainda mais quando ele não sabia o que tinha feito para deixa-la tão mal. Se lembrou do rosto de Atena quando saiu de debaixo da arvore e voltou para o seu quarto, da sua voz falando para o relógio “Não é possível, como o tempo pode ter passado tão rápido?”.

Sim, Poseidon a observava. Ele sempre a observou.

Ele se lembrou do beijo no parque.

O primeiro beijo que os dois trocaram. O primeiro beijo da existência dela.

Poseidon ouviu um barulho. Agilmente, levantou a cabeça, encontrando uma Atena praticamente caindo de tão bêbada.

– Atena, você está bem? – Poseidon se levantou, indo até a deusa, e a ajudando a se manter de pé.

Ela riu da pergunta do deus. Riu tanto que, se desvencilhando dos braços de Poseidon, se apoiou na parede e foi deslizando, até se encontrar sentada e dando gargalhadas que ecoavam por todo o corredor.

– Poseidon, deixa eu te contar um segredo? – Ela perguntou, se controlando para não voltar a rir.

– Acho... Pode, pode me contar.

– Você está muito engraçado – ela disse, e logo depois caiu na gargalhada novamente.

– Atena, já chega! – Poseidon a levantou, sacudindo-a, fazendo com que ela parasse de rir e ficasse com uma expressão neutra, embora seus olhos ainda rissem. – Eu vou te fazer perguntas, e você vai respondê-las, entendeu?

Atena assentiu.

– Onde você estava? – Poseidon começou.

– No Olimpo. – Ela respondia sem hesitar.

– Com quem você estava?

– Afrodite.

– E quem mais?

– Artemis.

– Tinha algum homem lá, Atena? – A expressão do deus era sombria ao fazer essa pergunta.

– Não. – A expressão de Poseidon se aliviou ao ouvir a resposta, mas não completamente.

– Você está mentindo? – Ele quis saber.

Atena revirou os olhos antes de responder, mas sorria minimamente.

– Não.

– Então por que demorou tanto?

Ela deu de ombros.

– Atena, não tente me enganar, ninguém demora nove horas para ver um filme.

Ela revirou os olhos novamente, o que fez o deus sorrir. Esse gesto era tão... Atena!

– Poseidon, eu juro pelo rio Estige que todas as respostas que eu te dei eram verdadeiras. – Um trovão ressoou, e mesmo de baixo da água ele foi audível.

– Ok, eu acredito em você, mas me responda uma coisa: que filme você viu?

Atena puxou Poseidon pela nuca, selando seus lábios. Ele nem teve tempo de ficar surpreso, porque meio segundo depois a deusa se separou dele.

Mordendo o lábio, a deusa falou:

– Só assim mesmo para você calar essa boca.

E com essas palavras, Atena se virou e entrou em seu quarto, trancando a porta logo em seguida.

Poseidon encarava a extensão do corredor a sua frente.

Atena sorria, com as costas apoiadas contra a porta de seu quarto.

Poseidon sorriu depois de um tempo, entrando em seu quarto logo depois, mas fez questão de deixar a porta destrancada.

Atena se jogou na cama, mordendo o lábio e sorrindo.

Poseidon se jogou na cama, encarando abismado o teto a sua frente.

E ambos se perguntavam: “Será que está acontecendo de novo?”.

Notas finais
É o seguinte pessoal: eu não gosto do nome da fic. Eu tinha colocado esse titulo quando eu postei, porque eu tava doida pra postar logo e não tinha nenhum nome. Então ficou esse mesmo. Mas, agora que vocês já entenderam mais ou menos a história, eu vou fazer um concurso para mudar o nome da fic. Vai funcionar assim: vocês mandam sugestões de títulos, no próximo capítulo eu apresento os títulos, e vocês votam. Já comecei o próximo capítulo, e não devo demorar muito para postar.